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A que horas o Santos vai jogar contra o Vélez?

O que? Já jogou? Era aquele time de branco? Ah, sim… Que coisa… Não me lembro de o Santos ter sido tão anulado desde o fatídico jogo contra o Barcelona. Teve jogador que tirou o pé, outros entraram com o pé mole, e como consequência disso o aguerrido Vélez Sarsfield dominou o jogo do começo ao fim. 1 a 0 acabou sendo um ótimo resultado para o time de Muricy Ramalho, que merecia perder de mais.

E não se pode dizer que o Vélez tenha tido apenas garra. O time argentino também tocou melhor a bola, teve mais consciência e disciplina tática, foi mais agressivo e poderia ter vencido por 2 ou 3 a 0, o que já teria definido o confronto nessa primeira partida.

O Santos, que sobreviveu graças à luta de seus defensores e da ótima atuação de Adriano, só se lembrou de que prometeu fazer um gol fora de casa quando Óbolo marcou, de cabeça, aos 35 minutos do primeiro tempo, penetrando entre Edu Dracena, Durval e Rafael e cabeceando um centro de Papa que Elano não conseguiu cortar.

A rigor, o Santos não teve uma única boa chance de gol em toda a partida. Neymar foi bem marcado e fez pouquíssimo, assim como Ganso. Elano se cansou e no segundo tempo foi substituído por Felipe Anderson, que entrou apenas para ajudar na marcação e tentar os contra-ataques, o que não conseguiu.

Borges também entrou no segundo tempo, no lugar de Alan Kardec, e o time piorou, pois Kardec ao menos conseguia pegar na bola de vez em quando.

O goleiro Rafael dormiu no gol – só faltou se ajoelhar, à lá Rogério Ceni –, mas depois fez algumas boas defesas. Henrique se limitou a defender e mesmo Juan foi poucas vezes ao ataque. Edu Dracena e Durval estavam mais inseguros do que de costume, já que o Vélez marcou a saída de bola do Santos. Como sempre, o Santos saiu da defesa para o ataque com os chutões do Durval.

Na frente, Neymar, Alan Kardec (depois Borges) e Elano perderam todas as bolas lançadas. No meio, Ganso aceitou a marcação e pareceu se esconder em algumas jogadas. Nem lembrou o maestro que às vezes comanda o time. No meio, os argentinos só deram um pouco de espaço para Arouca e Adriano, pois sabiam que deles dificilmente sai uma boa jogada ofensiva.

Enfim, foi uma derrota técnica, tática e psicológica do Santos, que pareceu displicente, talvez imaginando que o adversário não fosse tão bom. Mais uma lição para o caderninho do Muricy, que hoje tomou outra aula, desta vez de determinação, do treinador do Vélez, o ex-jogador Gareca.

Uma lição também para todo santista que já estava contando com uma goleada em Buenos Aires, como se os times argentinos tivessem o mesmo nível de outros sul-americanos e como se o Santos tivesse fórmulas vencedoras para enfrentar qualquer tipo de adversário. Não é bem assim…

Por sorte, ainda há o jogo de volta, em que não haverá outra alternativa a não ser fazer o que o Vélez fez nessa primeira partida: jogar com vontade e destemor do começo ao fim, como um jogo de Copa Libertadores, ainda mais contra um time argentino, exige.

E você, o que achou de Vélez 1, Santos 0?

O Santos sabe que não se conquista o mundo sem conquistar a Argentina

Para que o Santos de Pelé fosse aceito universalmente como o melhor time de todos os tempos, um passo importante foi conquistar os exigentes críticos argentinos. Lá o Alvinegro Praiano goleou o Racing por 8 a 3, ganhou várias vezes – sempre com exibições marcantes – dos gigantes Boca Juniors e River Plate, e sempre em estádios tomados pela inflamada torcida rival. É esse o quadro que o Santos de Neymar e Ganso terá pela frente, hoje, às 22 horas, contra o Vélez Sarsfield, diante das 50 mil pessoas que deverão lotar o tradicional José Amalfitani, conhecido sugestivamente como El Fortín.

