Blog do Odir Cunha

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Tag: Torcida Jovem (page 1 of 3)

Saudade de ser só torcedor

CONVITE

Você pagou para participar do coquetel de relançamento do livro Time dos Sonhos, A Bíblia do Santista? Então seu nome estará na lista do evento deste sábado, 19 de dezembro, a partir das 15 horas, no Museu Pelé.

Atenção: você não receberá um convite formal, pelo correio. Como toda a divulgação da campanha foi feita por este blog, considere-se convidado. Qualquer dúvida, envie e-mail para odir.cunha@uol.com.br Abraço!

novo time dos sonhos

Recebi hoje a notícia de que o livro Time dos Sonhos, conhecido como A Bíblia do Santista, será impresso na terça-feira. A partir de quarta ele será enviado a todos que o compraram na campanha de crowdfunding da Kickante.

Aos que pagaram pelo coquetel e pelo bate-papo com os pesquisadores e historiadores do Santos, o evento será no próximo sábado, dia 19, a partir das 15 horas, no Museu Pelé.

O evento ocorrerá dia 19 de dezembro, sábado, a partir das 15 horas. O Museu Pelé fica na Rua São Bento, esquina com a Rua do Comércio, no prédio da antiga prefeitura, em frente à antiga Estação da Estrada de Ferro Santos-Jundiaí, hoje um restaurante-escola, ao lado da Igreja Santo Antonio do Valongo. Pouco antes da rodoviária de Santos há uma placa indicando o caminho para o Museu, à esquerda. O telefone é (13) 97406-5593.

Abriremos para todos os convidados do coquetel a possibilidade de assistir às palestras dos historiadores do Santos. Os que pagaram pela palestra serão reembolsados pelo valor que deram a mais, ou poderão retirar a diferença em livros ou produtos da loja do Museu Pelé.

Confira se o seu nome está na lista dos convidados para o coquetel de relançamento do livro Time dos Sonhos:

Ademir Joaquim Teles
Anderson Guedes
Celso Luiz Colombini
Claudio Haruo Okuyama
Edilson Aparecido Oliveira
Edneide Aleixo Farias
Eugênio Nogueira
Eugenio Singer
Fábio Gaia
Fabricio Ribeiro dos Santos
Guilherme dos Santos Castilho Cunha
Guilherme Van Holthe Tanaka
Isabela Alves Jafet
Jandir Boeira
José Mauro Alvarez Martinez
Luiz Fernando de Palma
Luiz Louzada de Castro
Marcelo Covas
Marcelo Giacomo
Marcelo Guilhermino Petersen
Marco Aurélio Piovan
Marcos Queiroz
Neli Aparecida Faria
Nelson Jafet
Nilton Ramalho
Oscar Cesar Leite Junior
Rodrigo Alves Jafet
Rogério de Moraes
Romualdo Henrique Soares
Rony Uemura
Valcir. M. Tomé
Vitor Pereira

SAUDADE DE SER SÓ TORCEDOR


Aumente o som e sinta a energia dessa torcida

O bom do futebol é ser apenas torcedor, não entender nada de bastidores, nada de dirigentes que levam algum por fora, nada de esquema com jogadores da base, nada de nada. O bom é apenas torcer. O Evilásio vai jogar? Torcia pro Evilásio. O Camilo está escalado? Era Camilo até embaixo d’água. Defendia qualquer um que vestisse a camisa do Santos, elogiava técnicos e dirigentes. Era apenas um garoto que amava o Santos.

Vinha para o meu primeiro emprego registrado, na Folha de São Paulo, com a cara na janela do ônibus que saía da Cidade Dutra, contando os sujeitos com a camisa do Santos. Às vezes eram mais do que os do outro alvinegro. Vivíamos o período de 1973 até o início da década de 80, quando a torcida do Santos foi decisiva para o recorde de público em vários jogos no Morumbi e no Pacaembu.

Meu amigo Emanuel Rodrigues, santista fervoroso aqui, vascaíno no Rio e remista em Pará, sua terra, tinha a mania de descobrir lugares em que o Santos pudesse construir o seu estádio na Capital. Um dia era um lá na Capela do Socorro, reduto de santistas, outro era na Lapa. Achava aquela busca do Emanuel a coisa mais normal do mundo.

