Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

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Apesar do árbitro e da chuva, santistas fizeram a festa no Pacaembu


Um público de 37.700 pessoas viu o Santos vencer o Deportivo Táchira por 3 a 1 no estádio municipal de São Paulo. A Torcida Jovem comandou a massa. E até o tobogã ficou lotado.

Dizem que os grandes jogos têm de ter chuva. E ontem, no Pacaembu Caldeira (ou seria o Caldeirão?) ela não faltou. Teve também um Santos fulminante, que em 13 minutos já tinha feito 2 a 0 no Táchira – Neymar e Jonathan – e até poderia ter feito mais.

Da forma como jogou nos primeiros minutos o Santos deu a impressão de que pode vencer qualquer time. Em uma jogada pela lateral, Ganso, Neymar e Elano trocaram toques curtos no meio de alguns adversários e ali deixaram claro a enorme diferença de categoria entre eles e os jogadores comuns.

Mas, apesar da genialidade de Neymar, que fez o primeiro gol e criou a jogada que gerou o terceiro, os jogadores mais consistentes da partida não foram nenhum dos três astros alvinegros. Quem matou a pau foram os laterais Jonathan e Léo e os volantes Arouca e Danilo.

Danilo participou dos dois gols iniciais e fez o terceiro; Arouca foi um jogador tão ágil e eficiente que chegou a ter o nome gritado pelo estádio no meio do jogo; Jonathan, que fez o segundo gol, e o incansável Léo, marcaram bem e ainda apoiaram com perigo.

A defesa só deu algum susto no primeiro tempo em um lapso de poucos minutos em que Durval pareceu ter dado um tilt. Foi encoberto por uma bola, recuou outra na fogueira, errou um passe… Enfim, nosso cangaceiro parecia um peixe fora d’água.

Sem querer ser dedo duro, devo confessar que em uma cobrança de escanteio fiquei observando o comportamento do capitão Edu Dracena. Ele não orientou ninguém e também não marcou nenhum adversário. Quando a bola foi cruzada, deixou Durval saltar sozinho com outros jogadores e ficou na sobra. Se fosse gol, ele nem teria participado do lance.

Enfim, a impressão que fica é que com essa dupla de zaga o Santos sempre vai tomar gols, mesmo contra adversários fracos. Se a intenção é mesmo conquistar a terceira estrela, acho bom providenciar a contratação de dois zagueiros. Edu Dracena tem experiência, mas já não tem pernas e nem entusiasmo. Durval tem vitalidade física, mas não tem cabeça e categoria. Se não fossem os volantes…

Ganso, Neymar e Elano

Mesmo sem estar na plenitude de sua forma física, Paulo Hernque Ganso é sempre importante, pela forma como clareia as jogadas e dita o ritmo do jogo. Neymar é Neymar, o garoto que pode definir a partida em uma arrancada, como no lance do terceiro gol. Elano também é um craque, mas não está rendendo tudo o que pode. Não sei o que houve com ele, mas aquela alegria inicial por ter voltado ao Santos arrefeceu. É preciso que se concentre mais, ou logo sua condição de titular será contestada.

Um árbitro mal intencionado. De novo…

O jogo ainda teve, como eu infelizmente esperava, um árbitro argentino tendencioso, que deixou Ganso, Léo, Neymar e Cia apanharem à vontade dos venezuelanos. E só não complicou mais a vida do Alvinegro Praiano porque não teve oportunidade.

Ocorreram no mínimo quatro faltas que mereciam cartão vermelho direto, mas o senhor Nestor Pilantra, quero dizer, Pitana, só dava o amarelo. E dava de forma tão calculada, que amarelou quase todo o time do Táchira, mas não expulsou ninguém.

O jogador do Táchira chegava atrasado de propósito e chutava o brasileiro. Isso aconteceu contra Neymar, Ganso, Zé Eduardo e Léo. Todo o mundo viu, menos quem é pago para ver.

