Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

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Tag: Valdívia (page 1 of 2)

Vamos discutir o Santos

Santa Fé respeita o Santos
Apesar do título, matéria de jornal de Bogotá mostra que Santa Fé respeita o time brasileiro. Veja o que diz o jornal El Periódico Deportivo:
Clique aqui para ler a matéria sobre Santa Fé X Santos no jornal colombiano

Valdivia não!!!
Confesso que não levei a sério as informações de que Modesto Roma estaria interessado na contratação de Jorge Valdivia, o problemático chileno de 33 anos e meio que está desde 2015 no Al-Wahda, dos Emirados Árabes, pelo qual, nesse tempo todo, segundo a Wikipédia, só fez seis jogos e marcou dois gols. E o chileno ainda quer ganhar 300 mil reais por mês e assinar um contrato por três anos. Brincadeira! Só de pensar em Valdivia um dirigente de clube já demonstra o quanto entende de futebol e de finanças. Além disso, um negócio assim geraria muitas suspeitas de propinas e superfaturamento, pois é evidente que Valdivia não quer mais saber de jogar futebol e não tem a mínima empatia com o Santos. Só lhe resta um pouquinho de fama. Contratar mais um “chinelinho”, e tão caro, para quê? O clube é que não ganharia nada com isso.

VAMOS DISCUTIR O SANTOS

Dar ideias, criticar e discutir os caminhos do Santos por este blog ou pelas mídias sociais é importante, mas nada como fazer isso ao vivo. A troca de informações é que leva às melhores respostas. Por isso convido-o(a) a participar do encontro de amanhã, no Bar Murymarelo, quando tentaremos entender o momento do Santos e descobrir meios de garantir um bom futuro para o Glorioso Alvinegro Praiano. Basta confirmar o seu nome pelo e-mail blogdoodir@blogdoodir.com.br

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O Santos/Brasil no Chile

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Acima, o jornalista e escritor chileno Luis Urrutia e eu estamos com a rara camisa santista de Pelé com a terceira estrela, em homenagem à conquista da Recopa Mundial. Abaixo, com a camisa que o Rei usou no amistoso com o Flamengo, em que seu suor formou um coração perfeito no peito.

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Em meio ao clima de expectativa em Santiago pelo duelo entre Chile e Brasil, abrindo as Eliminatórias, eu e Suzana fomos ao belo Museu da Moda, mantido pelo mecenas Jorge Yarur. Nele, há duas camisas de Pelé que o amigo jornalista Luis Urrutia convidou-me para identificar. Uma, do Santos, com as três estrelas (a terceira pelo título da Recopa Mundial) e uma da Seleção Brasileira, aquela que Pelé usou em um amistoso contra o Flamengo e na qual a mancha de seu suor formou um coração perfeito no peito.

Estudioso do futebol e de Pelé, Urrutia havia cedido para o acervo do Museu Pelé revistas sobre o histórico Santos 6, Seleção da Tchecoslováquia 4, de janeiro de 1965. Em retribuição, presenteei-o com o livro “Segundo Tempo, de ídolo a mito”, que ele, educadamente, classificou como “um tesouro”.

Situado no elegante bairro de Itacura, com três pisos climatizados no subsolo dedicados ao acervo, o Museu da Moda está preparado para dezenas de exposições, com mais de 13 mil peças guardadas, com cuidado, em um espetáculo de objetos, utensílios e imagens raras e de bom gosto.

No momento, está em cartaz a exposição “Mad Men, o testemunho de uma época”, que retrata o estilo nova-iorquino do final dos anos 60. Mas há um vasto e precioso material para uma exposição sobre dezenas de preciosas camisas originais de craques do futebol, como as de Johan Cruiff, Maradona, Rivellino, Carlos Alberto Torres e, obviamente, Pelé.