Se tivesse feito um estádio em São Paulo naquela época, tenho certeza de que a torcida pagaria. Impulsionados pela vibrante Torcida Jovem, os santistas eram os mais entusiasmados e atrevidos nos estádios. Naquela época, São Paulo, Palmeiras e Portuguesa fizeram seus jogos com maior público em toda a sua história: e todos contra qual time? O Santos, claro.

Hoje lembramos esses recordes e a força da torcida santista, e alguns dizem que é mentira. Está certo que não lêem, não estudam o futebol e têm só dois neurônios que não se conectam, mas mesmo assim, admito, parece impossível que este mesmo Santos que mal lota um estádio para 16 mil pessoas, caso da Vila Belmiro, tenha sido o campeão de rendas de São Paulo.

A mesma revista Placar, que tantas matérias maledicentes fez contra o Santos, admitiu, certo dia, que a grande herança de Pelé para o Alvinegro Praiano era sua imensa torcida de jovens. Veja bem, amigo leitor: o Santos tinha milhões de jovens que torciam por ele, tinha o embrião de uma das maiores torcidas do Brasil na palma da mão. Era só cuidar, regar, tratar com carinho, e hoje seria um time de massa, sem sombra de dúvida.

Mas o clube, aos poucos, foi abrindo mão de sua torcida e se voltando para os interesses oportunistas de seus dirigentes. Este Campeonato Brasileiro, em que abandonou a vaga do G4 para arriscar o futuro em um hipotético título da Copa do Brasil, me lembrou esse traço na personalidade recente do Santos, que é o de negligenciar as possibilidades mais concretas de sucesso para apostar em caminhos rejeitados pela maioria de seus torcedores.

Brocador? Não!!!

Com esse final de ano vem a fase da montagem do elenco para 2016 e só se ouve e se lê sobre perspectivas de vinda de jogadores de terceira categoria, laranjas que já não têm sumo e que são mais caros e menos confiáveis do que muitos dos Meninos gerados na Vila.

Agora falam de um tal de Brocador. Dá para levar a sério? A Suzana costuma dizer que tudo na vida tem uma razão de ser, um desígnio. Fico aqui me perguntando se o tal Nilson veio apenas para tirar o título da Copa do Brasil do Santos, para fazer o time cair na real. Só pode ter sido isso. Garotos como Diego Cardoso e Stéfano Yuri teriam feito aquele gol, com perdão da palavra, de bunda. Mas a invenção cibernética do Dorival e do Serginho perdeu o gol mais feito do ano e quase deu mau jeito no próprio corpo. Como já disse, deve ser um ser humano maravilhoso…

Enfim, que saudade dos tempos em que eu era apenas um torcedor. Não era jornalista, não tinha estudado a história do Santos e nem pensava ser conselheiro ou fazer, com o Peres, o Dossiê que recuperou seis títulos brasileiros que queriam garfar do nosso Alvinegro. Mas sabia que o Ailton Lira, o Pita e o Rubens Feijão eram craques, assim como o João Paulo e o Nilton Batata. Torcer por eles me bastava.

E o legal era que o técnico também via isso. O Santos era um time em que nenhum jogador bom de bola ficava no banco de reservas para um perna de pau jogar. O técnico desses tempos era Chico Formiga, um zagueiro clássico, que num relance percebia se o cara dava para o negócio, ou não. Não havia a figura suspeita do empresário de jogador, não havia ninguém querendo levar algum por fora. O melhor jogador jogava, fim de papo. Enfim, era ótimo ser apenas um torcedor.

E você, o que sente, hoje, como torcedor do Santos?


As torcidas organizadas perderam o sentido

O mais recente episódio constrangedor – a agressão a jogadores do Palmeiras por integrantes da torcida Mancha Alviverde, em pleno aeroporto de Buenos Aires –, deixa claro que o conceito e a utilidade das torcidas organizadas têm de ser repensados. A pergunta que se deve fazer, hoje, é: torcida organizada mais ajuda ou mais atrapalha o futebol?

