Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

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Tag: tríplice coroa

Mais um passo. E o Santos já está a 6 pontos do líder

O Santos de Marcelo Martelotte não faz um monte de gols por jogo, como o do primeiro semestre, mas também sofre poucos, ou nenhum. É a terceira partida seguida que o Santos vence sem permitir gol ao adversário. Ontem superou o Internacional, na Vila Belmiro, por 1 a 0, com gol de Neymar, e roubou do time gaúcho a quarta posição no Campeonato Brasileiro. Agora, seis pontos separam o Alvinegro Praiano do líder Cruzeiro.

Mais um passo importante foi dado. A caminhada ainda é longa, mas o santista sente que o sonho do título é possível. O próximo jogo é mais uma decisão. Dificílima, pois o adversário é o São Paulo, que jogará no Morumbi. Mas o Santos está mais maduro, superou o trauma causado pela briga entre Dorival Junior e Neymar.

Martelotte encontrou uma estrutura para a equipe, que se baseia primeiro em uma defesa bem fechada no meio, com os volantes Roberto Brum e Arouca, e sem buracos nas costas dos laterais, que só avançam na boa. No ataque, o apoio de Alan Patrick e Danilo a Neymar e Zé Eduardo tem sido o suficiente para construir os gols necessários.

Ontem, o jogo foi amarrado no primeiro tempo. Sem muitos titulares, Celso Roth manteve apenas Edu e Ilan na frente, e como o seu meio-campo era mais de marcação, pouco fez. Um pouco mais atrevido, o Santos foi premiado aos 26 minutos, quando Danilo roubou uma bola próximo à área do Inter e iniciou a jogada que terminou no gol de Neymar.

No segundo tempo, o Inter se expôs mais, criou algumas chances, mas também proporcionou contra-ataques que poderiam ter gerado mais gols ao Santos, caso Neymar e Zé Eduardo não tivessem perdido ótimas chances.

A análise de Pedro Reino

Odir, fui à Vila e assisti o Santos vencer um dos jogos mais importantes do ano na base da superação.

Tive a maior sorte! Fiquei na arquibancada junto com a Sangue e pude “jogar junto” nos momentos mais importantes da partida: no primeiro tempo só deu Santos pressionando e a gente atrás do gol do Inter, e no segundo o Inter veio para cima e nós “ajudamos” a fechar o gol do Rafael, hehehe.

O Inter não teve vergonha alguma de entrar praticamente todo recuado, esperando os erros de passe do Santos que pouco aconteceram. O Santos tentou furar a retranca de todo jeito durante o primeiro tempo, teve boas chances em bolas paradas, mas o gol saiu mesmo no que nós temos de melhor agora, já que o Ganso, que é só quem sabe criar nesse nosso elenco, está machucado: troca de passes entre Danilo ou Alex Sandro e Neymar, que tabela com o Zé e sai na cara do gol. Essa é uma das melhores jogadas do Santos hoje. Poderíamos inclusive ter matado o jogo no segundo tempo dessa mesma forma… não conseguimos, mas o gol da vitória saiu assim, e está ótimo.

Aliás, uma curiosidade sobre o gol da vitória: quando o Kleber recebeu a bola, a torcida toda gritou “Kleber é santista!”, aí ele errou o passe e deu de presente para fazermos o 1 x 0 que hoje foi goleada, hehehe.

Outra nota do primeiro tempo é que Guiñazu fez umas duas ou três faltas que não foram marcadas pelo juiz. Isso é uma informação relevante porque no segundo tempo ninguém podia encostar nele que ele se jogava e o juiz apitava tudo. Juizão foi bem colorado essa noite… mas não adiantou. (Inclusive já nos acréscimos ele inventou umas duas faltas, não? Se o Inter empatasse em uma dessas, acho que ia faltar escolta para o sujeito…)

Enfim, o primeiro tempo do Santos só não foi melhor porque nós voltamos a apresentar aquele problema de desequilíbrio entre as laterais. O Pará foi pouco acionado e na maioria das vezes que foi, não teve com quem jogar. Não sei o que houve com o Danilo, mas ele praticamente só jogou sozinho. Apesar de ter ido bem, não foi bem COM O PARÁ, que eu acho que seria interessante, então de qualquer forma, por mais que nem ele, nem o Pará tenham jogado exatamente mal no primeiro tempo, por não terem funcionado juntos, vale o nosso técnico conferir isso.

