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Derrota para o Vitória mostra que chegou a hora de renovar o Santos

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Que tal começar agora a renovação do Santos?

No sábado comemoramos 50 anos de um título mundial que o Santos ganhou na raça. Mesmo desfalcado de Pelé, Calvet e Zito, derrotou duas vezes o Milan, campeão europeu, virando uma partida de 2 a 0 para 4 a 2. Neste domingo, mesmo precisando do triunfo, vimos um Santos perder do humilde Vitória sem ao menos lutar. A imagem desses dois momentos distintos na história do clube já diz tudo. Chegou a hora de renovar e repensar o time do Santos.

Mas antes eram craques, lembrarão alguns, hoje a equipe é formada por jogadores medianos. Concordo. Mas há qualidades que independem da técnica – a fibra é uma delas – e a maioria dos jogadores deste Santos de 2013, infelizmente, não as têm. O time jogou como se tivesse cumprido sua meta ao evitar o rebaixamento. Não houve ranger de dentes, nem arrancar de cabelos. Perdeu mais uma fora de casa como se fosse um jogo qualquer. Uma pena.

A vitória manteria o Santos ao menos na luta pela vaga na Libertadores. Seria muito difícil? Sim. Mas agora que a chance não existe, o que vai se fazer com os três jogos que faltam? Eu sugiro que se dê férias à maioria dos titulares e se escale um time só de garotos. Tenho certeza de que ao menos haverá mais vontade, o que positivamente faltou nesse confronto com o Vitória.

2 a 0 foi pouco. O time de Ney Franco dominou a partida e poderia ter feito mais. No Santos, ninguém se destacou. Thiago Ribeiro perdeu gol feito, Bruno Peres falhou feio no primeiro gol do adversário e Émerson Palmieri falhou no segundo. Cícero, Montillo, Thiago Ribeiro e Geuvânio desta vez pouco fizeram. O campo e a bola são os mesmos, mas quando joga fora de casa este Santos parece outro, bem inferior.

O lado positivo dessa derrota é que o clube, sem maiores aspirações no Brasileiro, a não ser uma vaga para a Sul-americana, poderá planejar com mais antecedência o futebol para 2014. Quem sabe se pela primeira vez nos últimos anos o plantel é montado com critério e inteligência, assim como a comissão técnica? Tempo haverá, já que a três rodadas para o final o Santos já está no limbo.

É mais do que evidente que chegou a hora da renovação tão esperada no Santos. Nos próximos dias vamos analisar com calma e critério quem, deste elenco, deve permanecer ou sair do clube.

Hoje é preciso atacar. Só a vitória interessa meeeesmo.

Com 48 pontos, o Santos poderá alcançar 60 ao final do Brasileiro e habilitar-se para, se não der para ficar no G4, alcançar uma vaga para a Libertadores caso o Atlético Paranaense vença a Copa do Brasil, ou o Atlético Mineiro fique entre os quatro mais bem colocados. Por isso, não dá para se contentar com outro resultado a não ser o triunfo sobre o bom Vitória de Ney Franco, no Barradão.

Sem risco de ser rebaixado, o Santos pode jogar mais solto e adotar uma postura mais ofensiva. Claudinei Oliveira, que para mim não está totalmente descartado para 2014, manterá o mesmo time que venceu o Bahia por 3 a 0 no meio da semana, ou seja: Aranha, Cicinho (Bruno Peres), Edu Dracena, Gustavo Henrique e Émerson Palmieri; Alison, Arouca, Cícero e Montillo; Geuvânio e Thiago Ribeiro.

É uma equipe que está se mostrando mais entrosada, errando menos passes e sendo mais efetiva diante do gol adversário. Geuvânio, quem diria, é o patinho feio que está dando certo, desbancando os badalados Victor Andrade, Neilton e Gabriel. O Caveirinha tem dado o sangue na marcação da saída de bola do adversário e também nas investidas de ataque. O torcedor gosta de jogador assim.

Montillo, Cícero e Thiago Ribeiro formam um bom trio ofensivo, completado pela garra de Geuvânio. Algo me diz que Alan Santos ainda se firmará como titular, provavelmente no lugar de Arouca. Aos poucos, finalmente, o Santos adquire uma cara e uma personalidade. Creio que possa mesmo vencer o Vitória, mas será preciso confiança e regularidade.