Por outro lado, era só encostar no jogador do Táchira, que o tal Pilantra, quer dizer, Pitana, marcava falta. Bem que eu preveni a Suzana e ao Fernando, um santista ensopado, enrolado em uma bandeira, que assitiu o jogo ao meu lado: “no primeiro lance duvidoso perto da área esse sacana dará falta pro Tachira.”

Não deu outra. Desta vez inocento Edu Dracena. Ela não fez falta. Há no futebol pequenos desequilíbrios provocados pela luta pela bola, mas se todos forem falta, não haverá mais bola corrida. Dracena tomou o drible e, em um movimento instintivo, levou o braço à frente, mas isso não atrapalhou o adversário, que, no entanto, se jogou ao chão.

Rafael armou mal a barreira, não gritou o suficiente e não se preparou para a cobrança. Deixou seu canto direito muito aberto, talvez pensando que um jogador canhoto bateria a falta. Mas quem cobrou foi o destro Chacón, com maestria. Isso foi aos 24 minutos do segundo tempo, diminuindo para 2 a 1. Sofresse mais um gol, e o Santos poderia ser eliminado.

Outro detalhe é que o senhor Nestor Pilantra, ou melhor, Pitana, deixava que os jogadores do Tachira diminuissem a distância da barreira quando as faltas favoreciam ao Santos, mas foi rigoroso na cobrança que provocou o gol venezuelano. Enfim, mais uma arbitragem danosa ao time brasileiro, que só não se complicou mais porque foi muito superior e não revidou a violência do adversário.

Estranho adversário, por sinal, que mesmo já eliminado, chegou a São Paulo uma semana antes da partida, se preparou como se fosse para uma final, utilizou todos os titulares e continuou jogando em seu campo mesmo quando perdia por 2 a 0. Não sei, mas tive a impressão de que o Táchira não jogava apenas para defender seus próprios interesses nesse jogo.

Reveja os melhores momentos de Santos 3, Táchira 1:

http://youtu.be/JgGJl243-FE

Veja ainda a dramática vitória do Cerro sobre o Colo Colo:

http://youtu.be/5anHvjf5qpc

América do México, o próximo adversário

Se fosse o primeiro do grupo, o Santos pegaria o Estudiantes, mas como o Cerro Porteño conseguiu uma virada espetacular e venceu ao Colo Colo no Chile, por 3 a 2, é ele quem enfrentará o time argentino, cabendo ao Santos jogar contra o América do México.

Os jogos contra o América serão dia 27 de abril, próxima quarta-feira, no Brasil, e 4 de maio, a quarta-feira seguinte, no México. Particularmente, gostei desse adversário. O América joga mais futebol e é menos catimbeiro do que o Estudiantes. Ao menos é um time que tentará ganhar na bola.

Não sei que estádio o Santos escolherá para mandar o seu jogo contra o América. Provavelmente a Vila Belmiro, por acreditar nos poderes do Alçapão. Porém, quem foi ao Pacaembu ontem, e mais uma vez percebeu a força e a sintonia da torcida com o time no tradicional estádio paulistano, certamente lamentará que o Santos não continue disputando a Libertadores nele.

E você, o que achou da vitória do Santos ontem? Ficou mais confiante para a conquista da terceira estrela, ou ainda falta muito para o time ficar do jeito que você quer?


Qual sua opinião sobre Santos e Táchira?

Estou indo ao Pacaembu. Eu e a Suzana, claro. Logo que a partida terminar, voltarei para casa e farei o post. Mas talvez ele só esteja no ar por volta das 22 horas. Não importa. Use o espaço dos comentários deste post para analisar o jogo.

Vamos comentar a partida e, se tudo correr bem, festejarmos juntos essa grande vitória do Santos. Mesmo respeitando o adversário, que vem completo e chegou uma semana antes para se preparar, em Itu, acredito que o Santos possa vencer bem.

