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Em carta, José Carlos Peres reafirma que não fará coalizões

Minha coluna no jornal Metro desta sexta-feira. Veja na página 14.

Correram rumores de que a chapa “O Santos como a gente quer”, da Ong Santos Vivo, que apoia José Carlos Peres para presidente do clube, estaria articulando coalizões com outras chapas para garantir a vitória na eleição de 6 de dezembro. Isso é uma desbragada mentira! Jamais passou pela cabeça de José Carlos Peres, ou dos líderes de sua chapa, atitude semelhante. Até porque seria uma traição aos santistas que apoiam a filosofia de trabalho e transparência pregada por Peres desde o início de sua campanha. Princípios não se negociam.

O Santos não precisa de balaios de gatos, de grupos oportunistas se unindo para dividir o butim. Ele precisa, como nunca, de pessoas sérias, capazes e dispostas a arregaçar as mangas para tirá-lo da difícil situação em que se encontra depois de anos e anos de administrações temerárias, de falsos líderes de palavras fáceis, mas pouca ação; de muita teoria e pouquíssima prática; de muitas promessas e raríssimas realizações. O santista não suporta mais isso e sabe que não pode mais errar, sob o risco de ver seu time do coração sumir do mercado do futebol.

A seguir, a carta assinada por José Carlos Peres, desmentindo os boatos de coalizão espalhados por integrantes de chapas rivais:

Carta aberta aos santistas

Amigos,

As eleições do Santos FC entram num perigoso estágio de especulações, ilações, desconstrução de personagens e, especialmente, de informações não verdadeiras.

Vencer o pleito não pode ser uma meta a ser alcançada “a qualquer preço”.

A minha candidatura, suportada pela ONG Santos Vivo, não entrará nesse clima de dissimulação, de produção de mentiras, de vale tudo.

É importante esclarecer, portanto, para que ninguém alegue desconhecimento, os seguintes pontos:

1) Não fizemos e não faremos composições oportunistas. Não negociamos com qualquer grupo cargos ou participação especial. A época de composições programáticas já terminou, haja visto o lançamento de todas as candidaturas.

2) Nossas alianças só seriam possíveis com a absoluta observância de nossos pontos programáticos, e com absoluto respeito aos compromissos irrenunciáveis que estabelecemos.

3) Nossa pré-lista ao Conselho Deliberativo está quase concluída. A partir da pré-lista e em reunião com aqueles valorosos santistas que se dispuseram a nos apoiar e que têm plena convicção nos pontos programáticos que lançamos, elaboraremos a lista final a ser apresentada quando do registro de nossa chapa.

4) Entendemos o Conselho Deliberativo como o órgão mais importante do clube, porque ele é o verdadeiro representante do associado. E, nessa ótica, ao longo da campanha, possibilitamos que muita gente se inscrevesse, sem que para isso fosse necessário ser amigo do rei.

5) Apresentaremos aos eleitores um Conselho Deliberativo renovado, comprometido com os pontos que defendemos, mas, sobretudo, com a representação do associado na nossa gestão, que será transparente, moderna e afinada com nosso programa.

Se estamos certos, ou não, nessas diretrizes, o associado irá dizer nas urnas. Mas não podemos, a pretexto de angariar mais votos, romper nossos compromissos mais caros, que são exatamente os que nos diferenciam das demais chapas em disputa.

Por fim, deixamos claro a todos os associados, dissidentes de outras candidaturas, ou não, que estamos abertos ao apoio e engajamento individual de todos. A ONG sempre teve interesse na discussão de um futuro melhor para o clube. E continuará assim, porque, mais importante do que vencer a eleição, será gerir um clube em sérias dificuldades financeiras.

Contamos com todos vocês, antes, durante e após as eleições.

José Carlos Peres, candidato a presidente do Santos pela Ong Santos Vivo

O número de candidatos ao Conselho Deliberativo, pela chapa Ong Santos Vivo, de José Carlos Peres, está quase fechado. Mas ainda há vagas. Os interessados podem enviar e-mail a mim: odir.cunha@uol.com.br

Você é favor ou contra esses conchavos, digo, coalizões eleitorais?

