Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

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Que sufoco!


Vanderlei foi o grande responsável por esta vitória.

Um gol de David Braz no começo da partida e várias defesas do goleiro Vanderlei, entre elas em um pênalti no finalzinho do jogo – em lance infantil do mesmo David Braz – garantiram a primeira vitória do Santos no Campeonato Brasileiro. Como se esperava, o técnico Dorival Junior, expulso por reclamação, alegou desgaste dos jogadores para explicar o domínio do Coritiba em plena Vila Belmiro. Também como se esperava, o público não chegou a seis mil pessoas. O que ninguém esperava é que Lucas Lima saísse machucado, o que ocorreu aos cinco minutos de jogo.

Ouça agora o comentário de Gustavo Roman:

Mistão contra o Coritiba

O técnico Dorival Junior deve poupar titulares nesta tarde de sábado, contra o Coritiba, na Vila Belmiro. Ele já disse que o time voltou muito desgastado de La Paz, onde jogou quarta-feira. Vanderlei, Victor Ferraz, Lucas Veríssimo, Renato e Lucas Lima não deverão jogar.

Por sua vez o técnico Pachequinho escalará todos os titulares do Coritiba, ou seja: Wílson, Dodô, Werley, Walisson Maia e William Matheus; Jonas e Matheus Galdezani; Henrique Almeida, Tomás Bastos e Neto Berola; Kléber. Uma das poucas ausências talvez seja o ex-santista Alan Santos, machucado.

Devem voltar ao Santos os jogadores Thiago Maia, que nem viajou para a Bolívia, o lateral-esquerdo Zeca e o atacante Ricardo Oliveira. Bruno Henrique também é presença garantida. Se Dorival acredita que dá para poupar alguns e ainda ganhar o jogo, tudo bem, mas um empate já será um resultado bem ruim, visto que o Santos ainda não tem pontos no Campeonato Brasileiro.

De qualquer forma, será mais uma boa oportunidade de ver como o meio de campo do Santos se porta sem o veterano Renato, que para muitos santistas já deveria se aposentar. Ricardo Oliveira é outro jogador na mesma situação.

Lembro que isso de se concentrar totalmente na Libertadores e escalar times reservas, ou mistos, no Brasileiro, fez o Fluminense quase ser rebaixado, depois de quase ser campeão continental. Espero que o professor saiba o que está fazendo.

E você, o que acha disso?


Há um ano e meio Lucas Lima saiu do banco de reservas e fez este gol contra a Argentina. Depois, foi muito pouco aproveitado. Por que Tite o chamou agora e o tirou do clássico contra o Palmerias?

Tite e a CBF desfalcam o Santos

Na cabeça do torcedor santista o Palmeiras está em boa fase não só por seu futebol e pela competência de sua direção, mas também pelo influente patrocínio da Crefisa. Enquanto o Santos é prejudicado a cada partida na Copa Libertadores, o coirmão alviverde teve 555444884 minutos de acréscimo até marcar o gol da vitória contra o Peñarol. Bem, não gosto de acreditar em teorias de conspiração, porém, a gente sabe que bruxas existem mesmo. Essa convocação do Lucas Lima para amistosos caça-níqueis da Seleção Brasileira, desfalcando o Santos em três partidas, uma delas justamente contra o Palmeiras, deixa a todos com a pulga atrás da orelha.

Não há justificativa para o meia do Santos, que nem está tão bem e, sabemos, não é nome da lista de Tite para a próxima Copa. Por que, então, desfalcar o Santos, um dos representantes brasileiros na pri8ncipal competição do continente?

Se, conforme os jornalistas brasileiros, Palmeiras e Flamengo têm os melhores elencos do futebol nacional, por que nenhum dos dois teve sequer um jogador convocado, enquanto o Santos teve um jogador chamado por Tite, depois deste ter tido uma reunião com Marco Polo Del Nero?

Sei que é feio pensar em teorias de conspiração, mas os santistas lembram que em 2005 o time perdeu a oportunidade de chegar à final da Libertadores depois de ter Robinho e Léo convocados para inúteis jogos caça-níqueis da Seleção.

Em 2012 as frequentes convocações de Neymar prejudicaram o Santos na Libertadores, competição da qual era o campeão e favorito ao bicampeonato. Enquanto o melhor jogador do País era continuamente chamado pelo Escrete, o alvinegro da capital não tinha nenhum convocado. Só depois que a Libertadores terminou é que o outro alvinegro passou a ter jogadores chamados.

