Blog do Odir Cunha

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Tag: Tetracampeonato Paulista (page 1 of 2)

Santos precisa ter a humildade de marcar Paulinho

Ontem este blog argumentou contra a escolha do árbitro Rodrigo Braghetto para atuar na decisão do Campeonato Paulista, domingo. Duas horas depois, pressionada pelas manifestações que se espalharam pelas redes sociais, a Federação Paulista de Futebol anunciou que Braghetto estava descartado e que haveria outro sorteio. O árbitro contemplado foi Guilherme Ceretta de Lima.

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A juventude e a velocidade de Victor Andrade e Patito são boas opções para ajudar o Santos a conquistar o histórico tetracampeonato (Fotos: Ivan Storti/ Comunicação Santos FC).

Falamos muito do nosso Neymar como provável fator desequilibrante do jogão deste domingo, mas nos esquecemos de Paulinho, um volante-meia moderno, que está vivendo a melhor fase de sua carreira. Com técnica e personalidade ele tem comandado o seu time e participado de muitas jogadas de gol. Merece uma atenção especial se o Santos quiser comemorar seu tetracampeonato na Vila Belmiro.

Digo isso porque no primeiro jogo da final, no Pacaembu, a falta de marcação em Paulinho explicou o domínio absoluto do Corinthians. Enquanto Marcos Assunção parecia sem pernas para acomapnhá-lo, Paulinho desfilou entre sua defesa, o meio-campo e o ataque com rara desenvoltura. Chegou a tornar-se atacante, de tanta liberdade que tinha.

Se eu pudesse alertar Muricy Ramalho – e fosse ouvido por ele – eu também diria que Danilo, apesar de seu jeito de caipirão que não quer nada, de quem só falta o cigarrinho de palha no canto da boca, é outro que pode decidir o jogo para o rival. É lento e oferece pouco perigo se não lhe dão espaço, mas quando consegue girar e bater na bola com tranquilidade, seus arremates e passes causam grande preocupação.

A velocidade de Romarinho e a habilidade e a malandragem de Émerson Sheick também merecem cuidados. Sem contar o oportunismo de Guerrero e Pato… Enfim, o adversário tem jogadores que em hipótese alguma devem ser negligenciados. O alvinegro de Itaquera não faz sucesso há um ano por acaso.

Entretanto, por mais que se preocupe com o oponente, o Santos precisa predominar no clássico, pois é ele quem necessita da vitória para chegar ao quarto título paulista seguido. O desafio de Muricy é colocar em campo um time que, apesar da categoria e da experiência do adversário, domine a partida, crie e faça os gols necessários para a vitória.

Acelerar o jogo pode ser a solução

O ideal é marcar presença na área adversária, com jogadores especialistas em aproveitar bolas cruzadas e bate-rebates, tais como André e Miralles, ou o Santos deve entrar com um time mais rápido, que se infiltre pelas beiradas do campo e desnorteie a defesa rival?

Há que se levar em conta, ainda, que o Corinthians está um pouco mais desgastado, pois jogou no meio da semana a sua sorte na Libertadores. Nesse caso, a juventude e a velocidade de jogadores como Patito, Victor Andrade e Felipe Anderson não seriam mais eficazes?

Com um meio-campo e ataque formado por Arouca, Renê Junior, Cícero, Felipe Anderson, Patito Ou Victor Andrade) e Neymar, o Santos teoricamente chegará mais rápido à área adversária. E ainda haveria Bruno Peres e Léo fustigando pelas laterais. Seria uma tática ofensiva, sem dúvida.

Mas se Muricy preferir o sistema tradicional, inserirá Marcos Assunção na equipe, pois é o santista que melhor bate na bola e que pode transformar toda falta mais ou menos perto da área em chance de gol. Porém, se tirar Renê Junior, a defesa ficará exposta e Paulinho, novamente, deverá deitar e rolar. Por isso, mesmo com a entrada de Assunção, Renê deverá ser mantido, o que forçará a saída de um jogador de ataque, provavelmente Patito (ou Victor Andrade).

Por outro lado, já que a preferência por Assunção significa apostar nas bolas cruzadas para a área, André ou Miralles seriam escalados, o que tiraria também do time o imprevisível Felipe Anderson, e o meio e o ataque do Santos teriam Arouca, Renê Junior, Cícero, Marcos Assunção (um pouco mais adiantado), Neymar e André (ou Miralles).

