Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

Time dos Sonhos

Castigo veio no fim

Mal o jogo terminou e meus dois irmãos me ligaram. Ambos estavam bastante irritados com o fato de o Santos tomar o gol do Vasco no último lance do jogo. Marcos achou que a defesa falhou e o Vanderlei jamais poderia ter espalmado para dentro da área, Olivar disse que o time sempre toma gol nos últimos minutos da partida e que agora dificilmente evitará a desclassificação em São Januário, pois fora de casa costuma jogar mal e sem vontade. Mesmo descontando o fator emoção de momento, tenho de concordar que isso que ocorre com o Santos é frustrante mesmo.

O time vencia por 3 a 0 – gols de Renato e Ricardo Oliveira no primeiro tempo, e Lucas Limas no segundo – e criava mais chances para marcar. Se Copete conhecesse melhor a lei do impedimento, Ricardo Oliveira teria feito o quarto gol. Enfim, o Vasco estava batido e o confronto da Copa do Brasil parecia liquidado logo na primeira partida.

Foi então que Dorival Junior resolveu substituir Gabriel por Copete, aos 22 minutos do segundo tempo. Parecia uma boa substituição, já que Gabriel parecia mais interessado em reclamar da arbitragem e alisar sua barba branca do que jogar para o time. Porém, Copete entrou muito mal, tanto na marcação, como no apoio ao ataque.

Aos 36 minutos Dorival fez o que muitos de nós temíamos: tirou Lucas Lima, o jogador mais técnico do time, aquele que melhor prende a bola, e colocou o indefectível Léo Cittadini, aquele que não sabe marcar, que nunca corre, apenas trota, e joga como se estivesse no piquenique dos amigos de colégio. Nesse momento, tive certeza de que o Santos tomaria um gol.

E o gol do Vasco, como alertava insistentemente o narrador Odinei Ribeiro, do Sportv, poderia mudar as coisas do vinho para a água, pois, no jogo de volta, em São Januário, tornaria uma vitória da equipe carioca por 2 a 0 suficiente para eliminar o Santos da Copa do Brasil.

Torci como nunca para que o gol não saísse, apesar de o Santos ter abdicado totalmente do ataque. Contei os minutos e posso dizer, com certeza, que a partir dos 35 minutos do segundo tempo, até os cinco de acréscimo, ou seja, nos 15 minutos finais, o Santos mal tocou na bola. Recuou todo e não quis mais jogar futebol. O Vasco dominou totalmente e chegou facilmente à área santista, pois quem dava o primeiro combate aos vascaínos era o trotador Cittadini e o trombador Copete.

Por outro lado, sem Lucas Lima o Santos perdeu totalmente a capacidade de segurar a bola e articular jogadas. Os jogadores de meio campo cercavam aqui e ali, como baratas tontas. Quando faltavam alguns segundos, imaginei que o milagre de terminar o jogo sem tomar gol se concretizaria, mas deixaram um adversário chutar, Vanderlei espalmou para o meio da área, Luiz Felipe chegou atrasado e Éder Luís marcou, no último, isso mesmo, no último lance do jogo.

Agora, se vencer por 2 a 0 em casa o Vasco estará classificado. E se o Santos jogar como o fez nos últimos 15 minutos, 2 a 0 será pouco. Ainda continuo tentando entender o que faz um técnico colocar um jogador que não sabe marcar em um momento da partida em que a boa marcação é fundamental. O Yuri deve ter feito alguma coisa para o Dorival. Não sei o que foi, mas deve ser algo grave. Ninguém merece ser reserva de Léo Cittadini.

A Vila Belmiro recebeu um público de 6.130 pagantes, com renda de R$ 231.065,00. E domingo tem outro jogo no mesmo estádio. Se a média de público dos dois jogos der 7.700 pessoas, será muito. Em pensar que a empresa que quer empurrar a arena no terreno do Portuários goela abaixo dos santistas disse que o Santos precisará de um público médio superior a 18 mil pessoas, com tickek de 84 reais, para, em 30 anos, pagar a conta do estádio. Sabe quando?