Derrota mínima. E casamento de Laor e Teixeira durou um dia

Como se esperava, o Cruzeiro foi pra cima do Santos no começo do jogo, e essa pressão inicial resultou no gol de Willian, aos 11 minutos, depois de uma rebatida errada de David Braz. Após um primeiro tempo sem inspiração, o Santos criou coragem no segundo e criou ao menos três boas oportunidades para marcar, a melhor delas com Robinho, que não jogou bem. Mesmo pressionado, o Cruzeiro teve um gol mal anulado em um contra-ataque. No final, a derrota por 1 a 0 obviamente é ruim, mas deixa o Santos com boas possibilidades de conseguir a classificação na próxima quarta-feira. Vamos ver se a Vila é mesmo milagrosa.

Um detalhe do jogo no Mineirão é que o Santos melhorou com as entradas de Jorge Eduardo no lugar de Rildo; Leandro Damião no de Serginho e Serginho no de Gabriel. Lucas Lima melhorou muito na segunda etapa e Geuvânio fez falta. Além de Robinho, Gabriel voltou a decepcionar. Apenas 25.714 torcedores pagaram para ver o jogo, que teve renda de R$ 1.029.363,00. No Maracanã, o Flamengo venceu o Atlético por 2 a 0.

Veja os melhores momentos do jogo:

Casamento Laor/Teixeira não resistiu à noite de núpcias

Um dia depois de comemorarem as uniões das suas chapas, que concorrem à presidência do Santos, Modesto Roma, apadrinhado por Marcelo Teixeira, e Fernando Silva, apoiado por Luis Álvaro Ribeiro, o popular Laor, anunciaram o divórcio por incompatibilidade de ambições. Roma não aceitou ser vice de Silva. As plataformas, na verdade, pouco importam. Os dois grupos querem mesmo é assumir novamente o poder no Santos.

Importante: nas eleições para presidente do clube, em 6 de dezembro, quem quiser votar em São Paulo deve alterar seu domicílio eleitoral. Isso pode ser feito pelo site ou na subsede do Santos na capital, à Alameda Santos, 700, primeiro andar, telefone (11) 3506-3200. Até ontem, 300 sócios adimplentes tinham feito essa mudança. Nas últimas eleições, cerca de mil sócios votaram em São Paulo, na sede da Federação Paulista de Futebol.

Se você já analisou as propostas de todos os candidatos, se decidiu por apoiar a chapa Santos Vivo, de José Carlos Peres, e tem mais de cinco anos como associado do clube, fique sabendo que pode concorrer a uma vaga no Conselho do Santos, tornando mais efetiva sua participação nos destinos do Alvinegro Praiano. Para saber como se faz, envie e-mail para mim no endereço odir.cunha@uol.com.br

Enderson sabe que dá para vencer

Durante muito tempo o Santos se acostumou a, fora de casa, jogar pelo empate. Era uma estratégia acomodada e preguiçosa, que está mudando com o técnico Enderson Moreira. Na Copa do Brasil o time venceu Grêmio e Botafogo jogando no campo do adversário e hoje pode fazer o mesmo diante do Cruzeiro, às 22 horas, no Mineirão, pela primeira partida da semifinal da Copa do Brasil.

O técnico santista sabe que em um campo com as dimensões e a segurança do Mineirão, o visitante só joga acuado se quiser. Só mesmo o fator psicológico pode influir para que o Alvinegro Praiano, que descansou sete titulares no fim de semana, não se apresente bem contra o líder do Campeonato Brasileiro. Ganhar não se pode prometer, mas jogar bem, sim.

Sem Geuvânio, machucado, o Santos deverá jogar com Aranha, Cicinho, Edu Dracena, David Braz e Mena; Alison, Arouca e Lucas Lima; Rildo, Robinho e Gabriel. É uma boa formação, mas os atacantes terão de dar o primeiro combate na saída de bola do Cruzeiro e também ajudar o meio de campo, ou o Santos poderá sofrer forte pressão e gol(s) do Cruzeiro logo no início do jogo, como ocorreu no Brasileiro.

O time de Minas deverá ser escalado por Marcelo Oliveira com Fábio, Myke, Léo, Dedé e Egídio; Henrique, Lucas Silva, Everton Ribeiro e Ricardo Goulart; William e Marcelo Moreno (ou Júlio Baptista). Mesmo sem grandes craques, o Cruzeiro deve ser considerado favorito pelo maior entrosamento e por crescer nos grandes jogos. Mas o time não tem jogado tão bem as últimas partidas.

