Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

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Falta caráter de campeão

Em memória do ex-presidente do Santos de 1994 a 1998, Samir Abdul-Hack, falecido na semana passada, aos 75 anos, lembro uma matéria que fiz com ele em 1995, para a minha Revista do Futebol. Na matéria, ele explicava como havia pago a dívida do clube e montado um time competitivo, campeão brasileiro moral daquele ano.

samir abdul hack

FALTA CARÁTER DE CAMPEÃO

Se o Santos foi o time que teve mais jogadores na Seleção Olímpica e também na principal, é óbvio que, ao menos tecnicamente, tem elenco para ser campeão brasileiro. Mas um campeão não se faz apenas com técnica, e sim com personalidade, caráter, e isso esse time do Santos não tem, como ficou mais uma vez provado nessa derrota preguiçosa e desmotivadora para o Figueirense, na Vila Belmiro.

O Santos repete o comportamento de fracassar justamente no momento de assumir a luta pelo título brasileiro. Desde que a diretoria vendeu o mando de campo contra o Flamengo, o time foi derrotado por três equipes que lutam contra o rebaixamento: o lanterninha América Mineiro, o Coritiba, e agora, em plena Vila Belmiro – onde já havia sido derrotado pelo Internacional – cai diante do Figueirense, que se defendeu em 70% do tempo e deu algumas espetadas, suficientes para conseguir o pênalti que lhe garantiu a vitória.

Ao ver o Santos jogar contra o Figueirense tivemos a certeza de que não havia um conjunto em campo, mas sim uma série de individualidades preocupadas apenas com suas carreiras solo. E o problema é que nem a comissão técnica e nem a diretoria têm conseguido levar o time a buscar o objetivo de todos os santistas em 2016, que é o título nacional. Parece que os jogadores têm o seu próprio pacto, e ele não inclui brigar por troféu algum.

Lutar por um título dá trabalho. São rodadas e rodadas de tensão, esforços por vitórias quase impossíveis, empenho em cada partida, em cada jogada. Enfim, é uma mão de obra danada. E quando está na luta pelo título, a cobrança da torcida e da opinião pública é maior. Todos os olhares se voltam para os times que realmente querem o caneco. Ficar mais atrás, sem se preocupar com a primeira posição e nem mesmo com um lugar no G4, é bem mais cômodo, com a vantagem de que o salário continua o mesmo. Colocar o título como maior objetivo é coisa de jogadores antigos que ainda se preocupam com isso. Dá para ficar milionário sem nunca ser campeão de nada. Quem ainda se preocupa com currículo?

Um time que domina, domina, domina e não chuta a gol, parece estar pedindo para tomar um no contra-ataque. O santista já viu isso tantas vezes que no primeiro tempo, mesmo quando tinha quase 80% de posse de bola, muitos leitores deste blog já temiam que isso acontecesse. É meio que a crônica da derrota anunciada. Até porque o Santos podia estar sem vontade, mas do outro lado havia um adversário lutando com unhas e dentes por um resultado que o afastasse da zona de rebaixamento.

Ingênuo, o torcedor santista, eu inclusive, acreditava que com a volta do trio olímpico o time voltaria a jogar bem e caminharia para ser campeão brasileiro, o que não ocorre desde 2004. Porém, ao assistir os últimos 15 minutos do jogo contra o Vasco e esses mais de 100 minutos contra o Figueirense, ambos diante de sua torcida, percebe-se que este Santos joga quando quer, independentemente do adversário, de estar com todos os titulares, de ter descansado suficientemente, do clima, das marés, da situação do campeonato.

Se eu fosse maledicente, diria que o negócio bem-sucedido com Gabriel e a festa prometida para o garoto após o jogo deixou alguns cardeais da equipe incomodados. Lucas Lima só enrolou, Ricardo Oliveira mal pegou na bola e Victor Ferraz andou pelo campo, como barata tonta. Mas acho que foram apenas coincidências, claro. Não é porque na hora da homenagem deixaram Gabriel sozinho no campo que estão com inveja do garoto.

