Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

Tag: Vila Belmiro (page 1 of 60)

Não acredito na violência

Essa pichação nos muros da Vila Belmiro, além de puro vandalismo, é uma agressão, uma violência e não acredito que as dificuldades de um clube de futebol, ou de qualquer instituição, se resolvam assim. O torcedor tem todo o direito de vaiar, de criticar jogadores, técnico, dirigentes, mas vandalizar o patrimômio do clube e ameaçar pessoas, jamais. Fico até em dúvida se foi um santista que fez isso.

Não creio que nenhum jogador entre em campo para perder, ou para falhar. Entretanto, derrotas e falhas fazem parte do esporte. Nenhum atleta é obrigado a vencer. Sua obrigação é a de se preparar bem para o confronto e, nele, empenhar-se física, técnica, emocional e intelectualmente. Se a torcida exige vitória e aumenta a pressão, isso, muitas vezes, só consegue fazer com que o jogador queira ir embora do clube.

Saber como e quando exigir mais de um atleta é arte dos grandes técnicos, dos grandes líderes. Há jogadores que funcionam melhor com a compreensão e o carinho; outros, com o grito e a (quase) porrada. Há os que crescem quando provocados, como era o caso de Dorval, mas há os que somem de campo, como Pita, o garoto tímido do Casqueiro.

Se violência resolvesse, o nosso Brasil seria o melhor país do mundo. Acredito na conversa olho no olho, no líder assumindo sua liderança, em homens assumindo suas responsabilidades. Acredito em vitórias impossíveis porque acredito na força interior das pessoas, no caso, os jogadores do Santos. Não é preciso de nenhum poder celestial para dar a volta por cima. Só é preciso caráter e força de vontade.

Há 63 anos, a primeira partida internacional

Por Guilherme Gomez Guarche, Coordenador do Centro de Memória e Estatística do Santos Futebol Clube

No dia 21/03/1954 o Santos Futebol Clube fazia o seu batismo internacional jogando pela primeira vez fora do Brasil. Esse jogo pioneiro aconteceu na cidade de La Plata na Argentina e foi um empate pelo placar de 1 a 1 diante da equipe do Gymnasia Y Esgrima de La Plata no Estádio Eva Perón com Del Vecchio marcando o gol santista que formou em solo estrangeiro com: Barbosinha; Hélvio e Feijó (Ivan); Cássio, Formiga e Zito; Del Vecchio, Walter, Álvaro, Vasconcelos (Hugo) e Tite. O técnico era Giuseppe Ottina.

Nesse primeiro giro em terras sul-americanas, o time da Vila Belmiro jogou 08 partidas tendo vencido 03 empatado 03 e perdido 02 partidas marcando o Peixe 19 e sofrendo 14 gols. Os artilheiros nesses jogos foram: Del Vecchio (4), Vasconcelos (4), Tite (3), Hugo (3), Walter Marciano (3), Álvaro (1) e Picot que marcou contra a favor do Santos FC. O retorno da delegação à cidade de Santos foi a bordo do conhecido e luxuoso transatlântico Ana C.

Algumas partidas dessa excursão foram transmitidas pela Rádio Atlântica de Santos, a popular PRG-5 na voz do saudoso Ernane Franco. Segundo os historiadores, Odir Cunha e Marcelo Fernandes, eles contam que: Em princípio, o Santos jogaria na Colômbia, Venezuela, Peru e Equador, porém, segundo um telegrama enviado por D’ Agostini a Marcelo de Castro Leite, representante do Santos em São Paulo, a excursão teria de ser suspensa devido aos incidentes ocorridos em 4 de março na Cidade do México, na partida em que o Vasco da Gama vencera o Marte, campeão mexicano, por 1 a 0. Como o Santos ficou à mercê das negociações do empresário e, por isso, momentaneamente impedido de marcar amistosos que aliviariam seus encargos financeiros, o dirigente santista José Aflalo Junior, escolhido para chefe da delegação da prometida excursão sul-americana, perdeu a paciência com D’Agostini e declarou ao jornal Folha da Noite que se o Santos não excursionasse, exigiria indenização, “principalmente dos vinte mil cruzeiros que já gastamos com a retirada dos passaportes dos jogadores.”