Vamos ao segundo tempo. O Inter mexe e o Santos não. Não gostei disso. Logo pude perceber que o Tinga, que havia entrado, não estava sendo marcado de perto por ninguém. Ele recebia sempre a bola antes de alguém encostar. O Arouca se desdobrou mas (infelizmente) não se multiplica. Brum começava a falhar na marcação…

O tempo foi passando e o Inter pressionava. Quando o Santos ainda não tinha tido nem duas chances claras de gol e o Inter, várias, eu percebi que o jogo estava mais para eles. Então comecei a torcer para que o nosso técnico percebesse isso ou o tempo passasse logo. A sorte foi que as duas coisas aconteceram, hehehe.

Alex Sandro entrou no lugar do Alan Patrick, que já não vinha fazendo muito, e deu aquele gás habitual ao time. Suas subidas quase resultaram em gols, que Neymar e o Zé deixaram de marcar. Aliás, a gente teve umas três ou quatro chances claras de matar o jogo – a mais clara com o Zé, era ele e o goleiro – mas felizmente não fizeram falta no final.

O Léo jogou DEMAIS e quando caiu e não se levantou, nem se mexeu, todos ficamos preocupados. Na real eu achei que ele tivesse no mínimo deslocado o ombro, o que já seria ruim, mas nada grave. Mas ele saiu mesmo de campo e eu ainda estou um pouco preocupado. E ele fez falta. Jogou MUITA BOLA, o Léo! Eu digo: na Vila, ele, que já joga com a maior raça, se esforça ainda mais!

Entrou o Maranhão e eu fiquei com aquela expectativa de que fosse sair um gol relâmpago, hehe. Não aconteceu. Na verdade o Maranhão errou uns passes meio bobos, não foi muito bem, não. Acredito que porque, como eu comentei após a última partida, ele jogue muito melhor no ataque do que na defesa. Como o Inter nos pressionou a maior parte do segundo tempo, o Maranhão teve várias oportunidades de mostrar que eu estava certo, haha. (E usou a maioria delas…)

O tempo parecia não passar, o juiz marcava cada vez mais faltinhas para o Inter cruzar na nossa área, escanteios que não foram, e a torcida apreensiva. Então eu vi a placa de substituição subir e lembrei dos tempos do Dorival Junior. Tempos em que a placa de substituição era sempre um mal sinal. Mas não vivemos mais esses tempos! E que beleza: entrou o Vinicius, o garoto que conquistou a confiança da torcida com suas ótimas (apesar de poucas) atuações como titular!

E então eu soube que o Santos não perderia mais o jogo. O Vinicius estava em campo, era mais um na nossa área, um com toda a energia, o garoto que já costuma jogar com raça os 90 minutos… e não é que ele foi necessário?! Subiu umas três vezes para brigar pela bola e impediu que o Rafael tivesse muito mais trabalho.

Quando o juiz apitou, foi só festa. Ainda é! Aí você sai da Vila com a torcida toda cantando, vai pegar um ônibus e eles todos estão lotados de santistas satisfeitos, todos esperançosos e comentando que, depois de vencermos esse Brasileirão, nós vamos trazer esse e aquele jogador e vamos vencer a Libertadores também, no ano que vem! E depois vem o Mundial, em que o Neymar vai mostrar aos europeus que o melhor do mundo está aqui…

Bom, chega de conversa. Segue minha avaliação das atuações individuais.

