Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

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Sucesso & Fracasso

Sereias da Vila perto do título brasileiro!

Em outro clube, Dorival já começou com as desculpas…

Isso é garra!

Há muito tempo o Santos não jogava com tanta vontade. Dessa vez, mesmo sem Victor Ferraz, Zeca, Renato, Vitor Bueno, Lucas Lima, Ricardo Oliveira e Copete, que vinham sendo titulares, o time conseguiu uma vitória heroica fora de casa.

Com destaques para Vanderlei, Lucas Veríssimo, Thiago Maia, Vecchio, Bruno Henrique e Daniel Guedes, que acabou fazendo o gol de falta, o Santos conseguiu uma vitória de garra no Independência.

Como já enfatizamos diversas vezes, nem sempre apenas a técnica é o diferencial de um jogador ou de uma equipe. A personalidade, a garra, são essenciais nos times campeões, ainda mais em um futebol nivelado por baixo, como o nosso. Nesse particular, a entrada de jogadores com mais vontade de lutar pelo resultado tornou o Santos um time mais competitivo e honesto, para o qual dá gosto torcer.

Enfim, um jogo para se guardar na memória com carinho, e para se lembrar que o Santos, além de ter sido o maior exemplo de técnica do futebol, também sabe ser um time brigador, valente, que consegue vitórias quase impossíveis.

Estamos correndo contra o tempo para lançar o livro mais importante da história do Santos, mas sem o seu apoio será impossível! Participe da campanha de pré-financiamento de “Santos FC, o maior espetáculo da Terra”, um livro único, que vale por um título mundial, e tenha o seu nome impresso nessa edição histórica! Essa oportunidade tem prazo limitado.

Este livro de arte nenhum time tem e nunca terá. Chegou o livro que traz as maravilhosas viagens do Santos pelo mundo. Um livro único, que vale por um título mundial.

Este livro de arte nenhum time tem e nunca terá. Chegou a esperada obra que conta as maravilhosas viagens do Santos pelo mundo. Um livro único, que vale por um título mundial e está sendo oferecido por um preço super acessível e ainda dá ao comprador a honra de ter o seu nome impresso em suas páginas. Não perca essa oportunidade de ter o seu nome em um dos livros mais importantes da literatura futebolística mundial!

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Aquele que te fez santista jamais pode ser esquecido

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Mistão do Santos é líder!

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Aí do lado há uma enquete que pergunta: em quem você votaria hoje para presidente do Santos? O blog pinçou os nomes de outras enquetes de blogs de santistas. Fique à vontade para escolher quem lhe passa mais credibilidade.


Mistão do Santos é líder!

Apesar de jogar sem cinco titulares (Lucas Lima, Ricardo Oliveira, Gabriel, Zeca e Thiago Maia); apesar de jogar fora, com torcida contra, um jogo com o seu mando de campo, devido a um acordo mal explicado dessa gestão com um empresário; apesar de jogar com 10 jogadores e meio, pois Léo Cittadini não marca ninguém; apesar de Dorival Junior ter colocado o semi aposentado Elano para jogar, o que chamou o Flamengo para o campo do Santos; apesar de o mesmo Dorival Junior colocar Yuri a apenas meio minuto para terminar a partida; apesar da síndrome de permitir sempre uma chance clara ao adversário no finzinho do jogo, o Santos empatou em 0 a 0 com o Flamengo, na Arena Pantanal e passou a ser o líder do Campeonato Brasileiro. O que isso prova?

Que, como dissemos aqui, este Brasileiro será vencido pelo time menos medíocre. Portanto, dá para ser campeão com um elenco limitado. Basta lutar, como o time fez hoje. Parabéns aos heróis Vanderlei, Luiz Felipe, Gustavo Henrique e Caju. A eles o Santos deve esse pontinho, que muito provavelmente seriam três se o time jogasse na Vila ou no Pacaembu.

