Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

Time dos Sonhos

Pisa forte Grande Rio!

Esse Émerson Dias canta muito, o samba é empolgante. E nenhuma escola ganha Carnaval sem um samba bom. E se você perguntar o que eu entendo de samba, sou obrigado a responder que fui compositor da escola de samba Camisa Verde e Branco quando ela foi tetracampeã do Carnaval Paulista.

Nesta madrugada, logo depois do desfile da Beija-Flor, o palco iluminado do Sambódromo Carioca receberá a Escola de Samba Acadêmicos do Grande Rio, que cantará a cidade e o time do Santos. Um carro alegórico levará os craques santistas.

Será um momento de rara emoção, em que dois elementos marcantes da cultura popular brasileira – o samba e o futebol – se unirão na avenida mais tradicional e de maior visibilidade do Carnaval da Terra. Um momento, enfim, de orgulho para a cidade de Santos, para o Glorioso Alvinegro Praiano e para nós, santistas na alegria ou na tristeza, até que a morte nos separe.

O enredo Fui no Itororó beber água, não achei. Mas achei a bela Santos, e por ela me apaixonei foi criado pelo carnavalesco Fábio Ricardo, cujo pai trabalhou no Porto de Santos. Se puder, assista. Será uma emoção diferente de um gol, mas tão forte quanto. É o Santos, mais uma vez, fazendo história.

FUI NO ITORORÓ BEBER ÁGUA, NÃO ACHEI. MAS ACHEI A BELA SANTOS E POR ELA ME APAIXONEI.

Compositores: Márcio das Camisas, Mariano Araújo, Competência, Kaká e Dinho.
Participação especial: Flávio Martins

PISA FORTE GRANDE RIO, É PURA EMOÇÃO
SANTOS CONQUISTOU MEU CORAÇÃO
DESEMBARQUEI NO PORTO DA FELICIDADE
QUANTA BELEZA PRA CURTIR NESSA CIDADE

NESSE MAR DE ALEGRIA, QUERO VÊ ME SEGURAR
A GRANDE RIO MANDOU CHAMAR
VEM PRA CIRANDA IOIÔ… NO ITORORÓ VEM IAIÁ
BEBER NA FONTE QUE ME FAZ APAIXONAR

LINDO CENÁRIO DE AMOR… HISTÓRIAS PRA SE CANTAR
SANTOS… MARAVILHA DE LUGAR (VOU CONTAR)

DE ALÉM-MAR CHEGA O COLONIZADOR
O MERCADO PROSPEROU NO VAI E VEM (VAI E VEM)

O CHEIRO DOCE QUE O VENTO TROUXE… ENCANTA A FAMÍLIA REAL
NOSSA SENHORA… MÃE PODEROSA… LIVRAI ESSA TERRA DO MAL

VEIO GENTE DE TODO LUGAR PRA SOMAR
LIBERDADE, UM GRITO ECOOU ÔÔÔ
NESSA LABUTA TEM AROMA DE CAFÉ
É SABOROSO, TODO MUNDO BOTOU FÉ
PODE EMBARCAR QUE O APITO DO BONDE TOCOU
PODE EMBARCAR QUE O PROGRESSO NÃO PODE PARAR

VEM MERGULHAR NESSAS ONDAS, SENTIR O PRAZER
ESPORTE É VIDA, LAZER
TÁ NO GRAMADO A PAIXÃO
PEIXE O ORGULHO DA ‘VILA’
CELEIRO DO ETERNO CAMPEÃO

Ê! MENINO BOM DE BOLA
NO DESTINO DEU OLÉ (OLÉ… OLÉ)
O ATLETA CONSAGRADO… MAJESTADE É NOSSO REI PELÉ
CAVALHEIRO DA PAZ… MAGIA
NA CORTE TEM NEYMAR… OUSADIA E ALEGRIA

PISA FORTE GRANDE RIO, É PURA EMOÇÃO
SANTOS CONQUISTOU MEU CORAÇÃO
DESEMBARQUEI NO PORTO DA FELICIDADE
QUANTA BELEZA PRA CURTIR NESSA CIDADE

E aí, que tal a Grande Rio homenagear Santos?


Vitória (sofrida) e prejuízo

No campo, o Santos venceu por 2 a 1, com gol de pênalti cobrado por Ricardo Oliveira no finzinho do jogo, mas o time se cansou muito no segundo tempo e o Ituano, que perdia por 1 a 0, só não virou o marcador porque a arbitragem anulou erradamente um gol do time de Itu. Agora, nas arquibancadas a derrota foi profunda: apenas 5.501 pessoas pagaram para ver o jogo – que, como muitos anteriores, poderia ter sido realizado no Pacaembu.