Pouco depois, porém, o empresário acenou com a possibilidade de, entre meados de março e meados de abril, com boa folga antes do início do Torneio Rio-São Paulo, a se iniciar em maio, o Santos realizar alguns amistosos na Argentina.

Curiosidade

Essa partida internacional foi a partida de nº 20 do Alvinegro da Vila Belmiro que em toda a sua centenária história já disputou contra times estrangeiros 722 partidas tendo vencido 452 empatado 130 e perdido 140 partidas marcando 1813 e sofrendo 972 gols, já computando a última vitória diante do The Strongest na Vila Belmiro por 2 a 0.

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Do céu ao inferno em 3 min


Santos sofre outra virada na Vila vazia

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Do céu ao inferno em 3 minutos

Até os 39 minutos do segundo tempo o Santos vencia o Palmeiras por 1 a 0, mantinha o longo tabu de não perder para o rival na Vila, assumia a liderança de seu grupo e caminhava para mais uma fase final de Campeonato Paulista, competição da qual participou das últimas oito finais. Porém, em três minutos tudo mudou. Em duas avançadas pela direita o adversário achou dois gols e ganhou o jogo. O que essa derrota significa?

Além da frustração enorme que ela provoca no torcedor santista, não dá para ignorar algumas constatações óbvias, quais sejam:

Um time não pode perder tantos gols como o Santos perde. Concretizasse metade das chances criadas e a vitória estaria garantida, mesmo sofrendo os dois gols no final. Falhas como a de Vitor Bueno, que furou embaixo das traves, e mesmo do experiente Ricardo Oliveira, não são suficientes para que sejam substituídos?

Um sistema defensivo não pode ser tão vulnerável sempre que pressionado. Bastaram três minutos de alguma pressão do adversário para a defesa do Santos sofrer dois gols infantis. As duas jogadas do Palmeiras foram feitas pelo lado esquerdo da defesa alvinegra, que este ano, assim como a lateral direita, está sendo um convite ao contra-ataque adversário.

Mais uma vez ficou provado que a Vila Belmiro não faz milagres, nem no campo, nem nas arquibancadas. Apenas 8.742 pessoas pagaram para ver um dos clássicos mais valorizados do momento, no qual o Santos sofreu a sua terceira derrota no Urbano Caldeira neste Estadual, duas delas de virada. Enfim, perdeu-se em todos os sentidos. Este Paulista está punindo o Santos por deixar de jogar no Pacaembu, onde está invicto há 17 jogos e atrai públicos bem maiores. A renda também foi modesta, de apenas R$ 355.840,00.

Sei que uma derrota como esta faz o torcedor pedir a cabeça de meio mundo. Sou torcedor também, mas minha profissão me ensinou a ser um pouco mais comedido. Nem tudo está errado em um time que dominou o jogo e mereceu até uma vantagem maior até os 39 minutos do segundo tempo. Então, a solução é extirpar o que é ruim e deixar o que é bom. Mas o que é um e o que é outro?

Imagino que em um primeiro momento, só para se falar de jogadores, eu firmaria Bruno Henrique e Vladimir Hernández como titulares. Veria também substitutos para Zeca e Victor Ferraz, ou os impediria de avançar tanto, principalmente depois que o resultado já estivesse favorável. Quanto a Vladimir, sacar um goleiro por uma falha é um tanto cruel, até porque ele fez outras grandes defesas durante o jogo, mas se não está inspirando confiança no time, aí não tem jeito.

Imagino que Dorival Junior será execrado depois dessa derrota e há motivos para isso, mas acho que a postura da equipe depois do gol se deveu também à acomodação de alguns jogadores. Que o técnico não tem pulso, que demonstra séria dificuldade de fazer as substituições nos momentos certos, todos nós sabemos, mas a responsabilidade por esse fracasso deve ser dividida entre ele e seus pupilos. Faltou um líder, ou líderes em campo.