A série de vitórias consecutivas foi interrompida por uma pataquada do próprio clube, porém, continuo sugerindo que o Santos prossiga com a meta de vencer mais quatro jogos consecutivos. Isso é plenamente possível, pois o time jogará, pela ordem, com o América Mineiro, domingo, às 11 horas, em Belo Horizonte; com o Atlético Mineiro, domingo, dia 15, na Vila Belmiro; contra o Coritiba, segunda-feira, dia 22, em Curitiba, e contra o Figueirense, domingo, dia 28, na Vila Belmiro. Vamos lá. É mais do que possível. É só a diretoria e o técnico Dorival Junior não inventarem.

Querem vender? Vendam espaço na camisa para o patrocinador máster; vendam títulos de sócios; vendam mais ingressos para os jogos do Santos; MAS NÃO VENDAM O MANDO DE CAMPO!

Além dos já citados, destaques para Vitor Bueno, Copete, Victor Ferraz, Renato e Rodrigão. Jean Mota também lutou.

Quer ouvir um comentário imparcial sobre o jogo? Por incrível que pareça, não procure na grande mídia, mas ouça o que diz o flamenguista Gustavo Roman:

Livro Olímpico na Promoção de Agosto!

Sonhos mais que possiveis - capa

Neste mês de agosto todos que adquirirem um livro na Livraria do Blog do Odir receberão um exemplar de Sonhos mais que possíveis, com direito a dedicatória e sem nenhum custo adicional. Isso vale para a compra de Time dos Sonhos, Dossiê da Unificação dos títulos brasileiros, Segundo Tempo, de Ídolo a Mito, Almanaque do Santos e o próprio Sonhos mais que possíveis. Ou seja, quem comprar um exemplar de Sonhos mais que possíveis, receberá dois.

Em agosto todos os compradores também receberão, de brinde, uma versão eletrônica (PDF) do livro Donos da Terra, além do PDF do livro Pedrinho escolheu um time. Qualquer compra dará direito, neste mês, aos dois PDFs, que serão enviados por e-mail.

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E você, acha que o Santos se manterá líder?


Análise do time do Santos


Victor Ferraz, uma das armas ofensivas do Santos contra o Santa Cruz. Só não pode esquecer as costas (Ivan Storti/ Santos FC).

Esse time do Santos, sem Lucas Lima, Gabriel, Ricardo Oliveira e David Braz, têm condição de vencer o surpreendente Santa Cruz, domingo, às 19 horas, no Estádio do Arruda? O que podemos falar de cada jogador santista, de suas qualidades, defeitos e, o mais importante: dos pontos que devem trabalhar para se tornarem profissionais mais competentes? Vamos fazer esse exercício juntos? Vem comigo…

Vanderlei
Um goleiro acima da média. Sério, seguro, não toma frangos. Não é perfeito, mas nenhum goleiro é. Nem mesmo o soviético Lev Yaschin, o Aranha Negra, foi infalível. Descobri isso da maneira mais insólita possível. O “Oswaldo Ponte Aérea”, que jogou no Flamengo e era meu colega de pelada no extinto Hobby Sports Club, disse que numa excursão do rubro-negro carioca fez um gol de 40 metros no Yaschin. Eu chequei e era verdade. Bem, se estou falando grego para você, segue um videozinho sobre o goleiro de 1,89m, numa época em que ter 1,75m era ser alto:

Portanto, Vanderlei, com seus 1,95m, fica, com louvor. É claro que ele já falhou e vai falhar de novo e é claro que será cornetado aqui neste blog. Mas cornetar não é querer a cabeça. Defeitos? Fazer um alongamento nos braços, que às vezes parecem encurtar. Porém, ao menos vai na bola, não ajoelha e fica olhando, como um outro.

Victor Ferraz
Muito bom lateral-direito. Tem habilidade e é inteligente. Precisa dar tanta atenção à marcação como dá às investidas ao ataque. Não pode ficar parado enquanto os adversários se movimentam às suas costas. Precisa treinar melhor esse bote. Não pode tomar dribles curtos, como toma. Mas, no todo, é muito bom. De qualquer forma, tem um bom reserva, que é o Daniel Guedes.