Apesar da vitória, os zagueiros Gustavo Henrique e Luiz Felipe se mostraram inseguros e quase entregaram o ouro. Vanderlei vinha bem até falhar no gol vascaíno. Dos olímpicos, Thiago Maia foi o melhor, Zeca não comprometeu e Gabriel voltou da Seleção jogando menos e falando mais. Ricardo Oliveira e Vitor Bueno fizeram um bom primeiro tempo, mas sumiram no segundo. Lucas Lima correu um pouquinho e já se destacou. Victor Ferraz teve altos e baixos, Renato caiu na segunda etapa e Copete voltou a jogar mal.

Por incrível que pareça, esse gol do Vasco no finalzinho do jogo muda completamente a expectativa para a partida no Rio. Como virá para cima do Santos desde o começo, e como esse sistema defensivo do Alvinegro Praiano, quando apertado, confessa, espero queimar a língua, mas acho que agora o favorito para a vaga é o alvinegro carioca.

Veja e ouça agora o comentário de Gustavo Roman, o melhor comentarista do Brasil:

Santos 3 x 1 Vasco
Copa do Brasil, Vila Belmiro, 19h30
Público: 6.130 pagantes. Renda: R$ 231.065,00.
Santos: Vanderlei, Victor Ferraz, Luiz Felipe, Gustavo Henrique e Zeca; Renato, Thiago Maia, Vitor Bueno e Lucas Lima (Léo Cittadini 36′ 2ºT); Gabriel (Copete 22′ 2ºT) e Ricardo Oliveira. Técnico : Dorival Júnior.
Vasco : Martín Silva; Madson (Evander 15′ 2ºT), Luan, Rodrigo e Julio Cesar; Diguinho, William (Yago Pikachu – intervalo), Andrezinho e Nenê (Eder Luis 36′ 2ºT); Éderson e Jorge Henrique. Técnico : Jorginho.
Gols : Renato aos 30 e Ricardo Oliveira, cobrando falta, ais 36 minutos do primeiro tempo; Lucas Lima aos 20 minutos e Éder Luis aos 50 minutos do segundo.
Arbitragem: Heber Roberto Lopes, auxiliado por Kleber Lucio Gil e Nadine Schramm Camara Bastos, todos de Santa Catarina.
Cartões amarelos : Lucas Lima (Santos); Madson e Diguinho (Vasco).

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Balão de ensaio

Em que pese a boa apresentação do projeto arquitetônico da arena pela empresa Conexão, a verdade é que a imprecisão das informações, a certeza de que a Portuguesa Santista não concordou com o negócio, o segredo com relação ao investidor e a forma longa e penosa como o Santos pagaria pelo estádio deram à boa parte dos conselheiros presentes à assembleia de ontem do Conselho Deliberativo a impressão de que tomaram o nosso tempo para um enorme balão de ensaio. Não vejo nenhuma possibilidade concreta de que o clube mergulhe nessa aventura ainda menos palpável do que o fatídico Parque Balneário, que, pelo menos, existia de verdade.

Se sem o consentimento da Portuguesa Santista o negócio não sai, por que apresentar um projeto que ainda não tem o aval desse parceiro? Outra questão preliminar não esclarecida é se a área é de proteção ambiental ou não. Alguns defendem que esse é outro empecilho. Há ainda o problema do barulho, que pode atrapalhar a vizinha Santa Casa.

Quanto ao investidor, foi dito apenas que se trata de “um brasileiro que detém 40% de um capital americano”.

O estádio teria capacidade para 27.200 pessoas e 2.000 vagas de estacionamento. Disseram que o clube não pagaria nada, mas ficou evidente que o Santos teria de mandar todos os seus jogos nessa nova arena e, uns poucos, na Vila Belmiro. O nome do Pacaembu nem foi citado e só lembrado depois que alguns conselheiros perguntaram se o Santos não jogaria mais em São Paulo.