Se eu fosse realmente maledicente, diria que Lucas Luca e Ricardo Oliveira estão de saco cheio e não veem a hora de também sumirem do Santos. Diria que Zeca e Thiago Maia foram dos poucos que jogaram com vontade (este último com vontade demasiada, a ponto de cometer um pênalti por afobação). Diria, ainda, que Dorival Junior não colocou o seu querido Cittadini para não queimar o garoto, mas jogou Jean Motta e Vecchio na fogueira (Vecchio se saiu muito bem, mas será que será escalado no próximo jogo? Como saber, se a cabeça do Dorival é como bumbum de nenê?).

Essa busca por fazer cada jogador se empenhar pelo time é, talvez, o maior desafio de um técnico e de um departamento de futebol. Ao ver o Santos jogar, percebe-se que falta esse comando e essa disciplina. Cada jogador parece jogar apenas para si. Na saída do campo, as mesmas respostas de sempre, ninguém diz que agora o título ficou mais distante, e sabe por quê? Porque ninguém, na verdade, está pensando nessa conquista, apenas nós, torcedores, que depositamos o nosso sonho nos pés de um grupo acomodado.

Caráter de campeão também faz falta ao técnico Dorival Junior, que nesse domingo levou um nó tático de um desconhecido técnico interino. A Dorival falta a personalidade de colocar um figurão no banco até que volte a jogar com vontade, o que técnicos de maior personalidade, como Luxemburgo e Leão, certamente fariam. Com Dorival, alguns jogadores são intocáveis, mesmo quando se arrastam na partida, como ocorreu contra o Figueirense. Dorival é um placebo, um amigão dos jogadores que, como já diria Maquiavel, terá a cabeça cortada quando se insurgir contra a esbórnia.

Contra o Figueirense, Lucas Lima, Ricardo Oliveira, Victor Ferraz e Vitor Bueno foram nulos. Pouco se empenharam para mudar a sorte da partida e perderam um jogo decisivo, em casa, para um dos piores times do campeonato, sem demonstrar o mínimo aborrecimento. Sabem que a cobrança sobre eles não existe. Não serão multados, não perderão lugar no time, no próximo jogo em casa a torcida cantará novamente seus nomes … Enfim, estão assoviando e andando. Milhões de santistas ficarão de cabeça inchada mais um domingo? Danem-se. Os que têm, ou acham que têm, mercado lá fora, querem é seguir o mesmo caminho de Gabigol. Faltam só três dias para fechar a janela para a fortuna. Ah que inveja do moleque!

Santos 0 x 1 Figueirense

Campeonato Brasileiro
Vila Belmiro, 28/08/2016, 11 horas

Público: 11.456 pagantes. Renda: R$ 465.045.

Um detalhe: somados o público deste domingo e o do meio da semana, contra o Vasco, o público na Vila deu cerca de 17.500 pagantes, com uma média de 8.750 pessoas por jogo e ticket médio de 40 reais. Para a areninha no Portuários dar certo, será preciso, por 20 anos, um público médio de mais de 18 mil pessoas, com um ticket médio de 82 reais! Ou seja: será preciso mais do que dobrar o público e o valor dos ingressos.

Santos: Vanderlei; Victor Ferraz, Luiz Felipe, David Braz (Jean Mota, aos 22’/2T) e Zeca; Thiago Maia e Renato; Vitor Bueno (Vecchio, aos 36’/2T), Lucas Lima e Copete (Gabriel, intervalo); Ricardo Oliveira. Técnico: Dorival Júnior.

Figueirense: Gatito Fernandez; Ayrton, Werley, Marquinhos (Bruno Alves, aos 6’/1T) e Marquinhos Pedroso; Ferrugem (Renato aos 21’/2T), Jackson Caucaia, Elicarlos (Jefferson, aos 18’/1T) e Dodô; Rafael Moura e Lins. Técnico: Tuca Guimarães.

Gol: Rafael Moura (pênalti, aos 2 minutos do segundo tempo).

Arbitragem: Bruno Arleu de Araújo, auxiliado por Dibert Pedrosa Moises e Thiago Henrique Neto Correa Farinha, todos do Rio de Janeiro.
Cartões amarelos: Copete, Thiago Maia e Renato (Santos); Ferrugem e Werley (Figueirense).

E você, o que acha disso?