David Braz
É inseguro para sair com a bola dominada e tem dificuldade para fazer uma boa cobertura. Alegre, carismático, agregador, se mantém como titular por essas qualidades pessoais. Como líder, porém, deixa a desejar, pois exige dos outros algo que não consegue fazer. Se há uma boa proposta por ele, que vá e seja feliz.

Gustavo Henrique
Ótimo garoto, nosso gigante da zaga (1,95m) deve ser uma pessoa excepcional, mas ficou frustrado com a não convocação para a Olimpíada e permitiu que essa frustração atrapalhasse seu jogo. Grandão, 1,95m, é muito bom nas bolas altas, mas peca na marcação por terra. Lento, não tem recuperação e precisa de um trabalho específico de explosão muscular para melhorar sua performance. Seu problema é parecido com o do Alex, herói do título brasileiro de 2002. Suas fibras musculares são longas, têm uma dificuldade natural para ganhar velocidade em pouco tempo. Não são lentos porque querem, mas por uma causa fisiológica, não sei se tem jeito, mas o remédio é tentar (por falta de uma observação mais apurada, não analisarei os outros zagueiros do Santos).

Zeca
Ótimo lateral-esquerdo. Ainda tem falhas na marcação, mas são menores do que as de Victor Ferraz. Apoia bem e também pode bater a gol. Está crescendo como jogador e como pessoa. Ficou mais confiante, mais maduro. Não é à toa que o Atlético de Madrid e um clube italiano querem levá-lo. Acho que, pelo jeito, vai embora mesmo. Seu reserva, Caju, tem o defeito da lentidão, natural do seu biotipo. É bem alto para um lateral (1,85m) e também deve trabalhar mais os reflexos e a explosão muscular para se tornar um jogador mais eficiente.

Thiago Maia
Grande coração, digno dos melhores volantes do Santos. É o que melhor marca no time, incansável, corajoso. Ainda lhe falta precisão nos passes e nas jogadas de apoio ao ataque, mas é bem jovem e certamente vai evoluir muito ainda. Porém, precisa se preparar para esse novo estágio em suas carreira, ou ficará marcando passo apenas como um destruidor de jogadas alheias.

Renato
Se repararmos bem, Renato nunca jogou muito diferente do que o faz hoje. Nunca foi de dar trombadas e por isso mesmo passou o Brasileiro de 2002 inteirinho sem levar um cartão amarelo. Ele cerca e prefere ir na sobra, não é de dar o primeiro combate. Tem errado passes na saída de bola da defesa e mais de uma vez armou o contra-ataque adversário. Mas é calmo, experiente e essa confiança é importante para o time em momentos delicados da partida. Espero que possa se entender bem com Yuri, o volante fã que veio do Audax. Gostaria de ver um meio-campo com os volantes Thiago Maia e Yuri, e Renato mais à frente.

Léo Cittadini
Tem alguma habilidade e é inteligente. Com mais confiança e tranquilidade deverá jogar melhor, pois a emoção e o medo atrapalham o raciocínio, e jogadores jovens tendem a se intimidar. Engraçado que no Pacaembu ele jogou mais solto do que na Vila, onde a pegação no pé é maior. Tem muito a melhorar, mas creio que a partir do momento em que confiar mais nele e sentir mais o jogo, assumir o resultado como um compromisso dele, e não dos outros, subirá alguns degraus. Outro detalhe que separa os grandes jogadores dos fogos de palha é a gana de ter a bola e mantê-la sobre o seu poder. É desgastante, machuca, pois o adversário morde os tornozelos, dá trompaços, mas não há outra maneira de segurá-la. E Cittadini a perde com muita facilidade. Precisa trabalhar isso e deveria ficar treinando chutes a gol uma hora por dia. Um meia que não sabe chutar e não marca gols, não serve.