Quando a Torcida Jovem e a Gaviões da Fiel surgiram, no final dos anos 60, suas presenças foram recebidas com relativo entusiasmo, pois expandiam o espetáculo para as arquibancadas. Surgiram os coros, os cânticos, e as bandeiras, que não eram proibidas, tomavam todo o estádio.

Alguma violência sempre houve no futebol, mas não se matava e nem se morria. Com as organizadas, bandos de garotos, que antes se sentiam inseguros de ir aos jogos, compareciam em massa. Assim foi com a Torcida Jovem, que realmente fazia jus ao nome.

Os líderes da Jovem era universitários ligados ao Movimento Estudantil que combatia a Ditadura Militar. Em um mesmo dia participaram de uma passeata no Centro de São Paulo e à noite estavam no Pacaembu incentivando o Santos contra o Operário de Mato Grosso. Eram rapazes de personalidade e independentes, que nada recebiam do clube e por isso se sentiam livres para criticar quando quisessem.

Hoje quase todas as organizadas recebem benesses das diretorias dos clubes. Ganham uma cota de ingressos que podem vender mais baratos, ônibus para o transporte, verba para o Carnaval… Isso arrefeceu seu poder de fiscalizar e cobrar os dirigentes dessas agremiações.

Nunca mais se ouviu nos estádios o coro tradicional: “Ô, ô, ô, queremos jogador!”. As organizadas não podem se indispor com a diretoria que lhes sustenta. Mas essa vantagem econômica, que virou meio de vida para muitos, tirou a força, o poder político que tinham.

Seu poder, hoje, tem se restringido em ameaçar fisicamente jogadores e técnicos, mas raríssimas vezes se voltam contra os dirigentes. Tornaram-se mais temidas do que amadas pelos demais torcedores.

No Santos, uma das promessas da nova gestão era acabar com a relação promíscua com as organizadas. Mas, com alguns meses de mandato, ela já foi retomada, pois era ruim para o clube, mas conveniente para quem estava no poder.

Um futuro internético

Há alguns anos o poder fiscalizador dos clubes passou para os blogs e sites dedicados a esses times, que reúnem as opiniões dos torcedores que não têm o rabo preso com as pessoas que dirigem esses clubes e por isso podem ser sinceros.

É fácil perceber que há uma diferença entre o que acha o torcedor que se expressa pela Internet e o que se ouve da boca das torcidas organizadas nos estádios. Os primeiros têm sido mais críticos, mais preocupados com o dia a dia do clube, enquanto os outros parecem mais interessados em cumprir o papel de parceiros da direção.

Porém, a própria Internet tratará de reduzir drasticamente a relevância das organizadas, pois por meio dela é que todos os ingressos de um estádio serão vendidos, e não haverá mais sentido em doar entradas ou pagar ônibus para um grupo de torcedores. Quem for realmente torcedor e quiser ajudar o seu time, que pague seu ingresso, ora.

De origem política, em uma época difícil do País, as organizadas, em sua maioria, se transformaram em grupos privilegiados de torcedores que recebem incentivo para torcer. É claro que essa relação não poderá sobreviver em um futebol mais profissional.

Por isso, independentemente da violência que provocam ou têm potencial de provocar, as organizadas perderam o sentido, pois não existem mais para ajudar os clubes, e sim para ajudar os dirigentes desses clubes e a si mesmas.

Para que encontrem um novo papel no futebol, as torcidas organizadas terão de rever seus conceitos éticos, terão de expurgar todos os maus indivíduos que as contaminam, terão de eliminar qualquer forma de violência de seu comportamento e terão, acima de tudo, de recusar as esmolas dos clubes, para que voltem a ser independentes. Ou começam a fazer isso desde já, ou morrerão.

E pra você, qual o futuro das torcidas organizadas?


Passarela é pra escola de samba. Lugar de torcida é no estádio

Talvez alguns amigos da Torcida Jovem fiquem bravos comigo – até porque a Jovem não teve qualquer culpa nos incidentes no Anhembi -, mas a verdade é que a baderna vergonhosa durante as apurações do Carnaval paulista reforçaram um conceito de que torcidas organizadas não devem ter escolas de samba. Isso já está dando errado e vai piorar. É só uma questão de tempo para ocorrer uma catástrofe.