RAFAEL – Fico feliz quando é pouco necessário, mas também não fico triste quando ele é. Hoje foi assim. Participou pouco, mas participou como gostamos que ele participe. Defesaça, boas saídas e entrosamento com a zaga. Grande goleiro!

DURVAL e EDU DRACENA – Durval um pouco melhor. Edu Dracena, nada mal. Não me deixaram com saudades do Vinicius nos 80 e tantos minutos em que foram a dupla de zaga. Quando receberam o Vinicius, já no finalzinho, e formaram um trio, fiquei mais do que tranquilo… sabia que o resultado estava garantido. Atuação segura!

PARÁ – Não o culpo pelo rendimento abaixo do esperado da nossa lateral direita. O Danilo oscila bastante de produção e a dupla (Pará-Danilo) ainda não encaixou. Só tenho uma crítica a fazer: o Pará não tem mais acertado cruzamento! Como é que é, Pará?! Está treinando isso aí ou não está?! Foi razoável… ao menos não prejudicou. Mas já teve muitas atuações melhores, em especial na Vila. Espero que volte a ser o Pará do primeiro semestre.

LÉO – O grande guerreiro! Uma pena ter se machucado. Léo confirmou tudo o que eu já disse sobre ele aqui no blog, Odir: é o “tiozinho” do elenco? É sim. Mas é fundamental! Hoje se desdobrou, se esforçou tanto quanto pode, até bola na área ajudou a cortar subindo para brigar com grandalhões! Grande Léo! Contamos com sua rápida melhora para que volte ao seu lugar, que é no time titular.

AROUCA – No primeiro tempo, jogou muita bola. No segundo, quando o Inter veio para cima seguidamente e nossa marcação no meio falhou (já chego lá: foi tudo culpa do Brum!), jogou mais ainda. Arouca é um jogador tão indispensável que na minha opinião já está próximo do nível Neymar de importância. Aliás, o Rafael também! Mas o Arouca está mais, hehe. Arouca foi o cara do segundo tempo. Só faltou marcar seu golzinho… está difícil, hein, Arouca? Hehehe.

ROBERTO BRUM – No primeiro tempo, OK. No segundo, mal. Infelizmente. Vinha jogando bem e a gente não tinha vergonha nenhuma de dizer que estavamos queimando a língua, não é verdade? É, mas hoje não foi bem, não! Parecia perdido, errou em saídas várias vezes e entregou muitas bolas de graça para o Inter nos atacar de novo e de novo. Algumas dessas sequências de bolas mal saídas irritaram bastante o torcedor, que pedia o tempo todo a substituição do Brum por quem quer que fosse. O técnico deveria ter visto isso. Não que deveria ter tirado o Brum… não! A culpa (de tudo) nem foi do Brum!

O Inter mexeu no seu meio de campo e nós, não. Aí fica complicado mesmo! Eles dominaram o meio de campo e qualquer pessoa que já assistiu um jogo de futebol sabe que é por ali que se ganha uma partida. O Marcelo hoje esqueceu disso, parece. Poderíamos ter igualado a partida no segundo tempo ajustando a marcação do meio, e não precisaríamos ficar nos defendendo seguidamente e tentando sair em contra-ataque, como se não estivessemos jogando em casa. Mas OK, nada de tão grave acontece. E, como eu já disse, não foi tudo culpa do Brum. Mas que ele jogou mal no segundo tempo, jogou, haha. (Apesar de que, OK, ganhou algum crédito depois das últimas partidas em que atuou bem.)

DANILO – Um bom jogador, mas oscila demais de produção. Teve momentos muito bons e muito ruins enquanto esteve em campo. Perdeu disputas bobas na lateral, não teve uma boa atuação junto com o Pará, mas por outro lado participou da jogada do nosso gol e também deu alguns bons passes. Portanto não tenho críticas a ele. Só digo que essa forma de atuação da lateral direita precisa ser revista com urgência.

