Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

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Tag: Torcida Santista (page 1 of 2)

A questão é pragmática

Reunião do Conselho Deliberativo
Na reunião do Conselho Deliberativo do Santos, na noite de quinta-feira, o conselheiro da oposição, Sergio Ramos, foi absolvido por 11 votos de diferença de uma pena de suspensão de dois meses pedida pela Comissão de Inquérito e Sindicância por “falta de urbanidade com seus colegas de Conselho”. A Comissão Fiscal apresentou o balanço do primeiro trimestre de 2017: o clube previa um superávit de 30 milhões e teve um prejuízo de nove milhões. Como consequência, não poderá gastar mais nada até o final do ano e nem pedir empréstimos bancários. Vender jogadores é a única solução para pagar as contas.

Vi, com alguma inveja, o estádio Couto Pereira lotado na empolgante vitória do humilde Paraná sobre o Atlético Mineiro, pela Copa do Brasil. Enquanto isso, nosso incomensurável Santos tem jogado para uma média de seis mil pessoas na Vila Belmiro, onde voltará a se apresentar nesse domingo, às 16 horas, diante do Cruzeiro, em um dos grandes clássicos do futebol nacional. Muitos estão discutindo, de forma apaixonada, as razões dos públicos tão baixos no Urbano Caldeira. Porém, a meu ver, a questão não é emocional, mas pragmática,ou seja, há razões práticas que impedem um público médio maior no centenário Urbano Caldeira.

Veja você, amigo e amiga leitores deste blog, que um dos detalhes que atrapalham a lotação da Vila Belmiro é, simplesmente, geográfico. Até a década de 1950 Santos estava entre as dez cidades mais populosas do Brasil, era a décima, com 203.562 habitantes, contra 180.575 de Curitiba, que era a décima segunda. Várias capitais tinham menos habitantes do que a maior cidade da Baixada Santista. Isso mudou radicalmente. Em 2010 Santos era a 48ª cidade mais populosa do país, com 419.400 habitantes, enquanto Curitiba era a oitava, com 1.751.907 habitantes, quase quatro vezes mais. Essa diferença só tem aumentado, visto que o município de Santos não tem para onde crescer.

Essa questão se acentua quando se analisa o aspecto econômico. Não só o porto tem problemas, mas as poucas grandes empresas de Santos, incluindo-se a prefeitura, passam por sérios problemas financeiros. O desemprego é grande na cidade e isso, logicamente, influi no poder aquisitivo. Enquanto isso, cidades como Curitiba crescem a olhos vistos, com o surgimento de mais empresas todos os anos, que significam mais empregos, maior poder aquisitivo e a atração de mais e mais moradores.

Ainda há os aspectos interesse e mobilização, que fazem ou não parte do comportamento dos torcedores de um time. A cidade do Porto, em Portugal, tem menos habitantes do que Santos e sua área expandida chega a um total de pessoas similar ao da Baixada Santista. Ocorre que além de um poder aquisitivo médio maior, os torcedores do Porto são super interessados e mobilizados, a ponto de no início da temporada comprar carnês para todos os jogos do time. Assim, a média de público no Estádio do Dragão é de 20 mil pessoas no Campeonato Português e ultrapassa 30 mil pessoas na Champions League.

Se houvesse o mesmo interesse e a mesma capacidade de mobilização dos santistas, se ao menos cinco por cento dos 300 mil torcedores do Santos espalhados pelas cidades contíguas de Santos e São Vicente fossem regularmente à Vila Belmiro, já teríamos 15 mil pessoas a cada jogo, praticamente a lotação máxima do estádio.

Outro detalhe que atrapalha uma melhor lotação na Vila Belmiro é a distribuição e a categoria dos assentos. Além do eterno problema das cadeiras cativas, ainda não solucionado, o clube optou por investir em camarotes, ocupando o espaço que antes pertencia ao torcedor comum. Pelas características do público consumidor santista, aumentar o número de lugares populares seria a melhor medida para atrair mais gente aos jogos.

Por fim, a polarização regionalista empreendida pela gestão atual do clube, incentivada por alguns representantes da imprensa de Santos, ao tentar pintar o santista da Grande São Paulo como “forasteiro” ou como um torcedor de segunda categoria, pois não nasceu, não vive e nem morrerá na Vila Belmiro, essa polarização desrespeitosa acabou afastando muitos torcedores do planalto que antes, de bom grado, desciam a serra a cada jogo do time, em um esforço não reconhecido pela direção do clube.