Vitor Bueno
É a pedra bruta do Santos que está sendo lapidada. Tem bom controle de bola, iniciativa, chuta razoavelmente bem e se movimenta melhor ainda. Não se inibe na frente do goleiro, o que é uma grande vantagem para o atacante. O que lhe falta, que é, principalmente, escolher a jogada certa para cada momento, deve vir com a experiência. Não é um craque, mas um bom jogador que ainda pode chegar lá.

Paulinho
Lembro-me dele como atacante, marcando gols importantes pelo Flamengo. Mas lá parece ter sido fogo de palha. No Santos, já fez algumas coisas boas, não é de todo nulo como querem alguns. Parece-me preso, preocupado em não transgredir as regras do bom comportamento. Pois acho que deve extrapolar um pouco, ousar, dar vazão ao seu instinto. Talvez seja o tipo de jogador que passará em branco pelo Santos e brilhará em outro time, como ocorreu com tantos outros, entre eles o selecionado Jonas. Enfim, acho que Paulinho tem qualidades para jogar bem, sabe driblar, tabelar, chutar, ajuda na marcação. Precisa de um componente que se tem, ou não se tem: Personalidade.

Joel
Ele precisa se ajudar um pouco mais, pois o santista gosta e torce muito por ele. Mas não pode ficar um jogo inteiro quase sem pegar na bola, como ocorreu domingo, contra o Botafogo. Precisa se mexer, se deslocar, gritar pela bola, correr atrás dela. Porém, é outro caso de fibras lentas, como deve ser a característica do povo camaronês. Faltam-lhe reflexos e explosão e isso é fatal quando se joga como atacante, com pouco espaço para dominar a bola e dar continuidade à jogada. Mas é inteligente, prova disso foi seu passe de calcanhar para Zeca que abriu o caminho para o segundo gol contra o Botafogo. Torcemos pelo Joel, mas ele precisa ser mais cruel.

Convido-o a fazer um pequeno investimento que valerá muito para preservar a história do Santos!

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Serginho, Ronaldo Mendes, Maxi Rolón e Lucas Crispim
Esses jogadores, que estão na reserva, são jovens e têm potencial. Precisam trabalhar alguns aspectos de seu jogo, mas não farão isso se não estiverem motivados. Por trás de seus aparentes defeitos técnicos há questões psicológicas que poderão ser sanadas com a ajuda de profissionais da área.

Elano, Alison, Valencia e Rafael Longuine
Não vejo nesses reservas um bom futuro no Santos. Confesso que tive um entusiasmo inicial com Longuine, mas depois ele teve várias oportunidades e não as aproveitou. Creio que sejam jogadores com algum mercado no futebol brasileiro e mesmo no exterior. Pois que sigam o seu caminho. Hoje não acrescentam nada, ou quase nada, ao time.

Jean Mota assinou, por quatro anos, e já quer jogar.

A decisão com o Santa Cruz
Os exemplos estão aí. É possível, sim, ganhar fora de casa mesmo sem alguns titulares. Aliás, o Santos não deve pensar neles, pois talvez alguns jamais voltem. O Santa Cruz investiu muito para esse Brasileiro, a ponto de pagar 200 mil reais por mês para Grafite, um centroavante de 37 anos, e contratar Léo Moura, mas está longe de ser um time imbatível, mesmo no Arruda.

Uma boa notícia para o Santos é que os atacantes Grafite, com cansaço muscular, e Keno, com tendinite no joelho esquerdo, talvez não joguem, ou joguem meia boca. O técnico Milton Mendes foi a Lisboa renovar seu curso Uefa Pro e está de volta. O homem é bom, mais gabaritado que o nosso Dorival Junior, e tem feito o Santa jogar sem medo.

Esperemos que o Santos atue da mesma forma. Para mim, futebol é lá e cá. Esse negócio de um time ficar fechado lá atrás, como um pugilista que se escora nas cordas e agarra o adversário cada vez que é atacado, é um esporte que detesto. Deveria haver regras que obrigassem os times a ter uma quantidade mínima de jogadores no campo do adversário. Esse defensivismo, praticado preguiçosamente pelo Santos quando atua fora de casa, dá nos nervos.

