Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

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Faltou fome de gol

Santos pega o Inter pelas quartas da Copa do Brasil
Em sorteio realizado nesta manhã, na CBF, ficou estabelecido que o Santos enfrentará o Internacional pelas quartas de final da Copa do Brasil. O primeiro jogo terá mando do Santos e será realizado na próxima quarta-feira, dia 28 de setembro.
Os outros jogos serão: Atlético Mineiro x Juventude; Grêmio x Palmeiras e Corinthians x Cruzeiro. Na semana seguinte os mandos de campo se inverterão. Continua a regra de gols fora de casa valerem mais em caso de empate no saldo de gols.
Como Santos e Corinthians farão seus primeiros jogos em casa, a única possibilidade de o Santos enfrentar o Inter no Pacaembu será passar um dos dois confrontos para a quinta-feira.

O texto sobre a reunião do Conselho Deliberativo de ontem à noite será postado mais tarde, lá pelas 16 horas. Abraços. Odir

Aviso ao amigo leitor de livros

eu-pele-e-as-criancas

Dos dias 10 a 31 de outubro a livraria deste blog não venderá nenhum exemplar. Estarei de férias.

Se quiser adquirir algum livro para dar de presente no período em questão, aconselho que o faça até o dia 10 de outubro.

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Abraço!

Odir Cunha

FALTOU FOME DE GOL

Toma, faz o gol. Não, não, faz você. Não, faz você… O lance embaixo das traves do Vasco chegou a ser hilário. No final, para completar a tragicomédia, o segundo gol do Santos não saiu e a bola foi esticada para Nenê, que ganhou a dividida do dispersivo Victor Ferraz e cruzou para o gol de Ederson, aos 24 minutos do segundo tempo, após falha de Gustavo Henrique. Com o gol da virada, que se iniciou nas frescuras do ataque santista, o jogo mudou e por pouco o time carioca não chega ao terceiro, o que levaria a disputa da vaga para os pênaltis.

Na verdade, fosse mais objetivo e tivesse o chamado homem-gol, o Santos teria vencido o Vasco novamente, em São Januário, e até com facilidade. O time carioca pressionou muito desde o início, a fim de descontar a derrota por 3 a 1 na Vila Belmiro, mas se não faltava garra aos cruzmaltinos, não havia a técnica que o Santos tem, principalmente no meio de campo. De qualquer forma, o empate de 2 a 2 foi justo e o Alvinegro Praiano, mais maduro, segue para as quartas de final da Copa do Brasil.

Assim como no ano passado, a competição caminha bem para o Alvinegro Praiano. Se houvesse um óbvio sistema de cabeças de chave, Santos, Palmeiras e Atlético Mineiro não se encontrariam na próxima fase. Mas o sorteio da CBF para a Copa do Brasil é como bumbum de nenê: nunca se sabe o que vai sair dele. Agora, o jogo em tópicos:

Filosofia de jogo
Mais uma vez, fora de casa, o Santos abdicou de tentar marcar gols e preferiu tocar a bola, sem profundidade. Essa postura complicou um jogo que tinha tudo para ser fácil. O time e seu técnico ainda não estudaram o segundo capítulo do tik-taka.

Destaques
Os zagueiros Gustavo Henrique e Luiz Felipe seguraram as pontas. Gustavo ainda bobeou no segundo gol do Vasco, mas Luiz Felipe não teve falhas.

Menções honrosas
Thiago Maia, Renato, Copete, Vitor Bueno e Lucas Lima garantiram o predomínio santista no meio de campo no primeiro tempo. Mas o jovem Vitor Bueno alternou bons e maus momentos. Falta-lhe maturidade tática.

Pontos fracos
Rodrigão e Victor Ferraz foram os piores do Santos. O primeiro mal conseguiu dominar a bola e Ferraz falhou na marcação dos dois gols, principalmente no segundo, quando chegou a ganhar a dividida de Nenê, mas depois permitiu a recuperação do vascaíno. Era lance para parar a jogada de qualquer jeito.

Meia mussarela, meia calabresa
Zeca, no todo, foi bem, mas levou um baile de Junior Dutra no primeiro gol do Vasco. Vanderlei também foi discreto. Os chutes que foram, entraram. Joel perdeu um gol feito, mas ao menos conseguiu trocar passes. Elano entrou para segurar a bola, e conseguiu.

