Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

Time dos Sonhos

Ideias simples para o Santos

Veja agora o que a tevê não mostrou sobre o show do Santos e dos santistas no Pacaembu. Atenção especial para as crianças em mais essa obra preciosa do conselheiro Rachid:

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Vaga-lumes. Gol de Lucas Lima visto da arquibancada verde. Antes, nervosos, os torcedores acendiam cigarros, hoje ligam o celular para gravar um lance do jogo. Olha como o tobogã do Pacaembu ficou iluminado. O santista previa o gol.

Ideias simples para o Santos

O colega Efigenio se oferece para trabalhar nos guichês do Pacaembu, se não houver nenhum funcionário disponível, a fim de facilitar a vida dos santistas. Estou com ele. Douglas, o nosso Bozo, ressalta, mais uma vez, o gasto enorme com a confecção de ingressos – quase 70 mil reais só para o jogo contra o São Paulo. Essas questões não são difíceis de se resolver. Talvez falte boa vontade, talvez falte competência, o certo é que problemas simples não são resolvidos e o Santos prossegue como um clube amador em plena era do profissionalismo selvagem. Que tal se abríssemos aqui no blog uma caixa virtual de ideias praticáveis para o clube que seriam discutidas e depois enviadas à Curadoria do Santos?

E como fiz a sugestão, já inicio o processo com algumas ideias que tenho há tempos. A primeira delas é uma pesquisa com os torcedores do Santos que vão aos jogos. Umas pranchetinhas, perguntas curtas e grossas – nome, idade, cidade e bairro onde mora – já seriam suficientes para termos uma boa ideia do santista que vai aos jogos do time. Se o marketing não faz, nós mesmos poderíamos realizar essa pesquisa.

Sobre a equipe de marketing do Santos, confesso que não entendo porque ela trabalha no horário comercial normal, já que os eventos vitais para o clube são os jogos de futebol, realizados nas noites dos dias de semana, aos sábados e domingos. O expediente da equipe de marketing, ou de boa parte dela, deveria ser parecido com o do jornalista esportivo, que no máximo folga um domingo por mês, às vezes nenhum.

Por outro lado, o Santos tem funcionários suficientes para se revezarem nessas ações, já que hoje a folha de pagamentos tem 526 contratados, sendo 308 pela CLT e 218 autônomos, ou PJs. Ou seja, o clube tem 200 funcionários a mais do que deveria ter se fosse minimamente eficiente. Acho que seria conveniente arrumar trabalhão para alguns, antes que a situação piore e tenham de ser demitidos.

Bem, voltando às ideias, uma enquete com os santistas é mais do que importante, é imprescindível. Se o marketing do clube não pode fazê-lo e não há dinheiro para contratar uma empresa especializada, acho que só aqui no blog conseguiríamos juntar uma boa equipe para empreender a tarefa.

Ainda sobre como aproveitar os jogos, o momento de maior aglomeração de santistas, eu sugiro que uma equipe comandada pelo marketing faça um corpo a corpo com os torcedores. Não é preciso fechar o negócio na hora, mas conversar, distribuir folders e marcar para entrar em contato depois. Estou certo de que muitos novos associados seriam conseguidos assim.

Ainda sobre pesquisas, como ex-pesquisador do IBGE devo dizer que me fascina empreender uma pesquisa de torcidas localizada em alguns lugares específicos, como as cidades de Santos e São Vicente e bairros da região da Capela do Socorro, em São Paulo. Algo me diz que o número de santistas será muito mais do que outras pesquisas divulgam. Mas é fazer para ver e crer.

Internet, como se manter na ponta

Quanto à área de comunicação/ divulgação, creio que o Santos tenha de usar ao máximo os espaços disponíveis na Internet e, para começar, estreitar seus laços com os jornalistas e blogueiros que escrevem sobre o time. Não imagine que estou pensando em mim. Sei que como sou visto como “um cara da oposição”, não serei convidado para nenhuma ação do clube, já que essa direção do Santos é essencialmente política. Mas não importa. O importante é o clube ter uma rede de formadores de opinião que espalhe rapidamente suas notícias, mantendo o torcedor santista bem informado. A Internet é o grande meio de comunicação com o jovem e, logo, logo, também o será com pessoas de todas as idades. O Santos tem de se manter na ponta dessa tecnologia.

A Santostv vai muito bem, mas pode melhorar. É possível transmitir os jogos da base, ao vivo, pela Internet, além de jogos do time feminino e outros eventos. É bem barato e seria possível vender publicidade, o que daria até lucro ao clube. Nessas transmissões também seria possível atrair associados e divulgar outros aspectos do clube e do time.

Ensinar a história, o endomarketing essencial

Os meninos da base, as garotas do time feminino e mesmo os jogadores profissionais precisam conhecer melhor a história do Santos. Eles são ou serão porta-vozes e formadores de opinião do clube. Quanto mais bem estiverem informados, mais positivas e enriquecedoras serão suas entrevistas, valorizadoras da rica história santista.

Nós, da Assophis, a Associação dos Pesquisadores e Historiadores do Santos, já nos oferecemos para dar aulas, palestras ou cursos aos atletas santistas. Sei que Guilherme Gomez Guarche, responsável pelo departamento de memória e estatística do Santos, já fez algumas palestras aos jogadores infanto-juvenis. Ótimo, mas isso não pode ser esporádico, tem de ter continuidade. E não é problema de verbas, pois faríamos isso de graça. E não entraríamos em política, se é isso que temem.