No ano passado, além da Seleção, as Olimpíadas também enfraqueceram o Santos. O engraçado é que mesmo tendo tantos jogadores chamados para as equipes que representam o futebol brasileiro, o Santos não foi festejado pela imprensa como o dono do melhor elenco do Brasil, não teve mais jogos transmitidos pela tevê e nem qualquer flexibilidade no seu calendário.

Ou seja, o Glorioso Alvinegro Praiano continua sendo um dos clubes que mais se sacrifica pela Seleção Brasileira e, por extensão, pela CBF, mas continua padecendo da perseguição da tevê, que evita transmitir os seus jogos, e em 2017 tem sido um dos mais prejudicados pelas arbitragens. Será que isso tudo é coincidência?

Veja a lista dos 24 convocados por Tite:
Goleiros: Diego Alves (Valencia), Weverton (Atlético-PR) e Ederson (Benfica).
Zagueiros: David Luiz (Chelsea), Gil (Shandong Luneng), Jemerson (Monaco), Rodrigo Caio (São Paulo) e Thiago Silva (PSG).
Laterais: Alex Sandro (Juventus), Fagner (Corinthians), Filipe Luís (Atlético de Madrid) e Rafinha (Bayern de Munique).
Volantes: Fernandinho (Manchester City) e Paulinho (Guangzhou Evergrande).
Meias: Giuliano (Zenit), Lucas Lima (Santos), Philippe Coutinho (Liverpool), Renato Augusto (Beijing Guoan), Rodriguinho (Corinthians) e Willian (Chlesea).
Atacantes: Diego Souza (Sport), Douglas Costa (Bayern de Munique), Gabriel Jesus (Manchester City) e Taison (Shakhtar Donetsk).

Começou o Brasileiro, voltou a promoção do Dossiê

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2 a 0 foi pouco!


Segura o homem! A bola gruda no pé de Lucas Lima, que deixa três jogadores do Avaí para trás (Ricardo Saibun/ Santos FC).

Acho que eu nunca tinha visto, nem nos tempos de Pelé & Cia, o Santos dominar tão amplamente o Corinthians como o fez no primeiro tempo do jogo dessa quarta-feira, na Vila Belmiro. O gol de Gabriel, de cabeça, aos 31 minutos, em um passe “com a mão” de Lucas Lima, foi pouco. Já era para ter virado com uma vantagem de, no mínimo, dois gols.

Apesar de uma pequena reação do adversário, que adiantou a marcação e arriscou algumas escaramuças no ataque, o domínio santista se confirmou na segunda etapa. Novas chances surgiram e Marquinhos Gabriel, que entrou muito bem no lugar de Geuvânio, marcou novamente aos 33 minutos, em outro passe simples e magistral do maestro Lucas Lima.

Com essa vitória de 2 a 0 o Santos irá para o jogo de volta, quarta-feira que vem, no campo do adversário, com uma boa vantagem. Jogará pelo empate, por uma derrota de um gol e até por uma derrota por dois gols, desde que marque ao menos um. Ou seja: se marcar um gol no jogo de volta, o Santos só será eliminado se sofrer quatro.

É claro que não dá para contar vantagem antes do tempo, mas a verdade é que o adversário não mostrou nada nesse jogo na Vila. Fica evidente que, não fossem os coincidentes erros de arbitragem, o alvinegro paulistano não lideraria o Campeonato Brasileiro. O time, ao menos fora de casa, adota um estilo defensivo e passivo e é dirigido por um técnico medroso e sem criatividade.

Enquanto isso, Dorival Junior deu mais consistência à defesa do Santos, sem tirar o poder ofensivo do time. Mesmo com a vantagem no marcador, tirou atacantes para colocar atacantes. Só bem no finzinho resolveu poupar Lucas Lima, que tinha recebido cartão amarelo, e o substituiu por Paulo Ricardo.

Essa vitória inapelável, que certamente será assunto nos próximos dias, enche o Santos de moral para o prosseguimento do Campeonato Brasileiro e para o jogo de volta da Copa do Brasil. Afinal de contas, o adversário estava invicto há mais de dois meses. Sua última derrota tinha sido para o próprio Santos, na mesma Vila.