O interessante é que há rivalidade, claro, mas também há muito respeito. Percebe-se nas falas do técnico Ricardo Gareca e dos jogadores uma preocupação talvez excessiva com Neymar, mas também um receio natural pelo que possam fazer Paulo Henrique Ganso e Elano, muito conhecidos por lá.

Por outro lado, todo time argentino merece igual respeito. Até o último colocado do campeonato argentino pode vencer o primeiro do Brasil, dependendo do dia e da motivação. Jogar futebol eles sabem e também costumam lutar até o fim. Mas o que me deixa animado para o jogo de hoje é que o técnico Muricy Ramalho e jogadores como Ganso e Neymar estão tendo a atitude correta, estão falando em jogar para marcar gols, que é mesmo a única maneira de se sair bem contra um time argentino que joga em casa.

Para tornar menos difícil a tarefa de uma vitória ou de um empate com gols nesta noite, o Santos enfrentará um adversário com sérios desfalques. O centroavante Lucas Pratto, o ídolo do time, sofreu uma lesão na coxa direita durante o empate de 0 a 0 com o Boca, domingo passado, e não jogará. O meia Federico Insúa também ficará de fora devido a uma lesão na perna esquerda; da mesma forma que o zagueiro Fernando Ortiz, que padece de uma infecção ainda não muito bem diagnosticada, e do zagueiro reserva Fernando Tobio, com uma contratura na coxa esquerda.

O volante Francisco Cerro está escalado, mas padeceu com um incômodo muscular durante a semana e talvez não consiga jogar o tempo todo. No Santos, a única baixa é o lateral-direito Fucile, que continua recuperando-se de uma lesão no tornozelo esquerdo e nem viajou para a Argentina.

Com o mesmo time que conquistou o histórico tricampeonato paulista, o Santos está escalado com Rafael; Henrique, Edu Dracena, Durval e Juan; Adriano, Arouca, Elano e Ganso; Neymar e Alan Kardec. O recém-contratado Gerson Magrão ficará no banco de reservas (o meia Bernardo, que veio do Vasco, não poderá jogar a Libertadores, mas está inscrito no Brasileiro).

O Vélez deverá iniciar a partida com Barovero; Peruzzi, Cubero, Sebastian Domínguez e Papa; Augusto Fernández, Cerro, Zapata e Cabral; Juan Martínez e Obolo.

A arbitragem ficará a cargo do paraguaio Carlos Amarilla, que será auxiliado por seus compatriotas Rodney Aquino e Dario Gaona (os argentinos gostaram da indicação, o que parece ser mau sinal para o Santos, mas não creio que o experiente Amarilla possa prejudicar o Alvinegro praiano em lances capitais. Veremos…

O respeito da imprensa argentina ao Santos de Neymar

Comparado a um astro do rock, Neymar foi alvo de matérias generosas não só dos periódicos esportivos, mas também dos principais jornais do país. El País escreveu: “Um magnetismo quase tão grande como o de uma estrela do rock”… Os jogadores do Santos foram recebidos no aeroporto por umas 50 pessoas, entre jornalistas e fãs. Aceitaram cumprimentos, fotos e perguntas. O mais procurado, claro, foi o jovem do moicano. Sem proteção policial, só foi acompanhado pelos seguranças do clube. Ele resistiu ao assédio com sorrisos, polegares para cima e uma generosa atitude. Foi puro magnetismo ao ritmo do bom humor. Homem da moda, montou seu show em Buenos Aires e sonha com um recital do Santos no Amalfitani”.

O Clarín, por sua vez, publica a reportagem “Neymar, esse desafio”, destacando que o craque brasileiro será marcado pelo jovem Gino Peruzzi, de 19 anos. A matéria chama o Santos de “resplandecente”.

