Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

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Inflexível, Peñarol dará, no máximo, 2.000 ingressos aos santistas

Como o Santos só colocará 1.800 ingressos à disposição da torcida do Peñarol, no jogo decisivo da Libertadores, no Pacaembu, o presidente do clube uruguaio, Edgar Welker, disse que pretende fazer o mesmo na primeira partida, no Estádio Centenário, e reservar igual quantidade de entradas para os santistas.

Nem mesmo o fato de esses lugares representarem uma proporção maior no Pacaembu, que tem a metade da capacidade do Centenário, sensibilizou Welker, que culpa a Conmebol por ter liberado o estádio paulistano:

“Isso não depende do Peñarol, depende da Conmebol, que não poderia ter autorizado um estádio com essa capacidade”, diz Welker, que promete viajar a São Paulo para conversar com o presidente do Santos, Luis Álvaro Ribeiro, logo que possível (os vôos estão cancelados no Uruguai devido às cinzas do vulcão chileno Puyehue).

O Pacaembu comporta 38.000 pagantes, contra 76.609 do Centenário. Se a proporção fosse obedecida, o Santos deveria receber cerca de 3.500 entradas para o jogo da próxima quarta-feira.

Os uruguaios reclamam ainda do valor das entradas oferecidas aos torcedores do Peñarol. Acham 350 dólares (cerca de 530 reais) um preço muito caro, mesmo em se tratando de final de Libertadores.

O presidente do Peñarol acredita que no máximo conseguirá mais 200 entradas, o que totalizaria 2.000. Se for assim, será esta mesma quantidade de bilhetes que será oferecida ao Santos.

Hoje, às 9 horas, o Peñarol iniciou a venda de ingressos para o jogo de quarta-feira. Assim como no Santos, só os sócios poderão comprar até segunda-feira, quando a venda será estendida aos não sócios.

Peñarol jogará completo

O técnico Diego Aguirre não terá nenhum problema para escalar o seu time para o primeiro jogo da decisão e deverá manter a mesma equipe que enfrentou o Vélez Sarsfield: Vélez: Sosa, A. González, Valdez, Guillermo, Darío, Corujo, Aguiar, Freitas, Mier e Arriba, Olivera e Martinuccio.

A imprensa uruguaia fala com naturalidade do interesse do Cagliari, da Itália, por Guillermo, e do Palmeiras pelo craque do time, Martinuccio. Parece que lá, como aqui, o fato de atuarem em um mercado que é um mero fornecedor de bons jogadores para outros centros mais desenvolvidos não incomoda os jornalistas uruguaios.

O Santos deveria oferecer mais entradas aos uruguaios, ou o presidente do Peñarol é que está sendo inflexível?


Veja os gols de duas goleadas da SeleSantos de futsal no Uruguai

Brasil 4, Uruguai 0. Neste jogo, Falcão fez o 300º gol pela Seleção Brasileira. E, logo em seguida, o 301º. O Brasil chegou a jogar com quatro jogadores do Santos na linha, e cinco deles atuaram nesta partida: Neto, Valdin, Falcão, Jé e Pixote.

Brasil 9, Uruguai 2. Oito dos gols foram marcados por santistas. Falcão fez mais um golaço.

O que falar mais destes santistas do futsal? E Falcão? Gênios, não?


Vinícius Simon, o recorde de Falcão no futsal, o Santos de Muricy…

Não sei se é só coincidência, mas o certo é que amanhã, em Americana, na sua estréia como técnico do Santos, Muricy Ramalho resolveu dar folga para Rafael e Edu Dracena e experimentar o experiente Aranha no gol e, finalmente, relacionar o zagueiro Vinícius Simon, muito bem cotado ao menos pelos frequentadores deste blog.

Oriundo das categorias de base do Santos, Vinicius nasceu em Limeira, São Paulo, em 17 de novembro de 1986. Tem, portanto, 24 anos. Com 1,84m, ambidestro e facilidade para jogar tanto de zagueiro como volante, Vinícius começou no profissional do Santos em 2007 e já passou por Boa Vista/RJ (2008), Santo André (2009) e Criciúma/SC (2010).

Sempre que teve de substituir Edu Dracena ou Durval, Vinícius se saiu bem. Porém, contusões seguidas e a má vontade dos técnicos impediram que tivesse uma oportunidade real de brigar pela posição. Quem sabe Muricy, que parece não ter rabo preso com ninguém, “descubra” um grande zagueiro que esteve o tempo todo embaixo dos narizes dos “professores”.

Particularmente, acho que a voz do torcedor, quando representa a maioria dos torcedores, é sábia. Se ele vem pedindo Vinícius Simon há tanto tempo, deve ter razão. De qualquer forma, creio que o mais provável é que o garoto não comece jogando, pois Bruno Aguiar e Durval devem ser os titulares.