Na última partida, contra o Atlético Paranaense, o Santos já havia insistido em jogadas pela esquerda até que o Maranhão entrou no lugar do Pará e teve a felicidade de participar de duas jogadas de gol imediatamente. Hoje isso não aconteceu, e porque o adversário é que nos pressionava. E o Maranhão não marca tão bem. E quem é que joga pela lateral direita e marca melhor do que tanto o Pará quanto o Maranhão? O DANILO. Então algo precisa ser revisto, não, Marcelo?

(OK, próximo.)

ALAN PATRICK – Já começo a pensar em um título para essa garoto: “o mal necessário”. Hahaha. Coitado. Mas acontece que ele também oscila bastante. Coisa de jogador jovem, mesmo. O Alex Sandro também oscila, mesmo sendo, dos três garotos do segundo semestre (vou repetir mais uma vez, para quem não pegou da última, hehe: Danilo, Alex Sandro e Alan Patrick), o que já está na boca da torcida – muito provavelmente por causa daquele golaço contra o Cruzeiro.

De qualquer forma, voltando para o Alan Patrick: hoje ele fez boas jogadas mas também deixou de fazer o óbvio quando era o óbvio que resultaria de forma mais direta em uma jogada de gol. Isso é, acredito, também coisa de jogador jovem. Com o tempo, vai melhorar. Portanto a torcida precisa ter paciência. Ele nem jogou mal! Mas não dá para ninguém esperar um “novo Ganso” nem nada.

(E só de lembrar do Marquinhos… já ficaria feliz que existisse um CONE no lugar dele, no time titular, haha.)

Alan Patrick está longe de ser um cone… mas também não está muito próximo de ser um Ganso. É o único meia que nós temos à disposição hoje que faz o Santos jogar como o Santos deve jogar. Portanto, apesar de não estar jogando mal nem nada – na verdade vem de boas atuações! Foi decisivo contra Palmeiras e Fluminense, não podemos esquecer – eu acho que “mal necessário” é uma expressão que define sua atuação na noite de hoje.

NEYMAR – Haha. Nem preciso falar nada… próximo!

ZÉ EDUARDO – O Zé tem dois problemas: gosta de cavar umas faltas quando tenta jogar como pivô, e praticamente toda partida perde um gol que eu faria. Hahaha. Mesmo assim, é o melhor companheiro para o Neymar que nós temos à disposição nesse momento. Até porque a disputa não está muito difícil, não é mesmo? O Keirrison veio “baleado” da Europa, jogou meia dúzia de partidas se arrastando, aí quando conseguiu fazer o primeiro gol, depois dar um passe decente (de calcanhar, coisa fina), se machuca sozinho. Haha. E o Marcel nem deveria estar no Santos! FAZ TEMPO, por sinal.

Então o Zé é, um tanto por mérito, outro tanto por sorte, o melhor companheiro para o Neymar que nós temos à disposição nesse momento. Não vou dizer que é outro “mal necessário”, como o Alan Patrick, porque na verdade o Zé vem sendo mais decisivo e já faz mais tempo. Meteu três gols no Fluminense. Converteu o pênalti contra o Atlético Paranaense. Hoje tabelou com o Neymar para sair o nosso gol da vitória. Simples e objetivo. Pena que perde sempre um gol que eu faria… hahaha. Mas valeu, Zé!

Precisa continuar como titular mesmo que Keirrison e/ou Marcel estejam de volta. Aliás, precisa continuar como titular independente de qualquer coisa! O entrosamento entre o Zé e o Neymar começa a dar resultados. Reveja o gol de hoje mas imagine o André no lugar do Zé. O nome até rima, não pode ser uma coincidência! O gol saiu em uma tabela do primeiro semestre. E o que quer que o Santos faça hoje que se pareça com o que fez no primeiro semestre é bom. O Zé faz sua parte.