A tremenda má vontade com o torcedor de fora de Santos, a falta de compreensão com um santista que investe tempo e dinheiro para incentivar o time, as ofensas do tipo “se querem que o Santos jogue em São Paulo, fundem o Santos de São Paulo” e outras tolices do gênero, acabaram desgostando boa parte dos torcedores de fora da cidade que iam regularmente à Vila Belmiro. Com isso, os jogos na Vila têm contado com uma maioria de torcedores da Baixada Santista.

Para completar há a tendência, histórica, de públicos pequenos na Vila Belmiro. Mesmo nos períodos áureos do time, com aquela ataque dos sonhos estrelado por Pelé, a média de espectadores não ultrapassava 10 mil pessoas. Só mesmo nos grandes jogos, e com uma grande assistência de torcedores de São Paulo e outras cidades, é que a Vila Belmiro se enchia.

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Força da natureza!

torcida jovemeu e o rafa - santos red bull Voltando de trem pra casa, com o amigo Rafael Fidelis (com a camisa do Brasil) e seu primo. Encontramos alguns são-paulinos indo para o Morumbi, mas houve educação e respeito de ambas as partes. Há esperança para o Brasil.

Durante a semana os programas esportivos, como sempre, reservaram apenas seus últimos minutinhos para falar do Santos. Alguns ainda erraram ao informar a data e o local do jogo contra o Red Bull. Para piorar, a Federação Paulista de Futebol tinha mudado o horário da partida, passando para as terríveis 11 horas de domingo, em pleno verão. Porém, ao chegar ao Pacaembu, você percebe, mais uma vez, que a torcida do Santos, quando tem a oportunidade de mostrar seu poder, é uma verdadeira força da natureza.

Gente de todo os lados. Casais, jovens, crianças, idosos. Filas e mais filas. Muita gente desistiu quando os funcionários da Federação Paulista passaram pelas filas para avisar que os ingressos mais baratos já tinham acabado. Mas muita gente insistiu. Eu queria assistir do meio dos torcedores. Deixo a tribuna de imprensa e os camarotes dos conselheiros para os almofadinhas. Na arquibancada tinha fila demais. Fui para o tobogã. De lá vi o estádio se enchendo e no final chequei o público no placar eletrônico: 20.412 pagantes, quase 24 mil pessoas no total.

No dia em que o Santos tiver uma gestão que saiba unir e direcionar os santistas na mesma direção, esse time voltará a ser um dos mais importantes e ricos do futebol. Se mesmo tratado com desdém por sua diretoria e ignorado pela mídia, o Glorioso Alvinegro Praiano leva a um estádio da capital, no mesmo fim de semana, 5.500 pessoas a mais do que o seu rival alvinegro, o mesmo que recebe mais da metade do tempo de todos os programas esportivos, nos quais é constrangedoramente bajulado, imagine se vivêssemos em um lugar com uma imprensa esportiva imparcial, que praticasse a meritocracia, e tivéssemos uma diretoria que facilitasse a vida para os santistas da capital.

Então, em primeiro lugar, parabéns aos santistas que foram ao Pacaembu. Sofremos com o calor, os preços, a nova fórmula tática do Dorival Junior que também pode ser chamada de “queijo suíço”, pelos buracos enormes que abre na nossa defesa, mas no final os deuses do futebol empurraram a bola pra dentro e o time ganhou por 3 a 2 e conseguiu sua 17ª – meu número de sorte – vitória consecutiva no Pacaembu.

Do meio da massa

ingressos santos redbull O amigo Rafael Fidelis insistiu e comprou um ingresso por 50 reais. Na fila já tinham dito que só havia ingressos mais caros.

Do meio do povo se percebe que o santista tem um carinho especial pelo Rodrigão e pelo Copete – principalmente pela forma como o segundo se empenha, atacando e também ajudando a defesa – mas fica louco da vida quando a defesa fica trocando passes lá atrás e o craque Lucas Lima cisma de pentear a bola pra lá e pra cá e não passa pra ninguém. Aliás, se o Santos conseguir vender o Lucas Lima pelo que ele acha que vale, dará para construir uma arena em Santos, outra em São Paulo e ainda sobrará dinheiro. Incrível a máscara do rapaz.