O marcador de 3 a 0 não sai da minha cabeça. Mas as inseguranças da defesa do Santos também não, o que talvez indique 3 a 1 como o resultado mais provável para esta partida.

Porém, se começar fazendo gols logo no início e se o adversário se perder com o jogo envolvente do Santos e com o entusiasmo da torcida que lotará o Pacaembu, uma goleada histórica não está descartada.

E você, o que acha do jogo? Tem o palpite de um resultado?


Festa! Hoje nenhum santista pensa em outra coisa


Neymar e Arouca: na Venezuala não deu. Mas hoje tem de dar!

Futebol é futebol. E o Deportivo Táchira, que joga pela honra, já que não tem mais pretensões na Copa Libertadores, deve ser respeitado. Até porque é um time que costuma se sair melhor fora de casa do que diante de seus torcedores. Porém, depois da vitória heróica sobre o Cerro Porteño, em Assunção, é impossível negar que, em um Pacaembu lotado e com o time completo – com Ganso, Elano e Neymar –, o Santos tem tudo para conseguir sua classificação em grande estilo.

Goleada? Sim. Não consigo imaginar o Alvinegro Praiano marcando menos de três gols, hoje, contra os bravos venezuelanos, que podem até começar a partida bem entusiasmados, mas após sofrerem o primeiro gol, deverão baixar a guarda. Pois o que lhes interessa mesmo são as finais do campeonato de seu país, para as quais já estão classificados.

É o tipo de jogo que o Santos só não vence bem se tropeçar em seus próprios erros, o que, com um técnico experiente e esperto como Muricy Ramalho, fica mais difícil. Nervosismos e afobações não fazem parte da cartilha de Muricy, que na hora de comandar o time é um estrategista frio e confiante.

E, depois de muito tempo, o Santos poderá jogar com todos os seus titulares. Rafael, Jonathan, Edu Dracena, Durval e Léo; Arouca, Danilo, Elano e Ganso; Neymar e Zé Eduardo é o time que entrará em campo. No banco, ainda estará o ligeirinho Maikon Leite, que pode surgir no segundo tempo para aproveitar os contra-ataques.

Muricy preferiu tirar Adriano para a entrada de Elano. Concordo com ele. Adriano tem se revelado um excelente marcador, mas hoje esta função pode ser exercida por Arouca, sobrando a Danilo a oportunidade de avançar um pouco mais.

Novamente os olhos estarão sobre o trio de ouro Elano, Ganso e Neymar. Creio que as instabilidades da Vila Belmiro serão esquecidas e se mostrarão tranqüilos e determinados, como devem ser.

Quanto à defesa, ficaria surpreso se ela sofrer um gol do Táchira, mas não muito. Os venezuelanos marcaram ao menos um contra o Cerro e o Colo Colo quando jogaram fora, e o miolo da defesa do Santos costuma dar umas claudicadas de vez em quando. Porém, é o tipo de jogo que, mesmo que sofra um gol, o Santos tem tudo para fazer vários.

Na verdade, não espero que o Deportivo Táchira, do técnico Jorge Luis Pinto, vá ao ataque nem mesmo quando estiver perdendo. Um empate ou uma derrota honrosa já são suficientes para o time voltar para casa de cabeça erguida. E não se pode dizer que não se prepararam bem para o jogo, pois chegaram uma semana antes e ficaram treinando em Itu.

O aurinegro, como é chamado o Táchira, jogará com Sanhouse, Moreno, Zafra e Rouga; Chacón, Parra, Guerrero e Fernandéz; Hernandéz; Del Valle e Herrera. Como eu disse, é um time que até aqui se saiu melhor fora do que em casa. No seu campo, perdeu dois jogos e empatou um, marcando duas vezes e sofrendo seis gols. Fora, tem um empate com o Cerro (1 a 1) e uma derrota apertada para o Colo Colo (2 a 1). Ou seja, rende melhor sem pressão.