Ney Franco deverá escalar o Vitória com Wilson, Ayrton, Victor Ramos, Kadu e Juan; Cáceres, Marcelo, Escudero e Renato Cajá; Marquinhos e Dinei. Trata-se de um time leve, rápido e flexível, que se adapta às condições do jogo e nunca deixa de lutar pela vitória, ainda mais quando joga em seu campo.

Com 51 pontos, o Vitória precisa vencer para voltar a se aproximar do G4, grupo a que pertenceu durante boa parte do campeonato. Mas, se perder, será alcançado pelo Alvinegro Praiano. Ou seja: para os dois times só os três pontos interessam. Um empate fará com que ambos morram abraçadinhos.

A arbitragem será de Sandro Meira Ricci (PE – FIFA), auxiliado por Elan Vieira de Souza (PE) e Albino Andrade Albert Junior (PE). Como não há interesses de terceiros em jogo, não há motivos que ocorrerão erros intencionais. Boa sorte ao trio.

E você, acha que teremos um Santos ofensivo contra o Vitória?

Claudinei Oliveira por Ney Franco. Vamos analisar essa troca?

Este domingo coloca frente a frente os técnicos Claudinei Oliveira, do Santos, e Ney Franco, do Vitória, a partir das 17 horas, em Salvador. Qualquer que seja o resultado, porém, ele não deverá mudar o destino dos dois treinadores. O Santos já fez proposta por Ney Franco, o que quer dizer que Claudinei Oliveira perdeu sua grande chance de iniciar a carreira firmando-se em um time grande.

Mas que conseqüências poderá trazer essa mudança? Vamos analisar, sob alguns aspectos concretos, essa troca de comando técnico no Alvinegro Praiano?

Valorizar os jovens

Claudinei foi promovido ao time profissional por ter tido sucesso com as divisões de base do Santos e porque o clube percebeu que Muricy Ramalho não sabe e não gosta de trabalhar com jovens. A perspectiva era a de que Claudinei utilizasse muitos dos garotos campeões do sub-20 e formasse um time de futuro com eles, seguindo a tendência histórica do Santos.

Isso foi feito em parte. Muitos garotos tiveram realmente a oportunidade de jogar entre os profissionais, alguns pareciam até terem se firmado como titulares, casos de Giva, Neilton e Leandrinho – mas hoje apenas o zagueiro Gustavo Henrique e o volante Alison ganharam a posição, e mais dois, Alan Santos e Geuvânio, estão prestes a fazê-lo.

Parece pouco, mas é um bom começo. Os veteranos Durval e Léo finalmente deram seus lugares para jogadores de mais juventude, fôlego e vontade. Willian José e Everton Costa parece que aos poucos também vão saindo de cena. Foi só Claudinei começar a ouvir o torcedor e o time rendeu mais.

Mas aí é que aparece uma das razões do desgaste de Claudinei com o torcedor: ele começou usando muitos garotos, mas foi diminuindo, diminuindo, a ponto de firmar como titulares Willian José e Everton Costa, mesmo tendo à sua disposição meninos como Giva, Neilton, Victor Andrade e Gabriel.

Por outro lado, Ney Franco trabalhou muito bem com a Seleção Brasileira sub alguma coisa que se tornou campeã sul-americana com Neymar, Lucas e Oscar, entre outros. Dizem que ele poderá revelar novos Meninos da Vila. Parece que Ney, apesar de seu jeito mineirinho de ser, tem coragem e personalidade para colocar veteranos no banco e promover garotos (isso é o que teria causado seus problemas no São Paulo).

Se confirmar essa sua capacidade, Ney Franco se colocará um passo à frente de Claudinei, que ainda depende muito de resultados para se manter na profissão e por isso prefere não se arriscar demasiadamente com os jogadores vindos da base.

Tática ofensiva

É só dar uma passada d’olhos no elenco do Vitória para perceber que Ney Franco conseguiu montar um time ofensivo sem estrelas e sem sangrar os cofres do clube. Essa é uma vantagem insubstituível nos tempos de hoje, em que se busca eficiência e baixo custo. Para completar, jogar pra frente está no instinto atávico do Santos. Desde Adolfo Millon e Arnaldo Silveira o Alvinegro Praiano não prioriza a defesa.

Nesse particular, Claudinei Oliveira fica bem atrás, pois apesar de ter se mostrado menos defensivista do que o boquirroto Muricy Ramalho, ainda assim preferiu a defesa ao ataque, e por isso deixou escapar algumas vitórias que, se concretizadas, deixariam o Santos na turma da Libertadores.