Se há aspectos positivos neste revés, um deles é que o Paulista não acabou e ainda é possível obter a classificação. Outra boa notícia é o desempenho de Bruno Henrique, que ganhou a posição de Copete – da mesma forma que Vladimir Hernández deve ganhar o lugar do instável Vitor Bueno. A falha do goleiro Vladimir confirmou o que muitos acham dele: que defende bolas difíceis e coloca outras, fáceis, para dentro do seu gol. Vanderlei precisa ter um reserva mais regular.

Por fim, a vitória fará boa parte da mídia esquecer que o Palmeiras foi dominado pelo Santos e acarretará muitos elogios ao técnico Eduardo Baptista. Isso chega a ser bom, pois o alviverde não é nada disso e ganhou em uma bamba incrível. É pouco provável que tenha a mesma sorte da próxima vez.

Santos 1 x 2 Palmeiras
Vila Belmiro
Público: 8.742 pagantes. Renda: R$ 355.840,00
Santos: Vladimir, Victor Ferraz (Matheus Ribeiro), Lucas Veríssimo, David Braz e Zeca; Renato, Thiago Maia (Rodrigão) e Lucas Lima; Vitor Bueno (Hernandez), Bruno Henrique e Ricardo Oliveira. Técnico: Dorival Júnior.
Palmeiras: Fernando Prass, Jean, Edu Dracena, Yerry Mina e Zé Roberto (Willian); Felipe Melo; Keno (Roger Guedes), Tchê Tchê, Guerra (Egídio) e Dudu; Borja. Técnico: Eduardo Baptista.
Gols: Ricardo Oliveria aos 29, Jean aos 39 e Willians aos 42 minutos do segundo tempo.
Arbitragem: Flavio Rodrigues de Souza, auxiliado por Danilo Ricardo Simon Manis e Tatiane Sacilotti dos Santos Camargo, todos de São Paulo. (SP)
Cartões amarelos: Felipe Melo e Jean.

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Quem será o mais forte?


2 a 0. Desta vez venceu e convenceu

O futebol boliviano de clubes está evoluindo e é bom o Santos entrar atento e determinado contra o Strongest, às 21h45, na Vila Belmiro, ou poderá ser surpreendido. Invicto em cinco jogos nesta Copa Libertadores, dois deles fora de casa, o Strongest ainda se recorda de que no ano passado derrotou o São Paulo no Pacaembu, e acha que poderá realizar a mesma façanha contra o Santos nesta quinta-feira.

O técnico Cesar Farías, venezuelano, está feliz com o rendimento de sua equipe e com o retorno do goleiro Daniel Vaca, que ainda sente dores no lado esquerda nas costas, mas deve voltar ao time.

Contrariando a tendência defensivista das equipes bolivianas quando atuam fora de casa, Farías promete um time mais ofensivo, com três atacantes: Pablo Escobar, Matías Afonso e o meia Alejando Chumacero. O técnico também promete ter mais posse de bola, pressionar o Santos e espera sair da Vila com um “resultado histórico”.

Dorival Junior tem demonstrado que apesar de pouco conhecer os novos contratados do clube, não pretende mudar a sua equipe preferida e não se influenciou pela goleada sobre o São Bernardo. Dos que atuaram domingo, os últimos que talvez entrem no jogo de hoje são Bruno Henrique e Vladimir Hernández. O time deve ser o mesmo que vinha jogando, com a substituição do zagueiro Cleber, com dores no joelho, por Lucas Veríssimo.

O Santos deve jogar com Vladimir, Victor Ferraz, Lucas Veríssimo, David Braz e Zeca; Renato, Thiago Maia e Lucas Lima; Vitor Bueno, Copete (ou Bruno Henrique) e Ricardo Oliveira. O boliviano The Strongest provavelmente entrará em campo com Daniel Vaca, Diego Bejarano, Maldonado, Marteli e Marvin Bejarano; Chumacero, Castro, Wayar e Jara; Escobar e Alonso.