Há até uma estátua de Pelé, em tamanho natural, que está sendo identificada e deverá fazer parte da exposição. Conhecer esse museu foi uma experiência fascinante. Um dia os museus terão, na América Latina, a mesma importância que desfrutam na Europa e nos Estados Unidos. Deixo essa dica para quem visitar Santiago do Chile. Visitem o site:

Clique aqui para entrar no Museo de la Moda, de Santiago do Chile

Hoje pode dar qualquer coisa, mas não creio que o Chile perderá

Os chilenos respeitam o futebol brasileiro como poucos. Dizem que, quando o Chile é eliminado antes, ou não está participando de uma competição, torcem para o Brasil. Mas a verdade é que o time dirigido por Jorge Sampaoli está em grande fase, solidário, tocando bem a bola, com Valdivia criando as jogadas para Alexis Sanchez arrematar. Seu fraco é a defesa, mas, logicamente, essa fraqueza só aparece quando a equipe é atacada.

Outra fragilidade chilena, essa psicológica, é o excessivo respeito pelo Brasil, a quem La Roja dificilmente vence. Hoje, porém, algo me diz que o empate já será bom para a equipe de Dunga. Acabei de ver o teipe de Chile 3, Paraguai 2, jogado há um mês, nos Estados Unidos, e creio que dificilmente o Brasil parará o toque de bola rápido dos chilenos.

Curiosamente, Lucas Lima, que joga melhor do que qualquer um escalado por Dunga para o meio-campo da Seleção, e o atacante Ricardo Oliveira, vão começar no banco de reservas. O único jogador em campo que nos lembrará o Santos é o lateral-esquerdo Mena, titular do Chile, que foi para o Cruzeiro devido aos salários atrasados.

Eu e Suzana assistiremos ao jogo no apartamento de Luana, em um um jantar à brasileira com direito a caipirinha que fui escalado para fazer. Teremos mais brasileiros, venezuelanos e colombianos do que chilenos, mas o espírito será o da total fraternidade latina. Sabemos muito bem que o esporte deve unir e jamais separar as pessoas.

E pra você, o que significa a Seleção Brasileira?


1 falha = + 1 derrota

Valdívia cruza, erra o chute, pega Vladimir adiantado e faz, aos 32 minutos do segundo tempo, o gol solitário da vitória do Inter. Para completar, David Braz, que não tem jogado bem, reclama do árbitro Dewson Freitas Silva – um tipo que só tem coragem para expulsar jogador do time visitante – e leva o segundo amarelo e o vermelho. Assim, em alguns segundos, o Santos, que fazia um jogo equilibrado, perdeu mais uma partida neste Brasileiro.

Digo que foi uma falha porque sair do gol é a grande dificuldade do goleiro santista. No primeiro tempo ele já tinha ficado no meio do caminho em um cruzamento cabeceado no travessão. No lance de Valdívia adiantou-se para cortar o cruzamento e foi encoberto.

Arrisco-me a dizer que se este jogo fosse na Vila Belmiro, no Pacaembu, ou em qualquer lugar com mando de campo e torcida do Santos, o Alvinegro Praiano poderia vencer até com facilidade, pois o time gaúcho, recheado de jogadores de sua base, não chegou a dominar a partida e apresentou muitas falhas, mesmo atuando no Beira-Rio.

O Santos não jogou mal, mas faltou algo intangível, que é a vontade, a determinação de sair de campo com a vitória, algo que ele só demonstra quando joga em casa. O time foi melhor e teve mais oportunidades no primeiro tempo. Caiu um pouco, mas ainda equilibrava a partida no segundo quando sofreu o gol espírita de Valdívia, a 15 minutos para o final.

De qualquer forma, deu para constatar, mais uma vez, que mesmo sem Robinho o Santos pode jogar bem e aspirar vitórias, até em partidas fora de casa. É mais uma questão psicológica do que técnica ou tática. Mas quem sabe se Rafael Longuine pudesse jogar, a sorte da equipe seria diferente.

O certo é que será preciso ter tranqüilidade para buscar os pontos necessários para fugir do rebaixamento, o que parece ser o único objetivo da equipe neste campeonato. Com 10 pontos em nove jogos, o Santos ocupa a 14ª posição e está três pontos acima da zona de rebaixamento. Na próxima quinta-feira jogará contra o Fluminense no Rio de Janeiro, em outro jogo no qual o adversário será o favorito.

Mesmo fazendo campanha ruim no Brasileiro, o Inter atraiu um público de 22.495 pagantes (26.143 no total, com renda de R$ 618.895.