Areninha: números irreais
Usando a tevê de Marcelo Teixeira como apoio, Modesto Roma tem semeado a ideia de que a arena no terreno do Portuários é um grande negócio para o Santos e a cidade de Santos. Como pode ser bom um negócio com um primeiro orçamento de 465 milhões de reais, mais do que o dobro do patrimônio atual do clube, no qual o Santos terá de arcar com 40% das despesas de manutenção e só receberá 12,5% do lucro líquido nos primeiros cinco anos, passando a 40% só depois de 20 anos? Para se pagar a arena, o público médio terá de ser superior a 18 mil pagantes e o ticket médio de 82 reais – valor 31% maior do que os 57 reais cobrados pela moderníssima Allianz Parque. E não se pode esquecer que a média de público da Vila Belmiro é a 18ª entre os clubes brasileiros, com 9.409 pagantes. Clique aqui para conhecer o ticket médio dos estádios brasileiros.

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Análise do time do Santos


Victor Ferraz, uma das armas ofensivas do Santos contra o Santa Cruz. Só não pode esquecer as costas (Ivan Storti/ Santos FC).

Esse time do Santos, sem Lucas Lima, Gabriel, Ricardo Oliveira e David Braz, têm condição de vencer o surpreendente Santa Cruz, domingo, às 19 horas, no Estádio do Arruda? O que podemos falar de cada jogador santista, de suas qualidades, defeitos e, o mais importante: dos pontos que devem trabalhar para se tornarem profissionais mais competentes? Vamos fazer esse exercício juntos? Vem comigo…

Vanderlei
Um goleiro acima da média. Sério, seguro, não toma frangos. Não é perfeito, mas nenhum goleiro é. Nem mesmo o soviético Lev Yaschin, o Aranha Negra, foi infalível. Descobri isso da maneira mais insólita possível. O “Oswaldo Ponte Aérea”, que jogou no Flamengo e era meu colega de pelada no extinto Hobby Sports Club, disse que numa excursão do rubro-negro carioca fez um gol de 40 metros no Yaschin. Eu chequei e era verdade. Bem, se estou falando grego para você, segue um videozinho sobre o goleiro de 1,89m, numa época em que ter 1,75m era ser alto:

Portanto, Vanderlei, com seus 1,95m, fica, com louvor. É claro que ele já falhou e vai falhar de novo e é claro que será cornetado aqui neste blog. Mas cornetar não é querer a cabeça. Defeitos? Fazer um alongamento nos braços, que às vezes parecem encurtar. Porém, ao menos vai na bola, não ajoelha e fica olhando, como um outro.

Victor Ferraz
Muito bom lateral-direito. Tem habilidade e é inteligente. Precisa dar tanta atenção à marcação como dá às investidas ao ataque. Não pode ficar parado enquanto os adversários se movimentam às suas costas. Precisa treinar melhor esse bote. Não pode tomar dribles curtos, como toma. Mas, no todo, é muito bom. De qualquer forma, tem um bom reserva, que é o Daniel Guedes.

David Braz
É inseguro para sair com a bola dominada e tem dificuldade para fazer uma boa cobertura. Alegre, carismático, agregador, se mantém como titular por essas qualidades pessoais. Como líder, porém, deixa a desejar, pois exige dos outros algo que não consegue fazer. Se há uma boa proposta por ele, que vá e seja feliz.

Gustavo Henrique
Ótimo garoto, nosso gigante da zaga (1,95m) deve ser uma pessoa excepcional, mas ficou frustrado com a não convocação para a Olimpíada e permitiu que essa frustração atrapalhasse seu jogo. Grandão, 1,95m, é muito bom nas bolas altas, mas peca na marcação por terra. Lento, não tem recuperação e precisa de um trabalho específico de explosão muscular para melhorar sua performance. Seu problema é parecido com o do Alex, herói do título brasileiro de 2002. Suas fibras musculares são longas, têm uma dificuldade natural para ganhar velocidade em pouco tempo. Não são lentos porque querem, mas por uma causa fisiológica, não sei se tem jeito, mas o remédio é tentar (por falta de uma observação mais apurada, não analisarei os outros zagueiros do Santos).