O ideal seria que todos os funcionários do clube passassem por essas aulas, pois o endomarketing estaria perfeito. Em um clube de futebol, que depende essencialmente da mídia para se promover, conhecer a história e os valores da instituição é peça fundamental de todo plano de endomarketing.

Camisa especial e outros brindes aos sócios

Como o sócio do Santos recebe muito pouco pela taxa que paga, sugiro que a cada ano o sócio adimplente recebe uma camisa oficial e especial confeccionada especialmente para ele. É óbvio que será uma camisa mais econômica, produzida a preço de custo e enviada a todos os sócios, que assim poderão, orgulhosamente, exibir por todos os cantos do Brasil a sua condição especial de colaborador do Glorioso Alvinegro Praiano.

Outros brindes, como pins, chaveiros, cartões postais, livros, CDs, revistas, poderão ser distribuídos regularmente aos sócios, que assim terão uma compensação pelo fato de se associarem a um clube que não tem instalações poliesportivas, ou sociais, e nada lhes pode oferecer no momento.

“Mas isso custará ao clube”, argumentarão alguns que já imagino quais são. Claro que custará, mas deverá ser menos do que o valor de contribuição anual do associado. Não dá para querer apenas que o torcedor santista ajude o clube sem lhes oferecer nada em troca.

Em alguns clubes, como o Sevilha, da Espanha, o número de associados está diretamente ligado à capacidade do estádio. Lá, eles só aceitam 30 mil sócios, pois estes são os lugares reservados a eles no estádio do clube, que comporta 45.500 pessoas. E quase todos recebem seus carnês no começo do ano e podem ir a todos os jogos. O preço, com desconto, dos ingressos, já está acoplado ao valor da anuidade. Essa é uma fórmula, mas no Santos não precisa ser assim.

O torcedor santista que mora longe de Santos e de São Paulo sabe que dificilmente poderá acompanhar todos os jogos do time, então ele se associa mais para ajudar o clube. Caso seja contemplado com brindes e vantagens, ele continuará fiel. Por isso, ao contrário do Sevilha, o Santos pode ter metas muito mais ousadas para o seu quadro associativo, ultrapassando 100 mil pessoas. Basta desenvolver esse departamento com planejamento e eficácia.

Começou Wimbledon. Deu vontade de jogar tênis? Não sabe? Que pena. Mas dê ao seu filho a oportunidade de aprender esse esporte tão legal. Inscreva-o na Clínica de Férias do Clube de Campo Castelo, com os professores Suzana Silva e Marcos Vasconcelos. Esses eu garanto!
Cartaz não sócios

Bem, vou parando por aqui. Tenho outras ideias, mas creio que as que expus já são suficientes. Agora quero saber que ideia simples e barata você tem para o Santos.


Reflexões sobre a festa


Esperto, Rodrigão se antecipa a Lugano e faz o segundo gol do Santos.

Os comentários dos leitores deste blog, no post anterior, já dizem tudo sobre a partida. Mas tenho, ainda, algumas observações a fazer sobre a grande vitória no Sansão, em um belo e inesquecível domingo, e como ela serviu para reforçar conceitos às vezes esquecidos por alguns santistas:

1 – Meta: ser campeão
Esqueçam lutar para não cair, ou se segurar no G4. Mesmo com alguns defeitos, como a insegurança de sua zaga, principalmente nas bolas altas, o Santos tem méritos e um padrão de jogo que o credencia a lutar pelo título brasileiro deste ano. Além de suas próprias qualidades, o momento para o Santos é bom porque nenhum time nacional tem apresentado um futebol de alta qualidade. A torcida deve confiar e, ao mesmo tempo, exigir desempenhos convincentes da equipe.

2 – Elenco: acima da média
Mesmo sem Ricardo Oliveira, o melhor atacante do Brasil no ano passado, o Santos reencontrou o caminho dos gols. Vitor Bueno está se firmando e o simples e objetivo Rodrigão, que a torcida anda chamando de Serginho Chulapa, tem marcado presença na área adversária. Domingo ele vinha sendo muito bem marcado por Lugano, mas foi só o são-paulino dar uma bobeada e o novo homem-gol santista se antecipou bem para marcar. Pena que Gabriel não tenha sido tão eficiente. Perdeu gol inacreditável por não ter a perna direita para só cumprimentar a bola para as redes.
Com essa ótima contratação do volante Yuri, além de outros de bom potencial, como os meias Jean Mota e Emiliano Vecchio, o atacante Jonathan Copete e o zagueiro Fabián Noguera, creio que Dorival Junior terá boas opções para montar um time bem competitivo. Por outro lado, muita gente deverá sair, pois o elenco ficou inchado.

3 – Sinergia Santistas & Pacaembu
A sinergia, a união, entre o Santos e sua torcida, no Pacaembu, é enorme. O público santista que comparece ao estádio é mais incentivador do que crítico e empurra o time em momentos cruciais. Quando o Santos recuou e deu oportunidade para o jovem time do São Paulo buscar o empate, a torcida percebeu o momento mal parado e passou a gritar o nome do Alvinegro Praiano. Isso chacoalhou os jogadores, que voltaram a correr, a se apresentar para jogadas de ataque, e chegaram ao segundo gol minutos depois, com o oportunista Rodrigão.