Destaques vascaínos
Yago Pikachu, Andrezinho e Nenê foram a alma do Vasco, principalmente este último, o melhor jogador em campo. Pena não ter ido para o Santos. Além de jogar muito bem, tem o espírito que se espera de um vencedor.

Arbitragem
Dessa vez os santistas não têm motivos de reclamação. O árbitro Jean Pierre Gonçalves Lima não deu os 48 pênaltis pedidos pelos vascaínos (acho que pensam que ainda estão nos tempos do Almirante Heleno Nunes) e não marcou impedimento de Joel no gol de empate do Santos.

Público
Mesmo em seu jogo mais importante este ano, e com ingressos baratos, o Vasco só atraiu 17.393 pagantes, ou 7.193 pagantes a menos do que o Santos no domingo passado, contra o Santa Cruz, embaixo de chuva, no Pacaembu, pelo Campeonato Brasileiro. Acho que é mais uma evidência de que a torcida santista cresce, enquanto a do Vasco diminui.

Elenco
Se mesmo desfalcado de Ricardo Oliveira e Jean Mota, e com Vecchio e Yuri no banco, o Santos chegou a dominar o Vasco em São Januário, acho que o elenco santista permite, sim, que o torcedor cobre bons resultados no Campeonato Brasileiro, a começar por uma vitória sobre o Sport, sábado, em Recife. É outra partida em que ou vai, ou racha. Quem estiver cansado ou com dodói, peça para sair.

Modesto Roma
O presidente do Santos pegou 90 dias de suspensão e recebeu multa de 40 mil reais por insinuar que o árbitro de Internacional 2 x 1 Santos entrou em campo com a intenção de prejudicar o Alvinegro Praiano. Essa é o tipo da coisa que só se pode afirmar se tiver provas.

Narrador/ comentarista/ gaúcho/ carioca
O Sportv tem o dom de transformar jornalistas esportivos de todos os cantos do Brasil em amantes dos times cariocas, até mesmo improváveis gaúchos. Este parece ser o caso de Jader Rocha, que narrou “e comentou” Santos e Vasco. O rapaz viu tantas falhas do árbitro contra o time do Rio que esqueceu de comentar algumas agressões a santistas, como a de Diguinho em Lucas Lima. Pensei que essa bajulação aos times cariocas era coisa do passado. Até porque, nos mercados mais desenvolvidos do Brasil, o Santos tem mais torcedores do que o Vasco. Não fosse alguma serenidade do comentarista Ricardo Rocha e a transmissão teria sido ainda mais parcial.

Vasco 2 x 2 Santos
Oitavas de final da Copa do Brasil
São Januário, 21/09/2016, 21h45
Público: 17.393 pagantes. Renda: R$ 469.245,00.
Vasco: Martín Silva, Yago Pikachu, Luan, Rodrigo e Julio Cesar (Alan Cardoso); Diguinho (Madson), Douglas, Andrezinho e Nenê; Ederson e Junior Dutra (Thalles). Técnico: Jorginho.
Santos: Vanderlei, Victor Ferraz (Daniel Guedes), Luiz Felipe, Gustavo Henrique e Zeca; Thiago Maia, Renato, Vitor Bueno (Elano) e Lucas Lima; Copete e Rodrigão (Joel). Técnico: Dorival Júnior.
Gols: Copete aos 10 e Nenê aos 24 minutos do 1º tempo; Ederson aos 24 e Rodrigo (contra) aos 37 minutos do segundo.
Árbitro: Jean Pierre Gonçalves Lima (RS).
Cartões amarelos: Diguinho, Douglas, Rodrigão, Thiago Maia e Zeca.
Cartões vermelhos: Andrezinho e Rodrigo (este, após o final da partida).

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E você, o que achou?


10 motivos para acreditar

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10 MOTIVOS PARA ACREDITAR

O experiente Ricardo Oliveira, com lesão muscular, não enfrentará o Vasco, nesta quarta-feira, às 21h45, em São Januário, pelas oitavas de final da Copa do Brasil, nem o Sport, sábado, às 18h30, em Recife, pelo Campeonato Brasileiro, mas mesmo assim há ao menos 10 motivos para acreditar que o Santos pode conseguir bons resultados nessas partidas.