Zeca
Ótimo lateral-esquerdo. Ainda tem falhas na marcação, mas são menores do que as de Victor Ferraz. Apoia bem e também pode bater a gol. Está crescendo como jogador e como pessoa. Ficou mais confiante, mais maduro. Não é à toa que o Atlético de Madrid e um clube italiano querem levá-lo. Acho que, pelo jeito, vai embora mesmo. Seu reserva, Caju, tem o defeito da lentidão, natural do seu biotipo. É bem alto para um lateral (1,85m) e também deve trabalhar mais os reflexos e a explosão muscular para se tornar um jogador mais eficiente.

Thiago Maia
Grande coração, digno dos melhores volantes do Santos. É o que melhor marca no time, incansável, corajoso. Ainda lhe falta precisão nos passes e nas jogadas de apoio ao ataque, mas é bem jovem e certamente vai evoluir muito ainda. Porém, precisa se preparar para esse novo estágio em suas carreira, ou ficará marcando passo apenas como um destruidor de jogadas alheias.

Renato
Se repararmos bem, Renato nunca jogou muito diferente do que o faz hoje. Nunca foi de dar trombadas e por isso mesmo passou o Brasileiro de 2002 inteirinho sem levar um cartão amarelo. Ele cerca e prefere ir na sobra, não é de dar o primeiro combate. Tem errado passes na saída de bola da defesa e mais de uma vez armou o contra-ataque adversário. Mas é calmo, experiente e essa confiança é importante para o time em momentos delicados da partida. Espero que possa se entender bem com Yuri, o volante fã que veio do Audax. Gostaria de ver um meio-campo com os volantes Thiago Maia e Yuri, e Renato mais à frente.

Léo Cittadini
Tem alguma habilidade e é inteligente. Com mais confiança e tranquilidade deverá jogar melhor, pois a emoção e o medo atrapalham o raciocínio, e jogadores jovens tendem a se intimidar. Engraçado que no Pacaembu ele jogou mais solto do que na Vila, onde a pegação no pé é maior. Tem muito a melhorar, mas creio que a partir do momento em que confiar mais nele e sentir mais o jogo, assumir o resultado como um compromisso dele, e não dos outros, subirá alguns degraus. Outro detalhe que separa os grandes jogadores dos fogos de palha é a gana de ter a bola e mantê-la sobre o seu poder. É desgastante, machuca, pois o adversário morde os tornozelos, dá trompaços, mas não há outra maneira de segurá-la. E Cittadini a perde com muita facilidade. Precisa trabalhar isso e deveria ficar treinando chutes a gol uma hora por dia. Um meia que não sabe chutar e não marca gols, não serve.

Vitor Bueno
É a pedra bruta do Santos que está sendo lapidada. Tem bom controle de bola, iniciativa, chuta razoavelmente bem e se movimenta melhor ainda. Não se inibe na frente do goleiro, o que é uma grande vantagem para o atacante. O que lhe falta, que é, principalmente, escolher a jogada certa para cada momento, deve vir com a experiência. Não é um craque, mas um bom jogador que ainda pode chegar lá.

Paulinho
Lembro-me dele como atacante, marcando gols importantes pelo Flamengo. Mas lá parece ter sido fogo de palha. No Santos, já fez algumas coisas boas, não é de todo nulo como querem alguns. Parece-me preso, preocupado em não transgredir as regras do bom comportamento. Pois acho que deve extrapolar um pouco, ousar, dar vazão ao seu instinto. Talvez seja o tipo de jogador que passará em branco pelo Santos e brilhará em outro time, como ocorreu com tantos outros, entre eles o selecionado Jonas. Enfim, acho que Paulinho tem qualidades para jogar bem, sabe driblar, tabelar, chutar, ajuda na marcação. Precisa de um componente que se tem, ou não se tem: Personalidade.

Joel
Ele precisa se ajudar um pouco mais, pois o santista gosta e torce muito por ele. Mas não pode ficar um jogo inteiro quase sem pegar na bola, como ocorreu domingo, contra o Botafogo. Precisa se mexer, se deslocar, gritar pela bola, correr atrás dela. Porém, é outro caso de fibras lentas, como deve ser a característica do povo camaronês. Faltam-lhe reflexos e explosão e isso é fatal quando se joga como atacante, com pouco espaço para dominar a bola e dar continuidade à jogada. Mas é inteligente, prova disso foi seu passe de calcanhar para Zeca que abriu o caminho para o segundo gol contra o Botafogo. Torcemos pelo Joel, mas ele precisa ser mais cruel.