O time provável do Santa Cruz para domingo é Tiago Cardoso, Léo Moura, Danny Morais, Neris e Tiago Costa; Alex Bolaño (ou Leandrinho), João Paulo e Lelê; Keno e Grafite. Esse Leandrinho do Santa não é o mesmo do Santos, claro. O garoto continua na Vila, mas é outro que não tem merecido continuar no elenco, assim como o indefectível Patito “Quem Contratou?” Rodríguez.

Quer saber como se ganha do Santa Cruz? Seguem algumas imagens de sua derrota para o Sport, no clássico local:

E você, o que acha dos jogadores do Santos?


3 a 0, com ressalvas

Vencer o Botafogo, no emblemático Pacaembu, é sempre bom, ainda mais por 3 a 0, o que dá uma melhoradinha no saldo de gols. Mas o santista não pode se empolgar muito com esse resultado, pois o alvinegro carioca nunca esteve tão fraco em sua história.

O destaque do Santos foi o garoto Vitor Bueno, que mesmo sem ter pé esquerdo e titubear em algumas jogadas, provavelmente por falta de experiência, mostrou-se combativo, criativo e fez um belo gol, abrindo o marcador.

Outros que merecem menção honrosa são Thiago Maia, Renato, o goleiro Vanderlei e os laterais Victor Ferraz e Zeca. Léo Cittadini melhorou um pouco, mas ainda parece um juvenil entre adultos. Um meia precisa ter mais presença e personalidade.

O camaronês Joel, mesmo querido pelo público, nada fez além do passe de calcanhar no segundo gol do Santos, marcado por Paulinho. No entanto, um defeito dividido igualmente por todos os santistas é a falta de reflexos, a falta de uma resposta rápida à iniciativa adversária. Isso se percebe tanto nas jogadas de ataque, como de defesa.

A lentidão dos zagueiros Gustavo Henrique e de David Braz – que cometeu um pênalti por chegar atrasado no lance – é a mesma do atacante Joel e do meia Cittadini. Parece que o Santos todo precisa ser ligado em uma tomada de 220 volts, pois o time continua perdendo quase todas as divididas, dá espaço para o adversário dominar a bola e, no ataque, se confunde na hora de escolher a melhor jogada.

De qualquer forma, a vitória deve ser comemorada. Não só porque deixa o Santos dois pontos acima da zona de rebaixamento, mas também porque mesmo com chuva, com o time desfalcado e em má fase e diante de um adversário mediano, atraiu 17.033 pessoas ao Pacaembu, das quais 16.536 pagantes, mais do que a capacidade total da Vila Belmiro, que é de 16.068 pessoas.

Outro grande motivo de comemoração foi o pênalti perdido por Neilton. A torcida resolveu pegar no pé do rapaz bem antes da cobrança e parece que isso o abalou, pois mandou a bola para fora, para delírio dos torcedores.

Agora o Santos volta a jogar pelo Brasileiro no próximo domingo, contra o Santa Cruz, em Recife. Lá, sim, poderemos checar se esses 3 a 0 no Botafogo indicaram alguma melhoria na equipe, ou foram resultado da ruindade do adversário.

Com ajuda da arbitragem, Brasil empata com Equador

Em sua estreia na Copa América, com os santistas Lucas Lima e Gabriel começando a partida no banco de reservas, o Brasil empatou em 0 a 0 com o Equador e foi favorecido por um erro da arbitragem, que apontou saída de bola em um cruzamento que o goleiro Alisson jogou para dentro de seu gol, em um frangaço. Veja os melhores lances da partida.

E você, o que acha disso?


Oitava final! Com emoção!