A arbitragem será de Marcelo de Lima Henrique (RJ – Fifa), auxiliado por Rodrigo Pereira Joia (RJ) e Rodrigo F. Henrique Correa (RJ). É muito carioca para o meu gosto, mas fiquemos quietos e esperemos para ver que apito tocarão. A partida será transmitida pela Globo para São Paulo e Minas Gerais. Hoje é dia de fazer exceção e ver a Globo.

Há dois anos, com show de Neymar, foi assim:

E você, o que espera do jogão em Minas?

Lucas Lima fala do jogo decisivo contra o Cruzeiro

Laor e Marcelo Teixeira se unem. Pelo poder

Ao ser eleito, Luis Alvaro Ribeiro execrava Marcelo Teixeira, seu antecessor, para ele símbolo do retrocesso e da estagnação do Santos. Teixeira, por sua vez, sempre foi um crítico contumaz da administração temerária de Laor. Agora, porém, ambos estão unidos com o único objetivo de assegurar a vitória de seus protegidos nas eleições presidenciais no Santos, em 6 de dezembro. Laor apoia Fernando Silva e Marcelo Teixeira é o padrinho de Modesto Roma, mas desde segunda-feira à noite as duas chapas são uma só.

Fiquei sabendo desta infeliz coligação, que poderia ser batizada como “Balaio de Gatos”, nesta manhã. O Lancenet informa que o delegado Nico Gonçalves e o secretário de esportes de São Paulo, Celso Jatene, convenceram Fernando Silva a se juntar à chapa de Rominha, que foi convencido por Marcelo Teixeira a aceitar o acordo.

Silva sairá como candidato a presidente, com Rominha como vice; cada um terá direito à metade do conselho deliberativo e metade do conselho gestor. Como se fossem Portugal e Espanha, traçaram o seu Tratado de Tordesilhas para dividir o Santos, ou o que restará dele.

Depois de tudo o que já falaram um do outro, não é apenas surpreendente, mas é profundamente triste que Laor e Marcelo Teixeira concordem com a união das chapas que apoiam, em algo que querem batizar como uma frente única de oposição, que na verdade é uma frente única pelo poder a qualquer custo.

Que ideologia, que plataforma pode sobreviver em um bando de adversários que agora se darão as mãos, como mercenários que entrarão na batalha de olho no butim?

Fico feliz que José Carlos Peres, convidado a fazer parte dessa pantomima, recusou veementemente qualquer conchavo com esses dois grupos. A proposta da chapa “O Santos que a gente quer”, da Ong Santos Vivo, é clara, transparente, e não permite esses acordos eleitoreiros que não ficam nada bem em um clube que precisa mesmo é de muito trabalho e criatividade para sair do buraco.

Como ficarão os conselheiros que acreditaram nas propostas desses dois adversários que viraram parceiros na calada da noite? Metade desses conselheiros será defenestrada, para que a metade da outra chapa componha o conselho. Que desrespeito!

Bem, sei que a candidatura de José Carlos Peres seguirá, límpida, segura, determinada, em busca do Santos transparente, competente e honesto que a gente quer. Aos interessados em se engajar nessa luta de bons santistas, meu e-mail continua à disposição: odir.cunha@uol.com.br

Creio que a cada dia o santista está tendo uma ideia mais definida de quem está se candidatando à presidente do Santos por ter um plano de gestão definido, planejado, ético e uma enorme e desinteressada motivação de poder promover mudanças positivas e importantes no clube, e os que querem o poder simplesmente pelo poder.

O que você achou da união de Laor e Marcelo Teixeira?

Por que não se deve ficar em cima do muro nas eleições

Como muitos brasileiros, eu achava que política era coisa que cheirava mal. Não tinha e não tomava partido, não discutia, não queria nem saber. Mas uma eleição não se ganha com low profiles. Acho que muita gente que queria a mudança no Brasil não se empenhou suficientemente para que ela ocorresse e o resultado esta aí: a obrigação de viver mais quatro anos governados pelo partido cujo programa principal é se manter no poder. Se o Aécio tivesse prometido a “Super Bolsa Família” certamente teria vencido, mas aí já viraria a brincadeira do, literalmente, “quem dá mais.”