4 – Desempenho não depende de estádio
Desde que tenha um bom time e se empenhe para buscar a vitória, o Santos pode jogar bem tanto na Vila Belmiro, como no Pacaembu, no Alianz Parque, no Olímpico, em qualquer lugar. Essa vitória incontestável sobre o tradicional adversário foi a 13ª consecutiva do Santos no Pacaembu, onde comemorou também seu 500º jogo no belo estádio. Está na hora de se deixar qualquer superstição de lado e encarar o Santos com a grandeza que ele tem, mas que até alguns santistas teimam em não enxergar.

5 – Clássicos na Capital
Com a determinação do Ministério Público de que os clássicos, em São Paulo, terão torcida única até o final do ano, não tem mais sentido perder dinheiro e visibilidade mandando os jogos contra os outros grandes em um estádio menor. Sei que a ideia pode parecer polêmica, mas por que não mandar o jogo contra o Corinthians no Alianz Parque, e dar aos santistas o gostinho de lotar um dos estádios mais bonitos e modernos do Brasil? O Palmeiras ganhará com isso? Sim, mas o Santos ganhará muito mais. Uma diretoria com a cabeça aberta já estaria pensando nisso.

6 – Desorganização da diretoria
Assisti à partida da arquibancada verde. Estranhei o grande número de lugares vagos, já que dias atrás a diretoria do Santos informou que todos os ingressos para o setor estavam esgotados. Se estavam esgotados, por que as pessoas não foram ao jogo e, pior, por que esses ingressos não foram computados na arrecadação final? Houve quem insinuasse que estavam nas mãos de cambistas, mas até nesse caso paira uma dúvida: os cambistas compraram os ingressos, ou os pegaram “em consignação”, com a liberdade de devolvê-los caso não vendessem? A acusação é séria e o clube terá de explicar melhor essa história.

7 – Público era maior
Fiz fotos dos vários setores do estádio e depois as analisei com calma. Na pior das hipóteses o Pacaembu tinha 70% de sua lotação completa, o que resultaria em um público total de 28 mil pessoas. O público anunciado, de 24.840 pessoas, com 19.740 pagantes e renda de R$ 862.720,00, não condiz, na minha opinião, com a realidade.

8 – Potencial de público
Sei que muitos se empenharam para convencer o presidente Modesto Roma a fazer esse clássico na Capital. É uma pena que o presidente tenha de ser convencido a fazer algo que é extremamente benéfico para o clube e, em extensão, para a cidade de Santos, já que o dinheiro arrecadado em São Paulo desce a serra para pagar as contas do clube. No dia em que o clube se empenhar, com seriedade e profissionalismo, para organizar melhor os jogos do time no Pacaembu, o Alvinegro Praiano terá ter uma média aproximada de 25 mil pessoas por jogo.

9 – Associados
Em um estádio maior o Santos terá mais argumentos para reavivar o seu programa de sócios. É plenamente realizável a meta de colocar 20 mil associados por jogo no Pacaembu. Para isso, primeiro é preciso chegar a 20 mil sócios adimplentes, e depois, com agilidade, eficiência e segurança, garantir-lhes o lugar no estádio. Jogar mais no Pacaembu turbinará a campanha de sócios que o Santos precisa lançar e manter.

10 – Visibilidade
A empolgante vitória sobre o São Paulo, diante de um bom público formado apenas por santistas, no estádio mais tradicional da cidade, no qual o adversário reinou na década de 1940, é realmente emblemática. Ela mostra que o Alvinegro Praiano tem um espaço generoso e reservado entre os torcedores da Capital. Ele fincou sua bandeira na maior cidade da América Latina. Ele não é um forasteiro, mas um político com mais de um milhão de eleitores na metrópole. Sua voz precisa ser ouvida e respeitada. Essa exibição, mostrada para todo o país, fez mais pela visibilidade do Santos do que todos os outros jogos que fez neste Campeonato Brasileiro. E visibilidade atrai patrocinadores, associados e mais espaço da mídia.

11 – Patrocinadores
Sei de duas empresas que, antes da gestão atual, se interessaram por patrocinar o Santos, mas desistiram ao saber que o clube não estava disposto a fazer mais jogos na Capital. É evidente que um patrocinador quer a maior exposição possível para a sua marca. Se no Pacaembu o público presente e a cobertura da mídia são maiores, obviamente o patrocinador terá mais retorno e por isso estará disposto a pagar mais para ter seu nome vinculado ao Santos.

Mais um comparado, injustamente, a Pelé
Para terminar, uma palavrinha sobre o Chile, a Argentina e Messi. Bem, em primeiro lugar, torci para o Chile porque minha filha está morando lá e gosto muito de Santiago e dos chilenos. Não vi o jogo, mas sei que a Argentina foi melhor. Para mim, Messi não será menos jogador porque perdeu um pênalti. É um craque, mas tem dificuldade em jogos decisivos por sua seleção. Uma pena para ele, pois o grande jogador cresce nos momentos importantes. Pelé fez duas finais de Copa do Mundo: na primeira, em 1958, com 17 anos, marcou dois gols, um deles um dos mais bonitos de todas as Copas; na segunda, em 1970, a quatro meses de completar 30 anos, fez um gol antológico de cabeça e deu passes para mais dois. Nem vou falar dos jogos decisivos pelo Santos, pois seria covardia. Enfim, Messi é um craque, mas ficará para a história como mais um que ousaram comparar a Pelé, o Rei do Futebol.