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Serginho, Ronaldo Mendes, Maxi Rolón e Lucas Crispim
Esses jogadores, que estão na reserva, são jovens e têm potencial. Precisam trabalhar alguns aspectos de seu jogo, mas não farão isso se não estiverem motivados. Por trás de seus aparentes defeitos técnicos há questões psicológicas que poderão ser sanadas com a ajuda de profissionais da área.

Elano, Alison, Valencia e Rafael Longuine
Não vejo nesses reservas um bom futuro no Santos. Confesso que tive um entusiasmo inicial com Longuine, mas depois ele teve várias oportunidades e não as aproveitou. Creio que sejam jogadores com algum mercado no futebol brasileiro e mesmo no exterior. Pois que sigam o seu caminho. Hoje não acrescentam nada, ou quase nada, ao time.

Jean Mota assinou, por quatro anos, e já quer jogar.

A decisão com o Santa Cruz
Os exemplos estão aí. É possível, sim, ganhar fora de casa mesmo sem alguns titulares. Aliás, o Santos não deve pensar neles, pois talvez alguns jamais voltem. O Santa Cruz investiu muito para esse Brasileiro, a ponto de pagar 200 mil reais por mês para Grafite, um centroavante de 37 anos, e contratar Léo Moura, mas está longe de ser um time imbatível, mesmo no Arruda.

Uma boa notícia para o Santos é que os atacantes Grafite, com cansaço muscular, e Keno, com tendinite no joelho esquerdo, talvez não joguem, ou joguem meia boca. O técnico Milton Mendes foi a Lisboa renovar seu curso Uefa Pro e está de volta. O homem é bom, mais gabaritado que o nosso Dorival Junior, e tem feito o Santa jogar sem medo.

Esperemos que o Santos atue da mesma forma. Para mim, futebol é lá e cá. Esse negócio de um time ficar fechado lá atrás, como um pugilista que se escora nas cordas e agarra o adversário cada vez que é atacado, é um esporte que detesto. Deveria haver regras que obrigassem os times a ter uma quantidade mínima de jogadores no campo do adversário. Esse defensivismo, praticado preguiçosamente pelo Santos quando atua fora de casa, dá nos nervos.

O time provável do Santa Cruz para domingo é Tiago Cardoso, Léo Moura, Danny Morais, Neris e Tiago Costa; Alex Bolaño (ou Leandrinho), João Paulo e Lelê; Keno e Grafite. Esse Leandrinho do Santa não é o mesmo do Santos, claro. O garoto continua na Vila, mas é outro que não tem merecido continuar no elenco, assim como o indefectível Patito “Quem Contratou?” Rodríguez.

Quer saber como se ganha do Santa Cruz? Seguem algumas imagens de sua derrota para o Sport, no clássico local:

E você, o que acha dos jogadores do Santos?


Empate com as calças na mão

O título deste post define como terminou o jogo contra o Figueirense, com os santistas rezando para os cinco minutos de acréscimo acabarem logo. Sem os seus três principais jogadores – Lucas Lima, Ricardo Oliveira e Gabriel – e ainda com um jogador a menos, já que Gustavo Henrique foi expulso após uma falta grotesca, o time só se defendia e, pelas circunstâncias, o empate de 2 a 2 com o Figueirense, de quem geralmente perde em Florianópolis, foi até bom. Mas o título do post não diz tudo.

Antes de o Santos chegar ao extertor da partida, momento em que sua torcida sempre tem sofrido, qualquer que seja o resultado parcial, o time ainda teve alguns bons repentes e deu a impressão de que poderia, finalmente, ganhar um jogo fora de casa. Vencia por 2 a 1, com dois gols de pênalti, e tinha a possibilidade de, em um contra-ataque, definir a partida.

A substituição de Rafael Longuine por Matheus Nolasco foi boa e garoto passou a ajudar na marcação à direita da defesa, onde a avenida Braz-Ferraz já tinha permitido um gol a Rafael Moura no primeiro tempo. Mas aí deu tilt no sempre calmo Gustavo Henrique, que resolveu operar as amígdalas de Dudu sem anestesia, e foi expulso, o que transformou a última meia hora de jogo em martírio para os santistas.