O Santos tem a sorte de ter entre seus torcedores, e conselheiros, o cinegrafista Rachid Bourdoukan, sempre ao lado do torcedor santista, mostrando o calor do jogo direto das arquibancadas. É emocionante assistir a um vídeo do Rachid. Pare tudo para apreciar os santistas na Vila famosa e viver a emoção que só o Santos e os santistas podem nos proporcionar:


O jogo se aproximava dos 42 minutos do segundo tempo e o Palmeiras parecia entregue. O Santos tinha um escanteio pela esquerda e pelo ânimo dos palmeirenses, que faziam uma marcação frouxa, era só os santistas segurarem a bola por ali que a vantagem de 2 a 0 seria mais do que suficiente para levar o Alvinegro para a sua oitava final consecutiva do Campeonato Paulista. Porém, a partir daquele instante, os deuses do futebol ficaram malucos e resolveram colocar a lógica de pernas para o ar.

Na verdade, além dos dois gols de Gabriel – um aos 39 minutos do primeiro tempo, depois de receber de Lucas Lima e driblar Egídio e Vitor Hugo e bater rasteiro da saída de Fernando Prass, e outro aos 28 minutos do segundo, aproveitando passe de Zeca, após grande jogada do lateral –, o Santos dominava a partida, com cerca de 70% de posse de bola e muitas chances criadas para aumentar a vantagem.

Se a arbitragem de Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza e dos auxiliares Anderson José de Moraes Coelho e Alex Ang Ribeiro fosse só um pouquinho mais eficiente, a vantagem santista seria bem maior, pois, por mais incrível que possa parecer, três pênaltis não foram marcados para o Santos no primeiro tempo.

No primeiro, a bola foi chutada, ia em direção ao gol e se chocou contra a mão de Roger Guedes, dentro da área. Conforme a interpretação adotada pelos árbitros brasileiros, deveria ser marcada a penalidade máxima. Depois, Gustavo Henrique, ao cabecear uma bola, foi chutado no rosto por Vitor Hugo. Até Edmundo, ex-ídolo palmeirense e hoje comentarista da Band, disse que o pênalti foi indiscutível. Por fim, Gabriel recebeu passe em condição legal, arrancou rapidamente e, quando se preparava para chutar, foi empurrado por trás. Só então um dos auxiliares levantou a bandeirinha, indicando que o jogador estaria em posição ilegal, o que não ocorreu.

Recuado, à espera de uma chance isolada, o Palmeiras só deu um chute a gol no primeiro tempo. O domínio santista era tão amplo, que na marca dos 40 minutos do segundo tempo nenhum dos dois times parecia disposto a jogar. Foi aí que Lucas Lima, em vez de cobrar o escanteio curto e manter a bola por ali, cruzou para Léo Cittadini, na área. Cittadini, que havia entrado no lugar de Thiago Maia, não só não conseguiu alcançar a bola, como permitiu o contra-ataque do Palmeiras. A bola acabou lançada entre Gustavo Henrique e David Braz, que se confundiram e permitiram a Rafael Marques aparecer entre os dois para bater na saída de Vanderlei: 1 a 2.

O gol animou os palmeirenses e perturbou os santistas. Um minuto depois, Cleiton Xavier, que havia entrado no lugar de Robinho, cruzou para a área e Rafael Marques se antecipou a David Braz para empatar, de cabeça.

Na disputa por tiros diretos da marca do pênalti, Cleiton Xavier começou marcando para o Palmeiras, e Lucas Lima teve o chute defendido por Prass. A vantagem parecia se encaminhar para o Palmeiras, em um duro castigo para os santistas. Porém, a partir dali, apenas Jean converteria mais uma cobrança para o Palmeiras, enquanto Rafael Marques e Fernando Prass perderiam. Com três gols de defensores – David Braz, Zeca e Victor Ferraz – o Santos alcançaria a sua oitava final consecutiva do Campeonato Paulista: 2009/10/11/12/13/14/15/16.

