Livros de Odir Cunha. Compre o seu exemplar clicando aqui

Neymar: entre o amor dos santistas e a ilusão da Europa

O episódio de Neymar com o Santos – este vai-não-vai pra Europa – não é apenas o episódio de Neymar com o Santos. É o episódio de Neymar com seus anjos e demônios, com suas discordantes vozes interioes e sua compreensão do mundo. O episódio da competência, ou não, das pessoas que dirigem o Santos. O episódio do pai e dos outros que assessoram Neymar com suas próprias consciências (estão mesmo decidindo o que é melhor para o garoto?). É também o episódio da imprensa esportiva tupiniquim – ou seria botocuda? – com a ética da profissão. Talvez seja igualmente um episódio seu, leitor e leitora, pois ajuda a repensar sua relação com o amor e o dinheiro. É, enfim, o episodio de um povo diante de seu crônico complexo de inferioridade, de um povo superficial e simplista que acha que tudo se resume a ganhar mais e mais, mais e mais, mais e mais. A todos, algumas (boas) músicas que ajudam a refletir:

E você, o que faria se tivesse de se decidir entre o amor sincero e o dinheiro?

Pobre Santos! O time Sub-20 teria empolgado mais

Barcelona aliciou Neymar. Santos vai ficar quieto?
O Caso do NEYMAR/BARCELONA está claramente se configurando um caso gigantesco de ALICIAMENTO!
Sem dúvida nenhuma estamos diante de um grande ESCÂNDALO com requinte de colonialismo.
A pergunta é: Será que a FIFA exige prova documental?
Há na imprensa dezenas de recortes de jornal, no youtube dezenas de filmes, todos com argumentações de jornalistas catalães e brasileiros.
Eu mesmo assisti (no Youtube) jornalista catalão alegando que o Barcelona já pagou 10 milhões de euros ao Neymar. Outro vídeo que o Neymar comprou barco com dinheiro do Barcelona.
Espero sinceramente que aparentando não estar ligando, feito um tolo, o jurídico do Santos já tenha juntado todas essas provas e a vá a FIFA.
As favas com o Barcelona.
Penso assim, acreditando na boa fé dos Neymares e na ma fé do Barça.
O Neymar fez um contrato com o Santos cujo o grande alvo seria no meio de 2.014 ser dono dos direitos federativos.
Da parte dele caiu no canto da Sereia dos colonizadores, e pegou a grana.
Os catalães agiram de má fé e o Santos tem que fazer valer os seus direitos mesmo que chamusque os Neymares.
RT >>> @marcelobechler Balanço do Barcelona e a parte que corresponderia aos 10 milhões de adiantamento por Neymar pic.twitter.com/UipZHePwWI
Ernesto Franze

Falar o quê do 0 a 0 contra o Joinville na Vila Belmiro? Os leitores deste blog já têm dito tudo. É difícil admitir, mas com esse time, essa comissão técnica e jogando assim o Santos lutará para não ser rebaixado no Campeonato Brasileiro. O que mais se pode dizer? Ah, que o time Sub-20 teria empolgado mais a torcida ontem.

O Alvinegro Praiano ganhou a Taça São Paulo de Futebol Junior com Gabriel Gasparotto; Alisson, Gustavo Henrique, Jubal e Emerson; Lucas Otávio, Leandrinho, Pedro Castro e Léo Citadini; Neilton (Lucas Crispim) e Giva. Técnico: Claudinei Oliveira. Com alguns reforços dos profissionais, este deveria ser o time a ser preparado para o Campeonato Brasileiro.

A opção pelos Meninos seria mais econômica, alegraria mais a torcida e resultaria em um futebol mais ofensivo, como o santista gosta. Talvez a equipe tomasse algumas traulitadas até se entrosar, mas seria um preço que o torcedor do Santos pagaria sem susto.

Ontem o Alvinegro Praiano não só jogou mal, como esteve a ponto de perder a classificação para a próxima fase da Copa do Brasil em plena Vila Belmiro. O time visitante teve as melhores chances para marcar e o árbitro deixou barato uma entrada de Renê Junior que significaria o segundo cartão amarelo e, conseqüentemente, sua expulsão aos 25 minutos do segundo tempo.