O mesmo pode ocorrer com as eleições presidenciais do Santos Futebol Clube, se ficarmos esperando que, naturalmente, o santista escolha o melhor candidato. Os eventos, a participação nas mídias sociais e a própria estruturação da chapa, com o número regulamentar se candidatos ao conselho, são detalhes importantes no processo. Não fique alheio a ele.

Para mim, você sabe, o mais gabaritado – profissional e pessoalmente – para dirigir o nosso Santos, é o José Carlos Peres, atual CO do G4 Paulista, meu parceiro no trabalho que impediu o esquecimento definitivo de seis títulos brasileiros do Santos. Mas talvez você goste mais de outro, ou esteja indeciso e queira saber mais sobre cada um. Fique à vontade. Pesquise. Há farto material na Internet sobre os candidatos José Carlos Peres, Fernando Silva, Modesto Roma, Orlando Rollo e Nabil Khaznadar.

Aliás, vejo como algo muito positivo esse grande número de candidatos. Creio que nenhum clube tenha tido uma eleição tão concorrida. Isso é bom, pois mostra a força da democracia, mas, ao mesmo tempo, pode transformar a eleição santista em uma incógnita e acabar elegendo alguém despreparado para ocupar cargo tão importante.

Por isso, se você já escolheu seu candidato e está convicto de que ele é o melhor para o Santos, divulgue sua candidatura, ajude a chapa a se fortalecer para as esperadas eleições de 6 de dezembro. Não espere que o melhor, naturalmente, saia vencedor. Em eleição, nem sempre isso acontece.

E se você apoia José Carlos Peres para presidente, tem mais de cinco anos como associado do clube e quer concorrer a uma vaga para o Conselho do Santos, envie e-mail para odir.cunha@uol.com.br com breve currículo e o seu número de sócio. Vamos fazer a nossa parte, vamos apoiar de verdade a quem sabemos que é o melhor para o Santos, para, depois, não lamentarmos o que poderia ter sido feito e não foi. Vamos entrar nessa briga juntos, com a garra e a determinação de lutar pela vitória que sempre pedimos aos jogadores do Santos. Abraço!

Peres e o sonho realizado do Octa
Quando José Carlos Peres assumiu o púlpito para, em uma reunião do Conselho do Santos, em 2007, anunciar que os títulos brasileiros conquistados pelo Alvinegro Praiano na década de 1960 seriam unificados, poucos acreditaram. Um ano depois fui engajado no projeto e seguimos a luta, finalmente recompensada em dezembro de 2010. Este filme abaixo mostra o momento em que o Peres falava ao Conselho e representa apenas um dos relevantes trabalhos que ele prestou ao Santos. Alguns outros: criação da Ong Santos Vivo e do prêmio anual de mesmo nome, que premiava os santistas de destaque em várias áreas; lançamento e patrocínio do programa diário do Santos na Rádio Trianon, com apresentação de José Calil; produção e distribuição de um boletim diário sobre o Santos a centenas de milhares de pessoas, incluindo milhares de jornalistas; organização e gerenciamento da subsede do Santos em São Paulo, para a qual cedeu um imóvel próprio; lançamento da primeira grande campanha de sócios do Santos, em São Paulo; descoberta do jogador Gabriel, levado ao Santos sem nenhum custo para o clube e nenhum rendimento ao Peres; criação do G4 Paulista, depois de um almoço em que conseguiu reunir, no CT Rei Pelé, os presidentes dos grandes de São Paulo… Bem, vou parar por aqui. Se o Peres fez tudo isso sem ter um cargo executivo, imagine o que poderá fazer se for o presidente dos santistas e puder montar uma equipe afinada com sua filosofia de trabalho … Agora veja o vídeo:

Que tal entrar na briga pelo seu candidato a presidente do Santos?

Suas ideias merecem ser ouvidas. Seja um conselheiro do Santos!

Misto do Santos sai na frente, com gol de cabeça de Bruno Uvini, mas perde um caminhão de gols no segundo tempo e toma um no final, como já tinha acontecido contra o Fluminense. Resultado: empate de 1 a 1 com o Chapecoense, em Chapecó. Agora só há um caminho para a Libertadores: o título da Copa do Brasil.