Como o São Paulo só jogaria na Capital à noite, não haveria objeção da Polícia Militar, do Corpo de Bombeiros, da Sociedade Protetora dos Animais, ou de qualquer outra entidade, para que o Alvinegro Praiano jogasse em São Paulo e arrecadasse, no mínimo, 300 mil reais líquidos a mais do que arrecadou jogando na Vila.

Mas o Santos está nadando em dinheiro e não precisa melhorar suas arrecadações, já que o santista da Baixada lota a Vila Belmiro em todos os jogos. Lota tanto que agora terá dois estádios idênticos, um ao lado do outro. A ideia é jogar meio tempo em cada um. A concorrência do público é tanta que se pagará para ver apenas meio tempo. Quem quiser ver o jogo inteiro, terá de pagar dobrado e estar disposto a sair da Vila e ir para o arena Portuários. Genial.

O mesmo presidente Modesto Roma que joga para outros a responsabilidade que é só dele na hora de definir local e horário dos jogos do Santos, escolheu as 11 horas da manhã deste verão infernal para a partida contra o encardido Ituano. No final, Ricardo Oliveira queria matar o responsável por fazer o time jogar naquela canícula. Mal ele sabia que foi seu próprio chefe quem deu o palpite infeliz. Em São Paulo, a 700 metros acima do nível do mar, no esverdeante Pacaembu, ao menos teríamos alguns graus a menos.

O jogo

Contra um time que se defendeu com afinco e se revezou na pancadaria, até que o Santos, mesmo sem ser empolgante, controlou o primeiro tempo e saiu na frente com um gol de cabeça de Gustavo Henrique após o primeiro escanteio que Lucas Lima bateu bem.
Na segunda etapa, o time começou a tocar a bola para trás e o Ituano empatou, com Marcão, mas o árbitro Douglas Marques das Flores assinalou impedimento. Aos 37 minutos, porém, não teve jeito. O zagueiro Naylhor pulou sozinho em um escanteio e fulminou Vanderlei: 1 a 1.

Dorival Junior já tinha iniciado as suas substituições. Ronaldo Mendes entrou com disposição no lugar de Paulinho e deveria receber mais passes; Elano entrou mal no lugar de Gabriel e só começou a acertar os passes nos últimos minutos de jogo, e Victor Bueno substituiu bem a Renato, que já estava exausto.

O pênalti, bem marcado, surgiu em cima do participativo Ronaldo. O artilheiro Ricardo Oliveira, que voltou a ter uma atuação apagadíssima, cobrou e deu a vitória ao Santos. O curioso é que o time jogou mal em suas duas partidas na Vila Belmiro neste ano, e mostrou melhor futebol justamente na partida fora de casa, contra a Ponte Preta. Será que em 2016 teremos o avesso de 2015?

Santos 2 x 1 Ituano
Vila Belmiro, 11 horas da manhã
Público pagante: 5.501 pessoas.
Santos: Vanderlei, Victor Ferraz, Gustavo Henrique, Lucas Veríssimo e Zeca; Renato (Victor Bueno), Thiago Maia e Lucas Lima; Paulinho (Ronaldo Mendes), Gabriel (Elano) e Ricardo Oliveira. Técnico: Dorival Júnior.
Ituano: Diego; Raul Prata, Naylhor Luiz Felipe e Peri; Jonatan Lima, Wellington Simião, Marcelinho (Fernando Viana) e Claudinho; Edinho (Marcão) e Ruan (Igor). Técnico: Tarcísio Pugliese.
Gols: Gustavo Henrique, aos 48 do primeiro tempo; Naylhor, aos 37 e Ricardo Oliveira aos 52 minutos do segundo.
Arbitragem: Douglas Marques das Flores, auxiliado por Marcelo Carvalho Van Gasse e Miguel Cataneo Ribeiro da Costa.
Cartões amarelos: Raul Prata, Luiz Felipe, Peri, Claudinho (Ituano) e Lucas Lima (Santos).
Cartão vermelho: Raul Prata.

E você, o que acha disso?


Com todo o respeito, quero que o Ituano entre pelo cano

No ano passado foi assim.

Meus amigos e minhas amigas (cadê as mulheres do blog?!), o futebol às vezes nos provoca reações inexplicáveis. Vejam vocês que o Ituano, para mim, era o simpático time da tradicionalíssima Itu, cidade com seu histórico passado republicano, seu aprazível restaurante alemão, seus belos condomínios e orelhões imensos. No futebol, nunca me despertou qualquer emoção.

Quando vi o Santos, sem Neymar e sem Robinho, virar um jogo no Pacaembu e enfiar 9 a 1 no time do Juninho Paulista, fiquei com dó. Mas eis que os danados caipiras com mania de grandeza deram a volta por cima e encaçaparam o Santos na final do Paulista de 2014…

Está certo que um time com Damião, Cícero e Mena pode perder de qualquer um, mas em pleno Pacaembu, numa final, foi demais. Daquele momento em diante, o Ituano ficou entalado na minha garganta. De folclórico virou demoníaco.