Torne-se um conhecedor e um divulgador da rica história do Santos. Mantenha vivo o bem mais precioso do nosso time.

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E você, o que acha disso?


Todos ao Pacaembu!


Pacaembu, estádio no qual o santista comemorou mais títulos.

Um tricolor foi vencido, e fora de casa. Falta o outro…

Todos ao Pacaembu!

Nesse domingo à tarde o torcedor do Santos viverá um momento histórico. Pela primeira vez o Glorioso Alvinegro Praiano fará um clássico na Capital diante apenas de sua torcida. Um Pacaembu lotado de santistas confirmará uma grandeza que os pequenos públicos da Vila Belmiro teimam em esconder, e uma vitória contra o São Paulo provavelmente devolverá o Santos ao G4. Sugiro que você faça um esforço para comparecer ao estádio mais carismático e charmoso do futebol brasileiro.

Abaixo repito os locais de venda de ingressos. Lembro ainda que pessoas com 60 anos ou mais e crianças com menos de 12 anos não pagam. Para entrar, é só levar um documento, com foto, comprovando a idade. A entrada mais rápida para esses casos é pelo portão principal do estádio. Chegando meia hora antes é suficiente pare entrar sem atropelos. Idosos e crianças santistas, o Pacaembu espera por vocês domingo!

Soube que a ideia de levar o clássico para o Pacaembu foi do diretor de marketing do Santos, Eduardo Rezende, a quem parabenizo. Certamente ele sofreu a resistência dos bairristas de plantão, mais preocupados em manter o domínio sobre o clube do que vê-lo crescer, mas conseguiu que a lógica prevalecesse. Seria importante que o público fosse muito bom para que a ideia de jogar os grandes jogos no Pacaembu se consolide. Agora que os clássicos paulistas terão torcida única, o Santos se sentirá ainda mais em casa enfrentando os rivais na Capital. Não terá sentido perder dinheiro pela superstição de que na Vila o time é invencível.

Há muita gente se mobilizando para esse jogo. Nas redes sociais, jovens santistas anunciam a partida para outros e essa divulgação cresce em progressão geométrica; nas cidades do Interior grupos de torcedores se organizam para ir ao Pacaembu; quem tinha receio de ir a clássicos do Santos na Capital, agora irá por ser torcida única. O conselheiro Rachid, conhecido pelos santistas pelos vídeos que faz sobre como os torcedores são tratados nos estádios, promete uma edição especial nesse domingo, priorizando mulheres e crianças. Acho que teremos lindas imagens para exibir aqui no blog.

Tem gente que quer ver o Pacaembu lotado e mais uma multidão de santistas do lado de fora, na Praça Charles Miller. Essas pessoas sabem que um comparecimento monstruoso de santistas é a única forma dessa diretoria aceitar o óbvio ululante de que o Santos precisa voltar a mandar jogos em estádios condizentes com sua grandeza. Na Vila Belmiro é voz corrente, entre as pessoas ligadas à diretoria, que o Alvinegro só deve enfrentar times pequenos em São Paulo, deixando os clássicos para o Urbano Caldeira. Penso exatamente o contrário e acho que boa parte dos santistas que pensa no clube antes de pensar em si mesmo concorda comigo.

Reunião do Conselho: gravidade e enrolação

Na quinta-feira à noite tivemos mais uma reunião do Conselho Deliberativo do Santos. Como já havíamos antecipado neste blog, a Comissão Fiscal, que já havia recomendado a desaprovação das contas de 2015, reprovou também as contas do primeiro trimestre de 2016. Mesmo diante de um quadro financeiro gravíssimo, que exige corte radical de despesas e aumento substancioso das receitas, o presidente Modesto Roma e seu sttaf continuam, irresponsavelmente, aumentando a dívida do clube, sem apresentar nenhum plano para aumentar as receitas.

Como já afirmamos aqui, o Santos é um Titanic depois de bater no iceberg e Roma é o violinista mor, tocando enquanto o navio afunda. Um cálculo simples: se a dívida do Santos chegará a cerca de 420 milhões de reais ao final do ano, e se a Vila Belmiro está avaliada, no máximo, em 200 milhões, isso quer dizer que mesmo vendendo o seu estádio o Santos ainda ficará com 220 milhões de dívidas, um passivo ainda maior do que foi deixado por Marcelo Teixeira em 2010.

Na assembleia, louvo as participações dos conselheiros Quixadá e Daniel Bykoff. O primeiro, de forma clara e precisa, destacou os equívocos expostos no balanço trimestral; o segundo, elegantemente, apertou o presidente do Conselho, Fernando Bonavides, por ter acatado uma ação contra a decisão do mesmo Conselho, a que reprovou as contas de 2015. Bonavides provavelmente se esqueceu de que a partir do momento em que assumiu a presidência do Conselho Deliberativo, deixou de servir a uma chapa e passou a servir aos interesses do clube.

O presidente Modesto Roma compareceu à assembleia, mas, como sempre, estava despreparado para responder objetivamente às questões. A impressão que o presidente dá é que vai seguir enrolando o CD e os santistas até o final de seu mandato. Não vejo nenhuma vontade séria de tirar o Santos dessa crise. O melhor para o clube e, creio, para o próprio Modesto Roma, seria ele se retirar e haver novas eleições. Roma deveria se recolher, cuidar de sua saúde e deixar o clube para quem tem mais competência e energia do que ele.