Enderson escala time misto contra o Chapecoense

O Santos já jogou a toalha na briga por uma vaga no G4 e aposta tudo na Copa do Brasil. Por isso, o técnico Enderson Moreira está poupando sete titulares no jogo de hoje, às 18h30, em Chapecó. Aranha, Edu Dracena, Lucas Lima, Robinho, Arouca, Alison e Geuvânio não jogam. A equipe jogará com Vladimir, Cicinho, Bruno Uvini (ou Neto), David Btaz e Nena; Renato, Souza e Serginho; Rildo, Gabriel e Leandro Damião.

O Chapecoense, que luta para se livrar do rebaixamento, e não deverá perder essa chance de ganhar três pontos em cima de um Santos improvisado, foi escalado pelo técnico Jorginho com Danilo, Fabiano, Douglas Grolli, Rafael Lima e Rodrigo Biro; Bruno Silva, Diones, Abuda (ou Fabinho Alves) e Camilo; Tiago Luis e Leandro.

Só falta o Tiago Luis, ex-Menino da Vila, aprontar pra cima da defesa do Alvinegro. A arbitragem será de Anderson Daronco (RS-ASP-FIFA), auxiliado por Rodrigo F. Henrique Correa (RJ-ESP-1) e Marrubson Melo Freitas (DF-ESP-2)

Fica evidente que a derrota para o Fluminense, diante de 6 mil pessoas, na Vila Belmiro, jogou uma pá de cal nas pretensões do time neste Brasileiro. Poupar sete titulares para enfrentar o Cruzeiro, no Mineirão, prova que o Santos se concentrará na luta pelo título da Copa do Brasil e abandonará o Brasileiro.

A dúvida é se esses jogadores poupados realmente estarão descansados e bem dispostos no jogo de meio de semana diante do atual campeão brasileiro. O que se tem visto nas últimas oportunidades é que esses descansos parecem deixar os jogadores mais cansados. Veremos…

O certo é que não dá para esperar nada do jogo de hoje, a não ser o brio que todo jogador do Santos deve ter. Vejo a partida como uma grande oportunidade para alguns jogadores mostrarem que merecem vestir a camisa mítica do futebol. Mas não espere vitória, ou irá se decepcionar.

Não vai me dizer que você espera uma vitória sobre o Chapecoense?

Para não dizer que não falei das eleições presidenciais do Brasil, neste domingo, fiz um texto na página ETC. Leia: Votarei contra o continuísmo

Nas eleições do Santos, sou Peres

Como sabem, nesta eleição presidencial do Santos foi totalmente favorável a José Carlos Peres, da chapa Ong Santos Vivo. Para mim, é a pessoa de melhor currículo, além de ter qualidades profissionais e morais que o credenciam ao cargo.

Não conheço bem o senhor Orlando Rollo. sei que foi apoiado por Luis Álvaro quando se candidatou a vereador por Santos, mas perdeu a eleição. Bem jovem, ainda não tem uma folha de serviços prestados ao clube. Quem sabe no futuro possa ter mais chances. Agora, considero muito prematuro ter um presidente como ele, cuja maior proposta é aumentar a Vila Belmiro para 25 mil lugares e mandar todos os jogos do Santos lá. Creio que isso seria um retrocesso terrível.

Por falar em retrocesso, não entendo a candidatura de Nabil Khaznadar, da situação. Admiro sua coragem de ser candidato de um grupo que está levando o santos à falência. Além de familiares e de alguns funcionários do Santos, não sei quem mais poderia votar no Nabil, que também não conheço.

Ainda falando em retrocesso, sei que Modesto Roma Júnior é escancaradamente apoiado por Marcelo Teixeira. Acho que o ex-presidente fez coisas boas e ruins para o clube, mas já tinha dito a mim que se dedicaria mais à sua universidade. Como sempre reclamou que o Santos só lhe deu prejuízos, fico preocupado de saber que está gastando um milhão de reais na campanha do Modestino, ou Rominha.

Por que investir tanto para fazer um presidente? Diletantismo? Ou virá por aí novos empréstimos ao clube? Não compreendi bem essa entrada de Marcelo Teixeira nas eleições do Santos, ele que por tanto tempo presidiu o clube e saiu dizendo que se o Santos caísse para a Segunda Divisão, não voltaria mais para a Primeira. Quanto a Rominha, simpático, bonachão, entretanto não tem 10% da experiência de José Carlos Peres como administrador. Presidente é muito para ele.