A força do adversário

Estamos acostumados a esperar goleadas sempre que o Santos recebe um time boliviano, mas as circunstâncias exigem cuidado. O Santos perdeu a chance de lutar pelo título do Campeonato Brasileiro devido a alguns resultados ruins na Vila Belmiro e está fora da fase de classificação do Paulista também por derrotas inesperadas para São Paulo e Ferroviária, ambas na Vila. Por outro lado, o adversário de hoje vive fase de grande confiança.

Fundado em 8 de abril de 1908, o The Strongest sempre se valeu da altitude de La Paz – assustadores 3.660 metros – para conseguir seus melhores resultados internacionais. Entretanto, a equipe se saía muito mal nos jogos nos campos adversários e isso a impedia de ir longe na Libertadores. Este ano, porém, venceu o Wanderes no Uruguai e empatou com a Unión Espanhola ,no Chile, mantendo-se invicta até agora na competição.

Assim como o Santos, o The Strongest tem um estádio próprio pequeno, o Rafael Mendonza Calderón, com capacidade para apenas 14 mil pessoas. Porém, ao contrário do Alvinegro Praiano, o clube boliviano prefere mandar seus jogos no estádio Hernando Siles, em La Paz, com capacidade para 42 mil pessoas.

Minha previsão

Baseado em tudo que já vi de confrontos de times brasileiros e bolivianos, e de times bolivianos na Vila Belmiro, é difícil não ter a sensação de que o Santos conseguirá uma goleada hoje. Se a equipe estiver motivada, com grande mobilidade e fome de gols, deve criar muitas oportunidades e chegar a meia hora de jogo com uma boa vantagem de dois ou três gols. Um ataque com Vitor Bueno, Ricardo Oliveira e Copete, apoiados por Lucas Lima pelo meio e os laterais Victor Ferraz e Zeca deixa qualquer defesa tonta. Porém, será preciso ver a reação do The Strongest.

Caso consiga reter a bola e organizar alguns ataques nessa primeira meia hora, talvez a equipe boliviana consiga pegar o sistema defensivo do Santos desprevenido, o que não seria nenhuma grande surpresa para nós, e conseguir um gol, o que já mudaria o panorama tático e psicológico da partida. Com dificuldades no jogo e ainda pressionado por sua torcida, cada vez mais impaciente com Dorival Junior e alguns titulares, o fato de jogar na Vila pode se voltar contra o time, desequilibrando-o.

Então, é um confronto que tem tudo para ser bem vencido pelo Santos, desde que adote a atitude correta desde o início e mantenha a calma caso as coisas não deem certo no começo. O adversário não é tão frágil como o de outras jornadas, mas também poderá se descontrolar caso sofra, digamos, dois gols até os 30 minutos de jogo. Para isso, o Santos terá de arrematar mais a gol, obviamente, e não desperdiçar tantas oportunidades como ocorreu em jogos vitais jogados na Vila.

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Invencibilidade na Vila


O Santos jogou mal, mas ganhou do Botafogo por 2 a 0, na Vila. Dessa vez Thiago Maia foi o melhor do time. Os piores foram Zeca e Leandro Donizete. Uma curiosidade é que o público foi de 5.208 espectadores, parecido com o do sábado passado, quando o Santos perdeu da Ferroviária, e teve 5.655 pagantes. Porém, o clássico Flamengo e Vasco, em Volta Redonda, só teve 5.484 pagantes. O que esses números significam?
Eles significam que cidades menores, como Santos e Volta Redonda, seguem um padrão e, em determinadas circunstâncias, geram públicos parecidos para o futebol. Detalhes: Volta Redonda tem 263 mil habitantes e está a 137 quilômetros do Rio de Janeiro, enquanto Santos tem pouco mais de 400 mil habitantes e está a 72,9 quilômetros da capital paulista, o maior reduto de santistas. Assim, tudo indica que o número de torcedores de um jogo está mais ligado à quantidade de habitantes da cidade em que este é realizado do que a qualquer outro fator.