Depois de um belo gol, surgido em boa jogada pela direita, entre Lucas Lima, Victor Ferraz e Vitor Bueno, Lucas Lima perdeu a bola em um lance bobo e propiciou o contra-ataque que gerou o gol de empate do Red Bull, por Misael. Antes do final do primeiro tempo, porém, o mesmo LL deu um passe milimétrico para Rodrigão, que penetrou e fez o segundo do Santos com muita calma, e pasmem, agilidade.

Como se em Santos as temperaturas estivessem abaixo de zero, o time que está descansando há uma semana parecia bem mais exausto que o Read Bull no segundo tempo. Então, o mandante foi ao ataque e, de tanto criar oportunidades, empatou com um gol de cabeça de Nixon, em impedimento claro, que pode ser visto da arquibancada.

Ocorre que o juizão Rafael Gomes da Silva estava complicando para o Santos há algum tempo, principalmente no aspecto disciplinar. Veja você, caro leitor e cara leitora, que o Santos é o time a ser batido, é que que goleia todo mundo, mas o senhor Rafael conseguiu amarelas três jogadores santistas – Lucas Verísismo, Yuri e Copete – e apenas um do Red Bull, o Fillipe Soutto. Ocorre que o homem do apito era implacável com os santistas, mas fazia vistas grossas às entradas do Red Bull.

De qualquer forma, o Santos também criava oportunidades e em uma das ultimas surgiu o lance em que Kayke, de peito, jogou a bola para dentro do gol. Achei que ela entrou, até pelo gesto do goleiro, que percebe estar dentro do gol e puxa a bola e seu corpo para fora. O que ocorre é que ao cair o goleiro Saulo, conhecidíssimo dos santistas, entra com bolas e tudo para dentro do gol, dando a vitória ao Santos.

O desempenho do Dorival

Amigos e amigas, o time ter altos e baixos no início de temporada é, até certo ponto, normal, mas o que deixa o santista da arquibancada maluco são as decisões e indecisões do técnico Dorival Junior. O técnico Alberto Valentim, do Red Bull. já tinha colocado seus reservas para aquecer, e o Dorival, nada. Isso seria bom até pelo fator psicológico, pois o jogador que está em campo corre e capricha mais quando sabe que pode ser substituído.

Outro aspecto a se analisar é o novo sistema tático que o Dorival quer implantar no Santos. Ora, ele depende de muita solidariedade dos jogadores. Se o pessoal não estiver disposto a correr para tapar os buracos, coisa que só alguns fazem – entre eles o incansável Copete –, o Santos vai tomar uma tunda logo, logo. Os contra-ataques do adversários estão pegando as extremas totalmente abertas. Os zagueiros ficam distantes um do outro para cobrir as pontas e abrem também o meio. Enfim, o Santos fica todo arreganhado.

Aí, na hora de trocar, quem o professor põe em campo? Ora, o indefectível Léo Cittadini. A impressão que se tem é que o clube pode contratar os melhores jogadores de meio-campo do mundo, mas na hora de substituir o Dorival preferirá o seu preferido Cittadini. Depois, tirou Rodrigão e colocou Bruno Henrique. Ora, por que não colocou o Kayke, que joga na mesma posição? Mas depois, finalmente, colocou o Kayke, no lugar do Vitor Bueno.

Não era mais lógico colocar o Kayke no lugar do Rodrigão e o Bruno Henrique no lugar do Vitor Bueno? Claro, mas isso qualquer criança de seis anos no Pacaembu faria. Então, para mostrar que entende mais de futebol do que todos nós juntos, o professor fez uma substituição cruzada. Sacou a esperteza?

No fim, Kayke fez um gol de peito que o goleiro Saulo seguro e caiu com bola e tudo dentro de sua meta. Quando percebe que está dentro, ele puxa o corpo para fora, mas para cima de mim, jamé.

Um detalhe que me marcou: quem viu o Lucas Lima se dirigir para bater um escanteio no início do segundo tempo, quando o Santos vencia por 2 a 1, deve ter achado que se tratava de uma pelada entre solteiros e casados. O rapaz foi petecando a bola em câmara lenta, em uma tremenda má vontade. E olhe que ele já foi expulso de campo por uma atitude assim. Numa boa, Lucas: assim, na Europa, você só vai conseguir ser reserva de um Atalanta, de um Avelino, enfim, de um time de segunda ou terceira categoria. Você joga muito, mas precisa ser mais profissional, cara! Numa boa.

Dizem que no final da partida alguns torcedores começaram a xingar Lucas Lima em altos brados, ele correu um pouco mais e isso foi o suficiente para o Santos criar duas chances de gol. Então, é evidente que o Santos tem time para ganhar bem esses jogos e caminhar para mais um título, mas precisa correr mais e ser mais cobrado pelo Dorival. Assim, até eu.

