Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

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O Santos e os contratos

Enquanto o time conseguia ótima vitória sobre o Paysandu, em Belém, por 3 a 1 – com dois gols de Bruno Henrique e um de Kayke – que o leva às quartas de final da Copa do Brasil, surgiu a informação de que a BWA está acionando o clube por quebra de contrato e cobra uma multa de R$ 32 milhões. Pelo que se divulga pela imprensa, o contrato foi prorrogado simplesmente porque ninguém do Santos se lembrou de que a BWA deveria ser notificada da interrupção do mesmo.

Agora, para garantir o recebimento desse valor – cinco milhões de reais mais caro do que os 27 milhões que o clube recebeu pela venda de Neymar – a BWA pede o bloqueio das cotas da Globo, Caixa Econômica Federal, CBF e outros patrocinadores do Santos. Enfim, está cristalizado mais um erro crasso e infantil que fere profundamente as finanças há combalidas do Glorio Alvinegro Praiano.

O fato é gravíssimo, mas não é a primeira vez e nem deverá ser a última – ao menos nesta gestão – que o clube faz maus contratos e ainda não os monitora com a seriedade e a eficiência necessárias. Outro caso atual é a relação com a tevê, descuidada e passional.

Não fosse uma improvisada transmissão pelo Sportv, na bela voz de Paulo Stein, e os santistas não teriam como ver o time nem na tevê fechada. Uma lástima, uma desatenção da diretoria com seu grande mercado em todo o Brasil. Quem dirige o Santos precisa estar consciente de que sua responsabilidade não se restringe ao clube ou aos sócios, mas aos seus torcedores, à sua marca, ao seu plano de expansão, e para isso o relacionamento com a televisão é primordial.

Uma das primeiras providências de uma nova gestão é estreitar o relacionamento com a tevê, não só com a principal do país, mas também com as outras, em busca de acordos e soluções bons para o Santos e para essas emissoras. O Santos é tão, ou mais importante, para a cultura e o mercado do futebol, como os dois chamados “times de massa”. Essa percepção ficou bem clara ontem, no Cine Olido, durante a exibição do excelente “Preto no Branco, o clássico do século”, do diretor Kim Teixeira.

Não são apenas as histórias de Santos e Corinthians que se inter-relacionam. O Santos está encravado na vida dos outros grandes do futebol brasileiro. O Santos é onipresente e universal. Qualquer boicote da tevê voltará contra essa mesma tevê, mas isso tem de ser exposto civilizadamente. Conflitos infantis só aumentarão a distância para um acordo bom para os dois lados.

Com todo o boicote que a Globo e o Sportv teimam em cometer contra o Alvinegro Praiano, o jogo de maior audiência na tevê fechada neste ano foi Santos e Ponte Preta. Isso porque não é verdade que a torcida do Santos tem poucos jovens – como, inexplicavelmente, defendeu o próprio marketing do clube em pleno Conselho Deliberativo – e também não é verdade que ela parou de crescer. Ela é imensa e continua crescendo, com Globo ou sem Globo. Mas “com” seria mais rápido e natural.

Contratos bem feitos e rigorosamente monitorados são essenciais para levar o Santos ao estágio de organização e profissionalismo que almejamos. Eles garantirão uma saudável e produtiva relação com os jogadores profissionais, garotos da base, parceiros comerciais, meios de comunicação, patrocinadores, associados, torcedores e funcionários do clube. Esse é um aspecto que tem sido negligenciado no clube.

Amanhã, dia 12, estarei na Cidade Dutra lançando o livro “Lições de Jornalismo”

licoes de jornalismo

O amigo Ary Costa Pinto, que editava o jornal de colégio “O Gil” em 1968, quando fiz minhas primeiras reportagens, organizou um encontro amanhã, dia 12, a partir das 19 horas, na Padaria Bandeirantes da Cidade Dutra para que eu lance ali o livro “Lições de Jornalismo”. EDstou feliz com a possibilidade de rever belhos amigos.

Muita gente já está confirmada, mas não é preciso garantir presença. É só comparecer e participar. Aviso aos muitos santistas e palmeirenses da região que levarei também exemplares dos livros Time dos Sonhos e Dossiê Unificação dos Títulos Brasileiros.

Começou o Brasileiro, voltou a promoção do Dossiê

Convencido por insistentes pedidos, principalmente de palmeirenses e santistas, em homenagem ao início de mais um Campeonato Brasileiro estendo até o final de maio a promoção do Dossiê da Unificação dos títulos brasileiros. Um exemplar, com frete pago e dedicatória exclusiva, volta a custar apenas R$ 39,00.

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E você, o que acha dos contratos do Santos


Diretoria merece todas as críticas, mas jogadores e técnico não

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Caos administrativo-financeiro, assim se pode definir a situação atual do Santos. Por onde se olhe há buracos, há negócios inexplicáveis, há questões não respondidas. Como um clube que faturou tanto, vendendo todas as suas estrelas, pode estar tão no vermelho a ponto de pedir o adiantamento de cotas que só deveria receber da Rede Globo em 2014? E por que aumentar sua dependência da Globo, uma emissora que parece interessada em esconder, em diminuir o Santos?

