Blog do Odir Cunha

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Avaliando a Nike no Santos

Recebi a sugestão de abrir essa discussão pelo Marcelo Melo, além de muitos comentários do blog comentando sobre esta situação.

Logo estaremos completando o primeiro ano do contrato de fornecimento de material esportivo pela Nike. A multinacional substituiu a Umbro, com quem o Santos manteve uma das parcerias mais longas dos últimos tempos no futebol brasileiro. Este período nos permite fazer algumas considerações, pensando principalmente na melhoria dessa relação, pensando em todos os pontos cruciais de um time de futebol.

Primeiro vamos relembrar um pouco o que tínhamos com a Umbro. A marca da Umbro era licenciada no Brasil por uma fábrica, portanto eles tinham a autorização de uso da marca e eram responsáveis por todas as etapas de trabalho dos produtos, desde a produção até a distribuição. Mesmo sendo uma empresa grande, eram menores que as principais empresas do mercado esportivo, por isso ficavam devendo um pouco na escala de produção e principalmente na distribuição para pontos venda. Em compensação o produto era de boa qualidade. Como colecionador digo que esteticamente foram pouquíssimas as camisas que me desagradaram, além do material ser durável.

O contrato do Santos com a Nike é uma salada que ainda tento compreender. Segundo informações publicadas na imprensa, quem controla a distribuição do material é a gigante da internet Netshoes. A produção seria “mista”, com a fabricante que trabalha com a Nike fornecendo a camisa “limpa” e a Netshoes sendo a responsável pela montagem do quebra-cabeça de patrocínios, número e outras estampas. Esse novo modelo de contrato foi firmado pela empresa também com o Coritiba e com o Bahia. Já o Corinthians possui um contrato mais tradicional, com a Nike gerenciando todas as pontas do negócio.

Como o modelo do Santos é novo e ainda não está consolidado isso gera uma certa discórdia, requer um pouco de atenção e um bom acompanhamento por parte da direção, mas só o tempo dirá qual é mais vantajoso.

Agora vamos ao que tem chamado a nossa atenção, os pontos negativos desse novo contrato!

-A distribuição com a Netshoes é muito eficiente na internet, mas nem todo mundo compra por este canal e muitos torcedores de outros estados e cidades do interior reclamam que as lojas de suas regiões ainda não são abastecidas. A exclusividade com a Netshoes faz também com que algumas grandes redes como a Centauro acabem não vendendo alguns itens como a camisa de jogo.

-Algumas pessoas têm reclamado do material da Nike, assim como da estética da camisa. Aqui trata-se de uma questão de gosto pessoal, mas eu concordo que o produto parece ter recebido menos atenção no desenvolvimento do que na época da Umbro recebíamos.

-A estratégia de lançamento da camisa 3 antes do lançamento da camisa 2 é extremamente polêmica. Alguns dados levam a acreditar que a estratégia teve um bom retorno comercial, porém estamos no ano do centenário e um grau de consumo acima do normal dos produtos licenciados já deveria ser esperado. O problema foi exatamente o não cumprimento da agenda inicial, com frequentes atrasos nos lançamentos. Passamos praticamente o ano inteiro do centenário sem a camisa 2 e datas históricas que deveriam aproveitar os lançamentos acabaram passando batidas, algo lamentável.

-Um problema cultural que se repete novamente com a Nike é sobre a aceitação da camisa 3. Disputas e discussões entre a própria torcida muitas vezes não são produtivas, e mais uma vez não vejo nenhuma iniciativa da fabricante para atenuar isso. O fato de não termos a camisa 2 ajuda a colocar mais gasolina nesse fogo. Em parte a torcida também tem sua parcela de culpa, tenho como opinião pessoal que falta bom senso em algumas situações, como por exemplo no jogo da libertadores entre Santos X Bolivar tivemos centenas de pessoas na Vila com a camisa 3, praticamente idêntica à do adversário.

-A linha de produtos lançada pela Nike é extremamente limitada. Passamos o inverno inteiro sem o lançamento de agasalhos. Um portfólio tão limitado no ano centenário, quando todos estaríamos dispostos a adquirir produtos exclusivos, foi um desperdício enorme.

Quando pensamos no fornecimento de material esportivo, a primeira coisa que passa pela nossa cabeça é quanto dinheiro o clube vai ganhar. Mas devemos lembrar que muitos fatores devem ser considerados e que também têm seu peso nessa balança.

Qual o seu grau de satisfação com o fornecimento da Nike? O Santos está ganhando ou perdendo com esse contrato?

 


Sub-11 Campeão Paulista!, Sereias na semi da Libertadores, anúncio dos olhinhos puxados, patrocínio da Nike, derrota para o Coritiba…


Mikael, à esquerda, corre para comemorar o segundo gol, perseguido por Bruninho, autor dos outros dois gols ontem e artilheiro do campeonato. Nas fotos abaixo, Bruninho mostra que tamanho não é documento e Thiago José se desvencilha de dois rivais. Tão pequenos e já aprendem a festejar um título em cima do Corinthians. O capitão Wesley levanta sua primeira taça (fotos: Ricardo Saibun/Comunicação SantosFC).