Jogadores e notas: Vladimir (5), Victor Ferraz (5), Lucas Veríssimo (5), Yuri (5) e Zeca (5,5); Leandro Donizete (4) (Léo Cittadini (4,5), Thiago Maia (4,5), Lucas Lima (6) e Vitor Bueno (5,5) (Kayke (5); Copete (5,5) e Rodrigão (5,5) (Bruno Henrique (4,5). Dorival Junior: 3,5.

E você, o que acha disso?


Uma noite feliz no Pacaembu

Com uma bela assistência e dois gols, o camaronês Joel fez a torcida sair mais tranqüila do Pacaembu. Se Ricardo Oliveira for mesmo para a China, o Santos já tem o seu substituto.

O Santos ganhou de 4 a 1 do Mogi Mirim, mas poderia ter feito cinco ou seis gols. Só Serginho teve duas oportunidades claras.

Por falar em Serginho, ele foi bem. Mostrou que é uma opção de chute de fora da área, criou oportunidades, deu o passe para Joel marcar o segundo gol do Santos e se entendeu bem com Lucas Lima.

O meia santista, agora de cabelo loiro, gastou a bola. Lucas Lima deu passes precisos, driblou, tabelou e chutou a gol. Novamente foi o maestro do time.

A defesa estava sólida até que, no segundo tempo, o Mogi começou a forçar as bolas nas costas de Victor Ferraz. Em uma das jogadas, Wendel aproveitou uma rebatida de Vanderlei para marcar, diminuindo para 3 a 1.

Renato voltou a fazer uma grande partida. Ao sair, foi bastante aplaudido.

As entradas de Neto Berola no lugar de Serginho, e de Patito Rodríguez no de Gabriel pioraram o time. Como repete, sabiamente, o torcedor, Berola e Patito estão fazendo hora-extra no Santos. Apesar de Berola ter sofrido o pênalti que gerou o quarto gol, de Lucas Lima.

Rafael Longuine entrou no lugar de Renato e ao menos mostrou mais atitude. Longuine merece mais oportunidades. Mas há quem diga que o rapaz precisa colocar a cabeça no lugar e ser mais aplicado.

O público pagante foi de 9.897 pessoas, com 11.371 no total. A renda foi de R$ 332.370,00. Vamos ver quanto dará de “despesas diversas”.

Alguns torcedores vieram falar comigo pedindo que o Santos reivindique, para os jogos noturnos no Pacaembu, horários tipo 20h30 ou 21 horas, para que dê tempo de saírem do trabalho. Apesar de tudo, não foi um público ruim. Como prova de que o alto preço dos ingressos afastou muita gente, o tobogã, mais barato, estava quase lotado.

Como sempre, o público no Pacaembu estava animado e repleto de mulheres e crianças. Vim andando pela Paulista, assisti na arquibancada e subi com os torcedores até o metrô. Muita alegria e muita ordem. Nenhum problema. Não sei se outras torcidas são assim, mas a do Santos é, realmente, uma torcida mais para ordeira.

Encontrei um assessor da presidência do clube e sugeri a ele que na próxima vez que o Santos jogar no Pacaembu, coloque ao menos mais dois postos de venda de ingressos: um na Zona Leste e outro na Zona Sul, de preferência na Cidade Dutra, onde tem santista a dar com pau. Agora eu penso: porque não a Zona Oeste, de tantos santistas?

Como mais uma prova de que dá para jogar bem em qualquer estádio, estes 4 a 1 foram a maior goleada e marcaram a melhor exibição do Santos, até agora, neste Campeonato Paulista.

Na verdade, analisando friamente, o Santos é um time bem montado e os jogadores que estão entrando, estão se encaixando. Lucas Veríssimo já está se entendendo com Gustavo Henrique, os laterais Victor Ferraz e Zeca têm jogador bem; Thiago Maia e Gabriel estão mais maduros; Renato e Lucas Lima subiram de nível novamente; o camaronês Joel saiu melhor do que a encomenda e Serginho está pegando confiança. Enfim, um bom time.

Santos 4 x 1 Mogi Mirim

Campeonato Paulista
Pacaembu, 25/02/2016, 19h30

Santos: Vanderlei, Victor Ferraz, Lucas Veríssimo, Gustavo Henrique e Zeca; Thiago Maia, Renato (Rafael Longuine), Lucas Lima e Serginho (Neto Berola); Gabigol (Patito Rodríguez), e Joel. Técnico : Dorival Júnior.