Postos de venda de ingressos para o clássico:

Santos na Área/Meltex (São Paulo) – Rua Augusta, 1931, Cerqueira César, São Paulo/SP – Tel.: (11) 3064-1574 / (11) 3064-1576 – De segunda a sábado, das 10 às 19h00; domingo e feriado não abre.
Subsede do Santos FC (São Paulo) – Av. Indianópolis, 1.772 – Planalto Paulista, São Paulo – Te.: (11) 3181-5188 ramal 5000 e (13) 3257-4000 / Ramal 5000 – Horário: das 11 às 17h00.
Pacaembu: Praça Charles Miller s/n – São Paulo – Bilheteria principal (próxima do portão principal) – Aberto de segunda a sábado, das 11 às 17 horas. Domingo e feriado não abre.
Ginásio do Ibirapuera (São Paulo) – Av. Manoel da Nóbrega, 1361 – Guichê 1 – Ibirapuera – São Paulo – Aberto de segunda à sábado, das 11 às 17 horas. Domingo e feriado não abre
Vila Belmiro (Santos) – Rua Princesa Isabel, s/ nº – Santos/SP – Guichês próximos à Portaria 6 e aos Portões 7/8.
Estádio Anacleto Campanella (São Caetano) – Av. Thomé, 64 – São Caetano do Sul – Horário: das 11 às 17h00 – Domingo e feriado não abre.

Torne-se um conhecedor e um divulgador da rica história do Santos. Mantenha vivo o bem mais precioso do nosso time.

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Olha aí Copete chegando…

Veja o que ele já fez…

E então, vamos ao Pacaembu domingo?


Só você, santista, salva

Com a alma de Rodrigão, o pedreiro artilheiro

O jogador que fez o Santos jogar com garra e confiança não é um craque nem tem toques sutis, mas é daqueles centroavantes machos que não têm mi-mi-mi. Rodrigão, o pedreiro que virou artilheiro, arrancou para fazer o gol de empate e participou do terceiro e do quarto gols santistas. Seu momento exemplar, porém, foi quando teve cãibras. Ninguém foi esticar sua perna, nem precisou ser atendido ou sair de maca. Levantou-se sozinho, voltou ao jogo com a perna ainda dolorida e deu, de cabeça, o passe para Luiz Felipe marcar o quarto gol do Santos, quando o Glorioso Alvinegro Praiano já ameaçava entregar mais um jogo ganho.

Pelo placar – 4 a 2 – parece que a partida contra o Fluminense, em Cariacica, com boa presença da torcida santista, foi até fácil. Mas não foi não. O sistema defensivo do Santos, que deveria passar a funcionar quando o time perde a bola, falhou muito. Os dianteiros Gabriel, Vitor Bueno e Léo Cittadini não marcam ninguém, Renato também marca muito frouxamente, assim como Victor Ferraz, que entregou o segundo gol para o time carioca. Assim, mesmo diante de um time bastante limitado e recheado de veteranos, o Santos deu muitos sustos e só passou a controlar mais a partida quando Dorival Junior fez o óbvio ululante e tirou Cittadini e Vitor Bueno para as entradas de Lucas Lima e Yuri.

Dos santistas, destaques positivos para o goleiro Vanderlei, o lateral Zeca e o estreante Rodrigão. Gustavo Henrique, Luiz Felipe e Thiago Maia foram regulares. Vitor Bueno não marcou e nem foi bem no ataque, fazendo sua pior atuação no Santos. Cittadini deu alguns bons passes, mas quando perdia a bola parecia que não estava mais no jogo, e o mesmo se pode dizer de Gabriel, um jogador que só joga com a bola nos pés. Se for mesmo para a Europa, não será titular de time nenhum chupando tanto o sangue dos companheiros assim. Lá é preciso ser solidário.

Dorival Junior quase arrisca uma vitória certa ao insistir com jogadores sem esse sagrado sangue nas veias. Acho que com Jean Mota, Vecchio e Copete o time deve melhorar mais e se tornar mais sério e menos rebolativo. Está na hora de dar um descanso para Cittafini, Vitor Bueno e Renato. Outro muito mal na partida foi Victor Ferraz. Mas uma coisa deu para perceber: o time tocou menos a bola para trás. Diminuiu o tiki e aumentou o taka, mesmo fora de casa.

O bom desse resultado é que vai motivar ainda mais o torcedor santista para lotar o Pacaembu domingo. Esperemos que Dorival Junior tenha coragem de escalar os melhores jogadores e não os mais amigos.

Ricardo Oliveira e o compositor e intérprete Guilherme Arantes agora já conhecem. E você, santista, já foi visitar o imperdível Museu Pelé?

Só você, santista, salva

Que os santistas do Espírito Santo compareçam nesta quarta-feira ao setor A do estádio Kleber Andrade, em Cariacica, na grande Vitória, e empurrem o time para um triunfo, mesmo que de garra e superação, diante do respeitável Fluminense. Que muitos mais santistas lotem o Pacaembu domingo, em um Sansão que tem tudo para ser histórico. Confesso que confio bem mais na energia do torcedor do Santos, nesse momento delicado que o clube vive, do que nos homens que o dirigem, que estão tocando violino enquanto o Glorioso Alvinegro Praiano naufraga.

