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Santos rende o máximo sem Neymar e não sai do zero

Sem Neymar, que, suspenso por Dorival Junior, assistiu ao jogo das tribunas do estádio Brinco de Ouro, o Santos empatou com o Guarani em 0 a 0 e perdeu ótima oportunidade de ficar a apenas sete pontos do líder Corinthians – seu próximo adversário, quarta-feira, na Vila Belmiro.

O time só se tornou um pouco mais agressivo a partir dos 15 minutos do segundo tempo, quando Marquinhos foi substituído por Alan Patrick. Dois minutos depois, Zé Eduardo cedeu seu lugar a Tiago Luís. Porém dez minutos depois Dorival tirou Madson para colocar o indefectível Marcel, dando aos santistas a certeza de que dificilmente o time faria ao menos um gol.

O Guarani, que não contou com Mazola, seu principal jogador, valeu-se das arrancadas do lateral-direito Apodi, o único a levar algum perigo à meta de Rafael. Léo e Tiago Luís receberam cartões amarelos justamente por faltas sobre Apodi.

Neymar participou da oração

Conforme o roteiro traçado pela diretoria, Neymar foi a Campinas, entrou no vestiário do Santos, conversou com os colegas e participou da oração antes do jogo. Depois, foi ver a partida dos camarotes. Dorival disse que “isso mostra que ele faz parte do grupo”. Ufa, ainda bem, será que Dorival queria expulsar Neymar do Santos?

Sem o Menino de Ouro, como se esperava, o Santos perdeu o toque rápido e a possibilidade do drible que fura a barreira adversária, ou provoca faltas. Diante disso, o máximo que o time poderia conseguir era terminar o jogo como começou, em 0 a 0. Ao menos isso conseguiu.

A impressão que ficou é que com Neymar o Santos ganharia o jogo, pois mesmo sem ele o time teve mais chances do que o Guarani. Marquinhos e Alan Patrick deram bons chutes, bem defendidos por Douglas, e Zé Edurado tentou encobrir o goleiro e jogou a bola para fora.

Contra o Corinthians, juventude e velocidade

Além da volta obrigatória de Neymar, o Santos terá de ser ousado se quiser vencer o Corinthians na quarta-feira e manter vivo o sonho de chegar ao título. Em Campinas ficou evidente que a entrada de Alan Patrick torna o time bem mais criativo e perigoso.

Pelas limitações do elenco, agravadas pelas contusões de Keirrison, Zezinho e Rodriguinho, é de se esperar que, além de escalar os rápidos e habilidosos Neymar e Alan Patrick, Dorival Junior inicie a partida com Madson e Zé Eduardo, ou Tiago Luís.

Só mesmo muita velocidade, aliada à habilidade e determinação, poderão fazer com que o Santos vença o Corinthians, líder e melhor equipe da competição até aqui, que terá a volta de Rolando.

O que você achou do empate de 0 a 0 contra o Guiarani, e como o Santos deverá ser escalado contra o Corinthians, na quarta-feira?


Crônica de uma derrota anunciada

A derrota que o Santos sofreu para ele mesmo, fora dos campos, já estava prevista. O fato de ser um clube que revela muitos jovens e não ter profissionais habilitados para lidar com eles, só pode dar nos incidentes que estamos presenciando. O caso Neymar é apenas o último e mais conhecido. Quem vive o ambiente do clube sabe que Dorival é como um professor em uma classe de alunos rebeldes. A necessidade de um departamento de psicologia esportiva é tão urgente no Santos, que este blog já tratou deste assunto há mais de duas semanas. Veja: http://blogdoodir.com.br/?p=1792

Técnicos não gostam de dividir a ascendência sobre os jogadores com um psicólogo. Costumam desmerecer e desqualificar estes profissionais, que acabam durando pouco nos clubes. Porém, fica a pergunta: Técnicos de futebol são capazes de lidar com a cabeça e o comportamento de atletas, principalmente dos mais jovens e rebeldes?

Este episódio Dorival Junior x Neymar mostra que não. Perdido e sem fazer o que fazer, o técnico recorreu à presidência do clube para dar uma punição exemplar ao garoto que, menos de uma semana antes, ele defendia nas entrevistas.

Ironia: Dorival pedia para que fosse coibida a violência contra Neymar e ele próprio perpetua a maior violência que este garoto já sofreu em sua carreira. Multado, o jovem craque foi obrigado a pedir desculpas publicamente e ainda acabou suspenso. E o pior é que Dorival ainda não está satisfeito.