Como falamos muito, mas pouco vemos Vinícius Simon jogando, trago um vídeo com algumas boas jogadas do zagueiro que também pode ser volante. Analise:

Tiago Alves e Felipe Anderson estão na Seleção Sub-18

Antes que cobrem as presenças dos Meninos Tiago Alves e Felipe Anderson no time que enfrenta o Americana amanhã, às 18h30m, em Americana (transmissão do Sportv), aviso que ambos estão servindo a Seleção Brasileria Sub-18.

Jonathan, Arouca, Diogo e Charles já foram liberados pelo departamento médico, mas ainda estão em fase de reabilitação e também não poderão jogar.

Só de palpite, acho que Muricy escalará o Santos com Aranha, Pará, Bruno Aguiar (Vinícius Simon), Durval e Léo (Alex Sandro); Adriano, Danilo, Paulo Henrique Ganso e Alan Patrick; Maikon Leite e Keirrison.

Acho que ele aproveitará para testar jogadores que atuarão contra o Colo Colo, na quarta-feira. Mas, talvez para poupar os jogadores que jogarão no Chile, o técnico também pode colocar Elano, Neymar e Zé Eduardo no time amanhã.

Um recorde de Falcão na SeleSantos

Com dois gols de Falcão, que aumentou seu recorde para 301 gols com a camisa da Seleção Brasileira de futsal, o Brasil, em jogo amistoso, venceu o Uruguai por 4 a 0, nesta tarde, em São Carlos.

O time chegou a ter os quatro jogadores de linha do Santos Futebol Clube, o líder da Liga Futsal, que cedeu à Seleção Neto, Falcão, Valdin, Jé e Pixote. Além dos dois de Falcão – o primeiro após driblar o marcador, e o segundo de pênalti – os gols foram marcados por Murilo e Jé.

Você acha que Vinícius Simon deve estrear amanhã? E o que dizer de mais um recorde de Falcão, o rei do futsal?


As tendências do futebol depois da Copa

Toda Copa do Mundo influencia o futebol praticado nos anos seguintes. A Copa da Inglaterra, em 1966, gerou uma onda defensivista terrível, que só melhorou depois que o Brasil venceu a Copa de 70. Listei algumas tendências deixadas pela Copa da África. Veja se concorda comigo, e não deixe de dizer também o que acha que mudará no futebol depois dos vôos da jabulani.

Melhor toque de bola – Espanha e Holanda foram exemplos de times que saem jogando ao invés de darem chutões para a frente. Este estilo deve ganhar muitos adeptos. Não se trata de uma mudança sutil, pois modificará substancialmente a estrutura das equipes.

Mais posse de bola – As melhores equipes desta Copa sabiam esperar o momento de dar o bote e por isso seguravam a bola até que ele aparecesse. A Espanha foi muito bem-sucedida jogando assim e é natural que tenha feito escola.

Menos volantes brucutus – O vexame do tresloucado Felipe Mello contribuiu bastante para prejudicar ainda mais a imagem do volante valentão, tão popular nos times brasileiros. Por outro lado, equipes como Alemanha e Espanha provaram que é possível marcar bem sem cometer muitas faltas e que é possível ter jogadores que saibam, ao mesmo tempo, marcar e controlar a bola.

Mais volantes-meias – A diferença entre volante e meia tende a diminuir. Ficou provado nesta Copa que um jogador pode ser um volante sem a bola e um meia com ela no pé. É mais questão de categoria do que o chamado posicionamento. A tendência é a ascensão, no meio-campo, de jogadores mais versáteis, que marquem bem, sem violência, e saibam o que fazer com a bola, como Hernanes e Arouca.

Menos zagueiros despachadores – Dar chutão pra frente deixará de ser uma propriedade natural dos zagueiros, de quem se exigirá alguma precisão no passe.

Mais atacantes que joguem para o time – Centroavante tipo “referência”, que fica só esperando a chance de bater a gol, ficou em baixa nesta Copa. Não só pelo fracasso total de Fernando Torres e parcial de Luís Fabiano. Miroslav Klose também não foi tudo o que se esperava dele. A Copa valorizou atacantes mais participativos, que não sabem só fazer gols, mas participam das jogadas de ataque.

Times mais equilibrados – O desequilíbrio entre defesa, meio-campo e ataque, que atrapalhou equipes como Argentina e Brasil, deverá ser evitado pelos técnicos. Ficou provado de que nada adianta ter o melhor ataque do mundo (Argentina), se a defesa é uma das piores; ou ter boas defesas e ataques, se o meio-campo é uma droga (Brasil). Os times finalistas mostraram maior equilíbrio entre seus setores.