Como ex-compositor e integrante da Escola de Samba Camisa Verde e Branco, acompanho o samba na avenida há décadas. Percebo a ginástica que os organizadores fazem para impedir que as escolas de torcidas desfilem em horários próximos ou no mesmo dia. Sabem que estão lidando com nitroglicerina. Um motivo, mesmo bobo, e milhares de pessoas podem ser envolver em uma briga de resultados trágicos.

Hoje a divisão principal do Carnaval de São Paulo tem escolas de três grandes torcidas: Gaviões da Fiel, do Corinthians; Mancha Alviverde, do Palmeiras, e Dragões da Real, do São Paulo. Se a Torcida Jovem tivesse subido no ano passado, seriam quatro! Chegará um momento em que haverá confrontos de proporções incalculáveis. Todo mundo percebe isso.

Mesmo as outras escolas, que não têm nada a ver com a história, sentem-se inseguras com a presença dos integrantes das uniformizadas por perto. O histórico de violência dessas torcidas assusta, tira a naturalidade do Carnaval. Por mais que a maioria dos torcedores queira a paz e seja ordeira, basta que uns poucos detonem a algazarra e o caos se tornará inevitável, como mais uma vez ficou provado no Anhembi.

Depois do triste episódio, tenho ouvido muita gente dizer que preferia que em São Paulo o Carnaval fosse como no Rio, sem a presença de torcidas organizadas no desfile. Concordo. Como a paixão pelo futebol é muito forte, se no Rio os times grandes tivessem torcidas, fatalmente tomariam lugares que hoje são ocupados por escolas de samba tradicionais. Seria um crime.

E você, acha que torcida organizada deve ter escola de samba?


Acredite se quiser: site da Umbro diz que CBF não reconheceu Taça Brasil e Torneio Roberto Gomes Pedrosa como títulos brasileiros do Santos

O leitor Leonardo Bastos Falco me alertou, mas não quis acreditar. Fui checar e, para minha decepção, é mesmo verdade. O site da Umbro, que nos últimos anos tem sido a fornecedora de material esportivo para o Santos, diz que os títulos da Taça Brasil e do Torneio Roberto Gomes Pedrosa não foram reconhecidos pela Confederação Brasileira de Futebol.

Ora, até quem não acompanha futebol ficou sabendo do Reconhecimento da CBF, que envolveu personalidades como Pelé, João Havelange, Ricardo Teixeira, presidentes de seis grandes clubes brasileiros e ouriçou a mídia esportiva nacional. A unificação é oficial, com documento carimbado e assinado, reconhecida pela Conmebol e Fifa. O Dossiê que gerou tudo isso está à venda (mas posso ceder para a Umbro, se ela não tem verba reservada para se atualizar sobre o mercado em que ela atua e sobre o clube que ela patrocina).

Não sei de que planeta a Umbro faz o seu site, mas está defasado há mais de um ano. Não me admira que a camisa do Neymar, ou do Santos, seja um objeto raro nas lojas brasileiras. A Umbro tem sido extremamente incompetente e negligente com o Santos. Sinto dizer, mas não deixará saudades.

Se até o site oficial da fornecedora de material esportivo ignora o reconhecimento, veja, leitor e leitora, o tamanho do caminho que ainda temos pela frente. Por isso, peço que pense com carinho na possibilidade de, neste Natal, dar o Dossiê (com o “Sonhos mais que possíveis!” como brinde) a amigos santistas ou não que precisam conhecer mais sobre o reconhecimento e ajudar nessa Unificação.

Confira o parágrafo sobre o Santos no site oficial da Umbro:

“Apesar de não ser reconhecido pela CBF, a FIFA considera o Santos como octacampeão brasileiro: 5 Taças Brasil (1960-1967), 1 Torneio Roberto Gomes Pedrosa (1968) e 2 Campeonatos Brasileiro (2002 e 2004). Sendo assim, o maior campeão brasileiro ao lado do Palmeiras, com 11 títulos”.