Atuações dos Santistas

Vanderlei – Não teve trabalho. Seguro e tranqüilo. 6,5.
Victor Ferraz – Sem ser espetacular, foi bem na defesa e no apoio. 7.
Gustavo Henrique – Só fez uma falta boba, mas no mais este firme. 7.
David Braz – Errou passes, deu alguns sustinhos, mas não comprometeu. 6.
Zeca – Apoiou melhor do que defendeu. 6,5.
Renato – Discreto, preocupou-se mais em marcar. 6,5.
Thiago Maia – Para um garoto de 18 anos, mostrou muita personalidade e decisão na marcação e até no apoio. 7.
Lucas Lima – Duas assistências geniais e grandes jogadas. Dominou o meio-campo. 9.
Gabriel – Belo gol, boas trocas de passes e alguns bons desarmes, ajudando a defesa. Mas dormiu em duas bolas, deixando-as sair pela lateral, e perdeu outras jogadas bisonhamente. Pelo gol, 7.
Ricardo Oliveira – Fez o trabalho de pivô, teve presença na área, mas saiu sem fazer o seu. 6,5.
Geuvânio – Alternou bons e maus momentos. É óbvio que rende mais pela direita, assim como Gabriel rende mais pela esquerda. 6,5.

Dos que entraram, Paulo Ricardo não teve tempo para mostrar muita coisa e fica sem nota. Neto Berola deu trombadas, mas não arredondou nenhuma jogada. Nota 5 pra ele. O melhor foi Marquinhos Gabriel, que ajudou bem a defesa, puxou contra-ataques, tabelou com Lucas Lima e teve sangue-frio e precisão para marcar o gol que definiu o jogo. 7,5 para ele.
Dorival Junior – Com paciência e trabalho está calando os críticos. Mais uma grande vitória em casa, dando um banho tático no bajulado técnico corintiano. Agora só falta fazer o time também jogar bem longe do rabo da saia da Vila Belmiro. Nota 8.

Santos 2 x 0 Corinthians
Oitavas-de-final da Copa do Brasil
Vila Belmiro, 22 horas, 19/08/2015
Público e renda: 10.383 torcedores e R$ 678.150,00
Santos: Vanderlei, Victor Ferraz, Gustavo Henrique, David Braz e Zeca; Renato, Thiago Maia e Lucas Lima (Paulo Ricardo); Gabriel (Neto Berola), Ricardo Oliveira e Geuvânio (Marquinhos Gabriel). Técnico: Dorival Júnior.
Corinthians: Cássio; Fagner, Felipe, Gil e Uendel; Bruno Henrique; Jadson (Danilo), Elias, Renato Augusto e Malcom (Mendoza); Luciano (Vagner Love). Técnico: Tite.
Gols: Gabriel, aos 31minutos do primeiro tempo, e Marquinhos Gabriel, aos 33minutos do segundo.
Arbitragem: Wilton Pereira Sampaio (Fifa-GO), auxiliado por Vicente Romano Neto (Especial 2-SP) e Danilo Ricardo Simon Manis (Asp Fifa-SP).
Cartões amarelos: Lucas Lima e Fagner

Retrospecto Realista

Há várias maneiras de se analisar o retrospecto dos confrontos entre dois times de futebol. A mais usual é pegar desde a primeira partida que fizeram entre si, geralmente ainda nos tempos do amadorismo, com bola de capotão, chuteira com biqueira de ferro, uniforme de algodão e outras bossas da época. Mas aí não teremos uma visão realista de cada período. O América Mineiro, por exemplo, foi o melhor time de Minas Gerais por muitos anos e fez de Cruzeiro e Atlético fregueses contumazes. De 1921 a 1927, por exemplo, americanos e cruzeirenses jogaram 15 vezes e o América permaneceu invicto, com 11 vitórias e quatro empates.

Uso esse exemplo mineiro antes de me reportar ao nosso Santos, para explicar que é natural que o Alvinegro Praiano tenha déficit de vitórias no confronto com os outros três times grandes do Estado, pois durante cerca de 40% de sua existência – salvo períodos de exceção, como a temporada de 1918, os anos de 1927 a 1931 e de 1948 a 1950 – o Santos foi pouco mais do que um coadjuvante do Campeonato Paulista, a competição mais importante para os clubes do Estado, e era normal que mais perdesse do que ganhasse dos adversários mais fortes (sem contar a ajuda extra-campo aos times da capital, bem maior e mais acintosa naqueles tempos).

Porém, aquele Santos que vivia de esparsos momentos de grandeza, de repente se firmou como um grande e, a partir daí, passou a jogar de igual para igual com qualquer outra equipe. É a partir desse momento que os confrontos entre o Santos e os outros grandes do Estado se tornam mais equilibrados.

