Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

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Tag: TV Assembléia

Favorito da Libertadores, meia recuado, Dudu e Unificação na tevê

Vamos combinar uma coisa: o favorito da Libertadores é o Cruzeiro, que logo na estreia, em Minas, deu uma chapoletada de 5 a 0 no Estudiantes, campeão argentino do Apertura no ano passado e da Libertadores em 2009, quando bateu o mesmo Cruzeiro na final, em pleno Mineirão. Enfim, a de ontem foi uma vingança que ficará para a história. E o resultado coloca o Cruzeiro como favorito ao título, até que novas rodadas digam o contrário.

Enfim, bastou uma rodada para que o Santos perdesse o favoritismo que lhe era dado por alguns concorrentes, entre eles Muricy Ramalho, técnico do Fluminense. E talvez seja melhor assim. Desconfio que Adilson Batista não se dá bem com essa história de favoritismo.

Fim do volante. Que se adote o meia recuado

Um dos grandes problemas do futebol moderno é a figura do volante, aquele cão de guarda da defesa que muitas vezes mais chuta a canela do adversário do que a bola, e quando a tem não sabe o que fazer com ela. Proponho aqui, e falarei disso em outras oportunidades, que o Santos extingua esse personagem pouco simpático dos campos e adote o meia recuado para atuar naquela posição. Calma que eu explico.

O que Mengálvio, Dudu, Falcão, César Sampaio e Beckenbauer tinham de comum? Eram todos meias recuados. Tinham a categoria, os fundamentos, a visão de um meia, mas atuavam mais recuados, sabiam marcar e depois saiam pro jogo com propriedade.

É claro que terá de ser um meia que aprenda alguns cacoetes da marcação, mas isso é bem mais simples do que ensinar um desses volantes que inundamos times a dar um passe enfiado (não pro lado ou para trás), um drible, sair jogando com consciência, bater bem a gol.

Não dá mais para se ver no Santos ou em qualquer time que se preze, jogadores limitados tecnicamente que estão ali só para destruir. O jogo não flui, o gol se torna uma raridade. Por isso, conclamo a todos para que iniciemos uma cruzada em prol do meia recuado. Abaixo o volante!

Dudu, o tio do Dorival, era um meia

Ontem conversei com Olegário Tolói de Oliveira, o famoso Dudu, tio de Dorival Junior e parceiro do Divino Ademir da Guia no Palmeiras. Nascido em Araraquara em 7 de novembro de 1939, Dudu formou com Ademir uma dupla de meio-campo tão vitoriosa e lendária como a formada por Zito e Mengálvio.

E fiquei sabendo, da boca deste mestre humilde do futebol, cinco vezes campeão brasileiro, que antes de jogar ao lado de Ademir, Dudu era um meia. No Palmeiras, entretanto, logo que chegou percebeu que seria difícil tirar a posição de tantos meias excelentes, como Zequinha e Chinezinho, e disse que era volante.

Para quem não sabe, também no Santos o meia Mengálvio era quem jogava mais recuado, protegendo a defesa, função que Zito exercia na Seleção Brasileira para que Didi se soltasse mais ao ataque.

Perceba que os sábios técnidos do passado de ouro do nosso futebol preferiam, sempre, o melhor jogador. Se tivessem dois excelentes meio-campistas no time, um seria o meia, o outro geralmente jogaria como volante. Mas não abriam mão da qualidade.

Isso tornava as partidas muito mais bem jogadas e muito mais ofensivas, pois havia mais jogadores de mentalidade ofensiva em campo. Hoje há jogadores que só entram em campo para destruir as jogadas do adversário ou para destruir o próprio adversário. Acho que já deu pra eles.

Hoje tem debate sobre Unificação na TV Assembleia

Hoje às 21 horas a TV Assembléia leva ao ar o programa SP Esporte, apresentado por João Rehder, com produção de Adalberto Marques. Gravado ontem, o problema falará sobre a Unificação dos títulos brasileiros a partir da Taça Brasil de 1959.

Participarão, além deste humilde blogueiro que vos fala, o famoso Dudu, que carregava o piano para os solos do Divino; o jornalista José Maria de Aquino, ex-Estadão e Placar, que é contra a Unificação e acha que tudo deveria ficar como estava, e o deputado Ed Thomas.

Você não acha que os técnicos deveriam preferir ou preparar meias para jogarem como volantes? Dá para ser campeão da Libertadores com Arouca, Rodrigo Possebon e Pará jogando no meio-campo?


Logo mais, na TV Assembléia, Michel Laurence e eu falamos sobre Pelé

Crédito da foto: Agiesbrecht

Michel Laurence e sua criação: a Bola de Prata da Placar

Quando só Peirão de Castro brigava pelo Santos nas mesas redondas da tevê, ele era o que melhor retratava o Time dos Sonhos nos jornais. Seu nome é Michel Laurence, jornalista esportivo que por mais de uma década acompanhou o time de Pelé.

Ontem pela manhã tive a honra de participar da gravação de um programa especial sobre o Pelé na TV Assembléia (produzido pelo amigo Adalberto e apresentado por João Rehder), que irá ao ar logo mais, às 21 horas desta quinta-feira – canal 66 para quem tem TVA e canal 7 para a Net.

Nascido em Marselha, França, em 5 de setembro de 1938 (virginiano como eu), Michel Laurence se destacou pelo texto refinado e poético, que conseguia enxergar muito além dos lugares-comuns. Ele foi o inspirado profeta do deus Pelé.

Como nenhum repórter do Jornal da Tarde queria cobria o Santos, Michel se ofereceu, e acabou iniciando ali uma série de matérias memoráveis sobre o melhor time de todos os tempos. Depois, na revista Placar, foi o criador, ao lado do fotógrafo Manoel Motta, do troféu Bola de Prata, dado anualmente pela revista aos melhores jogadores do Campeonato Nacional desde 1970.

Trabalhou ainda nos jornais Última Hora, onde começou a carreira, e Jornal do Brasil. Em 1969, trabalhando na Edição de Esportes, suplemento semanal esportivo d’O Estado, conquistou um Prêmio Esso de jornalismo, concedido a ele e a José Maria de Aquino, com o artigo “O jogador é um escravo”. Na televisão, teve passagens marcantes na Globo, Record, Bandeirantes, Manchete e Cultura, para onde voltou. Nesta última foi um dos idealizadores dos programas Cartão Verde e Grandes Momentos do Esporte.

Seu texto, harmonioso e tocante, embalou grandes matérias na tevê, como a que apresento abaixo, sobre a morte do herói Ayrton Senna. Pai do repórter Bruno Laurence, do Sportv e da TV Globo, Michel é casado com uma jornalista e tem mais uma filha que seguiu a profissão.

Como eu disse, logo mais, às 21 horas, na TV Assembléia, você poderá vê-lo falando sobre Pelé e o Santos. Também estarei lá, ansioso para lembrar fatos históricos do Rei. Você é meu convidado.


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