Só o Santos de Pelé havia conseguido ser campeão ou vice do Estadual mais difícil do País por oito anos consecutivos: 1956/56/57/58/59/60/61/62. Quem chegou mais perto desses dois times do Santos foi o Palestra Itália, atual Palmeiras, que de 1931 a 1937, por sete anos consecutivos, também se revezou entre o título, que conquistou quatro vezes, e o vice-campeonato, em três oportunidades.

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Destaques

Pelo que fez nas cobranças de tiro livre, defendendo os chutes de Lucas Barrios e Rafael Marques, o goleiro Vanderlei saiu como herói do jogo, mas, além dele, a boa atuação santista se deveu aos laterais Victor Ferraz e Zeca, ao volante Thiago Maia, ao meia Lucas Lima e ao atacante Gabriel.

Os mais discretos do Santos foram Daviz Braz, Ricardo Oliveira, Gustavo Henrique e Vitor Bueno. Renato foi regular.

Público, renda e estádio para a final

Mesmo se tratando, para muitos, de uma final antecipada, com direito a apenas uma torcida, o público pagante não ocupou todas as dependências da Vila Belmiro. Apenas 13.690 torcedores pagaram ingresso, com renda modesta de R$ 688.235,00.

Torcia para que a Federação Paulista de Futebol determine que o Pacaembu, o Morumbi, ou até mesmo o estádio do Palmeiras fossem utilizados nas finais entre Santos e Audax, pois mais uma vez ficou provado que o que faz o Alvinegro Praiano alcançar decisões e títulos é apenas o seu futebol. Mesmo com a magia, a força e tudo o que se fala da Vila Belmiro, o time esteve a pique de sofrer uma virada história diante de uma torcida exclusivamente santista. Que sirva a lição. Estádio não ganha jogo.

Mas já sei que Modesto Roma, pelo Santos, e Vampeta, pelo Audax, combinaram que as duas partidas da decisão serão jogadas em Osasco, dia 1º de maio, domingo, e que o jogo de volta será na Vila Belmiro, em 8 de maio. Acho que assim se perde uma grande oportunidade de dois jogos com a média de 30 mil pessoas, no mínimo.

Santos 2 (3) x 2 (2) Palmeiras
Vila Belmiro, 24/04/2016, semifinal do Campeonato Paulista
Público: 13.690 pagantes. Renda: R$ 688.235,00
Santos: Vanderlei, Victor Ferraz, David Braz, Gustavo Henrique e Zeca; Thiago Maia (Léo Cittadini, aos 31′ 2ºT), Renato, Lucas Lima e Vitor Bueno (Paulinho, aos 26′ 2ºT); Gabriel (Alison, aos 36′ 2ºT) e Ricardo Oliveira. Técnico : Dorival Júnior.
Palmeiras: Fernando Prass, Jean, Thiago Martins, Vitor Hugo e Egídio; Gabriel, Matheus Sales, Robinho (Cleiton Xavier, aos 14′ 2ºT) e Roger Guedes; Alecsandro (Rafael Marques, aos 14′ 2ºT) e Gabriel Jesus (Lucas Barrios, aos 34′ 2ºT). Técnico: Cuca.
Gols: Gabriel aos 39 minutos do primeiro tempo e aos 28 do segundo; Rafael Marques aos 42 e 43 do segundo.
Na cobrança de tiros diretos da marca do pênalti, acertaram David Braz, Zeca e Victor Ferraz, do Santos, e Cleiton Xavier e Jean, do Palmeiras. Erraram Lucas Lima, do Santos; Lucas Barrios, Rafael Marques e Fernando Prass, do Palmeiras.
Arbitragem: Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza, auxiliado por Anderson José de Moraes Coelho e Alex Ang Ribeiro (fraca, não deu dois pênaltis para o Santos e marcou erradamente um impedimento de Gabriel).
Cartões amarelos : Elano e Gabigol (Santos), Egídio, Alecsandro, Gabriel, Thiago Martins, Matheus Sales, Vagner e Vitor Hugo (Palmeiras).

E você, o que achou do jogo e o que espera do Santos na final?


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