1 – O Santos não depende de um centroavante para fazer gol. Seu sistema ofensivo conta com Vitor Bueno, Copete, Lucas Lima, o avanço dos laterais Victor Ferraz e Zeca, e ainda terá Rodrigão, o substituto de Ricardo Oliveira. Gols deverão sair.

2 – O técnico Dorival Junior parece que está curado da Cittadinite. Percebeu que o time fracassou seguidamente enquanto o garoto Léo Cittadini foi titular e agora tem escalado jogadores mais experientes, como Jean Mota, Vecchio e Yuri. Com isso, o meio de campo se tornou menos errático.

3 – Por já ter jogado nesta Copa do Brasil pelo Fortaleza, Jean Mota não poderá atuar contra o Vasco, porém Dorival Junior ainda poderá montar um bom meio de campo e ataque com Renato, Thiago Maia (ou Yuri), Vecchio e Lucas Lima.

4 – Como venceu a primeira partida contra o Vasco por 3 a 1, o Santos pode até perder por um gol de diferença e ainda se classificará. Caso marque um gol, só perderá a vaga se perder por 4 a 1 (3 a 1 para o Vasco levará a decisão para a disputa de pênaltis). Não deixa de ser uma vantagem, pois obrigará o time carioca a vir para o ataque, dando espaços para o contra-ataque santista.

5 – O fato de ter sofrido um gol no último lance do jogo de ida tem um lado positivo: fará os jogadores do Santos entrarem mais ligados. Se a vitória na Vila tivesse sido por 3 a 0, muito provavelmente os santistas incorporariam o indefectível Garfield que é incorporado em jogos fora de casa.

6 – Levando-se em conta que Rodrigão é bem limitado tecnicamente, Dorival Junior tem uma opção mais ousada para a partida contra o Vasco, que seria formar um meio-campo mais sólido, com Renato, Thiago Maia (ou Yuri), Vecchio (ou Yuri) e Lucas Lima, mantendo apenas Copete e Vitor Junior mais à frente. É claro que com a posse de bola Lucas Lima e os laterais avançariam, assim como Vecchio, ou Yuri, dando ao time mais mobilidade e mantendo sua ofensividade, mesmo sem um centroavante.

7 – As mesmas opções táticas podem ser usadas no sábado, diante do Sport. O time pernambucano continua se valendo de veteranos tarimbados, como o zagueiro Durval e o atacante Diego Souza, mas não anda bem das pernas e no fim de semana passado, mesmo jogando em casa, perdeu para o Coritiba por 1 a 0. Se o Santos jogar com a determinação necessária terá boas chances de sair de Recife mais perto da liderança do Brasileiro.

8 – Muitos santistas desconfiam da capacidade e, principalmente, do poder de motivação de Dorival Junior, mas o Sport é treinado por Oswaldo de Oliveira, o técnico que não conseguiu ganhar do Ituano na final do Paulista de 2014. Assim, ao menos no sábado a chance de tomar um nó tático do adversário é teoricamente menor.

9 – Rodrigão era o maior artilheiro do ano, no Brasil, quando foi contratado pelo Santos. O baiano de Belmonte veio do Campinense e seu habitat preferido sempre foi os campos do Nordeste. Cabra arretado, Rodrigão é o trombador que tem tudo para dar certo. Algo me diz que em Recife o pedreiro artilheiro deixará o seu. Só não pode se preocupar com dancinhas. Deixe isso pro Gabigol e quetais. Mergulha de cabeça e põe a bola pra dentro no peito e na raça, Rodrigão.

10 – Como já escrevi, este ano o campeão brasileiro será o menos medíocre, ou o menos mediano. Não há nenhum time maravilhoso. O Palmeiras tem dois jogadores acima da média; o Corinthians, nenhum; o Atlético Mineiro, nenhum, e o Flamengo está recheado de refugos do Santos, como Pará, Alan Patrick, Leandro Damião e Diego. Se jogar 90% do que pode, o Santos será o campeão brasileiro de 2016. Só é preciso que Dorival Junior, seu filho e os jogadores acreditem nisso. Nós, torcedores, acreditamos.

E você, acredita?