Mogi Mirim: Daniel, Wendel, Renato Santos (Gustavo Costa), Bruno Costa e Bruno Teles; Gabriel Dias, Bruninho (Diego Lorenzi), Lulinha e Keké; Roni (Emerson Santos) e Léo Melo. Técnico : Toninho Cecílio.

Gols: Bruno Costa (contra), aos 26 minutos do primeiro tempo; Joel aos 6 e aos 29, Wendel aos 38 e Lucas Lima, de pênalti, aos 46 do segundo.

Arbitragem : Alessandro Darcie, auxiliado por Danilo Ricardo Manis e Renata Ruel Xavier (boa, sem falhas graves, a não ser deixar o time do Interior fazer algumas faltas feias sem receber amarelo).

Cartões amarelos : Gustavo Henrique (Santos), Renato Santos, Gabriel Dias, Bruno Teles e Lulinha (Mogi).

E você, o que achou de Santos 4 x 1 Mogi Mirim?


Há coisas que a gente só dá valor quando perde

Santos é a atração de São José do Rio Preto
Texto de Carlos Petrocilo, repórter do Diário da Região, de São José do Rio Preto

lucas lima e elano
Lucas Lima volta à cidade em que foi rejeitado por dois clubes “por ser muito magrinho”. Elano retorna ao estádio em que marcou o segundo gol do título brasileiro de 2004 (Foto: Ricardo Saibun/ Santos FC).

Desfalcado de Robinho, que nem viajou com a delegação para Rio Preto, o Santos enfrenta Red Bull de Campinas hoje, às 19h30, no Teixeirão, pela terceira rodada do Paulistão. Será a oportunidade de os torcedores da região se reencontrem com o Peixe, de Elano, Renato e Ricardo Oliveira. Em 2004, o Santos sagrou-se campeão brasileiro, sob clima totalmente atípico, em pleno Teixeirão. Naquela tarde de domingo, dia 19 de dezembro, Robinho voltaria a jogar depois de ficar 41 dias afastado por causa do sequestro de sua mãe. Com show de Robinho e gol de Elano, o Santos venceu o Vasco por 2 a 1 e conquistou o nacional.

Aquele foi o maior público do Teixeirão, com 36.426 pagantes. Hoje, a expectativa é de um Teixeirão novamente lotado. Dessa vez, a Polícia Militar liberou uma carga máxima de 30,7 mil ingressos. “Em 2013, no último jogo do Santos no Teixeirão, o time só cumpria tabela, e trouxe 13 mil pagantes. A nossa esperança é de um público bem maior, porque o Santos trará ídolos, como Renato, Elano e Ricardo Oliveira”, disse o empresário Edvaldo Ferraz, que comprou os direitos de três jogos do Santos e alugou o Teixeirão para sediar a partida de hoje.

Thiago Ribeiro entra no lugar de Robinho e formará dupla ofensiva com Ricardo Oliveira. Elano começará na reserva e, como ocorreu na vitória sobre o Ituano por 3 a 0 e no empate sem gols com o Mogi Mirim, deverá entrar no decorrer do jogo. O movimento nas bilheterias foi intenso ontem. “Acredito que já superamos os 13 mil ingressos vendidos. O preço ajuda e principalmente o fato de o torcedor poder pagar com cartão de crédito e de débito”, disse Ferraz.

Se para o torcedor é uma oportunidade de ver os ídolos de perto, para Santos e América é a chance de lucro em tempos de crise. O próprio técnico do Peixe, Enderson Moreira, deixou claro que a intenção era jogar na Vila Belmiro, porém, entende as dificuldades financeiras e acatou uma ordem da diretoria. “A direção foi clara que precisa abrir mão de jogar na Vila por uma questão financeira. Mesmo que tenhamos um prejuízo na questão técnica, temos que ser parceiros e entender essa situação”, disse o comandante santista.

Enquanto o Santos corre atrás de receitas para quitar salários atrasados, as necessidades do América, na quarta divisão do Paulista e sem patrocínios, são maiores ainda. O Diário da Região não teve acesso ao contrato de locação. Já o vice do Rubro, Luiz Donizete Prieto, o Italiano, diz que o América receberá R$ 10 mil líquidos, descontados 20% destinados à penhora da Justiça do Trabalho e 10% da viúva do empresário Salvador Correia da Silva Filho, Maria Rita de Oliveira, que cobra R$ 1,5 milhão do América. Além da grana, o jogo deixará legados, como gramado e vestiários reformados, e aptos pela Federação Paulista de Futebol para o América receber os seus jogos na Segundona, que começará em abril.