Invencibilidade na Vila

Meus amigos e minhas amigas, podemos discutir qualquer aspecto do futebol, entrar até em religião, política e sexo, mas acho que numa coisa todos nós concordamos: a vitória nos aproxima e nos torna seres humanos melhores. Por isso, queremos, e muito, um triunfo neste sábado, às 17 horas, na Vila Belmiro, contra o terrível Pantera que vem de Ribeirão Preto. Perder duas vezes seguidas na Vila, em Campeonato Paulista, já foi algo raro e inominável. Agora, é mais fácil cair um asteroide na Avenida Paulista neste sábado do que o Alvinegro Praiano conhecer novo dissabor em seu alçapão.

O amigo Guilherme Gomez Guarche, responsável pelo Departamento de Memória e Estatística do Santos, me lembra, ou nos lembra, que a última vez que o Glorioso Alvinegro Praiano perdeu dois jogos consecutivos no Urbano Caldeira, pelo Paulista, ocorreu há mais de 24 anos, em novembro de 1992, quando no dia 14 foi derrotado pela Portuguesa de Desportos por 3 a 1 e no dia 28 perdeu para a Ponte Preta por 2 a 1.

No primeiro jogo o técnico santista era Geninho, no segundo, Dé. O Santos que perdeu da Portuguesa jogou com Sérgio, Dinho, Júnior, Luiz Carlos e Flavinho; Axel, Ranielli e Edmar (Serginho Fraldinha); Almir, Guga e Marcelo Passos. O técnico da Lusa era José Poy e o da Ponte, Wanderley Luxemburgo, ainda com dabliu e ipsilon.

O Santos deve entrar em campo neste sábado com Vladimir, Victor Ferraz, Cleber, Yuri e Zeca; Leandro Donizete, Thiago Maia e Vitor Bueno; Thiago Ribeiro, Copete e Ricardo Oliveira.

Sobre essa escalação devo dizer que Dorival Junior tem perdido a oportunidade de experimentar Matheus Ribeiro na lateral direita, colocar um zagueiro mais alto e transferir o Yuri para o meio e começar o jogo com Bruno Henrique e Kayke. Se não der certo, vai tirando, mas os caras foram contratados para jogar.

E você, o que acha disso?

O livro do Muller

muller e olivieri Muller e Olivieri, o seu biógrafo.

O companheiro Anderson Olivieri está lançando uma campanha de crowdfunfing (financiamento coletivo) para editar a biografia de Muller, um jogador que teve ótima passagem no Santos em 1997 e primeiro semestre de 1998. Lembro-me que na época o Muller, mesmo já veterano, jogou tão bem que foi lembrado para a Seleção Brasileira (mais um que o Santos recuperou).

Depois, como comentarista, Muller dizia sempre o que o adversário do Santos tinha de fazer para vencer, o que atrapalhou a boa imagem que eu tinha dele. Porém , o Olivieri é bom e seu livro mergulhará fundo naquele Santos de 1997/98, que saiu da fila, sim.

Para quem quiser participar da campanha, o link é esse:
Clique aqui para ver a campanha da biografia do Muller

Promoção de aniversário

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Quer ser jornalista? Tem de ler esse:

Convite - Lições de jornalismo


A verdade e a politicagem

Em conversa com Tana Blaze, há duas semanas, oportunidade em que o conheci pessoalmente, ele disse que para evitar as desagradáveis reações que geralmente acompanham opiniões sinceras sobre o aspecto administrativo dos clubes, no caso o nosso Santos, não escreverá mais para o blog. Uma pena, claro. Pois o mundo da Internet e o mundo em geral seriam melhores se as pessoas pudessem ser sinceras e, mesmo assim, respeitadas. Evitaria a politicagem, a babação de ovo e também as dores de cotovelo tão comuns nas relações atuais. De qualquer forma, aproveitei nossa conversa e quis extrair dele, um homem experiente, acostumado a acompanhar o bem sucedido futebol europeu, quais seriam as saídas reais para o nosso Santos no quesito estádio.