No caso dos duelos com o Corinthians, se analisarmos desde 1948, quando o Santos montou um bom time e trouxe para orientá-lo o técnico Oswaldo Brandão, veremos que desde aquela temporada até hoje, em um período de 67 anos, o clássico alvinegro, por mais desequilíbrio que tenha vivido nesse tempo todo – principalmente com a queda do Santos nas décadas de 1980 e 90 –, ainda assim tem números equilibrados. De lá para cá foram realizados 246 jogos, com 76 vitórias do Santos, 82 do Corinthians e 88 empates. Uma diferença de apenas seis vitórias, 2,4% do total de jogos.

É evidente que a vantagem do alvinegro paulistano nos anos 80 e 90 foi acentuada, mas, por outro lado, se isolarmos apenas os confrontos no século XXI, notaremos que a vantagem passa a ser santista, com 22 vitórias e 16 derrotas, além de 14 empates. E se analisarmos os últimos 20 anos, desde 1995, a vantagem do Santos será um pouco maior, com 29 vitórias, 20 derrotas e 17 empates.

Retrospecto é importante, mas não é decisivo para o sucesso de um time ou de um atleta de modalidade individual. O tenista Pete Sampras, considerado por muitos o melhor de todos os tempos, venceu 14 torneios de Grand Slam, foi o número um do ranking de 1993 a 1998, mas só ganhou quatro das dez partidas que fez contra o holandês Richard Krajicek, um grandalhão que só venceu um torneio de Grand Slam e no máximo foi o quarto do ranking mundial.

Caso mais curioso foi o do russo Marat Safin, número um do mundo em 2000, vencedor de dois torneios de Grand Slam, que não conseguia vencer o jogo estranho do francês Fabrice Santoro, um tipo que usava slice na direita e na esquerda. Santoro, que jamais chegou sequer a uma semifinal de Grand Slam e só alcançou a 17ª posição no ranking da ATP, venceu sete das nove partidas que realizou contra Safin.

Isso para a gente ver que nem sempre o time, ou o atleta, que costumam ganhar a maioria das vezes de um adversário, são realmente superiores a esse adversário. O que importa mesmo é a regularidade, a constância, a capacidade de ganhar títulos e se manter entre os primeiros.

Quem lerá o Time dos Sonhos reeditado

time dos sonhos - autor entregando o livro para vanderlei luxemburgo

O técnico Vanderlei Luxemburgo, do Cruzeiro, reclamou que a torcida do Palmeiras pegou no seu pé durante o jogo dessa quarta-feira, em que o Palmeiras bateu o Cruzeiro por 2 a 1. Disse que ela havia se esquecido de que ele fora o técnico que tirou o time de uma fila imensa sem títulos. No começo de 2004 eu fui à Vila Belmiro e presenteei jogadores e comissão técnica do Santos com o livro Time dos Sonhos. Naquele ano Luxemburgo se tornaria campeão brasileiro com o Alvinegro Praiano. É importante respeitar a história e as personagens que a construíram.

Como você deve saber, prossegue a campanha de pré-venda do livro Time dos Sonhos, chamado de A Bíblia do Santista. O objetivo dessa campanha é arrecadar ao menos o suficiente para editarmos 1.000 exemplares deste livro que conta toda a história do Santos desde sua fundação até o título Brasileiro de 2002, com casos e Estatísticas atualizadas.

É justo que você saiba, portanto, a quem se destinam esses exemplares impressos. Vamos lá: Cerca de 300 exemplares irão para os kickantes, ou contribuintes, pessoas que estão adquirindo o livro nessa pré-venda. É claro que se mais pessoas adquirirem, mais livros irão para os kickantes, mas creio que 300 é um número até otimista. Outros 50 exemplares serão doados ao Santos Futebol Clube. Mais 50 exemplares serão distribuídos aos formadores de opinião da imprensa esportiva – como Fábio Rocco Sormani, Milton Neves, Celso Unzelte, Mauro Beting, Mauro César Pereira, PVC… – e doados a museus e a grupos de pesquisa do futebol, como a Asshophis, a Associação dos Pesquisadores e Historiadores do Santos, e ao pessoal que se reúne no auditório do Museu do Futebol, no Pacaembu.

Os restantes 600 exemplares serão oferecidos ao preço de 120 reais cada. Esse valor anunciado de 70 reais, com direito a ter o nome impresso no último capítulo do livro, valerá apenas para os que adquirirem Time dos Sonhos durante a pré-venda, cujo prazo termina em 23 dias. Se você ainda não o fez, sugiro que não deixe para depois. No mínimo você terá muitos argumentos na hora em que um parente ou um amigo chato quiser discutir a história do futebol com você.