Olha só o Santos chegando a São José do Rio Preto. Tem de fazer mais isso. “Todo artista tem de ir aonde o povo está”:

Santos: Vanderlei, Victor Ferraz, David Braz, Werley e Chiquinho; Alison, Renato, Lucas Lima e Geuvânio, Ricardo Oliveira e Robinho. Técnico: Enderson Moreira.

Red Bull: Juninho, Jonas, Anderson Marques, Fabiano Eller e Romário; Andrade, Jocinei, Everton Silva e Lulinha; Raul e Isac. Técnico: Maurício Barbieri.

Árbitro: Rodrigo Guarizo Ferreira do Amaral. Local: estádio Teixeirão, em Rio Preto, hoje, às 19h30, com transmissão ao vivo pelo canal por assinatura SporTV.

Santos joga pela 41ª vez em Rio Preto


Enfrentar o América em São José do Rio Preto sempre foi difícil, mesmo para o Santos de Pelé. Aqui, um jogo do Paulista de 1967. O estádio é o Mário Alves Mendonça.

Incêndio no estádio Mário Alves Mendonça na despedida do Rei Pelé, recorde de público no Teixeirão com shows de Robinho, estreia de Paulo Henrique Ganso e a conquista do Brasileirão de 2004. As passagens do Santos por Rio Preto, seja no Mário Alves Medonça, no Teixeirão, ou no Riopretão, renderam duelos memoráveis. Ao todo foram 40 jogos da equipe litorânea na cidade.

Mas os confrontos não foram só de glórias para os santistas. Houve tropeços também. O América bateu o Peixe, de Pelé & Cia, por 2 a 1 em 1964, no Mário Alves Mendonça. O Rio Preto, no seu primeiro e único ano de elite no Paulistão, estragou a estreia de Ganso, ao bater o Santos por 2 a 1, no Riopretão, em 2008.

No duelo mais polêmico, na despedida de Pelé dos gramados do Mário Alves Mendonça, no dia 5 de agosto de 1973, um incêndio tomou conta da parte de trás da arquibancada geral e deixou torcedores em pânico. Felizmente, não houve nenhuma fatalidade e apenas poucos torcedores com ferimentos leves, após o empurra-empurra nas arquibancadas do Mário Alves Mendonça.

Do gramado, Pelé e Clodoaldo pediam calma aos torcedores temerosos com as labaredas. Em entrevista exclusiva ao Diário da Região, Pelé recordou esse episódio. “Foi muito triste ter me despedido de Rio Preto com aquelas cenas de desespero da torcida. O acidente poderia ter sido bem mais grave, mas Deus ajudou.”

Em 2004, o último título brasileiro do Santos

Em 2004, com a Vila Belmiro interditada pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), o Santos recorreu ao Teixeirão durante o Brasileirão por pontos corridos e recebeu três jogos memoráveis. Duas goleadas: por 5 a 0 sobre o Fluminense e, nesse dia (30 de outubro de 2004), Robinho, autor de dois gols, fez uma de suas melhores partidas com a camisa do Peixe.

A outra foi de 5 a 1 sobre o Grêmio-RS. No entanto, a vitória sobre o Vasco por 2 a 1, válido pela última rodada do Brasileirão, é a que não sai da memória dos santistas. “Foi a maior oportunidade para quem torce para o Santos e mora em Rio Preto, ver o time ser campeão aqui”, recorda o torcedor William Aparecido Garcia Martins.

A vitória sobre o Vasco garantiu ao Santos o título do Brasileirão e ao Teixeirão o seu maior público: 36.426 pagantes foram ao estádio naquela tarde de 19 de dezembro de 2004. Em 2008, o Santos fez o seu último jogo contra um time da cidade. Com a má fase de América e Rio Preto, rebaixados às divisões de acesso do Paulista, as visitas do Peixe foram minadas. Hoje, elas servem apenas como válvula de escape para o América angariar receitas com a locação do Teixeirão.

Em 2013, diante do Atlético-PR pela penúltima rodada do Brasileirão, o Peixe só cumpria tabela – sem chances de título e livre do rebaixamento – e trocou a esvaziada Vila Belmiro pelo Teixeirão. Na ocasião, o Santos teve 11.431 pagantes, o seu melhor público no Brasileirão daquele ano.