Com dois gols de Bruno Funicelli, o Bruninho, artilheiro da competição, com 21 gols, e um gol de Mikael, o Santos venceu o Corinthians por 3 a 2, ontem pela manhã, na Vila Belmiro, e se sagrou campeão paulista da categoria sub-11.

O time já havia vencido o rival por 2 a 0 em pleno Parque São Jorge. Ontem, precisava no mínimo do empate para ser campeão e chegou a estar vencendo por 3 a 1, sem sofrer maiores sustos.

Para o técnico Luciano Santos, o título, inédito, “coroa um ano de muito trabalho e a garotada está de parabéns”. O blog não tem os gols das finais, mas traz uma reportagem do Sportv falando do “quadrado mágico” do sub-11, formado por Bruninho, Wesley, Mikael e Morais. Depois, no vídeo seguinte, veja os garotos comemorando a vitória por 2 a 0 no Parque São Jorge:

http://youtu.be/fZJGm4QGVTI

http://youtu.be/pAT6qsh5kqM

Sereias dão maior goleada e estão na semifinal

Depois de terminar o primeiro tempo vencendo por 4 a 0, as Sereias da Vila aplicaram a maior goleada na III Copa Libertadores de Futebol Feminino ao marcar 7 a 0 no Nacional do Uruguai. O resultado coloca o Santos na semifinal da competição com três vitórias nos três jogos realizados. A Libertadores está sendo realizada em São José dos Campos e o Santos, sempre é bom lembrar, busca o tricampeonato.

Em Coritiba, os reservas não foram super

Desta vez os reservas do Santos nada puderam fazer para impedir a derrota. O Coritiba, um dos times mais entrosados do futebol brasileiro, dominou o jogo todo e nada permitiu ao ataque santista. Não fosse o goleiro Aranha e a derrota não teria sido por apenas 1 a 0, gol de Leonardo, de cabeça, aos 16 minutos do segundo tempo.

Se dependessem desse jogo para irem ao Mundial da Fifa, só Aranha teria lugar garantido. Desta vez, nenhum jogador de linha fez por merecer uma passagem para o Japão.

Alguns comentaristas disseram que o Santos se safou de uma goleada histórica. Não se pode esquecer de que na última rodada, em 4 de dezembro, o Santos enfrentará o São Paulo no Morumbi, e o tricolor certamente estará lutando por uma vaga na Libertadores. Será que valerá a pena entrar com um time só de reservas?

O Santos, dirigido pelo técnico interino Tata, jogou com Aranha, Leandro Silva (Crystian), Bruno Aguiar, Vinícius e Éder Lima; Anderson Carvalho, Possebon, Felipe Anderson e Ibson; Diogo e Alan Kardec.

O Coritiba, de Marcelo Oliveira, jogou com Vanderlei, Jonas, Pereira, Jéci e Lucas Mendes (Geraldo); Leandro Donizete, Léo Gago, Davi (Everton Ribeiro) e Rafinha; Leonardo e Everton Costa (Willian).

Nos melhores momentos só há ataques do Coritiba. Quer ver?

A Nike deve pagar mais para o Santos do que para o Inter?

Desde o começo do ano se comenta nos bastidores da Vila Belmiro que ao final de 2011 o clube não renovaria contrato de fornecimento de material esportivo com a Umbro. O design é bonito, mas não se encontra a camisa do Santos em lugar algum. Corriam rumores de que o clube assinaria com a Nike, e agora o amigo Ademir Quintino dá a notícia de que a multinacional norte-americana fez uma proposta para o Santos que representa o dobro do que paga a Umbro.

O próprio Quintino avisa, porém, que a Umbro tem a prioridade na renovação. De qualquer forma, eu duvido que a Umbro cubra a proposta da Nike. E mesmo o dobro do que paga a Umbro não sei se chega aos R$ 15 milhões que é anunciado como o valor assinado com o Internacional de Porto Alegre.

Deixo claro, claríssimo, que considero a camisa do Santos muito mais valiosa do que a do rival colorado. Mas espero que compreendam que não sou apenas torcedor. Tento analisar a visão do mercado. Não se pode esquecer de que nos últimos seis anos o Internacional foi duas vezes campeão da Libertadores, duas vezes da Recopa Sul-americana, uma vez da Copa Sul-americana e uma vez Mundial. E, o que é mais importante, o clube gaúcho está multiplicando sua torcida com a ação dos consulados.