Para mim, ficou claro que se a arena sair, o Santos dificilmente mandará um jogo na capital, virando as costas para o seu maior mercado consumidor, com um potencial de público e poder aquisitivo no mínimo seis vezes maior do que o dos santistas da cidade de Santos.

Disseram que o Santos não pagará um tostão pela arena, mas é claro que isso é uma balela, pois o time teria de jogar seguidamente no estádio para amortizar o investimento do grupo, e nos primeiros cinco anos só receberia 12,5% do lucro, o que é menos da quarta parte do que recebe hoje para jogar na Vila Belmiro e no Pacaembu. Só depois de 20 anos passaria a receber 40% do lucro, se é que ainda estaria vivo até lá.

Como precisa muito de dinheiro para pagar suas dívidas imediatas, cujo total chegará a 420 milhões de reais ao final do ano, envolver-se em um negócio que custará 465 milhões e demorará no mínimo 30 anos para ser pago é correr um risco enorme. Espero que os conselheiros não aprovem essa aventura e, caso o presidente assine o contrato por sua conta, que ele coloque seus bens pessoais como garantia de que o Santos não será prejudicado. Essa arena equivale a 11,5 Leandros Damiões!

Para se ter uma ideia do mau negócio que essa arena representa, basta lembrar que de uma renda líquida de um milhão de reais, o Santos só receberá 125 mil!

Causou-me estranheza, ainda, a falta de qualquer pesquisa com o torcedor e o sócio do Santos. Acompanhei os trabalhos do estádio em Diadema, que acabou não saindo, e sei como as pesquisas de mercado foram feitas para se provar a viabilidade do projeto.

É preciso saber que público e com que frequência deverá visitar a arena, quanto estará disposto a pagar pela entrada e muitos outros detalhes antes de se estabelecer um lugar para a construção de uma praça de esportes que acompanhará o Santos por décadas.

Esperam, por exemplo, que o ticket médio dobre de 44 para 80 reais, mas será que o santista da Baixada está disposto a pagar isso? E o de São Paulo, será que pagaria tanto, já que teria ainda as despesas de pedágio, gasolina e estacionamento?

Na minha vez de falar coloquei as questões que cito aqui e lembrei que o clube tem outras prioridades no momento, que são: Conseguir o decantado patrocinador máster, multiplicar a quantidade de sócios e faturar mais com a arrecadação de seus jogos. Entrar em um negócio que, em um primeiro momento, reduzirá as suas receitas e o afastará de seu maior mercado consumidor, é loucura.

Bem, mas foi apenas uma apresentação. Deverá ser organizada uma comissão de conselheiros para analisar a viabilidade dessa arena. A conselheira Neli Faria lembrou a Modesto Roma que ele só tem mais um ano e meio de mandato e não deveria entrar em um negócio que só poderá ser terminado por seus sucessores.

Fui embora depois da meia-noite e não ouvi todos os conselheiros inscritos para falar. Porém, creio que os temas debatidos não se alteraram muito. O mais difícil de tudo isso é saber que essa diretoria não faz o que é sua obrigação e fica procurando chifre em cabeça de cavalo para criar factoides e desviar o foco de sua profunda incompetência.

E você, o que acha disso?

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Santos FC é do mundo!

Por Amir Somoggi, especial para o Blog do Odir

O motivo desse artigo é poder dividir com todos a minha visão sobre o Santos FC nesses mais de 15 anos de experiência em projetos de consultoria em marketing e gestão esportiva para clubes, agências, patrocinadores e investidores.

Mas antes, preciso dizer que sou santista, meu amor pelo clube veio do meu pai e já passou para a minha filha de 5 anos, santista fanática. Todos de São Paulo, capital.