Castigo veio no fim

Mal o jogo terminou e meus dois irmãos me ligaram. Ambos estavam bastante irritados com o fato de o Santos tomar o gol do Vasco no último lance do jogo. Marcos achou que a defesa falhou e o Vanderlei jamais poderia ter espalmado para dentro da área, Olivar disse que o time sempre toma gol nos últimos minutos da partida e que agora dificilmente evitará a desclassificação em São Januário, pois fora de casa costuma jogar mal e sem vontade. Mesmo descontando o fator emoção de momento, tenho de concordar que isso que ocorre com o Santos é frustrante mesmo.

O time vencia por 3 a 0 – gols de Renato e Ricardo Oliveira no primeiro tempo, e Lucas Limas no segundo – e criava mais chances para marcar. Se Copete conhecesse melhor a lei do impedimento, Ricardo Oliveira teria feito o quarto gol. Enfim, o Vasco estava batido e o confronto da Copa do Brasil parecia liquidado logo na primeira partida.

Foi então que Dorival Junior resolveu substituir Gabriel por Copete, aos 22 minutos do segundo tempo. Parecia uma boa substituição, já que Gabriel parecia mais interessado em reclamar da arbitragem e alisar sua barba branca do que jogar para o time. Porém, Copete entrou muito mal, tanto na marcação, como no apoio ao ataque.

Aos 36 minutos Dorival fez o que muitos de nós temíamos: tirou Lucas Lima, o jogador mais técnico do time, aquele que melhor prende a bola, e colocou o indefectível Léo Cittadini, aquele que não sabe marcar, que nunca corre, apenas trota, e joga como se estivesse no piquenique dos amigos de colégio. Nesse momento, tive certeza de que o Santos tomaria um gol.

E o gol do Vasco, como alertava insistentemente o narrador Odinei Ribeiro, do Sportv, poderia mudar as coisas do vinho para a água, pois, no jogo de volta, em São Januário, tornaria uma vitória da equipe carioca por 2 a 0 suficiente para eliminar o Santos da Copa do Brasil.

Torci como nunca para que o gol não saísse, apesar de o Santos ter abdicado totalmente do ataque. Contei os minutos e posso dizer, com certeza, que a partir dos 35 minutos do segundo tempo, até os cinco de acréscimo, ou seja, nos 15 minutos finais, o Santos mal tocou na bola. Recuou todo e não quis mais jogar futebol. O Vasco dominou totalmente e chegou facilmente à área santista, pois quem dava o primeiro combate aos vascaínos era o trotador Cittadini e o trombador Copete.

Por outro lado, sem Lucas Lima o Santos perdeu totalmente a capacidade de segurar a bola e articular jogadas. Os jogadores de meio campo cercavam aqui e ali, como baratas tontas. Quando faltavam alguns segundos, imaginei que o milagre de terminar o jogo sem tomar gol se concretizaria, mas deixaram um adversário chutar, Vanderlei espalmou para o meio da área, Luiz Felipe chegou atrasado e Éder Luís marcou, no último, isso mesmo, no último lance do jogo.

Agora, se vencer por 2 a 0 em casa o Vasco estará classificado. E se o Santos jogar como o fez nos últimos 15 minutos, 2 a 0 será pouco. Ainda continuo tentando entender o que faz um técnico colocar um jogador que não sabe marcar em um momento da partida em que a boa marcação é fundamental. O Yuri deve ter feito alguma coisa para o Dorival. Não sei o que foi, mas deve ser algo grave. Ninguém merece ser reserva de Léo Cittadini.

A Vila Belmiro recebeu um público de 6.130 pagantes, com renda de R$ 231.065,00. E domingo tem outro jogo no mesmo estádio. Se a média de público dos dois jogos der 7.700 pessoas, será muito. Em pensar que a empresa que quer empurrar a arena no terreno do Portuários goela abaixo dos santistas disse que o Santos precisará de um público médio superior a 18 mil pessoas, com tickek de 84 reais, para, em 30 anos, pagar a conta do estádio. Sabe quando?

Apesar da vitória, os zagueiros Gustavo Henrique e Luiz Felipe se mostraram inseguros e quase entregaram o ouro. Vanderlei vinha bem até falhar no gol vascaíno. Dos olímpicos, Thiago Maia foi o melhor, Zeca não comprometeu e Gabriel voltou da Seleção jogando menos e falando mais. Ricardo Oliveira e Vitor Bueno fizeram um bom primeiro tempo, mas sumiram no segundo. Lucas Lima correu um pouquinho e já se destacou. Victor Ferraz teve altos e baixos, Renato caiu na segunda etapa e Copete voltou a jogar mal.