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Do valor líquido arrecadado com as vendas serão pagos os profissionais envolvidos no trabalho – edição de arte, edição de texto, fotografia, divulgação… – e os royalties devidos ao Santos Futebol Clube. Não representará muito dinheiro para ninguém, mas isso não é o mais importante. O valor de um livro está nas ideias que ele semeia e propaga. Se hoje a imprensa sabe que Santos e Corinthians é o primeiro clássico de São Paulo, respeita a vocação ofensiva do Alvinegro Praiano e o seu dom de revelar jogadores, é porque soube desses fatos pelos livros escritos sobre o Santos.

E você, não achou que 2 a 0 foi pouco?


Mesmo contra 12, Santos foi melhor e merecia a vitória

A entortada de Robinho:

As defesas de Vladimir:

Melhores momentos do jogo:

Show de Fotos: Ricardo Oliveira deixou sua marca em outro clássico; Robinho foi para um lado, enquanto o marcador ia para o outro, e Vladimir cresceu na hora certa. Teve gente que lembrou de Rodolfo Rodrigues. Aprecie as fotos de Ricardo Saibun, do Santos FC:

Ricardo Oliveira

Robinho e Ricardo Oliveira

Ricardo Oliveira e Robinho

Robinho

Vladimir

No primeiro tempo, não fosse uma falha de Valencia na marcação de um escanteio, o jogo teria terminado 0 a 0. No segundo, porém, a vantagem do time de Itaquera foi pulverizada logo aos 12 minutos, em uma grande jogada do ataque do Santos, em que a bola correu de pé em pé e sobrou para Chiquinho cruzar na cabeça de Ricardo Oliveira. Golaço!

O Santos continuou melhor e teve chances para virar a partida. Ricardo Oliveira e David Braz por centímetros não fizeram o gol da virada. Mesmo contra o bom adversário, o técnico que alguns dizem ser o melhor do mundo, a torcida badalada (que ficou caladinha) e a arbitragem sempre pendente para o outro lado, o Santos provou mais uma vez que, não fossem os imbróglios fora de campo, não teria por que temer pelo seu futuro. Enquanto políticos, marqueteiros, lobistas e diretores de tevê não puderem entrar em campo, jamais o Glorioso Alvinegro Praiano morrerá na véspera.

No final, o árbitro inventou uma falta contra o Santos fora da área e fingiu não ver as agressões do temperamental Sheik, mas mesmo assim foi o Santos quem esteve mais perto do segundo gol. Como se esperava, Tite jogou para ganhar de 1 a 0. É muito pouco para um técnico que pretende assumir a Seleção Brasileira.

Marcelo Fernandes armou bem o Santos, com Chiquinho na lateral-esquerda e Elano no meio, e também substituiu Elano por Geuvânio na hora certa. Temi quando Chiquinho saiu, mas Cicinho não teve tempo de comprometer. No finalzinho Robinho saiu para a entrada de Gabriel.

O interessante é que o jogo terminou com Emerson Sheik pisando propositalmente na perna de Renato, em lance claro para cartão vermelho na hora. Pouco antes o mesmo Sheik tinha feito falta dura em Geuvânio e grudado seu rosto no rosto do jogador do Santos. Talvez quisesse dar um selinho, vai saber. Pois bem. O corintiano terminou a partida apenas com um amarelo, provocou um amarelo em Geuvânio, que ficará fora da próxima partida do Santos, e o repórter do Premiere que o entrevistou ainda lhe perguntou sobre a violência do Santos. A mesma pergunta foi feita a Elias. Ora, que parcialidade detestável… Onde o Premiere cata esses repórteres? Em Itaquera?

Mas, pensando bem, até dá para entender esse anti-jornalismo. E o medo de prejudicar a imagem do time do patrão? porque o certo ali, quando o Sheik falou que era muito ético, mas que também podia apelar quando apelavam contra ele, o certo era o repórter perguntar: “Foi por isso que você pisou na perna do Renato?”. É claro que o jogador não ia gostar e o repórter teria de segurar a bronca. Mas para ser um bom repórter é preciso ter culhão. Ou então vá cobrir desfile de moda.

Mas essa postura não nos estranha. O óbvio era passar este jogo para a capital paulista, mas a Globo preferiu transmitir o jogo do Botafogo de Ribeirão Preto contra o tricolor paulistano. Vai entender porque dar menos audiência é melhor do que dar mais. Na hora que se prevê uma grande exposição para o Santos, a emissora carioca apronta alguma. Por atitudes assim é que a liga nacional de clubes é cada vez mais urgente.