Relacionamento

Quando lhe perguntaram qual foi o legado deixado por Ney Franco no São Paulo, Rogério Ceni respondeu: “Zero”. Isso pode querer dizer que o técnico não fez nada de útil no São Paulo, mas pode também significar que ele tentou fazer coisas que iam contra os interesses de Ceni – e, provavelmente, de outros veteranos, como Lúcio e Luís Fabiano – e por isso é tão pouco valorizado pelo goleiro.

No Santos, Franco provavelmente viria com a responsabilidade de promover a renovação do time, e todas as circunstâncias contribuem para isso. Dos jogadores mais experientes, os únicos que se mantêm como titulares são Edu Dracena e Arouca. Ambos, porém, são plenamente substituíveis. Arouca ainda tem um bom valor de mercado e poderia ser usado em uma troca interessante. Dracena, se não for negociado, pode se revezar com outros jogadores na zaga.

Se Claudinei já tivesse promovido essa renovação, suas chances de continuar no Santos seriam maiores. Ele subiu com a incumbência de utilizar mais os jovens, mas percebeu a força política dos veteranos e preferiu contemporizar para não ser fritado. Agora, com as prováveis saídas de Léo, Durval, Marcos Assunção e Arouca, o caminho está aberto Ney Franco implantar um sistema de jogo menos preguiçoso e mais ofensivo.

Como se deparará com um grupo em transformação, sem lideranças consolidadas, Ney Franco poderá estabelecer uma relação de confiança e amizade com os jogadores, principalmente os mais jovens, garantindo um bom relacionamento que poderá mantê-lo no cargo por mais de uma temporada.

Mas há um empecilho que põe em risco essa harmonia: trata-se do auxiliar técnico de Franco, Éder Bastos. Como Franco não costuma acompanhar os treinos (?), essa incumbência é passada a Bastos, que acaba adquirindo tanto ou mais ascendência sobre os jogadores do que o técnico. O Santos não quer contratar Éder Bastos, mas Franco insiste em trazer seu auxiliar… Este impasse, aliás, é o único que ainda pode impedir a vinda de Ney Franco à Vila Belmiro (e esse negócio de não acompanhar os treinos também tem de ser melhor explicado… depois de Muricy, o santista não agüenta mais técnico indolente).

Investimento

Pelo trabalho que Claudinei já realizou, sua relação custo x benefício foi das melhores que o Santos já teve com um técnico (sem nos esquecermos de que o também interino Marcelo Martelotte levou o time ao oitavo lugar no Brasileiro de 2010). E como recebe 80 mil mensais, mesmo que renove com 100% de aumento ainda assim ganharia menos da metade do salário de Ney Franco, que será de 350 mil mensais. Portanto, Claudinei representa, sem dúvida, um investimento bem menor do que Ney Franco.

Ambição

A extrema irregularidade dos times neste Campeonato Brasileiro, da mesma forma que fez com que 14 das 20 equipes corressem risco de rebaixamento, deu a muitas a possibilidade de lutar no mínimo por uma vaga na Copa Libertadores. O Santos chegou a ficar bem perto do G4, mas em nenhum desses momentos cruciais o time mostrou determinação, confiança e futebol que o pudessem levar ao objetivo. Para muitos, o responsável pela falta de ambição da equipe foi o técnico Claudinei Oliveira, que o tempo todo pareceu contente em manter a equipe na Série A.

Um técnico mais experiente, que já está no ponto de obter uma conquista memorável, como a de um título brasileiro, saberia comandar o Santos com firmeza e destemor nesses jogos decisivos? A maioria dos santistas, na qual me incluo, acha que sim. Os empates sofridos em cima da hora para Vasco e Coritiba, na Vila Belmiro; a derrota para a Portuguesa, em São Paulo, por acachapantes 3 a 0; o empate com o Vasco, em São Januário, depois de estar dominando o jogo e vencendo por 2 a 0, e o empate na Vila diante do já rebaixado Náutico, são exemplos de partidas que roubaram do Alvinegro Praiano os pontos necessários para mantê-lo entre os mais bem classificados da competição.

O que um técnico passa aos jogadores no vestiário é determinante. Se ele vender que um empate fora de casa já é um grande resultado, o ânimo de seus comandados para buscar a vitória será bem menor. Mas se ele diz que é possível ganhar, explica como e destaca que é importante buscar os três pontos, o time se empenhará mais. É aí que entra a ambição do treinador, algo que Ney Franco tem mais do que Claudinei.