A estreia de Henrique não foi boa. Pelo jeito o rapaz faz gols, mas bate de canela. Como ontem não fez gol, só sobraram as caneladas… Miralles entrou no seu lugar aos 22 minutos do segundo tempo e conseguiu ser pior, perdendo um gol feito no último lance do jogo. Ou seja: o único centroavante de verdade que o Santos tem é Giva, o garoto que veio do time campeão do Sub-20.

Quando se busca uma explicação para a fase ruim que o Santos atravessa há meses, é impossível não deixar de lembrar que o clube é dirigido por um presidente de pijama, um técnico que empurra com a barriga para não pedir demissão e um jogador que fica no vai-não-vai embora. A falta de decisão desses personagens, ou de quem decide por eles, está prejudicando sensivelmente o time.

Nunca o Santos gastou tanto com sua folha salarial, nunca sua direção falou tanto em profissionalismo e em gestão moderna e poucas vezes foi tão mal administrado, a ponto de ter de emprestar milhões dos bancos para saldar a folha de pagamentos (quem vai pagar essa conta?). A falta de tato no caso Paulo Henrique Ganso se repete agora com Neymar. O patrimônio vai sendo dilapidado a cada dia. O clube está ao Deus-dará e o time reflete isso.

O time que ficou famoso por revelar Meninos gasta fortunas com veteranos e agora, para adoçar a boca da torcida, fala em trazer Robinho e Wagner Love, dois jogadores que já deveriam estar pensando na aposentadoria. Enquanto isso, os Meninos campeões andam pelos cantos da Vila, desprezados.

A torcida que vai ao estádio não pode protestar, pois se não não tem mais ônibus de graça e ingressos para vender no câmbio negro. A democracia virou uma aristocracia em que pessoas sem rosto tomam as decisões no quarto do presidente de pijama. A coisa vai mal.

Pelo que tem jogado, o Santos não vai longe na Copa do Brasil e, com sorte, ficará no meio da tabela do Brasileiro, repetindo o mau planejamento e as performances decepcionantes que tem tido na principal competição nacional desde 2008. E o pior é que não sentimos vontade e disposição para mudanças. Um conformismo atroz tomou conta da Vila mais famosa do mundo. Pobre Santos! Muitas pessoas estão sugando até a última gota do que o clube pode dar, mas não estão dando nada em troca.

E pra você, o que significou esse 0 a 0 com o Joinville?

O melhor campeão da Copa do Brasil joga hoje, com Neymar, na Band

henrique
O santista Henrique chegou, já foi treinar e pode jogar hoje. Algo me diz que este rapaz se dará bem no Peixe (Ricardo Saibun/ Divulgação Santos FC)

Depois do vice-campeonato paulista, o Santos reinicia hoje outra caminhada importante, recebendo o Joinville, na Vila Belmiro, às 22 horas, com transmissão da TV Bandeirantes. Dizem que pode ser o último jogo de Neymar na Vila Belmiro. Então, se tiver oportunidade, vá ao templo do futebol. Se não, assista na Band (sugiro que tire o som, pois o comentários do Neto são de doer). Como venceu em Joinville por 1 a 0, o Santos se classificará para a próxima fase com um empate.

Quem não se lembra da marcante campanha do Santos na Copa do Brasil de 2010? Grandes goleadas (10 a 0 no Naviraiense, 8 a 1 no Guarani), viradas históricas em cima de Atlético Mineiro e Grêmio, e um futebol bonito, ofensivo e reverenciado pela categoria, habilidade e entrosamento de jogadores como Neymar, Ganso, Robinho, Wesley, André, Marquinhos e Madson. Aquele Santos estabeleceu o recorde de gols da competição, com 44 tentos, e ficou com o titulo em uma final com o Vitória da Bahia.