Por incrível que pareça, esse gol do Vasco no finalzinho do jogo muda completamente a expectativa para a partida no Rio. Como virá para cima do Santos desde o começo, e como esse sistema defensivo do Alvinegro Praiano, quando apertado, confessa, espero queimar a língua, mas acho que agora o favorito para a vaga é o alvinegro carioca.

Veja e ouça agora o comentário de Gustavo Roman, o melhor comentarista do Brasil:

Santos 3 x 1 Vasco
Copa do Brasil, Vila Belmiro, 19h30
Público: 6.130 pagantes. Renda: R$ 231.065,00.
Santos: Vanderlei, Victor Ferraz, Luiz Felipe, Gustavo Henrique e Zeca; Renato, Thiago Maia, Vitor Bueno e Lucas Lima (Léo Cittadini 36′ 2ºT); Gabriel (Copete 22′ 2ºT) e Ricardo Oliveira. Técnico : Dorival Júnior.
Vasco : Martín Silva; Madson (Evander 15′ 2ºT), Luan, Rodrigo e Julio Cesar; Diguinho, William (Yago Pikachu – intervalo), Andrezinho e Nenê (Eder Luis 36′ 2ºT); Éderson e Jorge Henrique. Técnico : Jorginho.
Gols : Renato aos 30 e Ricardo Oliveira, cobrando falta, ais 36 minutos do primeiro tempo; Lucas Lima aos 20 minutos e Éder Luis aos 50 minutos do segundo.
Arbitragem: Heber Roberto Lopes, auxiliado por Kleber Lucio Gil e Nadine Schramm Camara Bastos, todos de Santa Catarina.
Cartões amarelos : Lucas Lima (Santos); Madson e Diguinho (Vasco).

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Santos entregou a vaga

Coquetel de relançamento do livro Time dos Sonhos será no Museu Pelé

Desculpem a demora. Queríamos muito conseguir uma data no Museu Pelé para o relançamento do livro Time dos Sonhos, a Bíblia do Santista. Finalmente, conseguimos. Espero que todos os inscritos para o coquetel possam ir.

O evento ocorrerá dia 19 de dezembro, sábado, a partir das 15 horas. O Museu Pelé fica na Rua São Bento, esquina com a Rua do Comércio, no prédio da antiga prefeitura, em frente à antiga Estação da Estrada de Ferro Santos-Jundiaí, hoje um restaurante-escola, ao lado da Igreja Santo Antonio do Valongo. Pouco antes da rodoviária de Santos há uma placa indicando o caminho para o Museu, à esquerda. O telefone é (13) 97406-5593.

Abriremos para todos os convidados do coquetel a possibilidade de assistir às palestras dos historiadores do Santos. Os que pagaram pela palestra serão reembolsados pelo valor que deram a mais, ou poderão retirar a diferença em livros ou produtos da loja do Museu Pelé.

Confira se o seu nome está na lista dos convidados para o coquetel de relançamento do livro Time dos Sonhos:

Ademir Joaquim Teles
Anderson Guedes
Celso Luiz Colombini
Claudio Haruo Okuyama
Edilson Aparecido Oliveira
Edneide Aleixo Farias
Eugênio Nogueira
Eugenio Singer
Fábio Gaia
Fabricio Ribeiro dos Santos
Guilhermine Van Holthe Tanaka
Isabela Alves Jafet
Jandir Boeira
José Mauro Alvarez Martinez
Luiz Fernando de Palma
Luiz Louzada de Castro
Marcelo Covas
Marcelo Giacomo
Marcelo Guilhermino Petersen
Marco Aurélio Piovan
Marcos Queiroz
Neli Aparecida da Silva
Nelson Jafet
Nilton Ramalho
Oscar Cesar Leite Junior
Rodrigo Alves Jafet
Rogério de Moraes
Romualdo Henrique Soares
Rony Uemura
Vitor Pereira

SANTOS ENTREGOU A VAGA

Não vou dizer que foi certo ou errado, isso o tempo dirá. Mas, ao usar times de reservas – e ainda mal escalados – contra os fraquíssimos Coritiba e Vasco, o Santos entregou a vaga do G4 de mão beijada.

Com a derrota de 1 a 0 para o Vasco o Santos deu adeus a qualquer possibilidade de chegar à Copa Libertadores por intermédio do Campeonato Brasileiro. Agora tem quatro pontos e duas vitórias a menos do que o irregular São Paulo.