Atuações dos santistas

Vladimir – Teve altos e baixos, mas sai mal do gol, solta muitas bolas e não inspira confiança. Muitos santistas ainda o veem como o reserva de Vanderlei que entrou nas finais do Campeonato Paulista e foi ficando. Mas acho que está na hora de o titular voltar. 4.
Daniel Guedes – Está tendo oportunidades para mostrar que merece ser titular. E não está aproveitando. 4.
Werley – Regular, mas não pode sair jogando. 5.
David Braz – Tem jogado mal partidas seguidas. Expulsão boba tirou a chance de reação do time. 3.
Victor Ferraz – Melhorou quando passou para a lateral-direita. Regular. 5.
Lucas Otávio – Perde todos pelo alto e no jogo de corpo, mas mesmo assim rouba muitas bolas e erra poucos passes. 5,5.
Thiago Maia – Para um rapaz tão jovem, mostra personalidade. Agradável surpresa. 5,5.
Lucas Lima – Comandou o meio-campo, mas desta vez não encaixou nenhuma grande assistência. Pena não ter um chute potente. 7.
Geuvânio – Tentou, correu, batalhou. Caiu muito no segundo tempo. 5,5.
Ricardo Oliveira – Isolado, pegou pouco na bola e fez o que pode. 5,5.
Gabriel – Continua com os problemas crônicos de só jogar com a esquerda e errar a última bola, mas se esforçou mais e ajudou a defesa. 5,5.
Marcelo Fernandes/Serginho – Não tiveram culpa no resultado. Armaram o time para jogar de igual para igual e isso foi feito. As chances surgiram, mas não foram aproveitadas. O gol da derrota veio em um lance fortuito. 6.
Dos jogadores que entraram, Caju, mesmo um tanto estabanado, mostrou que deve voltar a ser titular da lateral-esquerda, com Victor Ferraz passando para a direita. 5. Neto Berola produziu menos do que Gabriel. 4,5. Marquinhos Gabriel também fez menos do que Geuvânio. 4.

E você, o que achou de Internacional 1 x 0 Santos?


A final será dificílima. Mas o Santos está acostumado a lutar

Treino no CT Rei Pelé
O Santos treinou no CT Rei Pelé (Fotos: Ricardo Saibun/ Santos FC)
Gustavo Henrique e Lucas Otávio
Gustavo Henrique e Lucas Otávio talvez joguem
Lucas Lima e Leandrinho
Lucas Lima e Leandrinho
Robinho
Robinho recuperado (e Cittadini também)
Gabriel
Gabriel, quem sabe, pode ser a arma secreta…

LEVANTA E ANDA SANTOS!

A final será dificílima. Mas o Santos está acostumado a lutar

É claro que a maioria dos santistas estão confiantes de que o Santos vencerá o Palmeiras por mais de um gol de diferença e comemorará o título Paulista neste domingo à tarde, na Vila Belmiro. Mas como essa vitória pode ser obtida? Que circunstâncias envolvem a partida que podem ser favoráveis ou não ao Santos? Tentarei resumir os pontos principais deste confronto. Leia e dê sua opinião sobre eles:

1 – Placar do jogo: Uma vitória por dois gols de diferença, em um clássico, não é um resultado normal. Um time grande que se fecha bem não costuma sofrer goleadas e dificilmente perde por mais de um gol de diferença. Lembremos que no ano passado o Ituano se segurou o máximo que pode e perdeu só por um gol no segundo jogo, provocando a disputa por cobranças da marca penal. E assim tirou o título do Santos.

2 – Estatísticas: Em complemento ao item anterior, é bom saber que apenas em três oportunidades o time que perdeu o primeiro jogo de uma final de Campeonato Paulista acabou sendo campeão no segundo jogo. Uma dessas vezes foi protagonizada pelo próprio Santos, diante do São Caetano, em 2007. O Alvinegro Praiano perdeu o primeiro jogo por 2 a 0 e devolveu o marcador no segundo. Naquele ano, como o Santos teve melhor campanha, não foi necessário desempatar nos pênaltis.