De pé em pé, um dos gols mais bonitos do ano
Neste filme da SantosTV dá para ver bem toda a jogada que resultou no golaço de Ricardo Oliveira. A bola vem da esquerda para a direita, de pé em pé, passa por Geuvânio, Vitor Ferraz, Lucas Lima, Robinho (que mesmo sem olhar dá um tempo para a chegada de Chiquinho), Chiquinho (que cruza de primeira) e Ricardo Oliveira, que cabeceia no contra-pé de Cássio. Imagine, agora, só por um momento, se fosse o contrário, e esse gol tivesse sido feito pelo adversário. Muitos “especialistas”, que não entendem patavina de futebol, estariam dizendo aos quatro ventos que o Brasil tinha um time semelhante ao Barcelona, e que Tite era um gênio. mas não dirão isso, claro, porque quem fez o gol foi o Santos e o seu técnico é o interino Marcelo Fernandes. Precisam ver o que é real e não criar fantasias. Veja:

Atuações dos Santistas
Vladimir – Não teve culpa no gol. A bola foi cruzada fora da área pequena. No mais, fez ótimas defesas. 8,5.
Victor Ferraz – Sempre participativo. É simples, mas eficiente. 6.
David Braz – Discreto, mas sério e regular. 7.
Wesley – O mesmo que David Braz – 7.
Chiquinho – Estava bem e deu belo passe para o gol de Ricardo Oliveira. 7.
Valencia – Marcou mais ou menos bem, mas falhou no gol do adversário. Era só dar um passo para trás e pular na bola. 5.
Renato – O veterano mostrou como se joga na marcação sem dar pontapé. 7.
Lucas Lima – No segundo tempo encontrou o seu espaço e armou as jogadas de ataque do Santos. 7.
Elano – Sua melhor partida desde que voltou ao Santos. 6.
Ricardo Oliveira – Marcou presença na área e fez um belo gol. 8.
Robinho – Mesmo muito marcado, ganhou várias jogadas e infernizou a defesa itaquerense. 8.

Marcelo Fernandes – Enfrentou o time completo daquele que chamam de melhor equipe de futebol do Brasil, contra um dos melhores técnicos do mundo, no campo do adversário, e só não saiu com a vitória por acaso. Não que Fernandes seja um gênio. A vrdade é que nenhum técnico brasileiro é tudo isso que dizem. 7.

Dos que entraram, Geuvânio teve mais tempo e foi bem pela direita. Teve calma e sangue frio para não dar um selinho em Sheik, que quase chegou a encostar os lábios nos seus. 7. Cicinho jogou pouco e ainda levou cartão amarelo. 3. Gabriel fica sem nota.

Renato sobrou no meio de campo. No final, caído, foi pisado por Sheik. O árbitro, ao lado da jogada, fingiu que não viu. Quando perceberam a viola em cacos, alguns defensores do alvinegro de Itaquera quiseram tumultuar. Esta foto de Ricardo Saibun mostra bem a categoria de Renato:
Renato

Mas Renato ainda teve sorte. Em 2011 o mesmo Sheik pisou com os dois pés no peito e no rosto de Daniel, jogador do Avaí. Veja:

Corinthians 1 x Santos 1
Itaquerão, 05/04/2015, 16 horas
Público pagante: 32.199 pessoas.
Renda: R$ 1.833.746,90.
Arbitragem: Vinicius Gonçalves Dias Araujo, auxiliado por Marcelo Carvalho van Gasse e Anderson J. de Moraes Coelho, todos de São Paulo.
Cartões Amarelos: Fagner e Sheik (COR); Valencia, Victor Ferraz, Geuvânio e Cicinho (SAN).
Gols: Felipe, 39’/1ºT (1-0); Ricardo Oliveira, 14’/2ºT (1-1)
Corinthians: Cássio; Fagner, Felipe, Gil e Uendel; Ralf, Elias, Renato Augusto (Petros, 38’/2ºT), Jadson e Emerson Sheik; Guerrero (Vagner Love, 35’/2ºT). Técnico: Tite.
Santos: Vladimir; Victor Ferraz, Werley, David Braz e Chiquinho (Cicinho, 27’/2ºT); Valencia, Renato, Elano (Geuvânio, 11’/2ºT) e Lucas Lima; Robinho (Gabriel, 47’/2ºT) e Ricardo Oliveira. Técnico: Marcelo Fernandes.
Gols: Felipe, aos 39 minutos do primeiro tempo, e Ricardo Oliveira aos 14 do segundo.
Arbitragem: Vinicius Gonçalves Dias Araujo, auxiliado por Marcelo Carvalho van Gasse e Anderson J. de Moraes Coelho, todos de São Paulo.
Cartões Amarelos: Fagner e Sheik (COR); Valencia, Victor Ferraz, Geuvânio e Cicinho (SAN).