Esse é o ponto central do meu artigo, já que essa minha história ocorre aos milhões em todo o estado de São Paulo e em diferentes partes do Brasil e apenas aos milhares em Santos. E digo mais: pela abrangência global de sua marca, comprovadamente a mais reconhecida entre os clubes brasileiros no exterior, também no mundo.

Toda sua história, das mais lindas do futebol mundial, marcaram o nome do clube no cenário global. Isso tudo construindo na Vila Belmiro, sem dúvida, o DNA do Alvinegro Praiano.

Contudo, a realidade do clube mudou, seus competidores estão cada vez mais fortes financeiramente e, infelizmente, o Santos ficou para trás, mesmo com tamanha potencialidade. Segundo meu estudo sobre as finanças dos clubes brasileiros, o Santos encerrou 2015 com receitas de R$ 170 milhões, em queda desde 2011.

Palmeiras por exemplo, que viu uma ascensão em 2015 já fatura R$ 352 milhões, São Paulo R$ 331 milhões e Corinthians R$ 298 milhões.

Santos tem cerca de 6 milhões de torcedores em todo o Brasil, uma alta concentração na capital e interior de São Paulo. Há ainda muitos torcedores no Paraná, todo o Centro Oeste e Nordeste. Por outro lado, apenas 33% da população de Santos torce para o time.

O time, para crescer e prosperar nacionalmente e internacionalmente, terá de contar com a reflexão do torcedor e sócios da cidade de Santos e o entendimento de que ficar atrelado exclusivamente à cidade de Santos somente diminui o potencial mercadológico de sua marca.

O clube precisa ter uma proximidade maior com os milhões de torcedores que tem e para isso precisa ocupar esses espaços. O caminho: muito mais jogos fora da Vila, departamento de marketing/comercial completamente diferente do modelo atual, com sede em São Paulo e numa nova dimensão.

Santos conta com mais de 1 milhão de curtidas no Facebook fora do Brasil. É o maior, disparado, entre os clubes brasileiros.

O time onde nasceu Pelé, que parou duas guerras, que produz craques como ninguém, que joga esse futebol irreverente, é do mundo. Não apenas de sua cidade natal!

amir somoggiAmir Somoggi é graduado e especialista em Planejamento Estratégico, Gestão e Marketing Esportivo

Uma partida dos tempos em que o Santos enfrentava os melhores (não os rabeiras) fora de casa, em jogos decisivos, vencia e dava espetáculo!

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O legado de Laor

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A maior conquista da gestão Laor

Em 16 de agosto de 2016, terça-feira passada, morreu, aos 73 anos, o santista Luis Álvaro de Oliveira Ribeiro, também conhecido como Laor, 35º presidente do Santos. Ele estava internado no hospital Albert Einstein para tratamento de um tumor no aparelho digestivo. Laor fez história na direção do clube, conquistando títulos e mudando o modelo de gestão.

Reeleito para o período de 2013 a 2015, renunciou ao cargo em maio de 2014, por problemas de saúde, deixando a presidência para o seu vice, Odílio Rodrigues. Nos quatro anos em que dirigiu o Santos Laor se tornou o presidente mais vitorioso depois de Athié Jorge Cury, com seis títulos no futebol profissional, entre eles a terceira Copa Libertadores, em 2011.

Sob o seu comando o Santos conquistou, ainda, a Copa do Brasil de 2010, a Recopa de 2012 e os Campeonatos Paulistas de 2010, 2011 e 2012. No mesmo período o Alvinegro Praiano angariou três títulos oficiais no futebol feminino, entre eles o da Copa Libertadores de 2010; dois de futsal, destacando-se o da Liga, correspondente ao título brasileiro, além da Copa São Paulo de Futebol Junior de 2013.

Em sua gestão o presidente passou a dividir as decisões com um Comitê Gestor formado por santistas influentes. Essa parceria proporcionou a contratação, por empréstimo, do ídolo Robinho, junto ao Manchester City, da Inglaterra, e também permitiu segurar Neymar quando todos já davam certa a ida do jovem craque para o Chelsea, também inglês.