Se ganhasse em São Januário, ainda iria para a última rodada do Brasileiro com boas chances, pois caso o São Paulo não vencesse o Goiás, em Goiânia, o Alvinegro Praiano garantiria a vaga no G4 derrotando o Atlético Paranaense na Vila Belmiro.

Assim, dos últimos 12 pontos disputados, nove deles contra times da zona de rebaixamento, o Santos só ganhou dois e não marcou nenhum gol: empatou em 0 a 0 com o Joinville, 0 a 0 com o Flamengo e perdeu de 1 a 0 tanto para o Coritiba, como para o Vasco.

Em São Januário, o Santos já começou perdendo na hora da escalação. Um time que quer vencer fora de casa não pode ser escalado com Leandrinho, Léo Cittadini, Marquinhos (que não é o Gabriel) e Nilson. Por que, santo padre, não colocar Alison, Paulo Ricardo, Rafael Longuine e mesmo Vitor Bueno – que entrou no lugar de Ledesma e foi bem? Quem sabe até incluir Caju na lateral-esquerda e passar Chiquinho para o meio. O certo é que, mesmo só com reservas, ainda dava para ter montado um time bem melhor.

Provavelmente o professor Dorival Junior, em suas andanças pela Europa, faltou nas aulas de avaliação de jogadores e de escalação. Insistir com o quarteto citado acima é caso de análise clínica, ou de trepanação. Como já escrevi em um comentário, esse Nilson deve ser um ser humano maravilhoso. Jogar futebol, entretanto, não é a praia dele.

Outra coisa que me deixou encafifado foi a substituição do Cittadini pelo Lucas Otávio. O time tentando pressionar o Vasco e o Dorival tira um meia para colocar o Batatinha? Aí eu diria, como aquele personagem do Jô Soares: “Me tira o tubo!”. Leandro, que deveria começar a partida, só entrou aos 25 minutos do segundo tempo, no lugar do insosso Marquinhos. Quanto ao Rafael Longuine, deve ter aprontado alguma fora de campo, porque ser reserva do Nilson ninguém merece.

Do jogo não dá para falar muita coisa. O Vasco é tão fraco que precisou da complacente arbitragem de Vuaden para vencer pela contagem mínima. Nenê cavou o pênalti do jogo e deu duas gravatas na frente do árbitro, mas, como estava pendurado, não levou cartão amarelo.

E para os que ficaram com dozinha do Vasco, eu lembro que, para a Globo, o cruzmaltino, que caiu duas vezes para a Série B nos últimos oito anos, é mais importante do que o Alvinegro da Vila e por isso recebe 20 milhões de reais a mais por ano.

Como escrevi no começo, é difícil dizer se foi correto poupar todos os titulares nesses dois últimos jogos pelo Brasileiro. Há um ditado, sábio como quase todos, que diz: “Tudo vai bem quando acaba bem”. Isso quer dizer que se o Santos for campeão da Copa do Brasil, na quarta-feira, Dorival e os titulares que se recusaram a jogar em Coritiba e São Januário serão elogiados pela inteligência. Porém, se o título da Copa do Brasil e a vaga na Libertadores forem perdidas, certamente ficarão marcados na história do Santos pela falta de inteligência e coragem.

Só espero que os titulares santistas – que assistiram, confortavelmente instalados no sofá de suas casas, aos reservas do Alvinegro Praiano ralarem na lama de São Januário – estejam dispostos a comer grama e, se preciso, barro, na quarta-feira, no estádio do Palmeiras, em busca do título que restou como a única opção de o Santos participar da principal competição sul-americana em 2016.

E você, o que achou da maneira que o Santos perdeu a vaga no G4?


Joguem por suas carreiras!


Se você fosse o técnico do Santos, o que faria para motivar o time de reservas que deve enfrentar o Vasco neste domingo, às 17 horas, em São Januário? Como nem os titulares ganham fora de casa, será que o jeito é escalar qualquer um, falar qualquer coisa e colocar em campo uma equipe preparada para perder? Não, obviamente. Um real competidor jamais entra em campo com a única opção da derrota. E esse jogo contra o Vasco oferece mais alternativas do que parece. Vejamos cinco pontos a serem considerados:

1 – Talvez seja preciso usar os titulares

Não podemos nos esquecer de que neste sábado o Internacional enfrenta o Fluminense, no Rio de Janeiro, e o São Paulo recebe o imprevisível Figueirense. Se nem Inter e nem São Paulo vencerem seus jogos, o Santos poderá voltar ao G4 com uma vitória sobre o Vasco, amanhã.