Não, não estou sendo sensacionalista. Como informou o conselheiro Rachid em seu comentário, o balanço desse primeiro trimestre de 2016 diz que a dívida do Santos é de 433,8 milhões de reais e que de março de 2015 até março de 2016, mesmo sabendo da delicada situação financeira do clube, essa diretoria aumentou o número de funcionários registrados de 257 para 308, os funcionários autônomos de 144 para 218 e os atletas profissionais de 76 para 123. Com isso, a folha de pagamentos, ao invés de ser diminuída, como aconselhava o Conselho Fiscal, aumentou em 38%.

Na verdade, todas as recomendações do competente e neutro Conselho Fiscal do Santos Futebol Clube – formado pelo presidente por Antonio Gonçalves Neto e os membros Dagoberto Cipriano de Jesus Oliva, José Carlos de Oliveira e Sylvio Affonso Moita Figo – vêm sendo ignoradas pelo presidente Modesto Roma e a direção do clube.

Como escreveu o Rachid, parece que a crise não chegou ao Santos. O presidente e seu staff vivem como a nobreza francesa vivia pouco antes da Revolução que trouxe a democracia para o mundo moderno: encastelados em sua elegante e faustosa Versalhes, enquanto o santista, atormentado e faminto, não tem o pão da eficiência, da transparência e do verdadeiro amor ao Santos para comer.

O balanço do primeiro semestre deste ano mostra que o único dinheiro importante que entrou ao clube representa os 17 milhões de reais da venda de Geuvânio e o adiantamento de 40 milhões de reais do contrato com o Esporte Interativo. Porém, esse momentâneo superávit já está sendo engolido pelas despesas e, segundo o Conselho Fiscal, “nos próximos três trimestres o Santos deve gastar 70 milhões a mais do que deve arrecadar, e terminar o ano com um déficit de mais 20 milhões de reais”.

CORTE DE GASTOS – assim mesmo, em letras maiúsculas, é a recomendação, o pedido, quase um apelo desesperado do Comitê Fiscal a essas pessoas que hoje pisam no acelerar do Santos em direção ao abismo. Esses cortes, obviamente, precisam atingir o inchado elenco de jogadores. Só quem for bom, tiver potencial e estiver sendo útil ao time deve ficar. Não dá para ter tanto come-e-dorme de férias no Recanto Alvinegro.

Um novo Santos contra o Fluminense

Percebe-se, nas manifestações de torcedores que inundam a Internet, que o santista quer um novo clube e um novo time. Um novo clube porque não suporta a administração mesquinha e bairrista que assola o Alvinegro Praiano, e um novo time porque percebe que alguns jogadores parecem ter reserva de marcado em algumas posições. Sinto que a torcida já quer ver os recém-contratados Yuri, Jean Mota e Vecchio contra o Fluminense. Mesmo que isso pareça precipitado, eu concordo com a voz do povo.

Yuri estreou como zagueiro e já se saiu muito bem, imagine então como não será em sua posição original, que é volante. Jean Mota e Vecchio também jogam ali, na meiúca, onde Lucas Lima está com dodói e Renato se segura na base da simpatia e da camaradagem. Fôlego e força, que é bom, o veterano já não possui mais. Então, que tal um time com Vanderlei, Victor Ferraz, Gustavo Henrique, Yuri e Zeca; Thiago Maia, Jean Mota e Vecchio; Gabriel, Rodrigão e Vitor Bueno?

Ao menos com essa equipe aí teremos muita gente querendo mostrar serviço, indo para a bola como se vai para um prato de comida. Sim, porque essa fome, de bola e de gol, é que falta ao Santos, principalmente quando joga fora de casa. Mas, dirão, e se perder? Ora, quem garante que com o time que vinha jogando antes o Santos não perderá para o Fluminense, já que o mando de campo é do adversário?

O tricolor carioca, orientado por Levir Culpi, é um time regular, que mescla veteranos e jovens e tem os mesmos 13 pontos do Santos. Seus jogadores mais conhecidos são Diego Cavalieri, 33 anos; Cícero, 31; Gum, 30; Pierre, 32; Oswaldo, 29; Marcos Junior, 32, e o veteraníssimo Magno Alves, 40.

O estádio Kleber Andrade, em Cariacica, tem capacidade para 18 mil pessoas. É uma Vila Belmiro do Espírito Santo. O Fluminense já teve público inferior a três mil pessoas lá. Se os santistas comparecerem, dá para fazer um bom barulho. Se não acreditarmos nessa vitória, vamos acreditar no quê?

Domingo, espetáculo histórico do Pacaembu

Em 1956 o Santos teve de decidir o título Paulista no Pacaembu, diante do São Paulo. É óbvio que naquela época 90% das 51.600 pessoas que tomaram o estádio eram torcedoras do São Paulo. Isso não impediu, porém, que o Glorioso Alvinegro Praiano vencesse por 4 a 2, conquistando seu terceiro título estadual. Agora, 60 anos passados, o Santos enfrentará o rival em um Pacaembu todinho alvinegro. Só isso já é uma grande vitória, independentemente do resultado.

Será lindo ver, ouvir e respirar a enorme torcida santista que, tenho certeza absoluta, tomará o Pacaembu. Vejo isso como um prenúncio do que o Santos será no futuro: um time capaz de atrair multidões pelo seu carisma, sua história, sua volúpia de gol. Perderá, às vezes, como o Santos de Pelé também perdia, mas fará de cada ida ao estádio uma grande alegria e emoção para seu torcedor.