E você, o que achou do empate do Santos no Itaquerão?


Chegou o jogo mais gostoso de jogar. E ganhar

Hoje é dia de lembrar o jogo mais emocionante e importante deste que é o clássico alvinegro de maior rivalidade no mundo: a decisão do título brasileiro de 2002, em que o Santos, com um time recheado de garotos, venceu o rival por 3 a 2, de virada, em pleno Morumbi, conquistando seu sétimo título brasileiro. Na primeira partida, no mesmo estádio, os Meninos da Vila já tinham vencido por 2 a 0. Naquele ano Santos e Corinthians jogaram cinco vezes e o Santos venceu todas. Enfim, uma partida e um ano para motivar os santistas para o jogão de hoje. Só para lembrar: Robinho, Renato e Elano estavam na decisão de 2002 e estarão em campo na partida de hoje, às 16 horas, no Itaquerão. Veja de novo:

Robinho
A elasticidade de Robinho, riqueza do Santos (Ricardo Saibun/ Santos FC)

Ao menos no campo o Santos pode equilibrar o jogo. Sim, pois fora dele, não dá. O privilegiado adversário recebe estádio construído com dinheiro público, patrocínio de 30 milhões por ano de empresa estatal, verba bem maior da tevê, arrecada muitíssimo mais de bilheteria, tem muito mais espaço na mídia e, com isso, atrai mais torcedores. A distância é enorme e está aumentando. Mas quando a bola rola, e são apenas onze contra onze, o Santos sempre é um adversário temido. Tanto é assim que Tite anunciou que escalará os seus melhores jogadores neste domingo, às 16 horas, no Itaquerão, para o grande clássico deste Campeonato Paulista.

Assim como escrevi que Santos e Palmeiras, na Vila, bateria os recordes de audiência deste Paulista, digo agora que Corinthians e Santos conseguirão, no mínimo, a maior audiência dos jogos de domingo realizados este ano no País. A rivalidade centenária, que começou com a goleada do Santos por 6 a 3 sobre o alvinegro paulistano, em 22 de junho de 1913, no Parque Antártica, em uma tarde de garoa fina e constante, prosseguiu com dezenas de capítulos emocionantes, que se repetem a cada vez que os dois times se defrontam.

Houve época, em que valia apenas o futebol, e o rico dos dois era o Santos. Hoje, mesmo sendo um dos times mais vencedores dos últimos dez anos, o Alvinegro Praiano negocia com a TIM um patrocínio de R$ 2 milhões por ano restrito aos números e perto do colarinho, enquanto o privilegiado adversário tem garantidos R$ 30 milhões por ano da Caixa, além de todas as outras benesses.

Se nada for feito, a falta de competitividade um dia matará o futebol brasileiro, o que seria uma burrice, pois mantê-la não exige prática nem perfeição, apenas ética e visão empresarial – qualidades que norte-americanos, alemães e ingleses têm de cobra, e por isso dominam os eventos esportivos.

Isso posto, vamos ao jogo, um dos que concentram a maior rivalidade do futebol brasileiro. Os adversários tentam desconversar, mas suas atitudes não escondem a atenção com a partida. O Corinthians, que simultaneamente disputa a importante Copa Libertadores, já está cinco pontos à frente do Santos na classificação geral do Paulista e faltam apenas dois jogos para terminar a fase. Mesmo assim, não quer dar moleza e entrará em campo com a chamada “força máxima”.

Se não levasse e conta a grande rivalidade, Tite pouparia alguns titulares. Porém, ao contrário, escalará todos eles. Sabe que uma derrota para o Santos, em pleno Itaquerão, abalaria a imagem de time quase perfeito que boa parte da imprensa quer construir. Ele próprio, já chamado de o Pep Guardiola dos trópicos, passaria a ser contestado.

A única dúvida de Tite é na zaga. Se Felipe, com problemas clínicos, não puder jogar, o ex-capitão santista Edu Dracena atuará contra seus velhos companheiros. Caso seja escalado, isso poderá ser uma vantagem para os atacantes do Santos, que conhecem muito bem as qualidades, mas também os defeitos de Dracena.