Estritamente no papel o alvinegro de Itaquera é mais equilibrado, competitivo e, consequentemente, favorito. Mas o aspecto motivacional deve influir a favor do Santos, pois o título vale muito mais pare ele. Um único título estadual não vale tanto, mas quatro seguidos valem muito. Há, ainda, a tensa atmosfera da Vila, estimulante para o time que joga em casa, angustiante para quem vem de fora.

E para você, como o Santos deve jogar para ser campeão?


Diretoria do Santos não deveria aceitar arbitragem de Braghetto

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Luiz Flávio de Oliveira expulsa Neymar depois de ser alertado por Rodrigo Braghetto

O árbitro Rodrigo Braghetto, escalado para apitar o jogo decisivo do Campeonato Paulista, na Vila Belmiro, entre Santos e Corinthians, tem uma empresa de eventos – a Apto Assessoria – da qual um dos maiores clientes é o alvinegro de Itaquera. Como ninguém no Brasil consegue viver de arbitragem, atividade que ainda não é profissional por aqui, Braghetto ganha o pão com sua empresa, ou, em outras palavras, depende da verba que recebe do alvinegro paulistano. Por isso, é no mínimo antiético escalá-lo para um jogo tão importante que envolve o seu cliente.

Substitua Braghetto por Carlos Amarilla e veja que a coisa não está certa. Imagine se Amarilla tivesse uma empresa de eventos da qual o Corinthians fosse um dos principais clientes. Você acha que o contrato entre o clube e a empresa seriam renovados depois da atuação desastrosa do paraguaio quarta-feira? Que corintiano gostaria de saber que seu clube gasta dinheiro com um árbitro que foi o responsável pela eliminação do time na Copa Libertadores?

Por outro lado, coloque-se no lugar de Braghetto. Qual será a sua tendência no momento de julgar os lances duvidosos? Favorecer o Santos, que não lhe paga nada, ou ficar bem e evitar controvérsias com a agremiação que lhe reserva, regularmente, um certo faturamento?

Baseado no mesmo princípio é que o testemunho de parentes e amigos não têm valor em um julgamento, por serem suspeitos. O fato de ter um vínculo financeiro com um dos times na disputa torna Braghetto justamente isso: um árbitro sob suspeita. Conhecendo o passionalismo que assola nosso futebol, e prevendo as consequências danosas que uma atuação equivocada de Braghetto podem trazer ao campeonato, a Federação Paulista de Futebol jamais deveria tê-lo escolhido e o Santos Futebol Clube jamais poderia ter aceitado seu nome.

Hoje o futebol está repleto de lances polêmicos. A tevê, com o replay, a câmera lenta, superlenta, e o tira-teima, potencializou os erros da arbitragem. Mesmo o melhor e mais preciso árbitro do mundo não consegue passar incólume por uma partida. Por isso é importante que não haja a mínima suspeita sobre um árbitro, ou se correrá o risco de que sua atuação, mesmo bem intencionada, provoque clima hostil, revolta e descrédito.

Perceba que não estou dizendo que Braghetto é desonesto e que foi escolhido para ajudar o time da capital. Mas é a impressão que ficará se, por uma infelicidade, cometer erros decisivos que favoreçam o alvinegro itaquerense e roubem do Santos a rara oportunidade de alcançar o tetracampeonato estadual.

O bom senso dizia que a escolha fosse outra. A própria sensibilidade do momento pedia outra atitude da Federação Paulista. A torcida corintiana está amargurada, e com razão, pela atuação tendenciosa de Amarilla. Qualquer árbitro que fosse escolhido para a decisão de domingo já entraria em campo com essa pressão, ainda mais um que tem o Corinthians como cliente preferencial.

Espero que a escolha de Rodrigo Braghetto seja revista pela Federação Paulista de Futebol e que outro nome venha dirigir o grande jogo que define o Campeonato Paulista de 2013. Sou contra chorar depois do leite derramado. O momento da diretoria do Santos agir é agora.

E você, acha que Rodrigo Braghetto é o melhor árbitro para domingo?


“Nós temos a obrigação de marcar a história desse clube”

arouca, cicero e marcos assuncao
Cícero, Assunção e Arouca no treino desta terça-feira (Foto: Ricardo Saibun/ Divulgação Santos FC).

Esta frase do título foi dita pelo técnico Dorival Junior em sua preleção antes de o Santos fazer o jogo decisivo contra o Vitória/BA e conquistar a Copa do Brasil de 2010, garantindo vaga para disputar a Copa Libertadores de 2011. Veja e ouça como o treinador motivou o time para a decisão:

A volta por cima na Libertadores

No ano seguinte, o Santos vinha mal na competição sul-americana, com apenas dois pontos em três jogos. Poucos acreditavam que pudesse dar a volta por cima. Na quarta partida, porém, contra o Colo Colo, na Vila Belmiro, a sinergia entre o time e a torcida mostrou que naquela noite iria começar uma nova história. Reveja o momento mágico da mudança:

Você acha que a motivação dos jogadores e o apoio da torcida podem decidir o tetra domingo?


