Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

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O Peixe vai virar Dragão! E a raposa cairá no buraco…


Dragão branco, o mais veloz. Cadê a raposa? Caiu no mar…

Um vidente chinês em Yokohama, cidade japonesa com muitos chineses, disse exatamente a frase que está neste título. Sobre a decisão do Mundial da Fifa, entre Santos e Barcelona, o velho homem previu que a carpa (peixe) viraria dragão e a raposa cairia no buraco.

Isso quer dizer que o Santos se agigantará, jogará o seu melhor futebol, enquanto o Barcelona não conseguirá surfar como faz na Europa e sucumbirá diante da força e da arte dos sul-americanos.

Uma curiosidade: o Dragão branco é o mais veloz, justamente a qualidade que Muricy Ramalho quer ver no Santos contra a raposa, ou melhor, o Barcelona. É apenas uma coincidência? Não sei.

Só sei que pressinto uma partida equilibrada, com dois grandes times buscando a vitória com os recursos que têm. Prevejo um jogo de gols para os dois lados. Um, dois?. Não sei. Só sei que vejo mais de um gol santista de bolas espirradas, impossíveis, frutos mais de garra do que de técnica.

Mas vejo também uma grande jogada de Neymar que resultará em gol. Então, serão mais de dois gols santistas? Por que não? E a ardilosa raposa, também fará das suas? Sim, mas o que pode uma raposa diante do poder magnífico de um dragão? Por isso, o bichinho acabará caindo no buraco.

Porque o grande jogo não será decidido apenas pela esperteza (tática) ou pelos malabarismos (técnica), mas sim pela vontade, entusiasmo, coração. E um Dragão branco tem o coração ardente, pegando fogo. Um Dragão branco, quando ataca, é rápido, eficaz e transforma seus adversários em cinzas.

E você, acha que o duelo do milênio dará dragão ou raposa?


Neymar, Rogério Ceni, Incoerência, Yokohama e Dossiê…

Confesso que ouvi o diálogo entre Neto e Edmundo sobre Rogério Ceni, que hoje completará mil jogos com a camnisa do São Paulo. Ambos elogiaram o goleiro são-paulino por ser tão fiel ao seu clube. Edmundo chegou a se dizer arrependido de não ter feito uma carreira maior em um clube só e de ter jogado em tantos apenas por dinheiro. Ora, ora, ora… Se pensam assim, POR QUE ENCHEM O SACO DO NEYMAR E DO GANSO PARA IREM EMBORA DO BRASIL?! Como não incoerentes! O Ceni fez bem por ter ficado, mas os santistas devem ir embora? Ah, vão plantar batatas!

Vou pra Yokohama, tchau!

Os conselhos de alguns leitores deste blog e, principalmente, do meu filho Thiago, me fizeram decidir: vou para Yokohama acompanhar o Santos neste Mundial da Fifa. Quem já fez livros sobre as participações do Santos nos Mundiais de 1962 (Donos da Terra) e 1963 (Na Raça!) tem a obrigação de estar ao lado do time na disputa da terceira estrela. Na alegria ou na tristeza, na saúde ou na doença, na vitória ou na derrota, Japão, lá vou eu.

Que os leitores deste blog que moram na terra do sol nascente se preparem. Vamos torcer juntos pelo Alvinegro Praiano, matar saudades, e tomar alguns saquês, claro, porque ninguém é de ferro.

Gostaria de informações sobre hotéis próximos do estádio de Yokohama, e outras dicas que só quem mora lá pode dar. Agradeço desde já.

O blog fará uma cobertura bem particular do Mundial e em seguida será lançado um livro com as minhas impressões sobre a presença e o desempenho do Santos no maior campeonato de clubes da Terra.

Quero ver todo mundo no Museu do Futebol, dia 26

Estávamos programando um encontro para comemorar o primeiro aniversário do blog. A data passou e nada foi feito. Prometo que o aniversário do segundo ano não passará em branco. De qualquer forma, este lançamento do Dossiê no Museu do Futebol, dia 26, a partir das 17 horas, é uma boa oportunidade de estarmos juntos.

Espero que não tenham qualquer problema com a presença de palmeirenses, pois a festa também é deles. Aliás, seria uma boa oportunidade de realizarmos uma bela confraternização entre torcedores destes dois times que prezam o futebol clássico.