ALEX SANDRO – Se eu copiar o que eu disse sobre ele em qualquer uma das últimas várias partidas e colar aqui, vai fazer todo o sentido da mesma forma. Isso porque o Alex Sandro, por mais que ainda seja jovem e tenha muito o que melhorar, já apresenta uma regularidade. Tanto é que sua entrada é esperada tanto pelo time quanto pelo torcedor. O Alex Sandro entra e todo mundo respira aliviado. São dois pulmões descansados em campo, e esse garoto tem pulmão, hein!

Para não ficar me repetindo, o resumo é: marca bem, sobe bem ao ataque, não é fominha, não inventa muito – tirando aquele chapeu na nossa área… O QUE FOI AQUILO?! Haha – e o que eu acho mais legal: parece que já se sente plenamente confortável com a camisa do Santos e diante da torcida do Santos. Isso é muito bom. Alex Sandro só precisa manter essa regularidade até o final do ano para começar 2011 no nível Arouca de importância, hehe. Está sem dúvida nenhuma indo muito bem, esse garoto!

MARANHÃO – Maranhão = lateral direita. Lateral direita = algo que ainda precisamos melhorar bastante…

Já não acho mais que o Maranhão seja um jogador ruim. Penso que ele tem sua utilidade, sim. Mas definitivamente não é a marcação. Hoje ele entrou para marcar e, se não entregou o ouro, também não teve nenhum momento brilhante…

Precisamos dar uma atenção especial à essa lateral direita, Marcelo. Sei que estou me repetindo aqui, mas a questão é fundamental. O Pará não vem jogando bem, mas também não encaixou com o Danilo. O Danilo não vem jogando mal, mas já se apresentou muito melhor quando atuou da forma como deveria, que é como lateral direito. E o Maranhão é o que marca pior, dos três, mas é interessante para o ataque, então talvez pudesse formar uma dupla com o Danilo.

O que não dá é para continuar essa bagunça! Mas a atuação do Maranhão não foi desastrosa, então OK. Ele tem bastante boa vontade e entrega, isso dá para perceber. O problema é que também dá para perceber, muito nitidamente, sua limitação técnica na questão da marcação. Ah, se o Inter empata por ali… Marcelo e Maranhão perderiam todos os pontos que ganharam com a torcida na vitória sobre o Atlético Paranaense.

VINICIUS – Provável melhor surpresa que tivemos no segundo semestre. O garoto entrou, jogou muita bola e agora é opção segura para a zaga. Não vai ser titular sempre, mas a torcida conta com ele para qualquer situação em que precise entrar. É um homem de confiaça instantâneo, hehehe. Mas com todo o mérito! Parabéns, Vinicius!

NEYMAR – É claro que eu vou escrever sobre o Neymar, haha. O Neymar é genial! Só não cavou tão bem aquele pênalti no primeiro tempo, já que o choque realmente houve, e também deixou de matar a partida no segundo. Mas fazer o gol da vitória e dar de bandeja para o Zé a chance mais clara da partida, que acabou sendo desperdiçada, é mais do que o suficiente para termos a certeza de que o Neymar não se abala. Com nada!

Quero só ver esse moleque na Libertadores… hahaha.

MARCELO MARTELOTTE – Colocou um bom time para entrar em campo, conseguiu o 1 x 0 apesar da retranca adversária, mas aí pecou ao assistir o Inter dominar o meio de campo no segundo tempo com as alterações que eles fizeram e nós, não. Acertou ao colocar o Alex Sandro mas errou ao tirar o Alan Patrick para isso. Ficamos praticamente sem volume de jogo no ataque. Limitados a nos defender e sair em contra-ataques, mesmo jogando em casa. Isso não é legal… apesar de ter funcionado! (Mais uma vez, por sinal.)

O Maranhão entrou em uma roubada já que não é o jogador apropriado para marcar um dos setores mais utilizados pelo Inter para atacar. Outro erro do Marcelo.

Em compensação, a entrada do Vinicius, mesmo que tenha acontecido só para ganhar tempo, foi inteligente.