Para os santistas, não há dúvida de que este é o jogo mais importante. Nem sempre pela qualidade técnica, mas pela dimensão que a mídia dá a ele. Como a imprensa reserva um espaço desproporcional ao adversário, vencê-lo multiplica a exposição dos jogadores do Santos. Tenho cá comigo uma teoria de que Pelé não seria tão badalado de não mantivesse, durante tantos anos, o tabu de não perder para o alvinegro paulistano.

Da mesma forma, Geilson, Guga, Serginho Chulapa, Nenê e tantos outros não seriam tão lembrados se não tivessem sido decisivos em importantes vitórias sobre o rival. É gostoso ganhar do Corinthians, assim como é bastante doloroso perder. Bem, estas são as contingências do esporte e quem não está preparado para elas, melhor fazer tricô ou algo menos excitante.

Marcelo Fernandes treinou três times e não definiu nenhum

João Paulo, Juary e Nen+¬
Vendo o treino, João Paulo, Juary e Nenê (Ricardo Saibun/ Santos FC)

No último treino, fechado, Marcelo Fernandes treinou três formações diferentes, mas não definiu nenhuma para o clássico. Bem, não gosto de chutar, mas acho que o técnico não quererá colocar muitos jovens em um confronto de tanta responsabilidade. Assim, acho que Werley continuará na zaga, Cicinho e Valencia voltarão ao time após as suspensões, Vladimir será mantido no gol…

Porém, dizemos isso sem acompanhar os treinos do Santos. E se, por exemplo, Elano e Lucas Crispim estão treinando como leões. Potencial para jogar bem, ambos têm. Como Elano costuma se dar bem contra o Corinthians, será que o técnico está tentado a escalá-lo desde o início? Acho improvável, mas não deixa de ser uma hipótese.

Como Fernandes adiantou que a formação ofensiva será mantida, o que eu entendo escalar três jogadores de ataque, então Robinho e Ricardo Oliveira são nomes certos. A dúvida ficaria entre Geuvânio e Thiago Ribeiro, que tem entrado bem. Mas aí volto a fazer a mesma pergunta: e se Gabriel estiver arrebentando nos treinos? Rápido, eficiente nos contra-ataques, será que o menino poderá entrar no lugar que seria de Geuvânio? Novamente acho improvável, pois Geuvânio, ao perder a bola, é mais eficiente na marcação.

Confiante, Robinho diz que se o Corinthians um dia perderá, por que não neste domingo? Realmente, no campo é possível. Jogador por jogador, as forças se equivalem. E a motivação dos santistas deverá ser enorme. Vencer o Corinthians é a melhor maneira de transformar um princípio de crise em um momento maravilhoso.

Em homenagem a Nenê, hoje trabalhando no Santos, um jogo em que ele enfiou dois gols no rival deste domingo:

E por falar em homenagem, aqui vai mais uma, desta vez a Serginho, hoje braço direito do técnico Marcelo Fernandes. Na voz de Osmar Santos:

Santos faz visita de Páscoa à Casa Vó Benedita:

Esta é para os santistas, principalmente os de pouca fé:

E você, está animado para o grande jogo deste domingo?


Enquete: que técnico deve dirigir o Santos em 2014?

Quem lê este blog já sabe que aqui se respeita a vontade da maioria. Em outras palavras, aqui se pratica a democracia. E assim como 79% dos santistas deixaram evidente, na enquete que está no ar, que o Santos deve jogar mais no Pacaembu do que na Vila Belmiro, a pergunta que não quer calar, no momento, se refere ao técnico do time para a próxima temporada.

Claudinei Oliveira deve continuar no cargo, o clube pecisa procurar técnicos que já tiveram algum sucesso na Vila Belmiro, ou um outro profissional deve ser convidado?

Aqui nos comentários do blog, além de revelar o(s) seu(s) favorito(s), você pode explicar os motivos que o levam a preferir um ou outro. Na enquete aí do lado direito, que logo estará no ar, você só pode escolher um nome e votar apenas uma vez. Analise com calma. A enquete ficará um mês no ar.

Os técnicos indicados são:

Abel Braga
Claudinei Oliveira
Dado Cavalcanti
Dorival Júnior
Enderson Moreira
Émerson Leão
Gilson Kleina
Guto Ferreira
Ney Franco
Ricardo Gareca
Serginho Chulapa
Tite
Vágner Mancini
Vanderlei Luxemburgo

Quem deve ser o técnico do Santos em 2014? Por quê?


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