A conclusão é sua

Leia, releia, concorde, desaprove, faça a sua análise e nos diga o que acha dessa troca de Claudinei Oliveira por Ney Franco.


O caminho é por aí, Claudinei. Outra boa vitória do Santos!

gabriel e cícero
Gabriel e Cícero, os autores dos gols do Santos (Ivan Storti/ Divulgação Santos FC)

Na minha coluna de sexta-feira no jornal Metro de Santos ressaltei, logo na primeira frase, que o futebol, como a vida, é cíclico. Pois veja como são as coisas: o time que estava há quatro jogos sem ganhar, agora está há seis sem perder. 2 a 0 foi pouco pelo domínio que o Santos impôs ao Vitória na Vila Belmiro. Gabriel deixou de novo a sua marca, Cícero fez o segundo. Com 19 pontos e dois jogos a menos, este renovado Santos já começa a sonhar grande.

O técnico Claudinei Oliveira surpreendeu positivamente ao escalar Alison e Leandrinho no meio e Gabriel no ataque. Na verdade, isso era o óbvio a fazer, mas o técnico vinha insistindo com Marcos Assunção e Neilton, que não estavam bem. Gabriel, apesar dos 16 anos, é mais ágil e forte que Neilton, além de chutar e se colocar melhor para receber o passe ou aproveitar um rebote da defesa. No momento, é o companheiro ideal de Thiago Ribeiro, que também está jogando melhor e merece ser o titular.

A zaga, com Edu Dracena e o garoto Gustavo Henrique, não sofreu gol. Mais do que isso: pouco permitiu ao ataque do Vitória, apesar das fragilidades pelo lado de Galhardo, substituído por Bruno Peres. Com a volta de Cicinho, a situação tende a melhorar.

Uma experiência que, mais cedo ou mais tarde, Claudinei terá de fazer, é colocar Gustavo Henrique ao lado de Jubal, companheiros desde as divisões de base. Algo me diz que podem fazer uma dupla de zaga excelente. Por enquanto, porém, a experiência e a liderança de Edu Dracena são imprescindíveis.

No meio, se Arouca renovar, deve ser escalado ao lado de Alison, Cícero (ou Renato Abreu) e Montillo, mas percebo que não é bem essa a formação que a maioria dos santistas prefere. Corrijam-me se estiver errado, mas penso que Alison, Leandrinho (ou Alan Santos), Léo Cittadini e Montillo formam o quarteto que o santista quer ver jogar. Talvez Cittadini não corresponda a toda a expectativa, mas bem que merece uma oportunidade.

No ataque, ficou fácil, é só não complicar. Thiago Ribeiro é titular e seus substitutos imediatos são, pela ordem, Giva, Willian José e Éverton Costa. Seu companheiro de momento é Gabriel, de quem Neilton e Victor Andrade são reservas.

O que os profetas do apocalipse vão dizer?

Quando, após sofrer aquele vexame diante do Barcelona, o Santos voltou ao Campeonato Brasileiro e logo de cara enfrentou o campeão do mundo, o Clube de Regatas Itaquerense, muitos previram nova goleada estrondosa. Pois o jogo terminou 1 a 1, com ligeiro predominio santista.

Depois, o Cruzeiro, no novo Mineirão, onde o time de Minas Gerais tinha vencido todos os seus jogos. Diferente da nova goleada prevista pelos profetas do apocalipse, veio novo empate, desta vez por 0 a 0. Mesmo resultado, aliás, do jogo em Salvador, contra o Bahia.

Em seguida, o Grêmio, pela Copa do Brasil, time que vinha de três vitórias consecutivas. É claro que para os eternos pessimistas o Santos perderia. Porém, já sabemos, a vitória veio dos pés de um garoto de 16 anos – como, aliás, está escrito no destino do Santos que muitos teimam em negar.

Agora, nova vitória, e ainda mais convincente, pois além dos 2 a 0 o Santos dominou de cabo a rabo. E novamente com um gol do garoto Gabriel e desta vez com cinco garotos vindos da base. Será que novamente quererão dizer que foi sorte, que o negócio de Meninos da Vila e DNA ofensivo é bobagem?

Que as coisas podem e devem melhorar, não resta dúvida. Que a contração de Everton Costa e até mesmo de Renato Abreu foram mais equívocos dessa diretoria, eu creio que sim. Mas nem tudo está perdido e o time está longe de ser péssimo, se comparado aos outros deste Campeonato Brasileiro.