É claro que Muricy pedirá paciência, mas o Pacaembu exigirá que o Santos não deixe o adversário respirar e que já decida o jogo nos primeiros minutos. Esse é o espírito do Santos.

Cuidados com a arbitragem

É sempre bom lembrar que o trio de arbitragem será argentino e que certamente eles não serão contagiados pelo clima de festa que tomará o estádio. Nestor Pitana será auxiliado por Gustavo Esquivel e Diego Bonfa. Não os conheço, mas não gosto de nenhum deles. Sei que, se puderem, farão seu nome neste jogo e poderão contar aos seus filhos a história do Pacaembuzaço (toc-toc-toc).

Que não hajam chiliques, faltas desnecessárias, reclamações excessivas e acintosas ao árbitro. Que os santistas usem a inteligência e façam com que, se algum jogador tiver de ser expulso, que seja do Táchira.

Chances de classificação

Se vencer, todo mundo sabe, o Santos estará classificado. Se empatar, dependerá que o jogo entre Colo Colo e Cerro Porteño, no mesmo horário, em Santiago do Chile, não termine empatado.

Para terminar como primeiro do grupo, o Santos precisa vencer e torcer para que Colo Colo e Cerro empatem. Ou deve ganhar de goleada do Táchira e superar o Cerro no saldo de gols.

Até hoje o Cerro tem 10 gols marcados e saldo positivo de quatro gols. O Santos marcou oito e tem saldo de um gol. Se Cerro e Santos vencerem, ambos ficarão com 11 pontos ganhos e três vitórias e a decisão será no saldo de gols e, em caso de persistir o empate, no número de gols marcados.

Portanto, se, por exemplo, o Cerro vencer o Colo Colo por 1 a 0, o Santos será o primeiro do grupo caso derrote o Táchira por quatro gols de diferença. 4 a 0 já bastaria, pois o Alvinegro Praiano iria aos mesmos cinco gols de saldo que o Cerro, mas teria 12 gols marcados, contra 11 do rival.

Bem, estou otimista, e você? Acha que hoje viveremos uma grande festa no Pacaembu, ou é bom ter cuidado com o Táchira?


O milagre de Santiago não veio. Agora resta o de Assunção

O milagre não veio. Até que o Táchira começou bem e marcou aos 3 minutos, com Pérez. Mas Diego Rubio empatou aos 5, marcou novamente aos 22 e o Colo Colo venceu por 2 a 1, deixando o Santos em uma situação delicadíssima no grupo. Agora, para continuar com chances reais de classificação, o Santos – mesmo desfalcado de Neymar, Elano e Zé Eduardo – terá de vencer o Cerro Porteño, em Assunção, na próxima quinta-feira.

Mas o empate ainda não o manterá vivo?, perguntarão alguns.

Sim, mas se empatar, Colo Colo e Cerro ficarão com nove pontos e poderão fazer um jogo de compadres na última rodada, já que o empate classificará ambos (pois o Santos, mesmo que depois vença o Táchira, só poderá alcançar nove pontos).

Muitos torcedores estão se perguntando como o Santos permitiu que a situação chegasse a este nível, já que era o favorito não só para se classificar, mas para terminar em primeiro lugar no grupo.

Na verdade, o Alvinegro Praiano teve três resultados inesperados: o empate contra o Táchira, o empate na Vila Belmiro com o Cerro Porteño e a derrota para o Colo Colo no Chile.

Nos três jogos o Santos poderia ter conseguido algo melhor, ou seja, obtido a vitória sobre o Táchira e o Cerro, e ao menos o empate contra o Colo Colo.

Se tivesse de mudar apenas um desses três resultados, qual seria?

Bem, vencer o Táchira não mudaria muito a sua situação, pois hoje o time teria sete pontos e, se perdesse para o Cerro, também dependeria de vencer o Táchira e torcer para o Colo Colo não derrotar o Cerro Porteño na última rodada.