Por fim, há a candidatura de Fernando Silva, apoiada por Laor. Não entendo muito esse apoio, já que Fernando Silva foi demitido da diretoria (ou, eufemisticamente, não teve o seu contrato renovado) quando Laor era o presidente. Depois de começar bem o trabalho de gerente de futebol, Silva fechou muitos negócios estranhos, entre eles o de Rodrigo Possebon, e acabou saindo quando já não tinha mais a confiança da diretoria e estava desgastado com os jogadores.

Não entendo mesmo por que Laor o está apoiando agora, já que foi um dos que decidiu por sua demissão. A possibilidade da eleição de José Carlos Peres, que deverá fazer uma auditoria nas contas do clube, talvez incomode o ex-presidente. Ou talvez, quem sabe, o sensível Laor tenha descoberto tardiamente que ama Silva.

Para mim, a distância entre José Carlos Peres e os outros candidatos é abissal. Quem está acompanhando as entrevistas dos candidatos com isenção, creio que deva ter uma sensação semelhante. Ouça a entrevista de Peres à Rádio Bandeirantes e tire suas conclusões:

Entrevista de José Carlos Peres na Rádio Bandeirantes

Entrevista de José Carlos Peres na Rádio Bandeirantes – Primeira Parte
Entrevista de José Carlos Peres na Rádio Bandeirantes – Segunda Parte
Entrevista de José Carlos Peres na Rádio Bandeirantes – Terceira Parte
Entrevista do José Carlos Peres na Rádio Bandeirantes – Quarta Parte
Entrevista de José Carlos Peres na Rádio Bandeirantes – Quinta e última parte

Suas ideias merecem ser ouvidas. Seja um conselheiro do Santos!

O trabalho dos leitores deste blog é muito importante. Sim, dar a opinião, sugerir soluções para os problemas do clube, é de grande relevância. Muitas ideias, nascidas ou discutidas aqui, hoje ganham espaço na grande imprensa e influenciam nas decisões da diretoria santista.

Muitas pessoas que hoje nos dão o prazer de sua companhia neste blog, já demonstraram interesse e conhecimento para participar mais ativamente da vida do clube. E essa eleição para a presidência do Santos, em 6 de dezembro, nos dá a oportunidade de influir diretamente nos destinos do Santos.

Pensando nisso, tive uma longa e produtiva conversa com meu amigo José Carlos Peres, candidato pela Ong Santos Vivo à presidência do Santos e mostrei-lhe fatos e argumentos que comprovaram sobejamente a importância da opinião das pessoas deste blog para a defesa e o apoio ao Santos Futebol Clube.

Hoje, com prazer e um certo orgulho, informo que consegui do Peres e dos organizadores de sua campanha, a garantia de que ao menos 20 vagas no Conselho Deliberativo do Santos estarão reservadas aos leitores e participantes deste blog. Temos só até o final deste mês para preenchê-las.

Trata-se, enfim, de um reconhecimento ao serviço que os leitores deste blog prestam ao clube, não apenas com suas críticas – quase todas construtivas -, mas também pelas sugestões para um aprimoramento do Santos em diversas áreas, desde o tratamento ao sócio, aos setores administrativo, financeiro, técnico e ao relacionamento com a mídia e as entidades do futebol.

Discutir, democraticamente, as questões do Santos no egrégio Conselho do clube, é fundamental para encontrarmos os melhores caminhos para o Glorioso Alvinegro Praiano. Estou certo de que neste blog há muitas pessoas com capacidade para isso e espero que assumam essa incumbência.

Para ser conselheiro do Santos é preciso ter, no mínimo, cinco anos como associado do clube. As reuniões do Conselho são realizadas, em média, de dois em dois meses, na Vila Belmiro. Já assisti a várias reuniões do Conselho e posso assegurar que é algo que aumenta a nossa santistidade.

Ao leitor interessado em fazer parte do Conselho do Santos, peço que envie e-mail para odir.cunha@uol.com.br com um breve currículo e o pedido da ficha de inscrição. Chegou a hora de participar diretamente da vida do clube.

Minha coluna desta sexta-feira no jornal Metro

E então, que tal ser um conselheiro do Santos Futebol Clube?