O saldo é positivo, de qualquer forma. Vem fazendo um bom trabalho! Só precisa acertar essa situação da lateral direita. E nem COGITAR as voltas de Marquinhos e Marcel. DE. FORMA. ALGUMA.

Valeu, Marcelo! (Hehe.)

Santos 1 x 0 Internacional

Santos: Rafael; Pará, Edu, Durval, Léo (Maranhão); Arouca, Roberto Brum, Danilo (Vinícius), Alan Patrick (Alex Sandro); Neymar e Zé Eduardo. Técnico: Marcelo Martelotte.

Interncional: Renan; Ney, Bolívar, Índio, Kleber; Guiñazu, Derley (Tinga), Glaydson, Marquinhos (Guto); Edu e Ilan (Andrézinho). Técnico: Celso Roth.

Gol – Neymar, aos 26 minutos do 1.º Tempo. Árbitro – Nelson Nogueira Dias (PE). Público – 10.036 pagantes. Renda – R$ 243.930.

O público melhorou um pouquinho, mas ainda foi pequeno. Só 10 mil pagantes.

Veja o gol de novo

Nosso saudoso Cléber Chicletinho deu uma bela força. Tentou um passe curto que Danilo espertamente roubou, tocou para Zé Eduardo, que inteligentemente deu o corpo para o zagueiro e empurrou para a entrada de Neymar, que tão fácil como tirar o doce de uma criança cortou para a esquerda e bateu de esquerda, mansamente, para fazer o único gol do jogo. Beleza! Veja de novo:

Domingo o Santos faz um jogo decisivo, contra o São Paulo, no Morumbi. A torcida do tricolor anda meio desanimada. É hora do santista comparecer em massa para empurrar o time. Todo jogo agora é, mesmo, uma decisão.

Você acha que vale a pena acreditar no título, ou o Santos ainda não lhe convenceu? O que vai bem e o que precisa mudar neste time?


Com 10, Santos goleia Cruzeiro e Neymar dá show

Quando Zé Eduardo foi expulso, aos 20 minutos do segundo tempo, depois de receber o cartão amarelo por reclamação e, minutos depois, deixar a mão no rosto do adversário, imaginei que a matéria sobre o jogo deveria começar analisando o comportamento irresponsável do jogador santista, que parecia pôr a perder uma grande vitória. Mas o Santos, que vencia por 1 a 0 quando Zé Eduardo foi expulso, não só se defendeu bem, como caprichou nos contra-ataques e, liderado por Neymar, chegou a uma vitória magnífica, que faz renascer o sonho da tríplice coroa.

Golear o Cruzeiro por 4 a 1 não é para qualquer equipe. Os santistas demonstraram uma determinação e um entusiasmo que poucas vezes se viu neste ano. Jogadores que vinham sendo criticados pela torcida, como Marquinhos, Marcel e Roberto Brum, jogaram bem; Léo reviveu seus bons tempos; Arouca voltou a ser um gigante pelo meio; Danilo teve algumas falhas,mas mostrou decisão para avançar pela lateral-direita; Durval e Edu Dracena formaram uma dupla sólida, que segurou o ótimo ataque de Minas. Dracena ainda fez o gol de cabeça que tornou a vitória mais palpável.

O técnico Marcelo Martelotte não inventou e aí esteve o seu grande mérito. Escalou Danilo na sua posição de origem; apostou na experiência de Léo na lateral-esquerda; fez Roberto Brum dividir a função de volante com Arouca, além de marcar em cima Montillo, o grande jogador do Cruzeiro; liberou um pouco mais Marquinhos; Marcel como centroavante e deu liberdade para as deslocações de Neymar e Zé Eduardo, o primeiro mais pela esquerda e Zé Love pela direita.