E se o Santos ao menos tivesse empatado com o Colo Colo no Chile?

Também não haveria uma mudança muito significativa nas suas chances, já que uma derrota para o Cerro asseguraria ao time paraguaio o primeiro lugar do grupo, mesmo que perdesse o último jogo para o Colo Colo – resultado que classificaria o time chileno.

E se, ao invés de ter sofrido aquele gol no último minuto contra o Cerro Porteño, na Vila Belmiro, o Santos tivesse conseguido segurar a vitória?

Bem, aí a história seria outra. O Santos hoje teria sete pontos, mesma pontuação do Cerro e dois pontos a menos do que o Colo Colo. Mesmo que perdesse para o Cerro na quinta-feira, iria para a última rodada dependendo apenas de dar uma goleada no Táchira para se classificar. Por que? Explico:

Com uma vitória sobre o Táchira, o Santos iria para 10 pontos, certo? Enquanto isso, na outra partida, o Colo Colo, com nove pontos, enfrentaria o Cerro, com 10. Qualquer que fosse o resultado dessa partida, o Santos se classificaria com uma goleada sobre o Táchira.

Bem, se empatasse com o Cerro, a situação seria melhor, é claro, pois dependeria apenas de uma vitória sobre o Táchira. Isto, porém, se tivesse vencido o Cerro na Vila. Como não venceu, a realidade é a seguinte:

Perdendo na quinta, o Santos estará eliminado, pois só poderá chegar, no máximo, aos oito pontos ganhos, menos do que os 11 do Cerro e os nove do Colo Colo.

O empate, como eu já disse, faria com que Cerro e Colo Colo tenham a possibilidade de empatar para garantir, mutuamente, as vagas, pois chegariam a 10 pontos e o Santos só poderia alcançar nove.

A vitória, então, tornou-se o único resultado que pode ser definido como positivo para o Santos em Assunção. Com ela o time ficará em situação privilegiada, pois só dependerá de uma vitória simples sobre o já eliminado Táchira para garantir a vaga.

Isso porque, se vencer o Cerro, o Santos irá para a última rodada com oito pontos ganhos, mesmo número do time paraguaio e um a menos do que o Colo Colo. Porém, chegará a 11 pontos com a vitória sobre o Táchira, o que será impossível que Cerro e Colo Colo alcancem ao mesmo tempo.

Vencer o Cerro, na verdade, transformará a situação do Santos da água para o vinho. De um time quase desclassificado, o Alvinegro terá boas chances até de terminar o grupo na primeira posição (basta que o Colo Colo não vença o Cerro). Enfim, sobraram contas e mais contas. E esperança.

Com que espírito você acha que o Santos de Muricy entrará em campo na quinta-feira?


Santos venceu, mas ainda está distante da classificação

Quando Neymar, que até ali tinha uma atuação discreta, fez um golaço e deu ao Santos a vantagem de 3 a 0 sobre o Colo Colo, tudo indicava que a partir daquele momento a Vila Belmiro assistiria a uma goleada histórica. Estava só no começo no segundo tempo e o time chileno era pressionado impiedosamente.

Mas aí Neymar usou uma máscara com o seu rosto para comemorar o gol e o árbitro uruguaio Roberto Silveira lhe deu o segundo cartão amarelo e o vermelho, tirando-o da partida e também do jogo decisivo contra o Cerro Porteño, no dia 14.

No primeiro semestre do ano passado, quando ainda tinha Robinho, mais da metade do time do Santos comemorou um gol usando boné e dançando rap. Obviamente Neymar nunca imaginou que isso dava cartão amarelo. Ou alguém deveria ter avisado a ele, ou é questão de interpretação do árbitro, ou o uruguaio, para variar, queria ferrar o Santos.

