Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

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Tag: torcida

Afinal, o que é realmente ser um torcedor ?

Olá a todos, aqui quem escreve é o Vítor, conforme o Odir disse no texto anterior irei tocar as coisas no Blog enquanto ele curte suas merecidas férias. Conto com a contribuição de vocês com textos, análises de partidas e reflexões sobre o Santos e o futebol. Aguardo elas no email blogdoodir@blogdoodir.com.br

Estreando as colaborações, o colega Douglas Aluizio propõe uma discussão sobre a postura atual do torcedor. Estamos realmente desfrutando do esporte com o que ele tem de bom a nos oferecer? Agradeço desde já ao Douglas e a todos que contribuírem com esse espaço nesse período! 


 

Nesse último final de semana, vimos uma garota em meio a torcedores do Coritiba, ser xingada, quase espancada por pedir a camisa de Lucas, jogador do São Paulo, e seu ídolo como jogador.

Tivemos Neymar sendo vaiado em pleno Morumbi, já com 4 minutos de jogo, mostrando que ali, torcedores de times rivais, pouco se importavam com a seleção  se iria jogar bem ou não, estavam lá para ovacionar jogadores de seus clubes e xingar seus adversários, principalmente o são paulino, vitima de Neymar nos últimos 3 campeonatos paulistas.

Chamo a atenção para o que já foi a torcida num estádio, aqui no Brasil, onde o Santos, sozinho enchia o Morumbi em jogos contra o Flamengo, onde podíamos levar bandeiras, fogos, rojões. É óbvio que isso jamais voltará, devido a violência com que hoje os intitulados “torcedores” praticam no estádio.

Mas, vendo o Santos Tv anunciar um clipe com a musica “call me maybe” , fico pensando e o SANTOS? E o seu Centenário? Cadê a festa popular, presença de torcida na Vila Belmiro? Qual foi o grande evento, Santos X Sócio X Torcedor que tivemos no ano do Centenário?

Gostaria de compartilhar com os amigos, três vídeos.

Um deles, foi a reunião de todos os jogadores da JUVE fazendo um clipe, onde cantaram o hino do clube… Imaginem, cantando, Pelé, Clodoaldo, Neymar, Arouca…. seria algo inesquecível para o clube.

 

O segundo, a festa que essa torcida faz nos estádios ao entoar o hino, como se fosse uma só voz. Fica a pergunta: Seria muito, mas muito difícil fazer algo parecido na VILA BELMIRO? Um estádio pequeno, um verdadeiro Caldeirão, ter um SOM AMBIENTE digno de seu hino?

Por ultimo, uma sugestão a nossa diretoria, que quer e precisa levar NOVOS TORCEDORES aos estádios, criar um vinculo entre time e torcida, em que o torcedor tenha como ROTINA ir ao estadio ver Santos, algo familiar, agradável.

Isso aconteceu OBRIGATORIAMENTE, quando o Fenerbahce foi punido devido ao vandalismo em um de seus jogos. Como não poderia levar publico ao estádio, liberou apenas MULHERES E CRIANÇAS. O resultado, você acompanha aqui:

Por Douglas Aluizio.

Qual é a sua opinião sobre as torcidas no futebol atualmente, principalmente a do Santos?


Meninas, Garotas, Mulheres: o Santos tem de conquistá-las

Quem disse que não elogio o Sportv?  Pois adorei a campanha que fazem para divulgar o Campeonato Paulista, com uma bela e extrovertida garota representando Santos. A moça faz o que o time de Muricy não consegue: dá de 10 a 0 nos outros e passa uma imagem alegre e positiva do Alvinegro Praiano.

Como uma coisa puxa outra, pensei algo que muito santista deve ter pensado: se o grande carro-chefe do Santos, hoje, é Neymar, e se a maior parte dos fãs do garoto são do sexo feminino, por que o Santos não faz uma campanha para conquistar mais e mais garotas para suas fileiras?

Cobrar meia entrada de mulheres, ou metade do valor de um título de sócio seriam medidas óbvias. Mas por que não estipular que em determinados jogos mulheres não paguem?

Se todo santista já foi ou ainda é pelezista, por que não permitir que todas as garotas exerçam livremente suas condições de neymarzetes? E quando digo garotas, estou me referindo àquelas de 4 a 90 anos.

E mulheres, a gente sabe, são mais organizadas, mais apaixonadas, mais fieis do que os homens. E elas um dia serão mamães e, como a gente também sabe, com todo respeito aos papais, é das mamães que todo filho gosta mais.

Sim, Neymar é o trunfo que pode fazer a torcida feminina do Santos crescer muito mais do que as outras. Bem, este é só mais um conselho deste blog à diretoria do Santos. Espero que ao menos avaliem a possibilidade.

O que o Santos deve fazer para conquista o público feminino?


Eles não gostam de futebol. Tá bom…

Este foi, para mim, o momento mais importante da Copa até aqui. O gol de Donovan, nos acréscimos, que classificou os Estados Unidos para as oitavas-de-final, conquistou para o futebol o país mais poderoso do mundo. Um gol que fez mais para acabar com as convicções norte-americanas do que cinco séculos de intrigas, guerras e imperialismo. Agora que sentiram na pele – e no coração – a emoção de um jogo que mistura luta, esporte e arte, os norte-americanos nunca serão os mesmos. Veja e se emocione de novo! (vídeo postado por sugestão de Emilio Baraçal, a quem agradeço).


Aposte em Remo x Santos. Mas cuidado. O Remo tem tradição e o clima não é muito amistoso

Bons tempos. Remo campeão estadual de 1975. Em pé: Rosemiro, Elias, Dutra, Dico, Rui e Cuca. Agachados: Prado, Roberto, Alcino, Mesquita e Amaral.