Como depois Neymar fará o jogo de abertura do Campeonato Brasileiro, contra o Flamengo, em Brasília, e passará a servir à Seleção Brasileira, preparando-se para a Copa das Confederações, pode ser mesmo que este seja o úlimo jogo do Menino e Ouro na Vila Belmiro. Vale a pena comparecer e agradecê-lo pessolmente por tudo o que fez pelo Santos. Sabemos que se o seu destino dependesse exclusivamente dele, talvez ficasse um pouco mais. Mas tem muita gente querendo ganhar com sua ida.

Paciência. Vida que segue. O Santos é bem maior do que Neymar, como foi maior do que Pelé, o incomparável atleta do século. Um time como o Alvinegro Praiano não morre nunca, ao contrário, infelizmente, de seus maiores ídolos – que na melhor das hipóteses ficam para a história, para as páginas desbotadas de livros escritos por sonhadores e nem sempre lidos ou respeitados pelo público às vezes extremamente ignorante do futebol.

O argentino Montillo ainda não deve jogar, mas Henrique, o centroavante contratado do Mogi Mirim, já chegou, disse que sempre foi santista e está pronto para entrar no time. Não vai precisar mostrar muita coisa pra tirar a posição de Miralles, que começará jogando.

Hoje é um bom dia para Muricy Ramalho dar oportunidade a alguns jovens (será que último post deste blog sensibiliou o professor?). Gostaria de ver de novo Victor Andrade, pela direita, e Felipe Anderson na sua real posição, que é a meia-esquerda. Também gostaria de ver Jubal e Gustavo Henrique, mas acho que isso só acontecerá quando Edu Dracena e Durval não puderem mais andar.

Limitado, o Joinville é treinado por Arthurzinho, que fez nome no Vasco e jogava pelo Corinthians em 1984, quando Serginho Chulapa acabou com o sonho do então alvinegro do Parque São Jorge de conseguir o tricampeonato. Em circunstâncias normais, eu diria que é jogo para 3 a 0, mas não me surpreenderei se Santos marcar 1 a 0 e ficar enrolando. Faz tempo que o time não goleia…

A TV Globo preferiu passar um filme com o metrossexual Tom Cruise, ao invés do jogo do Santos de Neymar na Vila. Essa decisão não espanta. Há tempos a Globo tenta seduzir a camada de menor alcance intelectual da população. Mas não está tendo sucesso e vê sua audência cair dia após dia. Hoje, veja na Band, que apesar do nível sofrível de narrador e comentarista, é tevê berta e tem um bom sinal (se não quiser saber o que o técnico do Joinville tem de fazer para ganhar o jogo, ou quantos pênaltis e crtões o árbitro deixará de dar, abaixe o som nos comentários do boquirroto Neto).

Reveja os melhores momentos de Joinville O x 1 Santos, no jogo de ida:

E pra você, o que esperar de Santos x Joinville, hoje?

Muricy, lembra quando você era um garoto vindo da base?

muricy

Derrubar o técnico Muricy Ramalho? Não creio. Ele não quer sair antes do final do contrato e a diretoria, presidida por Luis Álvaro, que é seu fã, não quer demiti-lo. Ao contrário. Parece satisfeita com o seu trabalho. O que o torcedor pode fazer? Abaixo assinado? Manifestação em reunião do conselho? Já houve e não mudou nada. Protestos no estádio? Esqueça. As torcidas organizadas estão comprometidas com essa diretoria. A maior esperança de mudança no estilo de jogo do Santos depende unicamente da cabeça de Muricy. E do seu coração…

Por isso, uso este artigo para fazer um apelo direto ao treinador, pedindo-lhe que permita que sua alma de menino assuma o controle de suas ações. Dispa-se desse velho rabugento que quer tomar o seu corpo e sua mente, Muricy. Volte à sua infância, quando, aos 13 anos, atraiu 20 mil pessoas ao campo do Nacional para vê-lo atuar em uma final do campeonato Dente de Leite.

Lembre-se que você fez a primeira partida entre os profissionais do São Paulo aos 15 anos e chegou a ser considerado pela imprensa como um dos “sucessores de Pelé”. Baixinho e franzino, foi sendo lançado aos poucos, mas em 1975, aos 19 anos, fez uma ótima temporada e foi escolhido como a revelação do Campeonato Paulista. A fama e a fortuna do futebol pareciam se oferecer a você, lembra?