Derrota frustrante, mas esclarecedora

Parabéns pelo 74° aniversário, Pelé!

Hoje, Pelé, o eterno e incomparável Rei do Futebol, faz 74 anos. Devemos reverenciar esta data especial para o futebol, o esporte e o Brasil. Aproveito para anunciar que conclui o livro “Segundo Tempo – de ídolo a mito”, que teve uma produção maravilhosa dos meus amigos da Editora Magma Cultural – Marco Piovan, Junior, Bruno, Wesley e Marcelo Fernandes – e em meados de novembro será lançado com grande pompa no Museu do Futebol, em São Paulo e, talvez, no ABC, Campinas e Ribeirão Preto. O livro realmente ficou lindo e, acredito, trata de aspectos ainda não abordados em outras obras sobre Pelé.

Bem, mas hoje, em vez de palavras, prefiro trazer dois preciosos documentários que garimpei no Youtube sobre o melhor jogador de todos os tempos. Aprecie sem moderação:

Um documentário muito bom e raro sobre o Rei:

Lindo documentário mexicano sobre Pelé:


Pelé e a Jules Rimet, que ele ajudou a ganhar marcando gols nas três Copas: de 1958, 1962 e 1950.

Derrota frustrante, mas esclarecedora

Perder jogando em casa, com um gol no último minuto, e deixar escapar a chance de ficar a apenas 3 pontos da zona da Libertadores, é frustrante. Porém, a derrota para o Fluminense escancarou mais uma vez algumas verdades que alguns santistas, principalmente da diretoria do clube, insistem em não ver.

A principal delas é que jogar na Vila Belmiro nunca foi e nem nunca será garantia de vitória. Neste Brasileiro o Santos já perdeu no Urbano Caldeira para Corinthians e, agora, Fluminense, ambos por 1 a 0. Enquanto isso, o time não foi derrotado nenhuma vez no Pacaembu.

Outra lição é a de que, por melhor que seja a fase do Santos, o público na Vila raramente alcança 10 mil pessoas. Ontem, por exemplo, foi de 6 mil.

Com uma dívida imediata de 80 milhões de reais, é no mínimo curioso que a direção do clube não aproveite os mandos de campo para buscar maiores públicos e arrecadações em outros estádios. Como as eleições presidenciais ocorrerão daqui a dois meses, fica-se com a impressão de que os dirigentes santistas, com o perdão da palavra, acionaram a tecla foda-se.

Há dois dias, convencidos pelo lobby dos jogadores, o comitê gestor decidiu marcar o jogo com o Cruzeiro, pela semifinal da Copa do Brasil, para a Vila Belmiro. Os gestores ficaram sensibilizados com os argumentos dos jogadores, de que se sentem melhor jogando na Vila e por isso terão maior chance de bater o Cruzeiro atuando no velho Alçapão.

Os gestores certamente não atinaram de que o clube poderá perder mais de um milhão de reais por deixar de jogar no Pacaembu, ou em um estádio maior. A possibilidade de vencer o Cruzeiro parece te-los convencido.

Só que ontem, vejam, o mesmo Palmeiras que o Santos derrotou domingo, no Pacaembu, foi a Minas Gerais e arrancou um empate de 1 a 1 com o líder do campeonato, o mesmo Cruzeiro que os jogadores santistas temem enfrentar no Pacaembu, enquanto o Santos perdeu na sagrada Vila para o Fluminense e com isso cedeu a sétima posição para o time carioca.

O Fluminense usou as acanhadas dimensões da Vila para jogar na defesa e usar os contra-ataques. O técnico Enderson Moreira resolveu mexer no time e foi vaiado por colocar Leandro Damião, o homem de 47 milhões de reais (com os juros, já está nisso) no lugar de um garoto de 18 anos.

Se Damião não jogar, como o Santos se livrará do mico? No mais, Enderson pôs Patito no lugar de Geuvânio, machucado, e Souza no de Rildo. É fácil prever que o time piorou com as substituições. Mas o técnico tem crédito. Está tirando leite de pedra.

Sem Lucas Lima, que fez uma falta enorme, o melhor em campo foi Robinho. E bem que o Santos criou chances, mas no final a defesa dormiu e o tricolor carioca conseguiu mais do que esperava.

E pra você, o que essa derrota ensinou ao Santos?