Com atuantes departamentos de marketing, dirigido por Armenio Neto, e comunicação, por Arnaldo Hase, durante a gestão de Laor o Santos conseguiu bons patrocinadores, elevou seu número de associados para mais de 60 mil e manteve seu time em evidência usando não só a grande imprensa, mas os recursos da Internet, como o Youtube e outras ferramentas da mídia social.

Confiante, otimista e ótimo com as palavras, Luis Álvaro melhorou o autoestima dos santistas. Para explicar porque os ingressos dos jogos do Santos eram mais caros, comparou o Cirque du Soleil com um circo de bairro, e para justificar a predileção divina pelo Santos, disse que não foi por acaso que Jesus multiplicou os Peixes, em vez de multiplicar porcos, gambás e outros animais.

Em sua campanha disse que não aceitaria a reeleição, mas mudou de ideia e foi reeleito com 87% dos votos. Pouco mais de um ano depois, adoentado, cedeu o cargo para Odílio Rodrigues, que não conseguiu fazer uma boa gestão e cometeu a imprudência de pedir R$ 40 milhões emprestados para contratar Leandro Damião, um ônus que atrapalha o Santos até hoje.

Conheci Luis Álvaro Ribeiro em dois lançamentos de livros meus: Donos da Terra e Pedrinho escolheu um time. Tive uma boa impressão dele. Ao ser eleito, fez uma administração de boa a ótima em 2010 e 2011. Após reeleito, porém, tornou-se mais individualista e cometeu alguns pecados, como o amistoso em que o Santos foi goleado pelo Barcelona por 8 a 0, a nebulosa venda de Neymar para o clube catalão, o apoio a Andres Sanchez para a falência do Clube dos Treze e, como entendia pouco de futebol, a renovação de contrato do técnico Muricy Ramalho e de jogadores que já tinham encerrado o seu ciclo no Santos.

De um modo geral, porém, Laor foi um presidente que deixou a sua marca na história do clube. Mesmo nascido em Santos e neto de um presidente do clube, o médico legista Álvaro de Oliveira Ribeiro, ele soube administrar o Santos com uma visão universalista, atraindo associados do país inteiro e fortalecendo a imagem nacional e internacional do Alvinegro Praiano.

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E para você, o que Laor representou para o Santos?


Meninos de Ouro

Não haverá post de Coritiba e Santos. Seria um texto repetitivo, que envolveria Lucas Lima, Dorival Junior, o sistema defensivo e Léo Cittadini. Se quiser saber como foi o jogo, vá aos comentários. Adianto, porém, que o Santos jogou como costuma jogar fora de casa, e mesmo ganhando um gol de presente, conseguiu perder, de virada, para o poderoso Coritiba. Quer uma frase minha? Lá vai: É mais fácil o sertão virar mar do que o Cittadini aprender a marcar (note a participação, ou melhor, a não participação do preferido do Dorival Junior nos dois gols do Coritiba). Fui…

MENINOS DE OURO

meninos de ouro
Felipe Anderson, Gabriel, Thiago Maia, Neymar e Zeca mostraram na Olimpíada o que aprenderam na Vila Belmiro.

Meninos da Vila fazem história. De novo

meninos marcados
A primeira medalha de ouro do futebol brasileiro em uma Olimpíada teve participação determinante dos Meninos da Vila. Além dos santistas Zeca, Gabriel e Thiago Maia, o astro Neymar e Felipe Anderson aprenderam os segredos do esporte mais popular do mundo no Alvinegro Praiano. Todos participaram diretamente dessa conquista. Neymar foi o artilheiro do time, com quatro gols, Gabriel marcou mais dois. O Santos foi o time com mais jogadores na Seleção Olímpica, repetindo o que já havia ocorrido na Seleção principal que disputa as Eliminatórias.