Mas nem tudo são flores para um garoto talentoso e de gênio forte, como você era. Na decisão do Paulista de 1975, contra a Portuguesa, você deu uma entrada dura no meia Dicá e foi expulso pelo árbitro Dulcidio Wanderley Boschilia, colocando em risco o título que o São Paulo acabou conquistando na disputa de pênaltis. Desconsolado, você nem quis ver o resto do jogo e foi chorar no vestiário, lembra? Mas a torcida, reconhecendo seu valor, carregou-o nos braços e cantou o seu nome durante as comemorações. Garotos que vêm da base do clube e se destacam são muito amados pela torcida. Naquele dia você percebeu isso.

Hoje os garotos podem usar o cabelo como querem, mas em 1976, quando você tinha 20 anos, seus cabelos compridos incomodavam o técnico José Poy, que chegou a afastá-lo dos treinos por 10 dias, em uma tentativa de forçá-lo a adotar um corte mais tradicional. Porém, teimoso como é até hoje, você continuou cabeludo, voltou ao time marcando gols e, cheio de moral, decidiu que nunca mais usaria o cabelo curto.

Seu nome era tido como certo para a Copa de 1978, na Argentina, mas 1976 foi um ano ruim para o São Paulo e seu futebol também foi prejudicado pela má campanha do time. Ainda havia tempo para causar uma boa impressão até o Mundial, mas naquele fatídico 18 de maio de 1977, na final do primeiro turno do Campeonato Paulista, você torceu gravemente o joelho e ficou mais de um ano sem jogar, voltando apenas em 4 de junho de 1978, três dias depois do início da Copa da Argentina.

Sei que deixar de ser convocado para aquele Mundial foi sua maior frustração na carreira. Como você queria, aos 22 anos, estar na reserva de seu ídolo Zico! Mas, além de não ir à Copa, sua própria condição de jogador do São Paulo vinha sendo contestada, pois você voltou diferente, com receio de entrar nas divididas, lembra?

Nesse período o Santos tentou contratá-lo, mas o São Paulo pediu um valor considerado muito alto. Seu último jogo pelo São Paulo ocorreu em 25 de julho de 1979, pelo Campeonato Paulista, em uma derrota por 2 a 0 para o Guarani, no Pacaembu, em que você entrou no segundo tempo. Cinco dias depois o São Paulo vendeu seu passe para o Puebla, do México, por 100 mil dólares.

No México você sofreu contusões seguidas e raras vezes repetiu o futebol atrevido e técnico de sua adolescência e início de juventude. No final de 1985, ao completar 30 anos, você decidiu deixar de ser jogador e iniciou sua carreira de técnico, orientando o próprio Puebla.

Em 1994 você voltou ao São Paulo, mas como auxiliar técnico de Telê Santana, com quem aprendeu muito, principalmente “a simplicidade, o sentido de comando e o trabalho individual com os jogadores”, conforme você mesmo revelaria anos depois.

Agora, aos 57 anos, você é um profissional famoso, rico e realizado. O que o destino lhe tirou como jogador, lhe deu como técnico. São nada menos do que 16 títulos, entre eles quatro Brasileiros e uma Libertadores. E veja que curioso: você que foi um menino-prodígio, que viveu toda a glória e todo o dissabor que pode afetar um garoto que se aventura no mundo turbulento do futebol, agora pode ajudar outros garotos a alcançar o sonho que fugiu de suas mãos (ou pés).

Não foi por acaso que “Meninos para Sempre” virou o slogan do Centenário do Santos. O Alvinegro Praiano se orgulha por revelar jogadores, por ter a paciência e o carinho necessários para permitir que o talento e a personalidade desses garotos nasçam, cresçam e se solidifiquem. E você, Muricy, é a pessoa mais importante para eles, pois é quem pode lhes dar a oportunidade de ser um jogador profissional de futebol, de jogar no time que foi de Pelé, Zito, Pagão e tantos outros craques.