Mesmo criado em São Vicente, Tana é um homem universal, cujas ideias não estão restritas a limites geográficos. Respondeu que o momento é bom para se comprar um belo terreno no melhor lugar para se erguer um estádio do Santos. Argumentei que o clube tem mais de 400 milhões de reais em dívidas, como poderia fazer isso? Ele explicou que não precisa comprar, mas conseguir uma opção de compra. Com essa opção de compra na mão, o clube atrairia empresas interessadas na parceria, pois quem não quer ser sócio de um estádio do Santos na Capital?

Na Capital?, estranhei, sabendo como essa informação mexeria com os humores de algumas pessoas. Tranquilamente, ele explicou que um investidor quer se envolver em um negócio à espera do maior retorno possível, e em São Paulo o Santos teria um público médio similar ao dos outros três grandes do Estado. Sempre foi assim, por que mudaria agora?

Como Tana mora em Munique e conhece muito bem o futebol alemão, argumentei que a cidade de Dortmund tem 580 mil habitantes, apenas 160 mil a mais do que Santos, e o estádio do Borussia Dortmund, que comporta exatos 81.359 espectadores, está quase sempre lotado. Por que Santos não poderia lotar um estádio com, ao menos, 28 mil pessoas, por exemplo?

Tana explicou, pacientemente, que, na verdade, Dortmund fica em uma região formada por outras cidades que no total somam cinco milhões de habitantes. Lembrou, ainda, que cerca de 15 mil lugares do estádio estão reservados para quem se sujeita a assistir aos jogos de pé. Geralmente os jovens optam por essa alternativa mais barata. Além do mais, cada jogo é muito bem promovido, com muitas facilidades para o torcedor.

Confessei a ele que torci muito para o pré-sal dar certo, pois Santos ganharia milhares de assalariados bem pagos pela Petrobrás e isso, certamente, aumentaria a média de público nos jogos na Vila Belmiro, hoje uma das menores da Série A do Brasileiro. Para complicar, a Usiminas e o Porto estão com dificuldades e aumentou o número de desempregados na cidade, assim como aumentou na Capital. Sem o rodízio de jogos entre Vila e Pacaembu, ressaltei, a média de público das partidas do Santos cairá ainda mais.

Tana só ouviu. Com o pragmatismo de um brasileiro-alemão que agora é, já tinha dito o mais importante que tinha a dizer e se calou. Concordei que o melhor lugar para um novo estádio do Santos, diante do momento econômico que o País atravessa e diante das projeções de crescimento para a metrópole e para a Baixada Santista, seria mesmo a região da Grande São Paulo, mas disse que ainda achava mais econômica a possibilidade de alugar o Pacaembu, quando preciso.

Quanto à formação dos Meninos da Vila, continuaria sendo feita na Vila Belmiro. Assim como a Flórida é a região das academias de tênis, por que Santos não poderia se transformar na cidade do futebol, atraindo jovens de todo o mundo para se aperfeiçoarem ali no esporte mais popular do planeta? Isso geraria empregos para os profissionais do futebol santista e movimentaria ainda mais o turismo da cidade. Tana gostou dessa ideia. A formação de jovens continuaria na aprazível Santos e os jogos seriam na efervescente São Paulo. O clube usufruiria o bom das duas regiões.

O patrocínio da Caixa

Tenho sido inquirido sobre esse provável patrocínio da Caixa ao Santos, que deve se confirmar no ano que vem. Para ser coerente com tudo o que já expusemos aqui, não sou favorável a que uma empresa estatal, ainda mais em situação financeira difícil, invista em clubes de futebol. Sei que alguns queridinhos pagaram e pagam suas dívidas graças a essas benesses, mas há tantas empresas privadas no mercado, que não vejo necessidade de se buscar dinheiro em uma estatal.