É curioso como a história parece insistir em ligar os grandes momentos do futebol brasileiro a jogadores do Santos. No longínquo 1919, na conquista do Sul-americano, primeiro título importante do futebol nacional, o Santos também foi o time com mais jogadores convocados: o ponta-direita Millon, o ponta-esquerda Arnaldo e o meia Haroldo. Os dois primeiros foram titulares, Arnaldo foi o capitão do time (como agora ocorreu com Neymar) e Haroldo também participou de uma partida, chegando a marcar um gol.

Creio que nem é preciso lembrar as contribuições decisivas de Pelé e Zito na conquista da primeira Copa do Mundo, em 1958, na Suécia; assim como nas Copas do Chile, com sete santistas convocados, quatro deles titulares, e no México, com mais cinco jogadores e três titulares. Enfim, quando o Santos revela bons jogadores, o futebol brasileiro cresce.

Bem, mas agora espero que a CBF deixe o Santos em paz e o permita competir em igualdade de condições com os outros clubes neste Campeonato Brasileiro, que, por justiça, ele deve vencer. Afinal, o time que cede mais jogadores para a Seleção é o melhor do País e merece ser campeão.

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MIREM-SE NESSAS MULHERES


Torcida contra? Essas garotas não dão a mínima.

Há quem diga que homens são mais corajosos do que mulheres, mas essa Olimpíada está desmentindo isso e mostrando fatos particularmente significativos para nós, santistas, que estamos acostumados a ver os jogadores do nosso time se apequenarem no campo do adversário.

Na noite de quarta-feira, diante da plateia mais enlouquecidamente fanática desses Jogos, duas norte-americanas ganharam a medalha de bronze de duas brasileiras e, mais tarde, duas competentes, determinadas e valentes alemãs, indiferentes à gritaria ensandecida, tiraram o ouro de Ágatha e Bárbara como quem tira o doce da boca de uma criança.

Na terça-feira vimos a nossa decantada e invicta seleção feminina de vôlei ser eliminada da Olimpíada por um time de jovens chinesas que enfrentaram um Maracanãzinho lotado como se estivessem em um piquenique em Pequim. Em vez de tremer, elas sorriam.

Na mesma terça-feira, com uma disciplina tática jamais vista, uma equipe de garotas suecas, que na fase inicial tinham sido goleadas pelas brasileiras por 5 a 1, seguraram o jogo e a prorrogação sem sofrer gols e, como queriam, buscaram a vitória na disputa por chutes da marca do pênalti. Não se desconcentraram e nem se intimidaram com os gritos de dezenas de milhares de torcedores contrários. Foram a campo para vencer e, mesmo diante de um adversário reconhecidamente melhor, venceram.

Domingo, como sabemos, o Santos enfrentará o Coritiba, às 18 horas, no estádio Couto Pereira. O Santos luta pelo título, o Coritiba luta para não ser rebaixado; o Santos está em segundo lugar, com 11 vitórias, 35 gols a favor, 17 contra e saldo de 18 gols; o Coritiba está em 16º, com cinco vitórias, 23 gols marcados, 28 sofridos e saldo negativo de cinco gols. Apesar dessa grande diferença de campanhas, o santista teme.

O santista teme que, apesar de ser um time tecnicamente superior, o Santos não consiga se impor no campo do adversário. No ano passado, perdeu para esse Coritiba, que estava em péssima fase, mesmo sem torcida. Quando há torcida, então, parece que ela entra em campo e joga ao lado dos oponentes, pois os jogadores do Santos, ao contrário das atletas norte-americanas, alemãs, chinesas e suecas, parecem sentir demais o ambiente adverso.

Quando queremos que uma equipe masculina, de qualquer esporte, demonstre espírito de luta, determinação e personalidade, costumamos pedir aos atletas que “joguem como homens”. Pois eu vou pedir que joguem como mulheres. Mas mulheres olímpicas!

E você, o que acha disso?


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