Aqui abro parênteses para falar de Zé Eduardo, um atacante que tem qualidades, pode ser muito útil ao Santos, mas preciso ser mais inteligente. Sua expulsão, hoje, foi absurda. Que ela siga o exemplo de Neymar e cale a boca enquanto joga. Que não reclame do juiz e bem discuta com adversários. Ele está se perdendo sozinho e com isso prejudicando a si mesmo e ao clube.

Quanto ao Menino de Ouro Neymar, novamente jogou sério, sem cavar faltas, sem reclamar do árbitro e nem bater boca com os adversários. Com a bola nos pés, foi o gênio de sempre. Participou dos quatro gols. Passe perfeito para o primeiro e sofreu a falta que originou o segundo. Marquinhos cobrou no chamado primeiro pau e Edu Dracena marcou de cabeça. No terceiro, o Menino de Ouro segurou a bola, deu o tempo suficiente e a deixou, de calcanhar, para a arrancada de Alex Sandro, que aplicou uma meia-lua no zagueiro e, na corrida, tocou por cima do goleiro Fábio. Uma obra-prima que certamente será lembrada como um dos gols mais bonitos do campeonato.

Mas, confesso, gostei mais do quarto gol santista. Porque neste se viu a explosão do craque. Neymar pegou e bola e de repente cismou que faria o gol. Estava sozinho no ataque do Santos, mas não se intimidou. Meteu-se entre três zagueiros do Cruzeiro e foi pra área, seguido por Caçapa. Aí tocou a bola por entre as pernas do cruzeirense, pegando o goleiro desprevenido. Depois, comemorou sentado na grama, fingindo reclar e fez um gesto girando os dedos em torno dos ouvidos, como que dizendo: strong>PAREM DE ESCREVER SANDICES SOBRE MIM!.

Como conseqüência desta exibição, creio que nos próximos dias não se falará tanto do Neymar malcriado, e sim do craque Neymar. Acho também que o técnico Marcelo Martelotte será observado com mais carinho antes de ser substituído. Até porque ele conhece bem a base do Santos, e é previsível que logo jogadores como Felipe Anderson e Tiago Alves tenham oportunidade no time profissional.

Mais animado por esta grande vitória, o Santos voltará a jogar na próxima terça-feira, contra o Vasco da Gama, às 21 horas, em São Januário. Outro bom resultado e aquilo que parecia impossível renascerá no coração dos santistas: o sonho da tríplice coroa.

Antes de iniciar esta matéria eu li os comentários de Luiz Tomaz, Guilherme, Jaime Guimarães, Pedro, Sandro Campos, Marco, Ricardo Ferrari, Maurício, Renato Murakawa, Márcio Ramos, Paulo, Jorge Yonamine, Paulo e Edson. Agradeço a todos e prometo responder um a um. Percebi como a bela vitória fez muitos mudarem de opinião sobre a “ruindade irreversível” de Roberto Brum, Marquinhos e Marcel. Hoje, realmente, apesar da expulsão de Zé Eduardo, tudo pareceu dar certo para o Santos. Por que será?

Quer dar nota para os santistas? Manda ver:

1. Rafael
4. Danilo
6. Durval
2. Edu Dracena
3. Léo
17. Zezinho
5. Arouca
10. Marquinhos
15. Adriano
8. Roberto Brum
7. Zé Eduardo
9. Marcel
13. Alex Sandro
11. Neymar


Edu Dracena promete a Tríplice Coroa

Não gosto de cantar vitória antes, mas sentir que o time está confiante é sempre bom – ainda mais quando quem demonstra essa confiança é o capitão da equipe, o zagueiro Edu Dracena. Veja que neste vídeo gravado pela SantosTV para divulgar o jogo de hoje, contra o Avaí, Dracena promete a Tríplice Coroa.

Ele diz: “Pode ter certeza, torcedor santista, a gente vai conquistar essa Tríplice Coroa não só para nós, mas para vocês também”.