Portanto, o Santos jogará já sabendo dos resultados de seus concorrentes, o que será uma vantagem. E como o último jogo do Santos no Campeonato Brasileiro será contra o Atlético Paranaense, na Vila Belmiro, eu diria que caso volte ao G4 neste domingo, o Alvinegro Praiano terá totais possibilidades de terminar a competição entre os classificados para a Copa Libertadores, tornando a final da Copa do Brasil menos vital para sua temporada de 2016. Assim, caso a vitória retorne o Santos ao G4, Dorival terá de rever a decisão de usar um time de reservas contra o Vasco, pois a partida se tornará importantíssima, uma verdadeira final.

2 – O jogo é decisivo para muitos jogadores

Talvez a partida não seja decisiva para o Santos, mas, certamente, é essencial para a carreira de muitos jogadores reservas, que neste domingo deverão ter mais uma oportunidade de mostrar que merecem continuar no clube em 2016. Fosse eu o técnico, deixaria claro que o desempenho de cada um contra o Vasco seria analisado com atenção e poderia ser determinante para sua permanência no Santos. Em outras palavras, eu diria: “Além de jogar pelo Santos, joguem por suas carreiras!”.

3 – A definição da vaga pode ficar para última rodada

Caso o Santos – toc, toc, toc – perca a final da Copa do Brasil para o Palmeiras, no meio da semana, sua última esperança de conseguir uma vaga na Copa Libertadores pode vir da última rodada do Campeonato Brasileiro, desde que, é claro, ainda conserve ao menos as chamadas chances matemáticas.

Nessa última rodada, o São Paulo irá a Goiânia enfrentar um Goiás que poderá depender da vitória para não ser rebaixado. Para isso, neste domingo, o santista tem de torcer para o Goiás vencer o Chapecoense, em Chapecó, jogo marcado para as 18 horas. A missão é difícil, mas não impossível. Se ganhar os três pontos em Santa Catarina, o Goiás talvez se safe ganhando depois do tricolor paulista.

Em sua última partida o Internacional receberá o Cruzeiro, que tem jogado bem. Um empate não seria nenhuma grande surpresa. Portanto, caso ainda vá para a última rodada com chances, o Santos ainda poderá conseguir a vaga para a Libertadores. Para isso, porém, é aconselhável que ao menos empate o jogo de São Januário.

4 – Dá para escalar um time competitivo, mesmo com reservas

Todo técnico tem as suas preferências, mesmo quando a maior parte da torcida não concorda com elas. Marcelo Fernandes era apaixonado pelo Lucas Otávio, o Batatinha; Dorival Junior gosta do Nilson, o Batatão. Temos de aceitar, já que o técnico é que vê os treinos, acompanha o trabalho diário dos jogadores. Porém, se o professor me permite, creio que mesmo usando reservas, com exceção do goleiro e de um jogador de armação, é possível o Santos montar um time competitivo para enfrentar o Vasco.

No gol manteria o Vanderlei porque é uma posição de enorme responsabilidade e não vejo qualidade suficiente no Vladimir e nem experiência no Gabriel Gasparotto para entrarem em jogo tão importante.

Na zaga, não dá para inventar muito. Werley dá calafrios, mas já jogou várias vezes e até já fez boas partidas. Ao seu lado, o garoto Paulo Ricardo só precisa fazer menos faltas bobas e se colocar melhor para bloquear o atacante antes que ele domine a bola.

Nas laterais, a lógica é Daniel Guedes na direita e Chiquinho ou Caju na esquerda. Não há como fugir disso. Do meio para a frente, não creio que o time de reservas tenha tão poucas alternativas como parece.

Se já está bem fisicamente, Alison tem de voltar. Espero também que o experiente Ledesma esteja melhor de fôlego, pois é outro que pode entrar numa boa. Se não der para o veterano, que volte o Batatinha. Ele é baixinho, tem problemas nas bolas altas, mas não é ruim tecnicamente e, desde que esteja bem motivado, certamente dará o sangue pelo time que aprendeu a amar desde criança.