Ao contrário de muitas publicações brasileiras, o jornal esportivo Olé traz matérias que reconhecem que reconhecem as qualidades do atual campeão da Libertadores e valorizam o espetáculo. Em uma das retrancas há uma entrevista com o ex-jogador Willington, que fez o gol do Vélez no empate de 1 a 1 com o Santos, disputado no mesmo estádio de hoje, em 1969. Pelé marcou para os santistas. Leia a matéria no link:

http://www.ole.com.ar/velez/unico_0_701929862.html

Um dos colunistas do Olé, Marcio Santos, escreveu o seguinte artigo na edição de hoje:

Neymar marca la diferencia

Santos tiene grandes jugadores como Elano, Ganso, Kardec, pero el que siempre termina marcando la diferencia es Neymar. Es una estrella que genera mucha expectativa en todos lados. Quizás en la Argentina, por la rivalidad eterna contra Brasil, no genere una gran revolución. Pero en países como Bolivia y Perú fue ovacionado por una enorme cantidad de personas. De todas maneras, todavía le queda mucho camino por recorrer y en nuestro país la mayoría dice que Messi es el mejor del mundo en la actualidad. Esta noche, se enfrentan dos equipos poderosos. Vélez tendrá un partido muy complicado y deberá cuidarse de todos, pero sobre todo de lo que haga Neymar.

Futebol, mentiras e videotape

Tem repercutido bastante o gol anulado do Vasco, ontem, que daria ao time carioca a vitória por 1 a 0, grande vantagem no confronto com o alvinegro da capital. Como não vi o jogo, vi e revi o lance pela Internet, tanto com as câmeras da Globo, como com as da Fox. Na boa, não dá para afirmar que houve impedimento e, em caso de dúvida, o time que está no ataque não pode ser prejudicado.

Muitos torcedores fizeram questão de lembrar que o árbitro Sandro Meira Ricci é o mesmo que favoreceu descaradamente o Corinthians em uma partida decisiva contra o Cruzeiro, pelo Campeonato Brasileiro de 2010. No jogo, disputado no Pacaembu, Ricci deu um pênalti inexistente em Ronaldo no final do jogo que acabou decidindo a partida e tirando do time de Minas a possibilidade de lutar pelo título.

Há também quem critique o tira-teima da TV Globo, que desta vez parece ter sido editado antes de ir pro ar. O comentarista de arbitragem, Arnaldo César Coelho, primeiro afirmou que o gol tinha sido legal e depois de ver o tira-teima, mudou de ideia. Na Fox, Carlos Eugênio Simon disse que o gol foi legal.

Creio que a parceria que a Rede Globo tem com o Corinthians e o interesse de alas da CBF em ajudar o alvinegro da capital acabam interferindo, sim, na arbitragem dos jogos do time. É óbvio que, em dúvida, um árbitro não quererá contrariar tantos interesses.

Confrontos entre Santos e Vélez e os argentinos

Por Wesley Miranda

Santos e Vélez Sarsfield se enfrentaram apenas 3 vezes na História, com 2 empates e uma vitória do time argentino. O Peixe marcou 3 gols e o El Fortín marcou 4.
O Santos já enfrentou argentinos em 98 oportunidades, vencendo 53 partidas contra 18 empates e 27 derrotas. São 19 clubes diferentes e 2 combinados.
A Argentina é o pais internacional que o Santos mais jogou, 64 partidas, vencendo 30 jogos, empatando 13 e perdendo 17.

SANTOS CONTRA CLUBES ARGENTINOS
V, E, D
River: 9, 0, 6
Boca: 6, 2, 4
Indepe: 4, 3, 6
Racing: 7, 3, 4
Newells:3,1,0
San. L: 2, 1, 1
Gymna: 2, 3, 0
Rosário:2, 1, 0
Estudi. 2, 0 , 0
Vélez: 0, 2, 1
Tucuman: 3, 0, 0
Huracan: 3, 0, 0
Talleres: 3, 0, 1
S.Martin: 2, 0, 1
Colon: 0, 0, 1
G.Cruz: 1, 0, 0
Argentino Jrs: 1, 1, 0
Sarmiento: 0, 1, 0
Barracas: 1, 0, 0

Brasil: 17, 3, 8
Argentina: 30, 13, 17
Neutro: 6, 2, 2

Em Libertadores foram 8 jogos com 4 vitórias santistas e 4 derrotas.