Pois além de expulsar Neymar, o moço expulsou Zé Eduardo logo depois, e ainda expulsou Elano, que já tinha saído do jogo e estava no banco de reservas. Isso depois que o técnico do Colo Colo tinha dado umas peitadas no quarto árbitro, o brasileiro Paulo César de Oliveira, sem que recebesse cartão.

Com um jogador a menos, o Santos tentou se segurar, mas Marcelo Martelotte, que vinha bem até ali, tirou Paulo Henrique Ganso e Elano, ou seja, mais uma vez se esqueceu de que times precisam de armadores para ligar a defesa ao ataque e dar um destino inteligente às jogadas.

Com a saída de Pará, os únicos que podiam tentar armar alguma coisa passaram a ser Danilo e Léo. Por aí se vê como foi o Santos no final do jogo. Diante de tamanha desorganização, o Colo Colo apertou, fez dois gols, e só não empatou por que no fim, com receio das consequências de suas expulsões, o árbitro passou a apitar perigo de gol sempre que os chilenos se aproximavam da área santista.

Time estava fazendo sua melhor partida no ano

Pela primeira vez Danilo estava se comportando bem como meia, apoiando o ataque com perigo, a ponto de fazer o segundo gol. Adriano também marcava bem e Pará não cometia erros. O Santos sufocava o Colo Colo e dava a impressão de que se passasse a jogar sempre assim, venceria também seus outros adversários do grupo, obtendo a classificação facilmente.

A expulsão de Neymar e, talvez mais do que ela, a expulsão de Zé Eduardo – que, repito, parecia descontrolado desde o início do jogo –, além das péssimas substituições de Martelotte, fizeram o Santos voltar ao futebol medíocre que vinha mostrando este ano.

Para que tanto nervosismo?

Desde o início da partida percebia-se que os jogadores, principalmente Zé Eduardo e Elano, estavam “pilhados”. Reclamavam de qualquer coisa, estavam a fim de briga. Neymar também reclamava muito e logo de cara fez uma falta por trás que mereceu o cartão amarelo.

Faltou um líder, um jogador experiente para colocar a cabeça dos companheiros no lugar. Faltou alguém como Robinho, que antes da final da Copa do Brasil alertou para que o time terminasse o jogo com 11 jogadores em campo.

Era importante ganhar do Colo Colo, mas era apenas a primeira batalha e nem ao menos a mais difícil delas. O confronto decisivo será dia 14, próxima quinta-feira, contra o Cerro Porteño, em Assunção. Um empate e o Santos já estará praticamente eliminado.

Era importante ir com a chamada força máxima para o Paraguai, pois lá é que o bicho vai pegar de verdade. Ontem, na Vila, foi apenas um refresco perto do que se verá em Assunção. E justo na batalha decisiva os guerreiros mais nobres estarão de fora. Lamentável!

Agora Muricy deve juntar os cacos

Uma grande ironia é saber que o Santos, que tem três jogadores acima da média, só poderá contar com um deles no jogo mais importante que fará até aqui este ano. Sem Neymar e Elano, expulsos, só Paulo Henrique Ganso comandará o time em Assunção, em busca de uma vitória milagrosa.

O empate com o Cerro ainda não eliminará o Santos, mas na última rodada o time terá de aplicar uma goleada estrondosa no Táchira e ainda torcer para que o Colo Colo vença o Cerro, em Santiago. Um empate entre ambos e o Santos estará eliminado.

Além de perder o ataque titular – Neymar e Zé Eduardo –, o Alvinegro não terá o jogador que pode decidir a partida em uma cobrança de falta, que é Elano. Como vencer o Cerro, em Assunção, com tamanhos desfalques? Bem, esta é uma tarefa para o super Muricy.

Reveja os melhores momentos de Santos 3, Colo Colo 2:

Você acha que os jogadores do Santos é que foram indisciplinados, ou o árbitro foi severo demais? O que você achou do jogo? Como Muricy deve armar o Santos para enfrentar o Cerro Porteño em Assunção?


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