Quanto você os está ajudando?

No ano passado, quando, por falta de jogadores experientes, Victor Andrade foi lançado no time – e chegou até a fazer gols – , ele disse que você o estava ajudando, com conselhos. Sorridente, como sempre, o garoto disse que que você parecia bravo, mas no fundo era um bom cara, preocupado com ele. Só que de lá para cá o rapaz nunca mais foi escalado e nem mesmo entrou no decorrer das partidas. Que tipo de ajuda é essa, Muricy?

Lembro de Victor Andrade porque, se um dia Neymar for embora, e parece que um dia irá, quem está sendo preparado para ser o novo Menino da Vila? Victor? Gabriel? Giva? Mesmo que você ache que nenhum deles está pronto, não vale a pena investir tempo e trabalho nesses meninos?

Não podemos nos esquecer, ainda, de que há o aspecto financeiro. Por que o clube precisa pagar salários altíssimos a jogadores que em campo estão rendendo muito pouco, se o Santos acaba de ser campeão com seu time sub-20? Será que dessa garotada não se pode tirar jogadores que supram a falta de experiência com energia e vontade?

Você não acha, Muricy, que se um time é campeão paulista sub-20 e também da disputada Taça São Paulo de Futebol Junior, é porque tem jogadores que podem se tornar bons profissionais? Você não acha que, seguindo o que o mestre Telê Santana lhe ensinou, esses meninos não merecem um trabalho individualizado?

Lembro-me bem de suas atuações em 1975, Muricy, e tenho certeza de que, não fosse a contusão muito grave, você teria feito história como jogador do São Paulo e da Seleção Brasileira. Sinto muito mesmo pela interrupção de seu sonho – e devo lhe confessar que eu também queria ter sido um jogador de futebol, mas aos 15 anos já tinha quebrado duas vezes a perna e o médico sugeriu que eu me dedicasse a um esporte menos violento.

Bem, mas a vida segue. O destino tem planos para nós que às vezes parecem difíceis de serem compreendidos. Mas é só parar um pouco e pensar. E sentir… Ou você acha que foi apenas por acaso que o time dos “Meninos para Sempre” o convidou? O que esse trabalho no Santos significa para a sua vida? Apenas mais alguns títulos e muito dinheiro? Ou uma oportunidade de mudar a sua forma de ver o futebol, de despertar o menino cabeludo e irreverente que ainda mora em você?

Acho que o Muricy ainda pode ajudar muito os Meninos. E você?

Lance a lance da decisão do Campeonato Paulista

Nenhum time de futebol profissional deve ser patrocinado por uma estatal. O dinheiro do povo é para a construção de hospitais, escolas, postos de saúde, creches e segurança pública.

http://www.avaaz.org/po/petition/Fim_do_uso_do_dinheiro_publico_para_financiamento_do_Corinthians/?copy
Leiam, assinem e divulguem!
Envie para seus amigos e conhecidos.
Ernesto Franze

neymar chutado por guerrero
Um minuto e meio de jogo: na primeira vez em que pega na bola, Neymar é chutado por Guerrero, que depois ainda pisa no atacante do Santos caído. Guilherme Ceretta só marca a falta, mas não dá cartão para o infrator (Ricardo Saibun/ Divulgação Santos FC)

Antes do início o árbitro Guilherme Ceretta de Lima pediu um minuto de silêncio devido à morte de um torcedor do alvinegro de Itaquera. Pouco antes ede a bola rolar Neymar se ajoelhou e rezou. Imaginei que ele estivesse pensando na carta que sua mãe enviou a ele e aos jogadores do Santos. Tive a impressão de que o time seria mais determinado do que nos jogos anteriores.

1m30s – Guerrero chuta Neymar, matando um contra-taque. Na seqüência pisa no jogador do Santos caído. Cartão amarelo? Sim, acho que merecia.

2min – Renê Junior tenta dar o bote e pega o pé de Sheik. Falta normal.

3min – Bruno Peres é driblado por Sheik e usa a mão para cometer a falta.