Enfim, eu teria dois jogadores de marcação no meio-campo e dois que poderiam também ir mais à frente. Um deles seria o Leandro. O Dorival não pediu sua contratação? Então, meu caro, está na hora de o rapaz mostrar porque já foi tão valorizado no futebol brasileiro. Ao seu lado eu escalaria o segundo titular, ou meio titular, que é o Marquinhos Gabriel. Só com o Ledesma para armar, o time ficaria muito lento. O Marquinhos dá mais velocidade à saída de bola da defesa para o ataque.

Na frente, eu escalaria Geuvânio e Rafael Longuine. Ambos já atuaram por times pequenos, estão acostumados a se virar, quase sozinhos, contra um bando de defensores, sabem prender a bola e são atrevidos. Se o Longuine fez sete gols no último Campeonato Paulista jogando pelo Audax, pode muito bem fazer um golzinho em São Januário. O mesmo digo do Geuvânio, que tem repentes de gênio. Deixaria o Neto Berola no banco, como opção para o caso de o Vasco atacar com tudo e deixar muito espaço na defesa. Rapidinho, o Neto – bip, bip – Berola pode ser útil nessa situação.

Então, meu time para enfrentar o Vasco e manter as chances de o Santos conseguir uma vaga no G4 seria Vanderlei, Daniel Guedes, Werley, Paulo Ricardo e Chiquinho (ou Caju); Alison, Ledesma (ou Lucas Otávio), Leandro e Marquinhos Gabriel; Geuvânio (Neto Berola) e Rafael Longuine.

Pode não ser uma maravilha, mas o Vasco já perdeu, em casa, de times piores. Resta saber se Dorival treinou, preparou bem a equipe de reservas para o jogo deste domingo, ou se vai apresentar os jogadores pouco antes de entrarem em campo.

5 – Um “bicho” especial para motivar os reservas

Estamos carecas de saber que este, contra o Vasco, é o tipo de jogo em que o Santos entra desmotivado, se arrasta em campo e perde. Uma das maneiras de mexer com os jogadores, como eu disse, é destacar que o desempenho de cada um será analisado pela comissão técnica. Outra forma, talvez mais interessante, seja oferecer um “bicho” extra pela vitória.

Mesmo que ofereça, digamos, um prêmio de 10, 20 ou mesmo 30 mil reais para cada jogador que atue contra o Vasco, o Santos ficará no lucro caso eles consigam a vitória, pois a diferença de premiação do sexto lugar, posição que o Santos ocupa no momento, para o quinto ou quarto lugares, já valerá, com sobras, o investimento.

Se permanecer na sexta posição, o Santos receberá R$ 1,4 milhão. Se pular para quinto, R$ 800 mil a mais, ou R$ 2,2 milhões, e se terminar em quarto, R$ 1,8 milhão a mais, ou R$ 3,2 milhões. Portanto, vale muito a pena motivar de todas as formas os jogadores que enfrentarão o Vasco.

Times Sub-17 e Sub-20 são vencedores
Neste sábado, o Sub-17 e o Sub-20 do Santos foram vice-campeões paulistas, mas esses resultados não devem ser lamentados. Nessa idade, o que importa é revelar, preparar os jogadores para o profissional. O sub-17 empatou com o São Paulo em 1 a 1, sofrendo um gol no final, e o Sub-20 venceu o Corinthians por 3 a 2, ambos os jogos nos campos dos adversários. No Sub-20 estava difícil, pois o time teria de vencer por quatro gols de diferença para levar para os pênaltis. De qualquer forma, derrotar um adversário que estava invicto há 15 jogos e carimbar sua faixa, diante de 12 mil torcedores contrários, no Itaquerão, merece elogios. O jogo no Sub-17 foi no CT do São Paulo, sem a mínima segurança e com muita pressão sobre o árbitro, que acabou ajudando o time da casa. Como disse, nessa fase ser campeão ou vice dá na mesma e os dois times do Santos provaram que poderiam ficar com a taça. Destaco Rafael Oller, do Sub-20, que tem jeito para fazer gols. O detalhe é que o Santos chegou às finais das cinco categorias de base do Campeonato Paulista: Subs 11, 13, 15, 17 e 20. Isso é o que vale.

E pra você, como o Santos deve ser montado para jogar em São Januário?


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