Confira no site da Umbro a notícia de que a CBF não reconheceu os títulos da Taça Brasil e do Torneio Roberto Gomes Pedrosa

Vamos patrocinar este samba do Centenário?

Ouça, abaixo, a música de Alexandre Moreira para o concurso de Samba Enredo da Torcida Jovem, que em 2012 cantará o Centenário do Santos. O samba ficou em segundo lugar, mas o Alexandre quer gravá-lo e calcula que precisará de 2 a 3 mil reais para despesas de partitura, arranjo, coral e estúdio.

Para adaptar a música ao Centenário, a letra substituirá a menção à Torcida Jovem, pelo Santos. Ficou empolgante. Mostrei para a Suzana e ela se arrepiou e disse que é legal torcer para o Santos. Acho que para uma empresa de Santos, ou um empresário santista que queira patrocinar o CD e dá-lo como presente de Natal, o investimento é pequeno e o resultado será recompensador.

Já imagino essa música no Reveillon do santista, comemorando o tricampeonato mundial. Escutem com atenção e deem sua opinião. Para quem se interessar, o e-mail do Alexandre é lele.moreira@uol.com.br

Ronaldo agiu sozinho?

Minha coluna de ontem no jornal Metro de Santos

Esta semana Luis Álvaro Ribeiro revelou que o ex-jogador Ronaldo Nazário tinha lhe feito uma proposta para levar Neymar para o Real Madrid. Quem lê meu blog não se surpreendeu. Era óbvio que aquele papo de que, ao pendurar as chuteiras, Ronaldo trataria de “ajudar o futebol brasileiro”, era só fachada.

Levar embora um garoto de 19 anos, que já é o maior o maior ídolo do País, só abortará a operação sacode complexo de vira-latas que o Santos e Neymar estão implantando no nosso futebol.

Não diria que esperava mais de Ronaldo do que esta função subalterna de aliciador de jovens craques brasileiros para a Europa em troca de gordas comissões. Não me surpreende que pessoas ricas façam coisas odiosas apenas para ganhar mais dinheiro.

Ficar longe da família, dos amigos, do filho, dos torcedores e do clube que o amam tem um preço que Neymar não precisa pagar. Se Ronaldo pagou, azar dele. Ele ainda não era um Neymar aos 19 anos. Enfim, como diz a sabedoria popular, felicidade não se compra. E eu completo: caráter também não.

Minha dúvida, agora, é se Ronaldo agiu sozinho nessa estratégia de “convencimento” a Neymar. Estranhei muito quando Galvão Bueno, amigo íntimo e parceiro de Ronaldo em alguns negócios, fez um apelo emocionado para que o Menino de Ouro se transferisse para o Real Madrid, contrariando os próprios interesses da Rede Globo. Lembro-me bem da frase: “Estou falando para o seu bem, Neymar. Que mal há em jogar em um time do tamanho do Real Madrid?”.

Estranhei também quando Fausto Silva, outro amigo particular de Ronaldo, deu voz ao ex-jogador para que fizesse outro apelo público ao craque santista, desta vez argumentando que o talento de Neymar não podia ficar restrito ao Brasil, mas deveria ser exposto ao mundo.

Ora, a tevê e a Internet acabaram com as distâncias. O que se faz na Vila Belmiro é visto em Hong Kong… Está certo que nem todos os jogadores e times têm essa visibilidade planetária. Mas Neymar e o Santos certamente têm e serão vistos por todos, onde quer que joguem.

E você, acha que é possível que a Nike seja pior do que a Umbro? E Galvão e Fausto Silva, ajudaram o amigo Ronaldo no convencimento a Neymar para ir embora do Brasil?


Santos x Figueirense, o Fico de Neymar e outras notícias…

Sem Neymar para o jogo de hoje, às 18 horas, contra o Figueirense, Muricy Ramalho está propenso a montar o meio-campo com quatro jogadores – Adriano, Henrique, Arouca e Ibson – e manter apenas Alan Kardec e Borges na frente. Mesmo liberando Arouca para o ataque, ainda acho pouco para um time que tem a obrigação de vencer.