Lucas Lima foi rejeitado pelos times da cidade

No desembarque do Santos, no começo da noite de ontem no aeroporto Eribelto Manoel Reino, a torcida gritava pelos ídolos Robinho, Neymar, Elano, Ricardo Oliveira e, entre eles, o de Lucas Lima. Natural de Marília, o jovem armador vive a sua melhor fase com a camisa 20 do Peixe.

Depois de poucas oportunidades no Internacional de Porto Alegre-RS e uma boa participação pelo Sport Recife na Série B do Brasileiro de 2013, a diretoria santista resolveu apostar no meia. E deu certo. No entanto, o que pouca gente sabe é que Lucas Lima perambulou pelos dois clubes da cidade, Rio Preto e América, e foi embora aos prantos. “Eu chorei muito quando saí de Rio Preto, fui dispensado e ali pensei que tinha acabado. Fui pego de surpresa e foi o dia que mais chorei na minha vida, mas meu pai me fortaleceu”, disse o meia.

Lucas Lima passou pelo Rio Preto em 2008 e não teve chances com o treinador Dioley Cândido. O diretor das categorias da base do Jacaré, Arino Rodrigues Alves, culpa o técnico pela saída do jogador. “Ele foi indicado por uma pessoa de Votuporanga, disse que era magro demais, mas tinha muita técnica. Ele treinou comigo no Derac, mas o Dioley não deu oportunidades a ele. Estou fazendo um levantamento para saber se o Lucas Lima chegou a ser inscrito na Federação Paulista de Futebol”, disse Arino. Caso tenha sido registrado, o Jacaré poderá levar um percentual em futuras negociações do atleta.

HÁ COISAS QUE A GENTE SÓ DÁ VALOR QUANDO PERDE


Primeira fase do Brasileiro de 1983. Pelé já tinha parado há mais de oito anos. Santos vence o Flamengo por 3 a 2, no Morumbi, diante de 111.111 pagantes e um público total de 116.773 pessoas.

Lembro como se fosse hoje do dia em que o presidente do Juventus da Moóca, o ardiloso José Ferreira Pinto, foi ao programa de esportes da hora do almoço, na TV Tupi, e deu uma longa entrevista a Roberto Petri e Eli Coimbra dizendo que tinha um plano infalível para atrair a torcida do Santos na cidade de São Paulo, fazendo do Juventus, o clube com mais sócios na América Latina, o quarto time grande do Estado.

O homem falou com tanta convicção e foi lhe dado tanto espaço, que fiquei com a pulga atrás da orelha. Pelé tinha parado e o Santos estava uma draga só. Claro que eu jamais deixaria de ser santista, mas como reagiriam os outros torcedores? Seria mesmo possível que se bandeassem para o Juventus?! Por que a Tupi daria trela a um projeto maluco desses? Haveria alguma coisa por trás dessa informação?

Minhas suspeitas foram logo respondidas. Mesmo com Totonho, Toinzinho & Cia, o Santos continuou lotando estádios, enquanto o Juventus prosseguiu acompanhado por uma charanguinha e meia dúzia de abnegados. Para ser sincero, a torcida do Santos até aumentou, a ponto de proporcionar públicos maiores do que São Paulo e Palmeiras.

Depois, naqueles mesmos anos 70, começo dos 80, veio a fase em que Ponte Preta e Guarani estavam melhores do que o Santos. A Ponte não conquistou nenhum título, mas foi vice de três Paulistas e por um gol não disputou a final do Brasileiro de 1981. Perdeu para o Grêmio, em casa, por 3 a 2, e depois ganhou por 1 a 0 em Porto Alegre. Quanto ao Guarani, foi campeão brasileiro em 1978 e vice em 1986, derrotado pelo apito.

O bom momento do futebol de Campinas ficou evidente na Copa de 1978, quando a zaga da Seleção Brasileira foi formada por Oscar, da Ponte, e Amaral, do Guarani. E o goleiro ponte-pretano Carlos era o reserva do Leão. Enquanto isso, nosso Santos, que um dia já tinha cedido oito titulares para a Seleção, não tinha mais nem o massagista.

Na época, a revista Placar publicou uma matéria dizendo que Ponte e Guarani já eram grandes e que o Santos estava aprendendo a ser pequeno. Com essas mesmas palavras. Quando o Guarani, em 1980, ampliou a capacidade do seu estádio para mais de 29 mil pessoas, parecia mesmo que ele caminhava firmemente para ser um dos grandes do Estado.