Do dinheiro da venda de Neymar nem se fala, pois é tão grande a diferença entre o que o Barcelona diz que pagou e o que a direção do Santos diz que recebeu, que só mesmo a intervenção da Receita e da Polícia Federal para esclarecer a questão. Estranho muito que nenhuma providência tenha sido tomada nesse sentido. O caso é tão tenebroso que nem pessoas muito bem informadas, que conviviam estreitamente com os dirigentes envolvidos na negociação, sabem adiantar qualquer novidade sobre o assunto. A Justiça deveria ser acionada e os dirigentes do Santos obrigados a esclarecer o negócio (Leia: http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2013-10-16/senadores-querem-que-ex-dirigentes-esportivos-respondam-por-contratos-irregulares).

Um dos astros dos futebol mundial, de valor incalculável, maior esperança do Brasil na Copa de 2014, foi vendido para a Espanha oficialmente por uma bagatela e ficou por isso mesmo? Como assim? Espero que ao menos o procurador Francisco Cembranelli, em quem confio e espero continuar confiando, tome uma posição a favor dos verdadeiros santistas e inicie uma investigação interna para tratar do assunto.

É evidente que poio as críticas e a desconfiança dos santistas com relação a esta direção que está aí, que foi eleita prometendo transparência, competência e profissionalismo, e acabou se mostrando mais obscura, incompetente e amadora do que as últimas que passaram pela Vila Belmiro.

Foram e estão sendo desonestos? O Santos vive uma versão moderna da mala que caiu da janela do avião? Isso só uma auditoria ou uma investigação rigorosa poderá provar. Mas é bastante suspeito que, diante da enorme inquietação da comunidade alvinegra, os dirigentes do clube, licenciados inclusive, não tratem de explicar as ações que levaram o Santos a este estado crítico, altamente preocupante.

Pelas circunstâncias, rendimento do time não é ruim

Entendo a revolta do torcedor, pois já fui muito mais inconformado antes de me tornar jornalista e ser obrigado a analisar vários ângulos de uma questão. Hoje, conto até dez e analiso a situação antes de sair atirando para todos os lados. Concordo que o elenco e o time do Santos poderiam ser melhores, assim como o técnico. Porém, diante das circunstâncias, creio que mereçam mais apoio do que críticas. Contra a previsão de muitos estão mantendo o time à frente dos outros paulistas, longe da zona de rebaixamento e ainda com esperanças de chegar à Libertadores de 2014.

Não estou dizendo que está bom. Entenda bem: estou dizendo que diante das circunstâncias, está bom. Ainda faltam sete rodadas para o fim do Brasileiro e o momento não é o de cornetar, mas sim de empurrar o time para os melhores resultados que puder. Após o fim do campeonato faremos uma análise minuciosa do elenco e diremos quem, na nossa opinião, deve permanecer ou sair do Santos.

Essa análise deve e será feita, sem paternalismos, é um compromisso deste blog. Mas agora a enxurrada de críticas a um ou outro jogador, ou ao técnico Claudinei Oliveira, não trará nada de bom. Até porque, mesmo com jogadores e técnicos mais gabaritados, o Santos tem realizado Campeonatos Brasileiros medíocres desde 2008. Por que seria obrigado a ficar entre os primeiros com um time formado por veteranos, garotos e renegados de outros times, dirigido por um técnico interino?

O último ano em que o Santos se classificou para a Copa Libertadores por meio do Campeonato Brasileiro foi 2007, quando terminou em segundo lugar. De lá para cá suas campanhas no Brasileiro foram pífias. Vejamos desde 2007:

2007 – segundo – 19 vitórias – 54,30%
2008 – décimo-quinto – 11 vitórias – 39,47%
2009 – décimo-segundo – 12 vitórias – 42,98%
2010 – oitavo – 15 vitórias – 49,12%
2011 – décimo – 15 vitórias – 46,49%
2012 – oitavo – 13 vitórias – 46,00

Em 2013, com 31 rodadas, o Santos tem 44 pontos e 10 vitórias, com aproveitamento de 47% e ocupa a oitava posição do campeonato. Se o rendimento continuar o mesmo, o time terminará a competição com 12 vitórias e o mesmo aproveitamento de 47%, o que será maior do que em 2008, 2009, 2011 e 2012.

Então, que as críticas se voltem à direção do clube e que o torcedor e o sócio exijam explicações pelos atos financeiro-administrativos que levaram o Santos à situação atual. Mas que, ao menos até o final do Brasileiro, os jogadores e o técnico tenham o apoio necessário para concluir a dura missão de terminar esse Brasileiro com a cabeça erguida.

E pra você, quem merece críticas, ou elogios, no Santos?


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