Algo me diz que o jogo do Remo, hoje às 21 horas, no estádio Mangueirão, em Belém, não será brincadeira. Não falo só do presente, mas evoco o passado respeitável do Clube do Remo para recomendar atenção aos garotos do Santos. Enfrentarão um time que passa pela fase mais difícil de sua história, endividado e rebaixado para a Série C do Brasileiro, mas que ainda é o mais popular do Pará e tem muita história.

Houve uma época que enfrentar o Remo, em Belém, era uma dureza. O time se fechava bem e partia em contra-ataques alucinados. Nos anos 70, um técnico, João Avelino, chegou a reduzir o tamanho das traves para dificultar os gols dos times grandes que iam lá. Havia muito empate e o Remo dificilmente perdia em casa. A torcida comemorava os gols freneticamente. O visitante vivia um inferno.

Quem acompanha o futebol há pouco tempo deve ter uma péssima imagem do Clube do Remo, mas, como o futebol é cíclico, é bom colocar as barbas de molho, principalmente contra times que têm um nome a zelar. O Remo tem 42 títulos paraenses, uma Copa Norte-Nordeste, é tricampeão do Norte e tem um título do Brasileiro da Série C, além de ser o único clube paraense a jogar na Europa e a possuir um título internacional (Torneio Internacional de Paramaribo, Suriname, em 1999).

Para chegar à segunda rodada da Copa do Brasil venceu o São Mateus, do Espírito Santo, por 2 a 1 fora de casa e goleou por 4 a 1 em Belém. É um time que no Mangueirão pode atrair, tranqüilamente, 40 mil pessoas para o jogo de hoje. Vencer o Santos seria, como foi para o Palmeiras no último domingo, ganhar a sua Copa do Mundo particular.

Sem Robinho, machucado, com Neymar que chegou a Belém com um ar melancólico – provavelmente por perceber que a triste sina do atacante, no Brasil, é tomar pancada o jogo inteiro e ficar quieto –, mas com o ânimo redobrado de Paulo Henrique Ganso, que é da terra e pela primeira vez, como profissional, terá sua família torcendo por ele na arquibancada, os santistas chegaram como pop stars em Belém e, ao evitar o público, deram motivo para uma matéria insidiosa do jornal Diário do Pará.

Mesmo com as fotos mostrando os jogadores dando autógrafos e entrevistas, o título da reportagem diz que os santistas evitaram os torcedores em Belém – o que é de se entender depois da longa viagem. Mas, só para constatar como este tipo de reportagem causa revolta na população local, olha só o que o leitor Antonio Carlos Macedo comentou no site do jornal:

“Minha gente: nosso estado é rico de cultura e minérios, além de recursos hídricos. Nossa história também. O movimento da Cabanagem é um exemplo do valor de nosso povo. Vamos parar de endeusar pessoas que nem cultura têm. Semi-analfabetos que se julgam donos do mundo. Eu nunca torci nem torcerei por times do Sudeste. Se por exemplo jogarem Flamengo ou São Paulo contra qualquer time da América do Sul, até mesmo da Argentina, sou Argentina desde criancinha! Vamos mostrar pra esses imbecis que temos personalidade, valorizando nossos clubes”.

Os outros comentários são do mesmo teor, com menos elegância, aliás. Vejam como algo corriqueiro, como querer descansar um pouco mais após viagem longa e cansativa, pode desencadear um movimento de antipatia contra o time visitante. Que o Santos tenha sabido lidar depois com a imprensa e o público, pois não é nada bom entrar em um jogo enfrentando a ira geral. 

Deve ser difícil, mas pode ser fácil

Não há como comparar, tecnicamente, os dois times. Mas futebol não é só técnica. A tensão trava os músculos, gruda os jogadores ao gramado, inibe a iniciativa. Por outro lado, o time da casa, incentivado loucamente por uma torcida que há muito não tem maiores motivos de orgulho, pode se superar e jogar a partida de sua vida (como, repito, o Palmeiras domingo passado).

Lembro de uma frase que o goleiro Júlio César gosta de usar quando se refere às chances da Seleção Brasileira contra qualquer adversário: “Se igualamos na raça, na técnica a gente sabe que ninguém nos supera”. É o caso da partida de hoje. Se os santistas brigarem tanto pela bola como os remistas, não há dúvida para que lado a vitória virá.

Dorival Junior, mais precavido, deverá armar o time com dois atacantes e reforçar mais o meio, provavelmente com a entrada de Rodrigo Mancha. Parece mesmo mais aconselhável. Outra mudança que deve fazer durante a partida é a entrada de Madson, que pode se dar muito bem aproveitando os buracos que o avanço do Remo deve deixar.

Por fim, após a boa atuação – ao menos ofensiva – contra o Palmeiras, creio que Pará, que também nasceu no Estado, deve ter a chance de jogar diante de amigos e familiares. Achei que ele era um caso perdido, mas no último jogo me surpreendeu. Quem sabe… Se até Wesley está jogando bem…

Bolão vale um livro “O barqueiro de Paraty”

Vá à caixa de comentários e aposte no resultado final do jogo, assim como na parcial do primeiro tempo e nos autores dos gols do Santos (se é que você acha que o Santos fará gols hoje, claro).

O ganhador receberá, em sua casa (pego o endereço depois, por e-mail) o livro “O barqueiro de Paraty”, uma ficção de minha autoria que propõe uma maneira mais simples e profunda de viver e que concorreu ao Prêmio Jabuti do ano passado. Boa sorte!

Clique AQUI para ver o vídeo do livro O BARQUEIRO DE PARATY


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