O que se passa pela cabeça do Dorival?

Muitos se perguntam o que se passa pela cabeça de Neymar, mas por que também não perguntar o que se passa na cabeça de Dorival Junior? Na do garoto é fácil descobrir: quer justificar a fama e o novo salário, quer fazer gols (e por isso insistiu em cobrar o pênalti), quer ver o Santos ganhando e, se possível, ajudar a equipe a conquistar o terceiro título no ano.

Mas o que levou Dorival a pedir essa punição mais dura para Neymar? Cansado de ver sua autoridade desrespeitada, o técnico quer, através do maior craque, dar um recado a todos os outros jogadores de que não tolerará mais qualquer indisciplina? É uma possibilidade.

Mas por que o técnico não se contentou com a multa e o pedido de desculpas? Não sabia que ao insistir na suspensão estaria indo contra o desejo da presidência e os interesses do clube, que fez um esforço supremo para manter seu Menino de Ouro no Brasil?

Será que Dorival acha que mesmo sem Neymar o Santos pode continuar sonhando com a decantada tríplice coroa? Ou, consciente das limitações do elenco, o treinador já abandonou suas pretensões de título e está mais interessado em salvaguardar seu orgulho e sua imagem profissional?

Os incomodados que de mudem

Se um ambiente o incomoda e você é uma pessoa digna, de caráter, o que faz? Se manda, pega o seu boné e vai embora. A insistência de Dorival nesta punição a Neymar chega a ser estranha e demonstra uma vontade de desafiar não só o jogador, mas a liderança do clube.

Sua entrevista a Ademir Quintino, na sexta-feira, dizendo que não pediu demissão, deixa claro, ao menos pra mim, o que já sei de outros técnicos: se os clubes quiserem demiti-los, que paguem a multa.

Não sei as bases do contrato de Dorival Junior, mas, como a intenção dessa diretoria era manter seu trabalho por longo tempo, imagino que a multa deve ser astronômica. Mandá-lo embora oneraria ainda mais os cofres do clube, que já estão combalidos.

O Santos se comprometeu a pagar rendimentos mensais superiores a 600 mil reais a Neymar. Segundo o ex-presidente Marcelo Teixeira, o clube lhe deve R$ 29 milhões. Portanto, uma onerosa causa trabalhista é tudo que o Santos não quer agora.

Dorival jogou com esta situação para, pela primeira vez, mostrar alguma autoridade como técnico do Santos? Ou, você acredita, ele age simplesmente como um ser humano ferido em seus brios?

Em campo, hoje, o Santos que restou

Além de todos os desfalques que tem tido, hoje, contra o Guarani, ás 16 horas, o Santos não contará com o lateral-direito Pará, que sofreu um acidente de carro e machucou o joelho. Dorival deverá escalar o time com Rafael, Danilo, Edu Dracena, Durval e Léo; Arouca, Roberto Brum, Alex Sandro e Marquinhos; Zé Eduardo (ou Madson) e Marcel.

Engraçado é que o técnico nunca põe os amigos Madson e Zé Eduardo juntos. A boa convivência que têm fora de campo poderia ajudar. Hoje era um dia para escalar os dois mais à frente, com o Alan Patrick no meio, no lugar de Alex Sandro.

Porém, dentro do que restou, não dava mesmo para fazer milagres. Se perder, Dorival responsabilizará as limitações do elenco. Se ganhar, sairá como herói e poderá insistir em manter Neymar afastado também do próximo jogo, contra o Corinthians.

Já li, em outros blogs, santistas dizendo que vão torcer para uma derrota, hoje, para que Neymar volte contra o Corinthians. Mas o melhor mesmo, apesar de muito difícil, seria que o time ganhasse seus próximos cinco jogos, o que o colocaria na primeira ou segunda posição do campeonato.

A lógica, porém, indica que o Santos não conseguirá vencer nem a partida desta tarde, contra o ascendente Guarani dirigido por Wagner Mancini. Recentemente, no mesmo Brinco de Ouro, o time de Campinas venceu Fluminense e Flamengo, ambos de virada.

E você, o que espera do jogo de logo mais, no Brinco de Ouro, contra o Guarani? Mesmo sem Neymar, será que dá uma vitória do Santos?


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