Lembro-me que lá no Museu do Futebol eu e Celso Enzelte lançamos o livro O Grande Jogo, falando dos confrontos entre Santos e Corinthians, e o clima de camaradagem entre santistas e corintianos foi espetacular. Nos divertimos muito. Vamos recriar o mesmo ambiente neste dia 26?


Santos e Barcelona deveriam fazer uma melhor de sete, como na NBA

A apresentadora Glenda Kozlowski disse, no Globo Esporte, aquilo que meio mundo já está sentindo: “Não vejo a hora de ver esse jogo!”. E o jogo em questão, é claro, é o duelo entre Santos e Barcelona, entre Neymar e Messi, pelo Mundial da Fifa – que, se tudo der certo e nenhum Mazembe da vida atrapalhar, será realizado no domingo, 18 de dezembro, no Estádio Internacional de Yokohama.

Será duro aguentar seis meses até lá. O que mais pode haver de relevante no futebol do planeta até o espetáculo que paralisará o mundo? Campeonatos nacionais? Quem quer vê-los? Por que não interrompem tudo e não começam, desde já, o embate mais esperado do milênio?

Veja como tudo se encaixa: a final do Japão será realizada no mesmo belo e moderno estádio – com capacidade para 72 mil pessoas – em que a Seleção Brasileira ganhou seu quinto título mundial. Perceba como a história cíclica do futebol continua pairando sobre o predestinado Alvinegro Praiano.

Outro detalhe espantoso: a cidade de Yokohama, com seus três milhões e meio de habitantes, foi escolhida para a decisão deste Mundial de Clubes por Marcelo Teixeira – ele mesmo, ex-presidente do Santos, responsável por prosseguir o trabalho de investimento nas categorias de base criado na gestão de Samir Abdul Hack, trabalho que gerou essas pedras preciosas Neymar e Paulo Henrique Ganso.

Este duelo deveria se repetir em várias cidades do planeta

Há momentos em que campeonatos longos, com uma infinidade de times – muitos deles medíocres – são uma tremenda perda de tempo. Por que não colocar os melhores da América do Sul e da Europa, logo de cara, jogando várias vezes entre si?

Imagine se pudéssemos apreciar, desde já, embates seguidos entre Barcelona e Santos… Dois aqui, dois na Espanha, dois no Japão… E porque não mais dois em Nova York, dois em Sydney, dois no Cairo, mais dois em Joanesburgo, dois no México, dois em Paris…

O que há de mais belo, artístico e arrebatador no futebol atual do que um Barcelona e Santos? Comparado ao confronto dos dois maiores expoentes do futebol-arte, que sentido têm os campeonatos de pontos corridos, que, com seus passos de tartaruga, mais parecem pontos cambaleantes…

Ah, como seria bom, que sonho seria se o mundo pudesse ver dezenas de duelos entre os dois melhores times do planeta, dos que colocam a estética e o sentimento em primeiro lugar, como se Picasso e Portinari, Gaudi e Di Cavalcanti digladiassem.

E que maravilha se pudessem entrar em campo livres da preocupação emergencial dos três pontos, da mesquinhez dos títulos e das taças. Movidos apenas pelo amor infantil de se jogar futebol, só futebol…

E que jogassem enquanto pudessem, talvez no ano que vem e no outro também… Enquanto as pernas agüentassem e a idade permitisse, lá estariam Neymar e Messi, Xavi e Ganso, Iniesta e Elano, brincando com a bola, em um clássico infinito enquanto durasse…

Mas se os senhores de terno dissessem que isso é impossível, que a burocracia e o cronograma dos torneios têm de ser obedecidos (mesmo que não levem a nada), ao menos que se fizesse, como preconiza o amigo Fábio Rocco Sormani, um playoff, como na NBA, para decidir o campeão do mundo.

A possibilidade de ver no mínimo quatro e no máximo sete jogos entre os esquadrões santista e catalão seria ideal. Sim, porque depois de uma espera de seis meses, apreciar apenas um jogo, míseros 90 minutos de Santos e Barcelona é muito pouco.

Não é frustrante esperar tanto tempo para ver apenas uma vez Santos e Barcelona? Como você passará o tempo até 18 de dezembro?


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