A não ser que não demore para fazer o primeiro gol e com isso obrigue o Figueirense a dar mais espaços na defesa, o jogo tende a ficar amarrado e faltará um jogador mais criativo pelo meio. Nestas horas é que não entendo a falta de confiança no garoto Felipe Anderson.

O rapaz já deu uma vitória totalmente improvável ao Santos, quando entrou no segundo tempo contra o Avaí e não só deu um passe perfeito para Borges empatar, como marcou o golaço da virada em notável jogada individual. Apesar de sua ainda imaturidade e de falhas na manutenção da bola, Felipe é bem mais incisivo do que os outros jogadores de meio-campo.

Hoje não tem sentido fechar o meio, já que o Figueirense fará o mesmo. Teremos um bolo de jogadores disputando espaço no setor, como passageiros do metrô paulistano em horário de rush. Nessa hora, um jogador criativo, mesmo ainda ligeiramente errático, vale mais do que mais um marcador.

Após a notável recuperação que empreende, seria tremendamente frustrante esbarrar no Figueirense, que depois de um ótimo início, vive uma fase difícil. O time de Santa Catarina está há cinco jogos sem vencer e tem 33 pontos, dois a menos do que o Santos. Para complicar, o técnico Jorginho não terá o meia Maicon, suspenso; o destaque Fernandes, considerado o cérebro do time, o goleiro Wilson, o volante Túlio e o meia Elias, machucados.

Sem torcidas organizadas

Suspensas por terem brigado durante o clássico contra o Corinthians, as torcidas organizadas Torcida Jovem e Sangue Jovem estão proibidas de frequentar estádios até que os culpados pela briga sejam identificados. Vamos ver como se sairá o público na Vila Belmiro sem o apoio dessas duas importantes organizadas do Alvinegro Praiano.

Campanha Fica Neymar terá capítulos importantes

O leitor deste blog já percebeu que para manter Neymar no Santos e no Brasil, e com isso quebrar o paradigma há anos imposto ao futebol brasileiro, não adianta só criar hastags, faixas e fazer apelos em blogs e sites. É preciso uma ação mais concreta. Dinheiro, por exemplo.

Nesses últimos dias O blog recebeu propostas de que se crie um adicional no carnê de sócio do Santos para engrossar os rendimentos de Neymar. Surgiu também a proposta de depósitos mensais em uma conta corrente para o Menino de Ouro. Mais ousados sugeriram que os santistas se cotizem para comprar os direitos do passe do jogador que não estão em poder do Santos.

Enfim, há muita gente querendo ajudar para que não se perpetue a tragédia que seria perder Neymar, o maior ídolo do clube depois de Pelé. Mais do que o Santos, o futebol brasileiro e sul-americano seriam tremendamente beneficiados com a permanência de Neymar no país e no continente.

Quando se sabe que a maturidade de um atleta chega aos 25 anos, e Neymar terá apenas 23 ao final da Copa de 2014, é totalmente viável que permaneça no Brasil ao menos até o Mundial. Uma coisa é certa: o santista não quer ficar de braços cruzados diante da possibilidade de perda tão terrível.

Notícias do Centenário

Estou para anunciar duas notícias importantes sobre as festividades do Centenário: o Cruzeiro Santista, para 1.800 pessoas – com shows de artistas famosos torcedores do Santos e a participação de ídolos eternos do Peixe – e a exposição de fotos “Santos no Mundo”, a ser realizada no Sesc Santos. O objetivo de unir as comemorações do Santos a eventos artísticos, e assim consolidar a idéia de “futebol e arte” está se consumando a cada evento.

A decisão do Festival Curta Santos de adotar o Santos Futebol Clube como o tema central do evento em 2012 será fundamental para difundir a história e a imagem do Alvinegro Praiano pelo país, já que a partir de 2012 o festival – atendendo a nosso pedido – fará amostras em cinemas de todo o Brasil, prioritariamente em locais com grandes contingentes de santistas.

Reveja a vitória sobre o Figueirense, na Vila, pelo Brasileiro de 2008:

E você, acha que Muricy deve escalar Henrique ou Felipe Anderson no jogo de hoje?


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