Ênfase ao jogo de conjunto – Esta não foi a Copa das estrelas. Não se poderá dizer que um jogador a conquistou sozinho. Foi a Copa do futebol em equipe.

Times solidários – Se atacaram em conjunto, as equipes deste Mundial também souberam se defender em grupo. Nenhum jogador, ao menos das equipes mais bem classificadas, perdeu a bola e colocou as mãos na cintura. Ninguém ficou em campo pela fama. Ou se doou para o time, ou foi substituído. Sangue-sugas não tiveram vez. Essa é uma ótima tendência que deverá prevalecer.

Menos maldade – Aconteceram lances desleais, mas não foram regra, e os times que apelaram para a intimidação física se deram mal. Isso é ótimo, pois provou que maldade não ganha jogo. Exemplo maior foi o Uruguai, que desta vez bateu menos e jogou mais.

Maior equilíbrio entre as equipes – Grandes goleadas serão raridade no futebol. A Copa mostrou um equilíbrio maior entre as equipes. Prova maior disso é o fato de a quase amadora Nova Zelândia ter jogado contra Itália, Paraguai e Eslováquia e ter saído invicta da competição.

Nova ordem mundial – Não só pela força que o futebol deverá ter na África, mas pelo crescimento de países asiáticos como Japão e Coréia do Sul, e pelo boom do esporte nos Estados Unidos, é de se esperar que logo a balança global do futebol se desestabilize. Jogadores como o norte-americano Donovan e o japonês Honda atuariam em qualquer grande clube do Brasil.

Ênfase ao arremate – Atacantes deverão se preocupar mais com o fundamento chute. Depois que Diego Dorlan foi escolhido como melhor jogador da Copa principalmente por sua capacidade de dar chutes fortes, enviesados e bem-sucedidos com a jabulani, este fundamento receberá maior atenção de jogadores e técnicos do mundo.

Menos destaque a dribles e malabarismos – Com as atuações apagadas de exímios dribladores como Messi e Robinho, e de poucas jogadas de efeito durante a competição, obviamente este tipo de jogador não será tão valorizado como antes da Copa (a não ser que esses recursos voltem a ter resultados práticos).

Técnicos menos reclamões – A Copa mostrou árbitros insensíveis contra as reclamações dos técnicos, que souberam se conter. Até Maradona não foi expulso uma só vez, como previam os especialistas. Tomara que esta tendência prossiga.

Abaixo a vuvuzela – Mais barulho de torcida – A pior coisa da Copa foi a vuvuzela. Ela abafou os gritos das torcidas, os cânticos, o clima que faz parte de um jogo de futebol. Espero que ela seja proibida nos estádios brasileiros.

Bem, eu peguei estas tendências. Você percebeu mais alguma?


Coração versus Disciplina

Não creio que a Alemanha se torne um adversário fácil de ser batido só porque não tem mais chances de ser campeã. O senso de dever do jogador alemão não permitirá que jogue desmotivado hoje, na disputa do terceiro da Copa, contra o Uruguai .Ser o terceiro não é melhor do que conquistar o título, claro, mas é melhor do que ser o quarto, e ninguém, muito menos um alemão, gosta de perder.

Para o Uruguai, o jogo é simplesmente o mais importante que faz desde o Mundial de 1970. Uma vitória e tornará a equipe que era a quinta nas Américas, a terceira do mundo. Seria uma grande conquista para um futebol que há muito anda desacreditado, de um país que já foi chamado de “A Suíça da América do Sul” e hoje não consegue reencontrar o caminho do progresso.

Por aí se vê que a vitória vale muito mais para os uruguaios e é de se esperar que corram e lutem mais por ela. Entretanto, uma partida como a de hoje tem um lado positivo, que pode tornar o jogo mais bonito e emocionante: o medo de perder não será maior do que a vontade de ganhar, o que implica mais jogadas ofensivas e uma preocupação menor com a defesa – cuidado que enfeiou boa parte dos jogos desta Copa.

A luta de Miroslav Klose para marcar dois gols e superar Ronaldo como o maior artilheiro das Copas será uma atração à parte. Outra é a presença de Diego Forlan, o atacante que seguramente melhor se entendeu com a discutida jabulani na África do Sul. Seus chutes provocam efeitos inesperados na bola e enganam os goleiros – uma prova de que os craques sempre conseguem dominar as gorduchinhas, mesmo as mais rebeldes.

Quanto a mim, torcerei para os vizinhos uruguaios, claro. A aplicação deles nesta Copa foi comovente. E a vitória, hoje, será muito comemorada por seus torcedores. Mas também estou curioso para ver o esforço de Klose atrás dos gols que poderão imortalizá-lo.

E você, torcerá para quem? E quanto a Klose, quer que o alemão marque e supere Ronaldo, ou vai secá-lo para o recorde continuar com o brasileiro?


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