3 – Vila Belmiro: Para jogadores, comissão técnica, presidência e diretoria do clube, parece não haver dúvidas de que jogar na Vila Belmiro significa meio título na mão. A história, porém, não confirma esse otimismo. Na primeira vez em que decidiu um título estadual, em 1927, contra o mesmo Palmeiras – na época chamado Palestra Itália –, o Santos jogou pelo empate para ser campeão e mesmo assim perdeu por 3 a 2. Antes, em 1918, depois de vencer Paulistano e Corinthians, fez um jogo decisivo, também na Vila, contra a Associação Atlética das Palmeiras, cuja vitória lhe daria possibilidade de lutar pelo título, e perdeu por 1 a 0. Em 1955 foi campeão vencendo o Taubaté por 2 a 1, no Urbano Caldeira, mas no domingo anterior poderia ter comemorado o título diante do Corinthians, mas sofreu a virada depois de estar vencendo por 2 a 0. Na decisão da primeira Taça Brasil, em 1959, perdeu o primeiro jogo da final para o Bahia, por 3 a 2, e essa derrota, na Vila Belmiro, deu ao campeão baiano a possibilidade de jogar a negra no Maracanã, que o Bahia venceu por 3 a 1, sagrando-se o primeiro campeão brasileiro. O Santos foi campeão da Taça Brasil de 1961, mas na semifinal perdeu para o América do Rio, ainda na Vila, por 1 a 0. Na final da Copa Libertadores de 1962 ele também perdeu para o Peñarol, por 3 a 2, conquistando o título em Buenos Aires. Recentemente, perdeu os títulos paulistas de 2009 e 2013 jogando as finais na Vila 9pior ainda foi perder na semifinal da Libertadores de 2012). Portanto, jogar na Vila Belmiro pode dar alguma vantagem psicológica, mas está longe de garantir a vitória.

4 – Times: Santos e Palmeiras têm elencos equivalentes, apesar de o rival contar com mais opções para o banco de reservas. Em uma análise fria por setores – defesa, meio-campo e ataque -, o Santos faz o jogo fluir melhor e seu ataque é mais incisivo, diferença que poderá se acentuar em um jogo diante de sua torcida. A melhor formação que o Santos pode colocar em campo é: Vladimir; Vitor Ferraz, Gustavo Henrique (ou Werley), David Braz e Chiquinho; Valencia (ou Leandrinho, ou Lucas Otavio), Renato e Lucas Lima; Geuvânio, Ricardo Oliveira e Robinho. Outras opções para o andamento do jogo são Elano, Cicinho, Gabriel e Marquinhos Gabriel.

5 – Prováveis desfalques: Apesar de o técnico Marcelo Fernandes ter dito que Robinho só entrará em campo se estiver cem por cento, é inviável que Fernandes deixe de escalar seu melhor jogador se este tiver, digamos, oitenta por cento de suas condições físicas e clínicas. Poupar para quê? É a decisão, o último jogo do campeonato, o tudo ou nada. O mesmo se aplica a Valdívia. Tudo indica que o jogador participará da partida, mesmo que por apenas um tempo. Uma dúvida real do Santos é o zagueiro Werley, que se recupera de dengue. Neste caso, Gustavo Henrique pode substituí-lo bem, pois já jogou muitas vezes ao lado de David Braz. Valencia também não é certeza. Para o seu lugar o técnico teria Lucas Otávio, Elano, Leandrinho ou mesmo Elano, que não tem sido aproveitado mais por estar fora de forma.

6 – Jogadores especiais: Neste particular, o Santos tem mais jogadores que podem decidir uma partida importante como esta: Robinho, Lucas Lima, Ricardo Oliveira e Geuvânio representam mais do que Valdívia, Zé Roberto, Leandro Pereira e o outro Robinho. Mas nem sempre uma final é decidida pelo jogador mais credenciado. Lembremos que Adriano Gabiru e Mineiro decidiram títulos mundiais para Internacional e São Paulo, respectivamente.

7 – Técnicos: Oswaldo de Oliveira é mais experiente do que Marcelo Fernandes, que já se declarou seu discípulo. Isso não pode intimidar Fernandes, ou deixará de fazer o que deve ser feito. Neste particular, o auxílio do irreverente Serginho pode ser muito útil ao técnico do Santos. Não há melhor momento de o aluno superar o mestre do que em uma final de campeonato.