O consulado é a versão gaúcha das embaixadas que o Santos há anos promete implementar – na verdade desde a gestão anterior – e ainda não o fez. Veja esta informação tirada do site oficial do Inter: “No final de 2001 existiam menos de 100 consulados. Hoje, existem mais de 150 só no Rio Grande do Sul. Apenas em Porto Alegre são 32, espalhados por diversos bairros da capital. 24 estados brasileiros já possuem representação do Sport Club Internacional. Os consulados internacionais já somam 14 países, divididos entre os cinco continentes. No total o Inter tem mais de 350 consulados”.

Em junho deste ano, só o consulado de Canoas, na Grande Porto Alegre, reuniu mais de mil sócios. Isso é otimizar a torcida, é dar aos torcedores não só um incentivo decisivo para que se associem, como a possibilidade de que participem da vida do clube e contribuam para seu crescimento.

Os consulados atuam na captação de novos sócios e contribuem para um aumento significativo da venda de produtos oficiais do clube. Por isso, repito, a criação das Embaixadas Santistas é uma necessidade Urgente Urgentíssima para que o Santos consolide e multiplique sua torcida.

Veja como funcionam as Embaixadas do Internacional

A polêmica propaganda dos olhinhos puxados

Eu já escrevi neste blog que não tem nada a ver achar que é racismo a propaganda que o Santos fez com seus principais jogadores puxando os olhos para lembrar que o time disputará o Mundial no Japão. Porém, pesquisei mais o assunto, vi entrevistas com os japoneses sobre o tema, percebi que outras equipes esportivas que fizeram a mesma coisa não foram bem recebidas lá e mudei minha opinião.

Sei que o Santos não teve intenção de menosprezar nossos irmãos japoneses, que tão importantes foram e são para o nosso País. Foi apenas uma brincadeira carinhosa. Porém, não sabia que os japoneses se ofendiam tanto com isso. Aí me lembrei que lá o ideal de beleza é ter os olhos bem redondos, como os ocidentais (veja que até nos mangás eles reproduzem seus personagens com olhos bem redondos).

Então, oh, oh, acho que foi dado um fora. Na ânsia de agradar, destacou-se um aspecto físico que incomoda os japoneses. Dizem que esta gafe pode fazer com que o Santos não tenha a simpatia do público local e que até torçam contra o Alvinegro Praiano. Já pensou? Seria horrível. Pegar uma final com o Barcelona e ainda com torcida contrária?

Assim, o mais sensato a fazer é pedir desculpas e tirar a campanha do ar rapidinho. Que mostrem os gols de Kazu, primeiro jogador japonês a fazer algum sucesso fora de seu país, que se repita à exaustão a jogada de Kaneko contra o Botafogo/SP, enfim, que deixem claro que o Santos e o santista só têm motivos para amar os japoneses e que eles sempre foram muito bem recebidos na Vila Belmiro.

Neste vídeo da SantosTV, os japoneses dão dicas de como o Santos pode conquistar o Japão:

E você, o que tem a dizer sobre tudo isso?


Por que é tão difícil encontrar camisas oficiais do Santos?


Camisas oficiais do Santos, um artigo raro nas lojas de material esportivo.

No fim de semana estive em Sorocaba e, visitando um grande shopping, deparei-me com uma loja de material esportivo que expunha camisas de vários times, menos a do Santos. Entrei e quis saber por que não havia camisas do Alvinegro na vitrine e a resposta do vendedor é que a loja não trabalhava com a Umbro. “É uma pena”, completou ele, “pois se eu tivesse a camisa, já teria vendido dezenas só nestes últimos dias”.

A dificuldade de encontrar as camisas oficiais do Santos e a demora da Umbro em lançar modelos comemorativos tem sido uma queixa recorrente dos torcedores. Isso atrapalha os planos de expansão do clube, pois a venda de camisas é o pãozinho quente do marketing do futebol.

Clubes europeus vendem milhões de camisas de seus ídolos, principalmente dos que estão chegando. Isso é impensável no Brasil. A produção é limitada, assim como os pontos de venda. E os artigos são muito caros, acima do poder aquisitivo do torcedor médio.

Enquanto os fabricantes de material esportivo não chegarem a preços mais populares, estarão estimulando a pirataria. É impossível que não se consiga fazer uma boa camisa por um valor inferior ao que cobram por ela. Assim, o torcedor acaba apelando para a camisa falsificada.

Outra questão, no caso do Santos com a Umbro, é que a porcentagem que fica para o clube é muito pequena – resultado de um acordo que a nova diretoria teve de engolir, pois já foi assinado há alguns anos.

Para dar o salto de qualidade que se quer e passar a ser um clube competitivo também no mercado internacional, o Santos precisa resolver esta questão crucial que é oferecer mais e melhores camisas ao torcedor. O mercado de santistas é imenso e está em crescente evolução, mas parece que a Umbro não está se empenhando o suficiente para atende-lo.

E para você, tem sido fácil encontrar a camisa oficial do Santos? O preço é justo? Como o clube – e a Umbro – devem agir para solucionar o problema?


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