Com dificuldade tem mais valor. E é mais gostoso…

Entendo os santistas que já jogaram a toalha. A maioria das pessoas, diante de uma grande dificuldade, entrega os pontos mesmo antes de lutar. É natural do ser humano e é por isso que de uma competição com 20 clubes, poucos almejam o título e só um será campeão. Desculpem-me, mas sou diferente. Gosto da dificuldade. Ela me força a ser melhor, me faz crescer. E o futebol é, para mim, mais um instrumento para exercitar esse eterno desafio interior.

Lembro-me dos saudosos tempos das peladas no campo do Diamante de Cidade Dutra, bem em frente de casa. Se havia um número ímpar de jogadores, eu fazia questão que o meu time ficasse com um a menos. Que graça teria ganhar o jogo com um a mais? E na hora de escolher, preferia como companheiros aqueles que davam o sangue, eram solidários e encaravam marcar gols, ou marcar o adversário, com a mesma disposição. Assim, sempre ao lado do mano Marcos, fiquei um ano sem perder no Diamante.

E um dia apareceu por lá o amigo Juarez, que começou com a gente, mas àquela altura já era jogador profissional do Juventus. Ficamos em times opostos e a lógica dizia que o meu perderia. Mas o jogo seguiu disputado até o final, quando roubei a bola do Juarez, que saia driblando de sua defesa, penetrei e fuzilei o goleiro, marcando o gol da vitória. Que sensação!

O mesmo espírito levo para o tênis e o xadrez, modalidades em que sempre preferi enfrentar oponentes teoricamente mais fortes. Primeiro porque eles nos obrigam a subir de nível, a dar o máximo que temos e, às vezes, descobrir em nós mesmos forças que desconhecíamos. E depois, é claro, porque vencê-los proporciona uma sensação de realização e felicidade incomparáveis.

Se eu fosse um jogador deste Santos que domingo enfrenta o Corinthians em busca do tetracampeonato paulista, estaria radiante e ansioso pela oportunidade de, diante de minha torcida, realizar um momento que ficará marcado na história do clube. Não estaria tão empolgado se o adversário fosse uma equipe de menor expressão, que tivéssemos a obrigação de vencer. Mas é o atual campeão do mundo, com alguns jogadores que estão entre os melhores do País, como este grande meia chamado Paulinho. Então, a grandeza do rival torna o desafio ainda maior, e é este desafio que deve empolgar os santistas que apreciam a competição, o verdadeiro espírito do esporte.

Não poderia haver adversário, local e nem circunstância melhores para coroar o tetracampeonato do Glorioso Alvinegro Praiano. Feche os olhos e veja o palco armado para o grande espetáculo, sinta a torcida, a tensão no ar, os times entrando em campo, o hino, imagine a bola rolando e o nosso Santos, como nos seus momentos mais marcantes, buscando o gol com determinação…

Um jogo como esse é o que separa os homens dos meninos, os craques dos jogadores comuns, os profissionais dos amadores. Por momentos assim é que crianças sonham ser jogadores de futebol, os técnicos imaginam suas táticas, os jornalistas estudam (ou deveriam estudar) e os torcedores se afligem antecipadamente. Este é o duelo esperado, o jogo tão aguardado. Nenhuma incerteza pode atrapalhar a cabeça do gladiador ao entrar na arena. É o momento em que ele se transforma no seu próprio Deus.

Por isso, todos os santistas – os que vão adentrar o campo de luta e os que ficarão de fora, com o coração aos pulos – devem agradecer esta rara oportunidade. Um tetracampeonato do Estadual mais disputado do País não teria o mesmo valor se fosse decidido em outras circunstâncias e diante de um adversário menos importante. Até a descrença de alguns faz parte do quadro dramático que cerca o espetáculo. Na verdade, é por momentos assim que amamos o futebol.

Reveja o dia em que, mesmo desfalcado e desacreditado, o Santos realizou a maior virada na história dos Campeonatos Brasileiros:

E você, com que espírito está esperando o grande jogo?