Para recompor a defesa, Dorival Junior tirou Joel e colocou o zagueiro Luiz Felipe. Sem jogadores para atrapalhar a saída de bola do Figueirense, o time da casa atacou, atacou, e o Santos recuou, recuou, até que passou a ocupar apenas metade de seu campo. Os outros ¾ do gramado pertenceram ao time de Santa Catarina, que pressionava sem parar.

Nessas horas é que se percebe como os jogadores do Santos, com raras exceções – o jovem Matheus Nolasco foi uma elas – não sabem marcar. Os adversários sempre conseguem matar a bola e ter tempo para o passe, ou mesmo para o drible, ou o chute. O Santos só se aglomera lá atrás, mas não tem atitude para roubar a bola dos pés do adversário.

Esse hábito de só cercar fez com que Marquinhos Pedroso pudesse dominar a bola da ponta esquerda e, com calma, cruzasse entre Renato e Victor Ferraz. O lateral ainda deu um pulinho para a bola não pegar nele. Ora, à queima-roupa, sem espaço para pegar velocidade, o que uma bolada pode machucar? Profissional não pode ter medo de levar bolada. Esses pulinhos pegam mal. Na área, livre, Ermel acertou um belo voleio que empatou a partida e quase permitiu a virada do Figueira.

A torcida e os jogadores locais reclamaram de um pênalti de Thiago Maia em Ferrugem. Deviam pensar: “se o árbitro Wagner do Nascimento Magalhães deu dois pênaltis para o Santos, por que não deu ao menos um para o Figueirense?”. E poderia dar, pois Thiago realmente cometeu a falta.

Bem, mas gostei ao menos do espírito de luta do Santos. Se jogasse andando, com as mãos nas cadeiras, como já fez em muitos jogos fora de casa, mesmo com Lucas Lima, Ricardo Oliveira e Gabriel, teria perdido mais uma. Acho que o caminho é esse. O da humildade e da abnegação. Mas é preciso gostar de marcar, aprender a dar o bote no tempo certo, e não meia hora atrasado, como fez o garotão Gustavo Henrique.

Mesmo com domínio do Santos durante a maior parte do primeiro tempo, o empate foi justíssimo. Na verdade, o time de Santa Catarina mostrou mais coragem e vontade de vencer. Ainda não foi dessa vez que o Santos se libertou de seu complexo de inferioridade quando joga fora de casa.

Uma coisa precisa ficar bem clara para Dorival Junior e seus jogadores: o campeão deste Brasileiro será o menos medíocre e o mais determinado. Craque, craque, nenhum time tem. Mas se tiver 11 homens com vergonha na cara, um pinguinho de habilidade e ao menos dois neurônios conectantes, já será meio caminho andado.


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Figueirense 2 x 2 Santos
Estádio Orlando Scarpelli, Florianópolis, 25/05/2016, 19h30
Público pagante: 5.927 torcedores.
Figueirense: Gatito Fernandéz, Ayrton, Jaime, Bruno Alves e Marquinhos Pedroso; Elicarlos (Ermel), Jocinei, Ferrugem e Bady (Ortega); Guilherme Queiroz (Dudu) e Rafael Moura. Técnico: Vinícius Eutrópio.
Santos: Vanderlei; Victor Ferraz, Gustavo Henrique, David Braz e Zeca; Renato, Thiago Maia, Vitor Bueno (Serginho) e Rafael Longuine (Matheus Nolasco); Paulinho e Joel (Luiz Felipe). Técnico: Dorival júnior.
Gols: Rafael Moura aos 37 e Vitor Bueno, cobrando pênalti, aos 41 minutos do primeiro tempo; Joel, cobrando pênalti, aos 11 e Ermel aos 47 minutos do segundo.
Arbitragem: Wagner do Nascimento Magalhaes (RJ-ASP-FIFA), auxiliado por Rodrigo F. Henrique Correa (RJ-FIFA) e Luiz Claudio Regazone (RJ-ASP-FIFA).
Cartões amarelos: Elicarlos e Jaime, do Figueirense; Rafael Longuine, Matheus Nolasco e Paulinho, do Santos.
Cartão vermelho: Gustavo Henrique.

E você, o que achou do Santos contra o Figueirense?