8 – Postura: Caso jogue como sempre o faz na Vila Belmiro, o Santos terá uma postura pró-ativa, energética, ofensiva, e buscará comandar o jogo desde os primeiros minutos. Obviamente o Palmeiras terá de responder à altura, ou será completamente dominado. Em uma final, entretanto, o ritmo não pode cair em nenhum momento do jogo. Bem, ao menos a atenção não pode ser relaxada, pois em um lance aparentemente bobo pode ser decidido o campeonato. Nesse participar, o Santos provavelmente terá mais probabilidade de ter e manter uma postura vencedora.

9 – Paz entre torcidas: Que fique bem claro que santistas e palmeirenses não são inimigos, são apenas adversários. Que haja respeito entre os torcedores. A rixa entre alguns torcedores organizados não pode contaminar toda a relação histórica e cordial entre torcedores dos dois clubes. Isso é sério. Além de tudo, a violência é inútil e nada ajuda ao futebol ou aos nossos times. A Polícia Militar de Santos proibiu comemorações na Praça da Independência. Há uma grande preocupação com o clima tenso gerado pelos últimos acontecimentos. Que o santista e o palmeirense saibam dar o exemplo.

Bem, estão aí os nove pontos que destaco nesta grande final do campeonato estadual mais antigo, disputado e conceituado do Brasil. Deixo em aberto o décimo ponto. Se quiser, escreva-o.

Jogos decisivos entre Santos e Palmeiras

Santos e Palmeiras só decidiram dois títulos importantes: os Paulistas de 1927 e 1959. No primeiro, mesmo jogando pelo empate, na Vila Belmiro, o Santos perdeu por 3 a 2, na bastante prejudicado pela arbitragem do árbitro palmeirense Antero Molinaro (que só conseguiu sair de Santos protegido pela polícia). E em 1959, em uma super decisão em melhor de quatro pontos, o Palmeiras venceu o terceiro jogo por 2 a 1, depois de dois empates.

Mas os dois times fizeram outros jogos importantes, mesmo sem ser finais. Ambos se encontraram nas semifinais de três campeonatos brasileiros: nas Taças Brasil de 1964 e 1965, com todos os jogos no Pacaembu, e o Santos venceu as duas (3 a 2 e 4 a 0 em 1964 e 4 a 2 e 1 a 1 em 1965). No quadrangular final do Torneio Roberto Gomes Pedrosa/ Taça de Prata de 1968, o Santos venceu por 3 a 0, no Morumbi.

Pelo Campeonato Paulista, Santos e Palmeiras jogaram pelo quadrangular final em 1969 e o Santos venceu por 3 a 0, em pleno Parque Antártica (Pelé ainda marcou mais um gol, de cabeça, mas o árbitro não viu a bola entrar).

O último jogo entre ambos pelo Paulista ocorreu na semifinal de 2000, quando o badalado Palmeiras de Luiz Felipe Scolari jogava pelo empate e estava ganhando por 2 a 0, mas o Santos conseguiu a virada a partir da metade do segundo tempo. A seguir, veja os gols e os melhores lances dos confrontos dos Paulistas de 1969 e de 2000:

Enquanto o jogo não vem, curta esse papo histórico com Dorval, Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe, o melhor ataque do futebol:

E você, como analisa os pontos desta decisão entre Santos e Palmeiras?


Com Robinho ou sem Robinho

Ricardo Oliveira
Torcida foi ao CT apoiar o último treino antes da final (Ivan Storti/ Santos FC)

Robinho é dúvida para o jogo deste domingo, às 16 horas, no estádio do Palmeiras, o primeiro da decisão do título paulista de 2015. Porém, mesmo sem ele, que tem um edema muscular, o Santos poderá fazer uma boa partida e conseguir, no mínimo, o empate.

Se Robinho não puder jogar, provavelmente o técnico Marcelo Fernandes colocará o experiente Marquinhos Gabriel em campo, guardando o rápido e definidor Gabriel para entrar no segundo tempo. Outras dúvidas são Valencia e Gustavo Henrique.

Sem Valencia, creio que Lucas Otávio poderá dar conta do recado. o rapaz é um ótimo ladrão de bolas. E se Gustavo Henrique ficar de fora, o garoto Paulo Ricardo deverá fazer o seu quarto jogo no time profissional do Santos. Confio nesses garotos e acho que jogarão tranqüilos e se darão bem.