Por que acredito em um time com muitos Meninos

Garotos que sempre se destacaram na base, como é o caso desses que foram promovidos ao time profissional do Santos, já passaram por várias etapas seletivas e vários testes em suas carreiras. Chegar a titular de uma equipe infanto-juvenil de um clube grande, já é muito difícil. Garotos do Brasil inteiro procuram o Santos para testes, ou são selecionados em seus lugares de origem.

Depois, serem campeões paulistas e da Taça São Paulo é ainda mais complicado – tanto assim, que o Santos só venceu duas vezes esta última. Por fim, estrear no time profissional e mostrar algum valor já merece destaque, pois muitos outros sentem demais a responsabilidade e ficam travados.

Como está provado que o auge de todo atleta, em qualquer modalidade, se dá por volta de 25 anos – quando seu desenvolvimento físico, intelectual e emocional atinge o ápice – e como acredito que esses Meninos ainda têm muito a evoluir, acho que é desperdício não lhes dar a oportunidade para atingir o nível de excelência que podem alcançar.

Deixo claro que não defendo a tese de que Claudinei deva escalar um time só de Meninos. Aranha, Cicinho, Edu Dracena, Mena, Montillo e Thiago Ribeiro são jogadores experientes e podem, tranquilamente, conservarem-se titulares do Santos. Porém, nas outras posições, como Claudinei já está percebendo, vale a pena contar com a força, a velocidade, a agilidade e, principalmente, a impetuosidade dos mais jovens.

Que público mixuruca é esse?

Se mesmo com ingressos a 10 reais a Vila não recebeu 8.500 pagantes – e isso em um sábado maravilhoso e depois de uma vitória no meio da semana – então para tudo. Qualquer um que realmente goste do Santos não poderá mais defender o velho Urbano Caldeira como o palco ideal para os jogos do Alvinegro Praiano.

Fica evidente que o torcedor de Santos abandonou o time. Dez reais é o preço de três cervejas (em alguns bares, de duas). Não dá para entender esse público de teatro para um jogo do Campeonato Brasileiro em que todas as circunstâncias eram favoráveis e a perspectiva de vitória era muito grande.

Como já escrevi, acredito que a única forma de o Santos voltar a demonstrar que é um time de massa é voltar a jogar mais no Pacaembu, e com preços populares. Depois de hoje, ficou provado que a única forma de lotar a Vila é pagar para os torcedores irem ao estádio.

Santos 2 x 0 Vitória – Vila Belmiro, 18h30

Santos: Aranha, Rafael Galhardo (Bruno Peres), Edu Dracena, Gustavo Henrique e Mena; Alison (Alan Santos), Cícero, Leandrinho e Montillo; Gabriel (Everton Costa) e Thiago Ribeiro. Técnico: Claudinei Oliveira.

Vitória: Wilson; Ayrton, Fabrício, Reniê e Euller; Luiz Alberto, Cáceres, Vander (Marquinhos) e Renato Cajá (Felipe); Maxi Biancucchi (Pedro Oldoni) e Dinei. Técnico: Caio Júnior.

Gols: Gabriel, aos 8 minutos do primeiro tempo; Cícero, aos 10 do segundo.

Arbitragem: Pablo dos Santos Alves (ES), auxiliado por Cristhian Passos Sourence (GO) e Rafael da Silva Alves (RS).

Cartões amarelos: Alison, Cícero, Aranha e Montillo (Santos); Renato Cajá (Vitória).

Público: 8.350 pagantes. Renda: R$ 157.338,00

Veja os melhores momentos de Santos 2 x 0 Vitória:
http://youtu.be/xMZHx42qj5s

Você acha que o Santos está encontrando o caminho das vitórias? O que falta?


“Nós temos a obrigação de marcar a história desse clube”

arouca, cicero e marcos assuncao
Cícero, Assunção e Arouca no treino desta terça-feira (Foto: Ricardo Saibun/ Divulgação Santos FC).

Esta frase do título foi dita pelo técnico Dorival Junior em sua preleção antes de o Santos fazer o jogo decisivo contra o Vitória/BA e conquistar a Copa do Brasil de 2010, garantindo vaga para disputar a Copa Libertadores de 2011. Veja e ouça como o treinador motivou o time para a decisão:

A volta por cima na Libertadores

No ano seguinte, o Santos vinha mal na competição sul-americana, com apenas dois pontos em três jogos. Poucos acreditavam que pudesse dar a volta por cima. Na quarta partida, porém, contra o Colo Colo, na Vila Belmiro, a sinergia entre o time e a torcida mostrou que naquela noite iria começar uma nova história. Reveja o momento mágico da mudança:

Você acha que a motivação dos jogadores e o apoio da torcida podem decidir o tetra domingo?