Porém, o tempo passou e eu, que gostava de contar quantas pessoas com a camisa do Santos eu via no caminho até o Jornal da Tarde, constatei que nunca tinha visto alguém com camisas de Ponte Preta e Guarani pelas ruas da cidade. Muito menos, é claro, do Juventus da Moóca.

Houve um tempo em que, cansado dos jogos deficitários do Campeonato Mineiro, o Cruzeiro ameaçou disputar o Paulista. Obviamente faturaria mais jogando em São Paulo. Lembro-me bem que mesmo o Flamengo, tão popular no Rio, pensou em fazer a mesma coisa. Era evidente que São Paulo era um oásis de prosperidade em meio à penúria do futebol brasileiro.

Imaginei que rara felicidade era torcer para um time que, mesmo sendo de um município menor, como Santos, conquistou tantos torcedores em uma das cidades mais populosas e ricas do planeta. Uma dádiva que já correu alguns riscos, é verdade, mas se manteve firme. A não ser os grandes da Capital, o único time que podia – e ainda pode – lotar estádios na metrópole é o Santos. Isso não é motivo de orgulho?

É maravilhoso saber que mesmo depois de perder Pelé, de perder tantos craques e se tornar um time comum, o Santos continuou carregando multidões para seus jogos no Morumbi e no Pacaembu. É ótimo saber que há mais de um milhão de santistas fieis na cidade mais importante do Brasil. Você não acha?

Robinho será poupado para o clássico contra o São Paulo

A notícia foi dada pelo repórter Ademir Quintino, e como eu confio no que ele apura, já vou analisar e trazer para a roda do blog: ele diz que o técnico Enderson Moreira resolveu poupar Robinho neste domingo e preservá-lo para o clássico do meio da semana, diante do São Paulo. Assim, contra o Red Bull, o ataque terá Geuvânio, Ricardo Oliveira e Thiago Ribeiro. Bem, Robinho nunca mais foi o mesmo depois de sair de campo com uma distensão, mas o estranho é que ele continuará sem jogar fora da Vila Belmiro, com mando de campo do Santos, desde que veio da Europa, há oito meses! (na verdade, como lembrou o amigo Khayat, jogou só uma vez, contra o São Paulo, na Arena Pantanal). Será que isso é cláusula contratual, ou apenas uma infeliz coincidência?

Uma pena, pois seria uma ótima oportunidade de se fazer um belo marketing com sua presença na cidade em que foi campeão brasileiro em 2004. Espero que ao menos viaje com o time. Outras alterações, ainda segundo o amigo Ademir, seriam a entrada de Vanderlei no gol e de Werley na defesa, no lugar de Gustavo Henrique. Com isso, Enderson está envelhecendo perigosamente o time. Será que não era hora de testar Valência ou Lucas Crispim no lugar de Renato?

Com tanto garoto para ser melhor testado neste Campeonato Paulista, não entendo porque encher o time de veteranos. Aliás, entendo. Isso não é nada bom para o futuro do clube, mas é bom para o treinador, que não quer correr riscos com os jogadores jovens. A questão é que o jovem é o futuro, é o que ainda pode se consagrar, ser valorizado, render divisas ao clube. O veterano, no máximo, vai se aguentando até pendurar as chuteiras. Um time conhecido por revelar jogadores precisa correr riscos com os jovens e deveria ter um técnico com um pouco mais de boa vontade com a garotada. Esperemos…


O show do estádio além do futebol


Eu com amigos santistas: na primeira foto, o menos alto é o famoso Khayat. Na segunda, estou ao lado do aniversariante de ontem, o Paulo Vitor Dias, dono da Casa dos Assados, em Guararema.

Ontem, no Pacaembu, percebia-se a felicidade no rosto dos santistas. Mesmo antes de o jogo com o Táchira começar. A satisfação por estarem ali, reunidos.

É gente que se encontra na porta majestosa do estádio mais bonito do Brasil, e conta histórias e sorri em meio a cervejinhas e churrasquinhos; há a Torcida Jovem com sua bateria e seu bandeirão; as cheerleaders; o Baleião e a Baleiinha; as muitas crianças que entram com o time em campo; o hino nacional, o jogo, os cânticos, os gritos de guerra…

Isso tudo dá a dimensão real de um time. Você não acha?

Agora veja o bandeirão se abrindo, ontem:


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