Cuturaram a baleia orca assassina com vara curta, agora que se virem. Neste sábado, pela manhã, na Vila Belmiro, quero que o Santos, com todo o respeito, faça o Ituano entrar pelo cano. E se jogar com a mesma vontade que mostrou em Campinas, estou confiante de que a vitória virá e será bonita.

O coração mole Dorival Junior já pensou em poupar titulares. O esforço para ganhar da Ponte, no calor de Campinas, parece ter desgastado alguns jogadores. Porém, a torcida já está ficando de saco cheio desse negócio de poupar titulares. Não se esquecerá tão cedo que a vaga para a Libertadores foi perdida para essa mania de descansar. Meu avô dizia que a vida é para trabalhar, gastar energia, pois depois teremos toda a eternidade para descansar. Concordo com o velho. Está vivo? Vai pra luta, meu filho!

O Santos deve começar a partida com o mesmo time que entrou em campo contra a Ponte: Vanderlei, Victor Ferraz, Gustavo Henrique, Lucas Veríssimo e Zeca; Renato, Thiago Maia e Lucas Lima; Paulinho, Ricardo Oliveira e Gabriel.

Achei que em Campinas Lucas Veríssimo e Paulinho deram uma melhorada. Vamos ver neste sábado. Outro que queria ver de novo é Victor Bueno. Algo me diz que o garoto é especial. Parece que Dorival pode colocar o Alison no lugar do Renato e o Patito no de Paulinho. Se entrar, espere que o Patito Mio não invente.

O time de Itu deve jogar com Diego, Raul Prata, Naylhor, Luiz Felipe e João Paulo; Jonatan Lima, Simião (Kenedy), Claudinho e Ruan; Edinho e Peri. Técnico: Tarcísio Pugliese.

Cadê a campanha de sócios?

Procurando informações sobre o Ituano, deparei-me com o site oficial do bravo time de Itu. Veja que ao abrir o site dos homi já se tem toda a facilidade para se associar ao clube. Por que será que essa diretoria esconde do torcedor santista a possibilidade de se associar? Por que trabalha contra o equilíbrio financeiro e o crescimento do clube?

Clique para entrar no site do Ituano e se deparar com a campanha do clube para aumentar o quadro de sócios.

E pra você, quem entra pelo cano neste sábado?


Agora, sim!

Um Santos aplicado, determinado, mordido e mordedor jogou em Campinas os seus melhores 45 minutos fora de casa desde a vitória sobre o alvinegro de Itaquera pela Copa do Brasil. Não esperou a Ponte Preta. Foi para cima, não fugiu das divididas e, merecidamente, terminou a primeira etapa vencendo por 2 a 0 – gols de Ricardo Oliveira aos nove minutos, em ótimo passe de Gabriel, e de Gabriel, cobrando pênalti, aos 37 minutos.

No segundo tempo, mesmo um tanto cansado e pressionado pelo adversário, o Alvinegro Praiano soube tocar a bola e ainda criar alguma coisa no ataque, como uma bola no travessão chutada por Paulinho. Enfim, uma vitória justa, que acaba com a sina de não vencer a Ponte Preta em Campinas e mostra que o Santos pode jogar, fora de casa, tão bem como na Vila Belmiro. Basta ter atitude, pois futebol o time tem.

A vontade e a aplicação do Santos tornou o jogo fácil. Mesmo desfalcada de alguns de seus bons jogadores da temporada passada, a Ponte lutou e chegou a dominar a partida em alguns momentos. Pressionados por terem perdido na primeira rodada do Paulista, os ponte-pretanos exageraram na garra e cometeram faltas em demasia – nem todas assinaladas pelo árbitro Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza, que, apesar disso, fez boa arbitragem.

No Santos, os destaques foram o goleiro Vanderlei, o lateral Victor Ferraz, o zagueiro Gustavo Henrique, o volante Thiago Maia, o meia Lucas Lima e o atacante Gabriel – que, segundo o comentarista Neto, ainda será um dos melhores jogadores do mundo. Ricardo Oliveira também melhorou muito com relação ao primeiro jogo. Mas o time todo jogou razoavelmente bem.

Mesmo Lucas Veríssimo e Paulinho desta vez se saíram melhor. Alison entrou no lugar de Thiago Maia e deu conta do recado. Patito entrou no lugar de Paulinho e ao menos desafogou o time pela esquerda. Mas a boa surpresa foi Victor Bueno, que entrou no finalzinho do jogo, no lugar de Gabriel. Às vezes o garoto parecia se enrolar com a bola, mas sempre acabava com ela. Esse Victor Bueno e elegante para jogar e tem a tranqüilidade e a sorte dos craques. Oxalá seja um!