O primeiro embate contra o Vélez
O primeiro confronto do Santos contra o Velez aconteceu no dia 06/12/1969 em um amistoso em Buenos Aires. O Santos abriu o marcador aos 19 minutos do primeiro tempo com Pelé de pênalti, o gol de número de 1002 da história do maior jogador de futebol da história. No segundo tempo, também de pênalti Willington empatou o prélio em 1 a 1.

Santos 1×2 Vélez Sarfield 30/10/1996
Passaram 27 anos para os times se enfrentarem novamente. E foi nas semifinais da Supercopa da Libertadores em jogo disputado em Uberlândia, Minas Gerais. E o Santos conheceu sua derrota ao ver o goleiro Chilavert marcar o gol da vitória no último minuto de jogo em pênalti cometido pelo zagueiro Jean. Posse marcou o 1º dos argentinos aos 12′ do primeiro tempo e Alessandro Cambalhota marcou o tento de empate aos 22′.

Vélez Sarsfield 1×1 Santos 14/11/1996
No jogo da volta na Argentina, o Santos lutou para reverter o resultado adverso, mas viu o artilheiro do confronto Posse abrir o marcador aos 25′ do primeiro tempo. Robert ainda empatou aos 32′ do segundo tempo, mas o empate garantiu o time argentino na final do torneio contra o Cruzeiro.

Argentinos santistas
Apesar de toda a rivalidade entre Brasil e Argentina não foram poucos argentinos que vestiram o manto sagrado. Alguns com muito destaque, outros que só marcaram passagem:
Nos anos 30: Menutti, Rojas, Torres e Magon.
Nos anos 40: Agnelli, Sosa, Capuano, Dacunto e destaque para Molina que balançou as redes 13 vezes e Echevarrieta que é até hoje o líder do ranking de gols estrangeiros no Peixe com 20 gols.
Nos anos 50: Negri, Picot e Alberto.
Nos anos 60: o melhor jogador argentino que atuou no Brasil, José Manuel Ramos Delgado, El Negro!!
Nos anos 70: Outra lenda que marcou época, o goleiro Cejas. Além de Cesár Menotti e Ricardo.
Nos anos 80: Luke.
No novo milênio Galván, Frontini e Trípodi.

O 1º confronto contra um argentino
Comemorando o aniversário de 17 anos do Santos FC, marcou-se um amistoso contra o time argentino do Barracas. O comércio santista parou na tarde do dia 24/4/1929 e a Vila Belmiro teve público recorde para ver a famosa linha de 100 gols bater o time argentino pela contagem mínima de 1 a 0, gol de Feitiço.

A 1ª excursão internacional
A primeira excursão internacional do Santos FC foi no começo do ano de 1954 na Argentina. A primeira partida foi no dia 21 de março, e o jogo aconteceu em La Plata, contra o Gymnasia y Esgrima. O amistoso terminou empatado em 1 a 1 e o gol santista foi marcado por Del Vecchio. Ao total da excursão o Santos fez 8 partidas, vencendo 3, empatando 3 e perdendo 2.

Conquistas Sul-americanas
Três dos quatro importantes títulos sulamericano do Santos FC foram conquistados em solo argentino.
Em 1962 após vencer o Peñarol em Montevidéu por 2 a 1 com 2 do gênio Coutinho e “empatar” na Vila por 3 a 3, sendo “campeão” chegando a dar a volta olímpica, a diretoria foi informada que o árbitro Carlos Robles tinha encerrado a partida quando o time uruguaio estava vencendo por 3 a 2, ou seja antes de Pagão marcar o gol do empate. Para decidir o título escolheram um campo neutro e o Monumental de Nunes da Argentina foi escolhido.
O Santos com o recuperado Pelé, não deu chances para o time uruguaio e venceu por 3 a 0. O time alvinegro foi aplaudido de pé pela torcida argentina.
Na decisão da Libertadores de 1963, o adversário foi o forte Boca Jrs. Jogando no Maracanã, o Santos venceu os hermanos por 3 a 2, deixando um ar de que poderia sentir o peso de jogar a decisão em La Bombonera na partida da volta.
A pressão foi grande, e é contada até hoje como uma das grandes batalhas que o Santos já travou em campo. Mas de virada, com gols de Coutinho e Pelé, o Santos ganhou por 2 a 1 e se sagrou Bi campeão da Libertadores. A façanha é tão grande, que 49 anos depois, a vitória contra o Boca em La Bombonera é lembrada.
No ano seguinte, no dia 05/05 o Santos voltou a vencer o Boca Jrs em La Bombonera por 4 a 3 em amistoso com gols de Peixinho(2) Pelé e Zito.
Se vencer o Boca em seus domínios já é uma façanha para poucos brasileiros, vencer dois jogos é mais raro ainda. Mas em uma final de Libertadores, é um orgulho que nem todos podem ter.
A conquista da Conmebol 1998, também veio em solo argentino, depois de vencer na Vila por 1 a 0 com gol de Claudiomiro, o Santos travou mais uma batalha épica de sua história. Contra tudo e contra todos garantiu o 0 a 0 e voltou a conquistar um título internacional.