Mesmo sem esses titulares, a espinha dorsal do time permanecerá praticamente intacta, com o goleiro Vladimir, o zagueiro David Braz, os laterais Victor Ferraz e Chiquinho, os meio-campistas Renato e Lucas Lima e os atacantes Geuvânio e Ricardo Oliveira. Isso deverá manter a equipe equilibrada, mesmo nos momentos mais tensos da partida.

Um amigo do blog ainda lembrou que nas finais do Campeonato Paulista de 1978 o Santos foi perdendo titular após titular e chegou ao jogo decisivo, contra o São Paulo, com cinco reservas – Flávio, Antonio Carlos, Zé Carlos, Toninho Vieira, e Claudinho – que se tornaram sete quando Pita torceu o tornozelo e foi substituído por Rubens Feijão, e o zagueiro Neto também cedeu o lugar a Fernando.

Pois mesmo sem titulares experientes como o goleiro Vitor, o zagueiro Joãozinho, o volante Clodoaldo, o meia Ailton Lira e o atacante João Paulo (sem contar Pita e Neto, que começaram a partida, mas tiveram de sair), o Santos buscou o primeiro título sem Pelé, diante de 80 mil pessoas que lotavam o Morumbi em uma quarta-feira à noite.

Portanto, é claro que titulares fazem falta, ainda mais do nível de um Robinho, mas o bom ambiente e o sabor do desafio podem fazer milagres em jogadores motivados, que encaram a chance de entrar em um jogo desses como uma grande oportunidade para suas carreiras.

Sem contar que Marcelo Fernandes, caso não possa escalar Robinho, tem a opção de incluir mais um jogador no meio, Elano ou Leandrinho, e atuar com Geuvânio e Ricardo Oliveira à frente, adiantando Lucas Lima quando o time retomar a posse da bola.

Pelo lado palmeirense, não acredito que Valdívia será poupado. Talvez o chileno não esteja cem por cento, mas não deixará de jogar essa partida decisiva para o seu clube. E espero que Marcelo Fernandes arme um esquema para neutralizar as assistências e arrancadas de Valdívia, um dos poucos craques em atividade no futebol brasileiro.

Minha previsão? Como um pugilista que busca a ofensiva desde o soar do gongo, o Palmeiras deverá pressionar o Santos no começo, e se o Alvinegro Praiano ficar só nas cordas, certamente sofrerá o nocaute. O ideal é já entrar bem esperto e aproveitar toda oportunidade de contra-ataque. Quem toma a iniciativa, abre a guarda e pode sofrer uns contragolpes de vez em quando. Assim deverá ser o jogo do Santos.

Para mim, Robinho vai jogar


Robinho foi ao CT e fez exercícios leves (Ivan Storti/ Santos FC)

Pelo que me lembro dos meus tempos de repórter no Jornal da Tarde, uma contusão como a de Robinho – edema na coxa – pode ter uma recuperação de apenas cinco a seis dias caso seja do tipo mais leve. Aposto nisso, pois Robinho saiu de campo logo que a sentiu e, pelo jeito, é a mesma que já o atrapalhou antes e exigiu menos de uma semana para o seu tratamento.

Aposto também que ele vai jogar porque mesmo que não tenha 100% de sua mobilidade e velocidade, ainda assim Robinho pode – com sua experiência e visão de jogo – criar boas jogadas, liderar o time em campo e assustar os adversários.

Caso tenha sido uma contusão menos grave, como imagino, talvez o incomode muito pouco, mesmo que não esteja totalmente curada. Nesse caso, ele poderia iniciar a partida para ver até onde poderia ir. Como Marcelo Fernandes pode fazer três substituições, arriscar uma com Robinho não será nenhum desperdício. Em um caso bem mais grave, Leão colocou Diego para jogar apenas um minuto na final do Brasileiro de 2002, lembram-se?

Clique aqui e entenda mais sobre edema muscular, nesta boa matéria do blog de Jafé Alves.

Entrevista de Marcelo Fernandes:
“Sabemos que o Palmeiras virá pra cima, mas o Santos não ficará acuado”

Santos e Unicef, tudo a ver:

História: como foi a decisão de 1959:

Museu Pelé patrocinará o Santos nestas finais

Clique aqui para ler matéria em A Tribuna sobre o patrocínio do Museu Pelé ao Santos nestas finais do Campeonato Paulista

E pra você, como o Santos jogará sem Robinho?


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