O capitão foi essencial na conquista da Copa do Brasil, quando marcou não só o gol decisivo contra o Vitória, na final, como aquele que diminuiu a contagem contra o Atlético Mineiro, no Mineirão. O filme mostra, ainda, o lance espetacular em que Dracena salva um gol certo do Avaí.

Você acha que Edu Dracena falou pra agradar o torcedor, ou ele realmente confia na conquista da Tríplice Coroa?


Sim, o sonho da tríplice coroa é possível

Como se previa, o Santos venceu o Goiás e se aproximou de Corinthians e Fluminense. Desta vez o Método Científico OC acertou em cheio, com o palpite de que o Alvinegro Praiano venceria com a diferença de dois gols.

O jogo de hoje deixou lições e confirmações. Cinco delas:

1 – O Pacaembu é ótimo estádio para o Santos. Atrai mais público do que a Vila Belmiro (hoje foram quase 17.968 pagantes) e permite um índice de vitórias igual ou maior do que no Urbano Caldeira.

2 – Zé Eduardo é titular. Marcel tem de ir pro banco – e Keirrison, se não melhorar, também.

3 – Madson continua sendo importante, principalmente quando entra no segundo tempo e pega a defesa adversária cansada. O baixinho pode ajudar muito o time nesse campeonato.

4 – O povo pediu e Alan Patrick não decepcionou. O novo Menino da Vila parece que veio para ficar.

5 – Time tem de ter outro cobrador oficial de pênaltis.

A quatro pontos do Corinthians, a quem, no segundo turno, enfrentará na Vila Belmiro, o Santos está, sim, na briga pelo título brasileiro, o que lhe daria a almejada tríplice coroa.

O que você achou da vitória sobre o Goiás? Acha que ela indica que o time disputará o título, ou ainda são precisos mais reforços?


Santos acaba com tabu no Olímpico e volta a lutar pela tríplice coroa

Mesmo com um jogador a menos, já que Alex Sandro foi expulso, o Santos venceu o Grêmio no Olímpico com um gol nos acréscimos e acabou com um tabu de 10 anos sem vencer o tricolor do Sul em Porto Alegre.

Engraçado que nem o time com Robinho, André e Wesley tinha conseguido isso. Está certo que desta vez o Grêmio não tinha mais a mesma personalidade de quando enfrentou o Santos pela Copa do Brasil.

E o resultado poderia ser um pouco mais folgado, pois o goleiro Victor defendeu um pênalti cobrado por Neymar aos 40 minutos do segundo tempo, quando o jogo estava empatado em 1 a 1.

O técnico Renato Gaúcho disse que o Grêmio dominou o primeiro tempo e o Santos o segundo, daí achar que o resultado mais justo seria o empate. Mas Souza saiu de campo dizendo que o Santos mereceu a vitória.

Os jogadores do Grêmio abusaram das faltas para parar Paulo Hernrique Ganso e Neymar. No entanto, foram favorecidos pelas vistas grossas do árbitro Marcelo de Lima Henrique, que deu cinco cartões amarelos e um vermelho para os santistas e apenas dois amarelos para o time da casa.

Neymar, pelo Santos, e Victor, pelo Grêmio, foram os melhores jogadores em campo. Paulo Henrique Ganso saiu com uma ligeira torsão no joelho, e foi substituído por Zezinho.

Dorival Junior voltou a insistir com o centroavante Marcel, mas só depois que o substituiu por Zé Eduardo é que o Santos empatou e virou o jogo.

Método Científico OC erra a primeira

Depois de quatro resultados corretos, o Método Científico OC, que tinha previsto um empate, errou a sua primeira previsão. O leitor deste blog, Sandro Campos, previu a vitória do Santos e está escalado para dar sua previsão para a próxima partida do Santos, sábado, no Pacaembu, contra o Goiás.

Aliás, sábado o santista tem de lotar o Pacaembu e dar um recado ao time de que confia na conquista do título brasileiro.

E você, o que achou da vitória sobre o Grêmio em pleno Olímpico? Acha que agora o Santos vai embalar?


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