Presidente do Conselho aceitou abaixo-assinado

O presidente do Conselho Deliberativo do Santos, Fernando Gallotti Bonavides, deferiu o documento assinado por 80 conselheiros, pedindo que dê andamento ao processo de rejeição das contas do clube em 2015, o que exigirá as devidas explicações da diretoria presidida por Modesto Roma. Segue abaixo a íntegra do documento:

Santos, 5 de outubro de 2016.

Ofício nº 476/16.

Ilustres Senhores Conselheiros:

Considerando o requerimento assinado por 80 membros do Conselho Deliberativo, encaminhado à Presidência da Mesa Diretiva deste Egrégio Conselho, pelo Nobre Conselheiro Alberto Pfeifer Filho, no dia 30 de setembro p.p., solicitando a reconsideração da decisão da Mesa de se aguardar o trâmite processual da citada ação, em grau de recurso, alusiva as Demonstrações Financeiras do ano de 2.015 e examinado a invocação do “trâmite legal estabelecido no Estatuto Social do Clube”, em consonância a existência do interesse do Santos Futebol Clube na solução do impasse, a Mesa defere esse requerimento, encaminhando para o Conselho Fiscal, nos termos do artigo 93, § 6º; letra “e”, com os esclarecimentos prestados pela Gerência Jurídica do S.F.C., datada de 9 de maio de 2.106, para após, análise do respeitável Conselho Fiscal e expedição de “novo parecer”, conforme previsão Estatutária.

Atenciosamente;

Fernando Gallotti Bonavides
Presidente

Bolívia ou Alemanha?

Quem tem acompanhado as manifestações de júbilo de nossa imprensa esportiva pode até imaginar que o Brasil não goleou a débil Bolívia, mas sim a poderosa Alemanha. Com todo o respeito aos bolivianos, até este Santos, com suas conhecidas limitações, enfiaria um chocolate goela adentro dos nossos queridos vizinhos. Já tem gente comparando o Tite ao Rinus Mitchel. Menos, menos… Como não está dando para falar do alvinegro da capital, falam do Tite, do Renato Augusto e, às vezes, do Gabriel Jesus. Mas quem está arrebentando é o Neymar, como sempre.

Festa na embaixada de São José dos Campos

Alô, alô, santistas de São José dos Campos e região. Neste domingo, dia 9, a partir das 9 horas, a Embaixada do Peixe em São José dos Campos promove a festa “Futebol e Churrasco”, com a exposição da Taça de Campeão Paulista de 2016 e a apresentação da Nova Camisa III.
O evento será realizado na Associação Sabesp, na Travessa Lineu de Moura, 522, próximo ao Clube Santa Rita.
Contribuições para participar da festa:
Futebol: 10 reais.
Churrasco individual: 25 reais. Churrasco dupla: 40 reais. Número da rifa, com diversos prêmios: 10 reais para Sócio e 15 reais para não sócio.

Promoção dos livros Time dos Sonhos e Dossiê acaba neste domingo

Só para lembrar que nesse domingo, às 24 horas, acaba a promoção do livro Time dos Sonhos. Até lá, quem comprar apenas um exemplar do livro que é chamado A Bíblia do Santista, receberá mais um exemplar gratuitamente, ou, se preferir, um exemplar do Dossiê, além de três livros eletrônicos: Donos da Terra, Ser Santista e Pedrinho escolheu um time. Tudo isso por apenas 68 reais, com as despesas de correio incluídas.

A partir de segunda-feira a livraria do blog zerará o seu estoque e só voltará a funcionar em novembro. Se quer receber um livro nesse período, vá à página “Comprar Livros” neste blog, ou clique no link abaixo para comprar apenas um exemplar do livro Time dos Sonhos e receber outros quatro de presente:
http://livraria.lojaintegrada.com.br/time-dos-sonhos

E você, o que acha disso?


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