Vale a liderança geral

Alison
Alison pode ser improvisado na lateral-direita (Foto: Ivan Storti/ Santos FC)

Meus amigos e amigas, vamos esquecer por um momento que o novo ministro da justiça, Eugênio Aragão (por que não chamaram o Renato Aragão?, seria mais sério), foi colocado no cargo, pelo Governo, para atrapalhar as investigações da Polícia Federal e impedir a prisão de membros desse mesmo Governo, e voltemos nossas atenções ao Santos, que neste domingo, às 19h30, sem Victor Ferraz, vai a Rio Claro enfrentar o Rio Claro, time que vem fazendo campanha ruim no Campeonato Paulista.

Sem Victor Ferraz, suspenso por um esdrúxulo cartão amarelo, pois o árbitro julgou que ele estivesse “fazendo cera” (?!) para cobrar um lateral diante do XV de Piracicaba, o Santos deve jogar com Alison na lateral-direita, ou com Zeca pela direita e Caju pela esquerda.

De qualquer forma, mesmo que eu entrasse na lateral-direita, o Santos continuaria franco favorito contra o Rio Claro. Mesmo longe da familiar Vila Belmiro, o time deve se impor e mostrar porque tem sido o melhor dos últimos Campeonatos Paulistas. Nenhum resultado será aceitável, a não ser a vitória.

Com apenas oito pontos ganhos, o Rio Claro, treinado por nosso conhecido Sérgio Guedes, goleiro que ficou na história do Santos, vem de uma derrota, fora de casa, para o São Bento, por 3 a 0. Até o pessoal da cidade não acredita mais no time, fadado ao rebaixamento. Espero que os santistas, principalmente da defesa, não acreditem.

A briga do Santos é pelo primeiro lugar na classificação geral, o que lhe dará a vantagem de jogar sempre os jogos decisivos em casa a partir da fase eliminatória. E a tabela é favorável.

Após o Rio Claro, o Santos terá apenas um jogo como visitante: diante do Capivariano, outra equipe na iminência de ser rebaixada, em 3 de abril. No mais, enfrentará São Paulo, Ferroviária e Audax diante de seus torcedores.

Aliás, a partida diante do São Paulo, domingo, 27 de março, bem que poderia ser realizada no Pacaembu, já que não haverá partidas na Capital no próximo fim de semana. Imagine a renda que não se perderá pela decisão dessa diretoria de fazer o jogo na Vila, onde não atrairá mais do que nove mil espectadores. É um jogo para 30 mil. Alô diretor de marketing Eduardo Rezende; alô presidente Modesto Roma: Pensem grande! Mudem o clássico para o Pacaembu!

E você, o que pensa disso?


Recorde de público e liderança

familia santista de peruibe A família Victor Aloise veio de Peruibe ver o Santos: o casal Paulo e Gislaine e os filhos Nicolas e Jhonatas são fieis seguidores do Peixe.
tapume 2 Foto tirada por Anilton Peirão, conselheiro do Santos, revoltado por ver que tapumes e barreiras obstruiam a escada entre a entrada principal do Pacaembu e as numeradas, obrigando os torcedores a malabarismos.
torcidaPerto do final do jogo, uma visão dos santistas no Pacaembu.

Recorde de público e liderança

Mesmo sem Lucas Lima e diante de um adversário que marcou com abnegação canina, o Santos dominou o Água Santa desde o início, criou inúmeras oportunidades de gol e venceu por 1 a 0, gol de Rafael Longuine, aos 29 minutos do primeiro tempo.

Como se esperava, a partida contra o desconhecido time de Diadema estabeleceu o recorde de público para os jogos do Santos este ano, com 16.036 pagantes e público total de 18.964 pessoas, provando que o Pacaembu é mesmo o remédio para as baixas assistências do Alvinegro Praiano como mandante.

A vitória deu ao Santos a liderança geral do Campeonato Paulista, com 18 pontos ganhos, condição que só perderá se neste domingo de passeatas contra a corrupção que assola o Brasil, o Botafogo de Ribeirão Preto perder, em casa, para o alvinegro de Itaquera.