Certamente alguns dirão que o Santos ganhou bem porque a Ponte está fraca este ano. Não é verdade. A gente sabe que fora de casa o Santos estava perdendo para qualquer um. A vitória veio por mérito. Não se pode esquecer que a Ponte é um time de Série A do Brasileiro, que no ano passado terminou em 11º lugar, à frente dos três representantes cariocas, e no Paulista só foi eliminada por um erro de arbitragem no Itaquerão.

O público não foi bom. Apenas 7.004 torcedores, dos quais cerca de 2.000 santistas, com renda de R$ 100.535,00. A torcida da Ponte anda enfurecida com a equipe. Em campo, ao menos seus jogadores lutaram. Fora dele, porém, parece que o clube de Campinas apelou para velhos e reprováveis recursos para tirar vantagem de jogar em seu estádio.

Em uma noite quente e abafada, com temperatura de 26 graus, os vestiários do Santos não tinham ar condicionado e nem água, o que obrigou o time a passar o intervalo em campo. Mesmo após a partida os jogadores tiveram de viajar para Santos sem tomar banho. Isso é desumano. Se foi intencional, não pode passar em branco. Não é só um desrespeito ao adversário, mas uma afronta ao decantado fair play, muito falado, mas pouco praticado.

O Santos jogou com Vanderlei, Victor Ferraz, Gustavo Henrique, Lucas Veríssimo e Zeca; Renato, Thiago Maia (Alison) e Lucas Lima; Paulinho (Patito Rodríguez), Gabriel Barbosa (Victor Bueno) e Ricardo Oliveira. O próximo compromisso do time é sábado, às 11 horas, contra o Ituano, na Vila Belmiro.

E você, o que achou do Santos em Campinas?


Dia de festa, dia de luta

Sérgio Gorni e Onofre Carvalho foram os sorteados com a camisa retrô do Santos no Encontro dos seis anos do Blog do Odir. O artilheiro Juary, eterno Menino da Vila, encantou a todos com sua simpatia e suas histórias impagáveis do mundo do futebol. Você não foi nesse? Não perca o próximo!

Juary - Sergio GorniJuary - Onofre CarvalhoJuary - OdirJuary - Juary

Ontem foi dia de festa. No agradável encontro de santistas no Murymarelo Bar, em comemoração aos seis anos deste blog, em meio a conselheiros do Santos e torcedores ilustres, o artilheiro Juary, eterno Menino da Vila, deu um show, com histórias alegres, emocionantes, e uma simplicidade e simpatia incomuns em jogadores de futebol. Sérgio Gorni e Onofre Carvalho foram sorteados com camisas retrô do Santos, uma oferta da loja do Museu Pelé. Quem não foi, perdeu um momento especial que só o convívio entre santistas pode proporcionar.

Hoje é dia de luta. Às 21h45 o Santos joga no Moisés Lucarelli contra a Ponte Preta, que tem sido um adversário fatídico nos últimos anos. Dorival Junior manterá o mesmo time que empatou sábado contra o São Bernardo: Vanderlei, Victor Ferraz, Lucas Veríssimo, Gustavo Henrique e Zeca; Thiago Maia e Renato; Gabriel, Lucas Lima e Paulinho; Ricardo Oliveira.

Assim, Lucas Veríssimo e Paulinho, que não foram bem na estréia, terão nova oportunidade. O veterano Renato disse que o time tem de ter uma nova postura este ano em jogos fora de casa. Seria, realmente, providencial vencer a Ponte em Campinas, o que compensaria a má estréia no campeonato.

Ah, ia me esquecendo. Hoje Elano e Patito estarão no banco de reservas, de onde boa parte dos santistas espera que não saiam.

Como era previsto, a TV Globo não transmitirá o jogo do Santos. A aberta fará a partida do São Paulo pela Pré-Libertadores e o Sportv escolheu encontros entre equipes menores pelos campeonatos carioca e paulista. Tudo para continuar pressionando o Santos a não assinar com o Esporte Interativo. Jogo sujo que não deve e não pode mudar a determinação do clube de fugir do rabo da saia da manipuladora Globo. Mas a Bandeirantes tem anunciado a partida. Menos mal.

Internacional, Coritiba, Atlético Paranaense e Bahia, além de outros clubes que são dirigidos por quem tem culhão, deverão seguir a mesma orientação do Santos e assinar com o Esporte Interativo. Não há outro caminho para levar o futebol brasileiro à meritocracia e à competitividade. Outros dirigentes, sabe-se lá porquê, estão aceitando seus clubes ganharem menos para continuar atrelados à Globo. Vai entender…

E você, o que espera do Santos contra Ponte?


« Older posts

© 2016 Blog do Odir Cunha

Theme by Anders NorenUp ↑