Percebo, na Internet, uma torcida santista bem jovem e bem atuante. Espero que essa garotada se empenhe na divulgação do Sansão de domingo. Dessa vez, mulheres, crianças e idosos podem ir sem susto. Será o espetáculo de uma torcida só, da mesma forma que no segundo turno apenas são-paulinos poderão assistir ao clássico. Pena que tenha de ser assim, mas se é para acabar com a violência, que seja.

Creio que, se não puder enfrentar o tricolor carioca, Lucas Lima ao menos estará pronto para o grande clássico de domingo. Será especial vê-lo duelar, na bola, com outro craque, o ex-santista Paulo Henrique Ganso. Quem sabe um jogo como esse não comece a trazer de volta a arte e a alegria que o futebol brasileiro esqueceu lá atrás?

Estarei lá, e espero que você também. Anote aí os postos de venda de ingressos para o clássico:

Santos na Área/Meltex (São Paulo) – Rua Augusta, 1931, Cerqueira César, São Paulo/SP – Tel.: (11) 3064-1574 / (11) 3064-1576 – De segunda a sábado, das 10 às 19h00; domingo e feriado não abre.

Subsede do Santos FC (São Paulo) – Av. Indianópolis, 1.772 – Planalto Paulista, São Paulo – Te.: (11) 3181-5188 ramal 5000 e (13) 3257-4000 / Ramal 5000 – Horário: das 11 às 17h00.

Pacaembu: Praça Charles Miller s/n – São Paulo – Bilheteria principal (próxima do portão principal) – Aberto de segunda a sábado, das 11 às 17 horas. Domingo e feriado não abre.

Ginásio do Ibirapuera (São Paulo) – Av. Manoel da Nóbrega, 1361 – Guichê 1 – Ibirapuera – São Paulo – Aberto de segunda à sábado, das 11 às 17 horas. Domingo e feriado não abre

Vila Belmiro (Santos) – Rua Princesa Isabel, s/ nº – Santos/SP – Guichês próximos à Portaria 6 e aos Portões 7/8.

Estádio Anacleto Campanella (São Caetano) – Av. Thomé, 64 – São Caetano do Sul – Horário: das 11 às 17h00 – Domingo e feriado não abre.

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Os valentes que vieram do gelo
Sofremos quando o Santos joga fora de casa, mesmo contra adversários mais fracos, por isso não é difícil avaliar o tamanho da façanha da Islândia, ou Iceland (Terra do Gelo), que para se classificar para a Eurocopa teve de eliminar a Holanda, e nesta quarta-feira venceu a Áustria, passando para as quartas de final da competição (na mesma chave, Áustria e Hungria foram desclassificadas). Um detalhe: a Islândia tem apenas 323 mil habitantes, quase 100 mil a menos do que a cidade de Santos e oito mil a menos do que São Vicente. Palmas aos valentes islandeses (os de azul)!

E então, está disposto a salvar o Santos?


Muito tiki, pouco taka

Basquete, um esporte de pouco tiki e muito taka

Não dá para enrolar, pois o tempo é curto e se o time não atacar, perde a bola. Quem não é objetivo, não joga. No basquete é preciso determinação, confiança, precisão. Este é o esporte que domingo consagrou, mais uma vez, Lebron James, um ídolo que pode ter a sua máscara, porém é mesmo sensacional. Talentoso, rápido, corajoso, James foi o maior responsável pelo primeiro título de Cleveland, que perdia a série final por três derrotas a um e acabou virando sobre o Warrios, de Oakland. Ele, sim, é exemplo de um super atleta, que pode e faz tudo o que pode, que vai pra cima e decide jogos e títulos. Acho que alguns jogadores do Santos devem assistir a este filme e perceber o que é ser um craque do esporte. Querem ser tratados como astros? Simples: sejam campeões brasileiros.

Chegou o Vecchio, o que dizer dele?

E do Jean Mota?

Muito tiki, pouco taka

O Santos de Dorival Junior é o exemplo de como a limitação intelectual dos técnicos brasileiros pode acabar com o nosso futebol. Dorival disse que foi à Europa ver como os grandes times do mundo jogam e como seus competentes técnicos agem. Veio querendo implantar o tiki-taka do Barcelona no Santos, só que parou no tiki.

O jogo contra o Atlético Paranaense mostrou que o Santos teve mais posse de bola (61,8 a 38,2%), mas chutou menos a gol (8 a 10), deu menos cruzamentos (13 a 15), errou mais passes (60 a 30) e desarmou menos (14 a 18). Gentil, o Santos também cometeu muito menos faltas (7 a 16). Esses números, pesquisados por André Schmidt, do site Lance!, mostram claramente que além da falta de empenho para buscar a vitória, o Santos se contentou apenas com a primeira parte do estilo do Barça, que é o tiki. Faltou, com o perdão do trocadilho, “takar” a bola pra dentro do gol.

Como se sabe, esse estilo de jogo, implantado pelo holandês Johan Cruyff no Barcelona, e depois pelos técnicos Luis Aragonés e Vicente del Bosque na Seleção da Espanha, se caracteriza por passes curtos e muita movimentação, com o objetivo de envolver o adversário até que haja possibilidade de fazer o gol. Mas essas filosofia não é tão nova quanto parece.