3m50s – Fábio Santos mata um contra-ataque do Santos e recebe amarelo.

4min – Impedimento de Neymar breca o ataque santista.

8min – Cícero toca para Neymar pela esquerda, este vai à linha de fundo e cruza para trás, Felipe Anderson pega de primeira. Bola passa por cima. Primeira boa chance do Santos.

9min – Cícero já tinha dado um belo passe para Neymar, mas também já tinha perdido duas bolas.

13min – O jogo, bem disputado, já tinha 10 faltas, cinco de cada time.

17min – Fábio Santos cai na área e reclama pênalti. Houve um contato por trás, mas devido à desaceleração do jogador do alvinegro de Itaquera. Lance normal.

18m51s – Primeiro chute do time da zona leste paulistana. Sheik bate fraco, pra fora.

20min – Defesa do Santos bate cabeça e o adversário pressiona.

21min – Neymar dá belo passe para Felipe Anderson, livre na área. Este demora para dominar a bola e quando o faz está marcado. Mesmo assim chuta, a bola bate em um zagueiro adversário e sobra para Cássio, que defende.

23min – Neymar é chutado com violência por Paulo André na entrada da área. Lance para falta perigosa e cartão amarelo. Ceretta não marca nada.

26min – Falta cobrada por Felipe Anderson, que cruza para Durval ajeitar de cabeça e Cícero, sem deixar a bola cair, mandar a bomba, de esquerda, no ângulo direito de Cássio. Que belo gol! 1 a 0. Glorioso Alvinegro Praiano.

28min – Confusão na entrada da área do Santos, depois de boa jogada de Paulinho. Renê Junior dá o carrinho e empurra a bola para dentro da área. Espero, Romarinho cria a jogada que termina com o gol de Danilo. O time das duas âncoras empata. Não é a primeira vez e nem será a última que o Santos sofre um gol logo depois de fazer o seu.

32min – Cruzamento na área do alvinegro da capital. Cássio sai mal, mas ninguém aproveita.

36min – Alguns minutos antes Léo tinha reclamado pênalti quando a bola cruzada por ele bateu no braço de Gil. Mas foi a típica bola na mão, em que o jogador não teve intenção de interceptar o cruzamento e o braço estava junto ao corpo. Porém, nessa outra jogada, a bola veio cruzada da direita e Paulo André se atirou para cortá-la com os braços abertos. Um dos braços interrompeu o cruzamento, que seguia perigoso em direção à pequena área. Pênalti e cartão amarelo ao infrator que foram ignorados por Ceratta.

37min- Léo pega um rebote e chuta para fora.

40min – Falta para o visitante. Paulinho bate com curva, Rafael toca e a bola ainda pega no travessão antes de sair para escanteio.

41min – Danilo dribla Felipe Anderson e com pouco ângulo acerta o travessão. Na seqüência, Romarinho chuta e Rafael defende com os pés.

46min – Neymar dá um drible entre as pernas de Alessandro, mas na seqüência Felipe Anderson erra o passe.

Segundo tempo

Santos voltou mais cedo do intervalo e se reuniu no centro de campo. Edu Dracena orientava o time com ar sério. André tinha produzido muito pouco no primeiro tempo, mas voltou com o time para o segundo. Imaginei que, se não quisesse colocar Miralles, Muricy poderia tentar com Patito, tornando o ataque mais rápido.

1m15s – Neymar tenta driblar da ponta para o meio, mas em determinado momento tem sete adversário à sua frente e perde a bola. No começo da jogada poderia ter passado para Léo, que estava penetrando pela esquerda.

3m40s – Neymar é desarmado por Paulo André dentro da área e inicia um bate-boca com o zagueiro corintiano. Nenhum dos dois é punido com cartão.

5min – Neymar avança e toca para Léo, mas o lateral está impedido.

6min – Cícero dribla três e dá para André, que chuta fraco, de esquerda, para fora. Esta seria a grande chance do Santos no segundo tempo.

8min – Falta em Neymar perto da área. Felipe Anderson cruza para a cabeçada de Cícero, que toca para André, em impedimento.