Santos decidirá o tetra na Vila Belmiro!

edu dracena com a torcidarafael - defesa milagrosa
O capitão Edu Dracena – comemorando no alambrado, em foto épica de Ricardo Saibun – fez o gol de empate e converteu o pênalti decisivo; Rafael defendeu as cobranças de Carlos Alberto (foto) e Roni. Dracena e Rafael se tornaram os heróis do Santos na renhida luta contra o bravo Mogi Mirim. Este é o espírito que deve empurrar o time nas duas batalhas que faltam para o tetra!

O único resultado que faria o Santos decidir o tetra em casa aconteceu. Depois de um empate – melancólico 0 a 0 – o Corinthians venceu o São Paulo na disputa de pênaltis e, como aconteceu em 2009 e 2011, será o adversário do Santos na final do Campeonato Paulista. Como teve melhor campanha, o Alvinegro Praiano deverá fazer o primeiro jogo no Pacaembu, no próximo domingo, e decidir o título na Vila Belmiro, no domingo seguinte, dia 19 de maio.

Se fomos tão críticos ao analisar o jogo do nosso Santos contra o Mogi Mirim, não devemos ser complacentes com os times que fizeram o clássico no Morumbi. Uma pelada! – assim se pode definir o embate entre São Paulo e Corinthians, que mostrou dois times amarrados, com mais medo de sofrer gols do que vontade e capacidade de marcá-los.

O clássico que vi me deixou menos pessimista com relação à final. Imaginei que com o futebol que mostrou contra o Mogi o Santos não teria chance na decisão, mas depois de ver o futebolzinho que são-paulinos e corintianos mostraram, acho que é plenamente possível buscar esse tetra.

Mais preocupado com a Copa Libertadores, exausto pela maratona de jogos, o Alvinegro de Itaquera não tem demonstrado a mesma força do ano passado. Com alguns jogadores veteranos e estilo de jogo precavido, a equipe comandada por Tite joga em ritmo lento e aposta em vitórias apertadas. As derrotas para Linense e Boca mostraram que diante de um adversário determinado seu rendimento cai muito.

Local das finais repetirá 2011. Decisão não tem favorito

Nesta segunda-feira haverá uma reunião na Federação Paulista de Futebol para definir os locais dos jogos decisivos. Para a Federação a alternativa mais grandiosa seria realizar os dois jogos no Morumbi, com rendas divididas. Mas logo após o clássico o presidente do Corinthians, Mário Gobbi, aumentou o tom de voz para dizer que nada fará seu time jogar em outro lugar a não ser o Pacaembu. Com isso, o Santos, que prefere os dois jogos no Morumbi, será forçado a fazer a segunda partida na Vila, onde foi campeão em 2011 derrotando o rival por 2 a 1, com grande exibição de Neymar.

Time por time, eu diria que o alvinegro paulistano seria favorito se os dois jogos fossem no Morumbi, onde a qualidade técnica, o fator tático, a confiança e o entrosamento maior da equipe da Capital acabariam sendo decisivos. Porém, como terá a oportunidade de decidir o título na Vila Belmiro, onde vence a maioria das partidas que faz contra o oponente, acredito que o Santos acabará se beneficiando dessa idiossincrasia que impede os corintianos de jogarem no campo do São Paulo.

Mesmo que Montillo não jogue, o Santos precisa querer mais…

No papel Montillo, que sentiu a coxa na partida contra o Mogi, pode ser um desfalque importante nas finais. Porém, se formos nos basear apenas no futebol que tem mostrado, o argentino não fará falta. Patito Rodríguez e mesmo Felipe Anderson, se não tiveram tanto a obrigação de marcar e puderem e concentrar mais no ataque, provavelmente mostrarão mais do que Montillo tem mostrado.

Com a volta de Galhardo, o Santos terá a defesa completa. No meio, Renê Junior, Arouca e Cícero não nomes certos. No ataque, André e Miralles terão a semana para mostrar quem deverá ser o companheiro de Neymar. Eu prefiro o garoto Giva, mas não sei precisar se ele terá condições de entrar no time ao menos na partida da Vila Belmiro.

De qualquer forma, a oportunidade de buscar um tetracampeonato paulista é fantástica. E como quem quer mais acaba ganhando, espero que os santistas queiram esse título com todas as forças. Ele colocará o nome desses jogadores e dos integrantes da comissão técnica na história do Santos e do futebol de São Paulo. Então, que se passe uma borracha nas falhas e nas indecisões até aqui e que o Glorioso Alvinegro Praiano seja um gigante nessas finais!

Reveja os melhores momentos da final do Paulista de 2011:
http://youtu.be/Rz0_TLBfsrM

Você acha que fazer o segundo jogo na Vila pode ser decisivo?


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