Se prestarmos atenção ao futebol argentino, mormente o de uma ou duas décadas atrás, veremos que seus melhores times se basearam na posse e no toque de bola. Lá chamam esse jeito de jogar de “toco y me voy”, o que significa tocar e já sair para receber, dando sempre opção para o passe e, assim, também seguindo até a meta adversária (no Brasil há quem traduza o “toco y me voy” como “um-dois”, mas não creio que seja a definição cem por cento correta). Aqui, onde o futebol sempre foi vertical, em busca do gol, “tocar a bola”, “segurar” ou “prender” são opções geralmente usadas quando o time está ganhando e quer deixar o tempo passar.

Na verdade, os argentinos, no geral, sempre tocaram a bola melhor do que os brasileiros. Nossa vantagem era a objetividade, a chamada “fome de gol”. É só pesquisar as estatísticas e a lista de artilheiros para perceber que os grandes times brasileiros sempre balançaram a rede mais vezes e sempre tiveram artilheiros mais profícuos do que os portenhos. Porém, essa nova mania de copiar, e copiar errado, está fazendo o futebol brasileiro perder a objetividade e se tornar, às vezes, bastante enfadonho.

Há poucas coisas mais irritantes, para o torcedor, do que ver seu time alcançar a linha de fundo e, em vez de assistir a um cruzamento, presenciar um preguiçoso recuo de bola. Pior ainda é quando o time fica tocando bola no meio de campo e, quando se pensa que dali sairá um lançamento, uma tabela pra frente ou uma arrancada, voltar a bola para trás, às vezes para o goleiro.

Das premissas sagradas que levaram o futebol brasileiro ao topo do mundo, uma delas era chegar à linha de fundo e cruzar; a outra era bater a gol sempre que houvesse uma boa possibilidade, mesmo de fora da área. Hoje, a bola vai e volta e o ato não é consumado, o que, com o perdão da palavra, é brochante. O time fica em cima, fica em cima, mas não f…az o gol. O que é pior: nem tenta fazê-lo.

Gostaria de pedir ajuda aos estatísticos para saber qual porcentagem de sucesso teria um time caso jogasse todas as bolas para dentro da área adversária. Da linha de fundo ou não, a bola seria centrada de todos os lugares para a zona do agrião. Será que esse método pré-histórico, que consagrou o técnico Muricy Ramalho, não teria mais efeito do que esse infindável tiki-tiki-tiki…?

Quantos jogos já não vimos que, no desespero dos últimos minutos, o time que está precisando do resultado cruza seguidamente na área adversária, e quantas vezes já não vimos sair gols assim, muitos deles definindo campeonatos? Agora, quando se viu um time ganhar um jogo sem chutar a gol?

Não, não estou apregoando, de forma alguma, a volta do “chuveirinho”, só quero que analisem a questão por todos os lados. Como foi que o Santos perdeu para o Atlético/PR, e como costuma perder a maioria dos jogos que faz fora de casa? Ora, com bolas centradas para a área, de escanteio, falta, ou de qualquer outro jeito, certo. Pois se o Glorioso Alvinegro Praiano não consegue anular essa jogada primária, por que também não a utiliza para tentar a vitória? Uma bola na área tem uma possibilidade muito maior de terminar em gol do que infinitos passes trocados em outras áreas do campo, não?

Outra coisa: o que se ganha, taticamente, ao se recuar uma bola do meio de campo para o goleiro? A distância entre as duas áreas não é a mesma? Por que não se tenta um lançamento que, no mínimo, tem alguma chance de terminar em gol?

Bem, é claro que para voltar a ser mais objetivo o futebol brasileiro precisará de melhores lançadores e chutadores, o que nunca lhe faltou, diga-se de passagem. Eu diria até que precisará também de melhores dribladores, pois até esses, que abundavam em nossos campos, hoje são escassos. Pelas estatísticas do jogo de sábado, apenas os santistas Gabriel e Thiago Maia e o atleticano Walter acertaram um único drible na partida (o Vanderlei também deu um). Nenhum mais foi dado!

Como resolver isso? Não sei exatamente, mas acho que tudo começa pela conscientização de nossos técnicos de que sem treinar fundamentos ofensivos que levam ao gol, o maior objetivo do futebol, nossos times, e nossos acomodados jogadores, vão ficar só no toquinho. Outro detalhe é a ausência de treinos de verdade.

Todos sabemos que o rachão é outro esporte, não futebol. Ele inibe chutes de longa distância, lançamentos, dribles, enfim, só favorece o toquinho, o tiki. Nos tempos em que toda sexta-feira era dia de coletivo de titulares contra reservas, usava-se o campo todo em um jogo normal, em que era possível constatar realmente o nível técnico e a forma física dos jogadores. Chute de longa distância, lançamento, antecipação, cobertura – tudo isso é mais facilmente observado em um campo normal. Em um campinho, com uma área menor para cada jogador atuar, dá pra enrolar muito bem – que, certamente, é o que muito jogador brasileiro tem feito ultimamente.

Enfim, proponho esse tema e sei que ouviremos opiniões valiosas e teremos preciosas informações dos comentaristas deste blog. A bola está com vocês.

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Você não acha que o Santos, e o futebol brasileiro, estão muito preocupados com o tiki e esquecendo o taka?


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