Jogos que faltam para completar 7 vitórias seguidas, como em 2004

No Brasileiro de 2004 o Santos, dirigido por Vanderley Luxemburgo, estava quase na zona de rebaixamento, mas empreendeu uma arrancada com sete vitórias consecutivas e acabou chegando ao título. Desta vez também há santistas que acreditam nos sete triunfos seguidos como o antídoto para anular todos os percalços e a má sorte que a equipe teve até agora na competição.

Como venceu ontem ao Cruzeiro, na Vila, apesar de tremendamente desfalcado, não é exagero imaginar que, com a volta de alguns titulares, possa continuar vencendo os próximos jogos. Sim, mas quais são os adversários que o Alvinegro Praiano terá pela frente?

Bem, os seis a seguir, pela ordem, são: Corinthians (Pacaembu), América/MG (Minas), Figueirense (Vila Belmiro), Fluminense (Engenhão), Palmeiras (Vila Belmiro) e Atlético/MG (Minas). E aí, o que você acha? Dá para vencer todos?

Se o Santos se sair bem nesses jogos, poderá realmente brigar pelo título, pois terá uma tabela favorável até o final da competição. Nas suas nove partidas restantes, terá o mando de jogo em cinco delas: Grêmio, Atlético/PR, Vasco, Atlético/GO e Bahia. Os quatro jogos que fará no campo do adversário serão contra Flamengo, Ceará, Coritiba e São Paulo.

Um detalhe: sete era o número de sorte do ex-presidente Marcelo Teixeira. Espero que o número de sorte de Luis Álvaro Ribeiro seja oito, nove, dez, onze, doze, treze, quatorze…

Jogos que faltam ao Santos

Analise os jogos do Santos até o final do Campeonato Brasileiro. Além destes citados abaixo, haverá os dois atrasados, contra o Grêmio, no Estádio Olímpico, e contra o Botafogo, na Vila Belmiro, a serem jogados em outubro.

18/09 – Corinthians, às 16 horas, no Pacaembu
21/09 – América/MG, às 20h30m, em Minas Gerais
24/09 – Figueirense, às 18 horas, no Pacaembu (ou será na Vila?)
01/10 – Fluminense, às 18 horas, no Engenhão
09/10 – Palmeiras, às 16 horas, na Vila Belmiro
12/10 – Atlético/MG, às 21h50, na Arena do Jacaré
15/10 – Grêmio, às 16 horas, na Vila Belmiro
22/10 – Flamengo, às 16 horas, no Engenhão
29/10 – Atlético/PR, às 16 horas, na Vila Belmiro
05/11 – Vasco, às 16 horas, na Vila Belmiro
12/11 – Ceará, às 16 horas, no Presidente Vargas
16/11 – Atlético/GO, às 21h50m, na Vila Belmiro
19/11 – Coritiba, às 16 horas, no Couto Pereira
26/11 – Bahia, às 16 horas, na Vila Belmiro
03/12 – São Paulo, às 16 horas, no Morumbi

As sete vitórias de 2004

No Brasileiro de 2004 as sete vitórias consecutivas ocorreram da nona à décima-quinta rodada. Começou com a partida contra o Vitória, em Salvador, em 16 de junho, vencida por 2 a 1, e terminou com o triunfo sobre o Flamengo, em 13 de julho, na Vila Belmiro, por 2 a 0.

Confira os sete jogos: Vitória/BA, Salvador, em 16/06, 2 a 1; Internacional, Vila Belmiro, 20/06, 3 a 0; Guarani, Pacaembu, 26/06, 2 a 1; Corinthians, 04/07, Pacaembu, 3 a 2; Ponte Preta, Campinas, 07/07, 4 a 0; São Paulo, Vila Belmiro, 10/07, 2 a 1, e Flamengo, Vila Belmiro, 13/07, 2 a 0.

Reveja os gols da vitória sobre o Flamengo, a sétima consecutiva em 2004. Perceba como o time era ofensivo. Nos dois gols havia pelo menos quatro santistas na área do adversário. Não foi à toa que em 2004 o Santos bateu o recorde de gols em um Brasileiro, com 103.

Fez as contas? Analisou as possibilidades? Ainda dá para ser campeão?


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