A ausência de Lucas Lima não impediu que o Santos mostrasse um toque de bola perto de primoroso no primeiro tempo, a ponto de envolver a compacta defesa do Água Santa diversas vezes. Na segunda etapa, porém, mesmo com um jogador a mais, pois o volante André Rocha foi expulso, o Santos não conseguiu repetir a boa atuação e em alguns momentos chegou a permitir bons ataques ao adversário.

No primeiro tempo, apenas Serginho e Gabriel destoaram do resto do time, perdendo bolas que deram contra-ataques ao Água Santa. Na segunda etapa, quase todos os jogadores diminuíram o ritmo, parecendo mais cansados e tornando-se mais erráticos. Os laterais Victor Ferraz e Zeca foram os que tiveram o seu desempenho mais comprometido.

As entradas de Paulinho no lugar de Serginho; Joel no de Gabriel e Ronaldo Mendes no de Rafael Longuine, mantiveram o Santos no ataque e criaram novas oportunidades. Em uma delas, Paulinho acertou um petardo que ricocheteou no pé das duas traves e não entrou.

No Água Santa, o destaque foi o goleiro Richard, com ótimas defesas. No Santos, mesmo caindo no segundo tempo, os melhores foram Victor Ferraz e Thiago Maia. Renato também merece menção honrosa. Gabriel começou muito bem, driblando três jogadores logo em sua primeira jogada, mas depois cismou de cavar faltas, tornou-se mais individualista e acabou prejudicando o time. Uma pena que, apesar de seu enorme potencial, não esteja demonstrando a humildade imprescindível para crescer como jogador.

Pacaembu, a solução para a questão do público do Santos

Se em um jogo contra um time desconhecido, como o Água Santa; sem grande divulgação pelo clube e pela mídia; sem nenhuma promoção ou ação de marketing, e com apenas três pontos de venda de ingressos em São Paulo, a torcida santista ocupou metade do Pacaembu, é fácil imaginar o quanto o estádio estaria cheio se o Santos estivesse trabalhando os eventos na Capital com mais atenção.

E o importante é que os jogos em São Paulo atraem um grande número de crianças – mais de 10% do público de ontem –, os herdeiros da grande torcida do Santos. E o melhor é que para garantir sempre bons públicos no Pacaembu basta fazer o óbvio e, para começar, criar pontos de venda de ingressos nas regiões extremo Sul de São Paulo (Capela do Socorro) e nas zonas Leste, Oeste e Norte. Só isso.

Agora o Santos volta a campo na terça-feira, às 19h30, contra o XV de Piracicaba, em Piracicaba. A partida, válida pela décima primeira rodada, foi antecipada devido à convocação dos cinco jogadores santistas para as Seleções principal e olímpica (Ricardo Oliveira, Lucas Lima, Gabriel, Thiago Maia e Zeca).

Santos 1 x 0 Água Santa
12/3/2016, Pacaembu, 18h30
Público: 16.036 pagantes, público total de 18.964 pessoas.
Renda: R$436.880,00
Santos: Vanderlei, Victor Ferraz, Lucas Veríssimo, Gustavo Henrique e Zeca; Renato, Thiago Maia, Rafael Longuine (Ronaldo Mendes entrou aos 32 minutos do segundo tempo) e Serginho (Paulinho, aos 18 do segundo); Gabigol (Joel, aos 23 do segundo) e Ricardo Oliveira. Técnico: Dorival Júnior.
Água Santa: Richard, Jonathan, Gustavo, Eli Sabiá e Bruno Ré; André Rocha, Sérgio Manoel, Francisco Alex (Guina, no intervalo) e Éder Loko (Augusto, aos 15 do segundo); Rafael Santiago (Rafael Martins, aos 24 do segundo) e Everaldo. Técnico: Márcio Ribeiro.
Gol: Rafael Longuine (com desvio do zagueiro Eli Sabiá), aos 29 minutos do primeiro tempo.
Arbitragem: Vinícius Furlan, auxiliado por Vicente Romano Neto e Patrick André Bardauil (Muito boa a atuação do trio de arbitragem!).
Cartões amarelos: Thiago Maia e Ronaldo Mendes (Santos), André Rocha, Rafael Santiago, Jonathan e Bruno Ré (Água Santa).
Cartão vermelho: André Rocha (Água Santa).

E você, que opinião tem sobre isso?


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