11min- Renê Junior dá um chapéu na intermediária do Santos, mas na sequência perde a bola, que termina com chute de Romarinho para defesa de Rafael.

12min – Sai André e entra Miralles. A mudança teria pouco efeito prático, já que o argentino, mesmo se movimentando mais, pouco produziu.

13min – Sai Sheick, entra Edenilson.

14min – Um lançamento longo pega Edenilson livre. Léo corre a tempo de fazer o corte.

15min – Neymar dribla três, Edenilson fz falta e ganha amarelo.

16min – Romarinho surge livre pelo meio da defesa do Santos, avança rapidamente para o gol e diante da boa saída de Rafaelç, que fecha o ângulo, chuta na trave.

18min – Felipe Anderson cobra falta na área dos itaquerenses e Edu Dracena cabeceia para fora.

20min – Falta de Fabio Santos em Miralles. Os santistas pedem o segundo amarelo – e a expulsão do lateral –, mas o árbitro só marca a falta.

21min – Cássio faz cera mais uma vez para cobrar o tiro de meta e desta vez leva cartão amarelo.

24min – Arouca fica em impedimento e estraga um bom ataque.

25min – Na ponta-direita, Felipe Anderson corta para dentro e cruza de esquerda, mas bate muito forte e Miralles não alcança.

27min – Falta em Neymar.Bola é cruza,a mas a defesa corta.

29min – Cícero tenta um passe em profundidade, mas Cássio defende.

30min – Sai Romarinho, que fez ótima partida, e entra Pato.

31min – Renê Junior recebe cartão amarelo por falta em Danilo.

32min – Sai Renê Junior, entra Patito Rodríguez.

35min – Confusão na área. Miralles chuta prensado e Cássio defende.

36min – Bruno Peres cai perto da lateral direita, mas como falta pouco tempo e o Santos precisa de ao menos um gol para levar o título para a disputa de pênaltis, Edu Dracena pede para ele se levantar. Ele se levanta.

Paulinho penetra e é interceptado por Edu Dracena com falta, na entrada da área, mas o árbitro não marca.

38min – Sai Guerreiro, entra Douglas.

40min – Bola cruzada na área do Santos, Pato cabeceira para fora.

40min – Torcida do Corinthians lança sinalizadores dentro do campo e o árbitro interrompe a partida. Ninguém é atingido. Depois que o fogo se apaga, o jogo recomeça.

43min – Escanteio para o Santos. Bola sobra para Cícero, que cruza para Durval, mas o zagueiro está impedido.

45min – Contra-ataque do visitante. Arouca derruba Pato e recebe amarelo.

48min – Douglas manobra com liberdade no contra-ataque e passa para Pato, livre, que perde o gol.

51min – Léo dribla para o meio e chuta para fora, na última chance do Santos. Em seguida o árbitro pede a bola para Cássio e encerra o jogo.

Com o resultado, o Santos perde o tetra, mas se torna o time paulista com a maior seqüência de conquistas na fase profissional do futebol de São Paulo, com três títulos e cinco finais consecutivas.

Apesar de suas decantadas limitações – analisadas à exaustão neste blog –, o Santos fez neste domingo um de seus melhores jogos no Campeonato Paulista. Só não venceu porque o adversário é, no momento, o time mais equilibrado e competitivo do Estado.

O desafio para o Santos e para os santistas, agora, é promover as mudanças que se fazem necessárias sem expor ou desvalorizar os profissionais. Todos deram o que tem de melhor e se não mais fizeram, é porque não conseguem.

Lutaram até o fim, honraram a camisa do Glorioso Alvinegro Praiano e se faltou técnica a alguns, sobrou coração e amor ao Santos. Bola pra frente. Vida que segue. Quarta-feira tem jogo contra o Joinville.

Agora, com calma e a inteligência superior que é própria dos santistas, vamos analisar o desempenho do time neste Campeonato Paulista e sugerir ao comitê gestor as mudanças necessárias. Cabeça erguida, santista!

Golaço de Cícero faz sucesso na Internet:

E agora, como deve ser o Santos no Campeonato Brasileiro?