A estréia das estrelas de Bi Mundial
O amistoso entre Santos e Boca Jrs no dia 23/05/68 comemorou o bi campeonato paulista 67-68 e foi a estréia das duas estrelas alusivas ao Bi Mundial.
Falando em estrelas no uniforme, não há registros de nenhum clube brasileiro que tenha usado estrelas alusivas de títulos antes das duas do Peixe que simboliza o Bi- Mundial. Embora o Santos tenha supostamente usado as estrelas entre 1964 e 1965, o Santos só passou a ganhar fama com suas estrelas nesse jogo.
Seguindo o sucesso, em Novembro de 1968, a seleção brasileira passou a usar duas estrelas em alusão ao Bi (1958-1962), em um amistoso contra o combinado da FIFA. Mas só em 71, se tornou enfim estrelado com a conquista do Tri. E a idéia de reintroduzir as estrelas veio do pai e do tio de Antonio Bulgarelli dono da marca Athleta que por décadas forneceu material a diversos times brasileiros.

E hoje, o que acontecerá no jogo entre Santos e Vélez?

A torcida que mais cresce é 4ª na Timemania e 5ª no Facebook

Torcida que mais cresce no País, os santistas estabeleceram mais uma marca importante no domingo, com o maior público de todas as decisões de campeonatos estaduais deste ano. Com 53.749 pagantes, dos quais 52 mil torcedores do Alvinegro Praiano, o Santos atraiu mais público do que as finais entre Fluminense e Botafogo, no Rio, e Bahia e Vitória, em Salvador. Deixe eu explicar melhor: Mesmo somando os públicos de Fluminense e Botafogo (20.544 pagantes) e Bahia e Vitória (32.157), ainda não dá a quantidade de torcedores do Morumbi. Ou seja: nem quatro clubes tradicionais do futebol brasileiro, em jogos decisivos, atrairam, juntos, mais torcedores do que o Santos contra o Guarani.

Veja o filme do Rachid sobre a festa dos santistas no Morumbi:

Santos tem a quinta torcida do Facebook

O santista Vítor Queiroz, jovem especialista em marketing que cuida da parte técnica e comercial deste blog, fez uma pesquisa bem interessante e criou um Ranking dos Times Brasileiros no Facebook. Para isso, ele compilou os dados do número de curtidas das páginas dos times brasileiros. Vítor explica:

“A metodologia foi bem simples. Peguei apenas as páginas do Facebook indicadas pelos sites oficiais dos clubes. Alguns, como o Guarani, que não indicam nenhuma página de Facebook, ficaram de fora, mas os grandes times brasileiros estão representados”.

Ranking de torcidas no Facebook

Por Vítor Queiroz

1 – SC Corinthians P – 2.269.569
2 – CR Flamengo – 2.258.109
3 – São Paulo FC – 1.245.719
4 – SE Palmeiras – 843.653
5 – Santos FC – 789.295
6 – CR Vasco da Gama – 745.222
7 – Cruzeiro EC – 517.892
8 – Grêmio FBPA – 446.754
9 – Fluminense FC – 324.480
10 – Botafogo FR – 284.105
11 – C Atlético Mineiro – 155.814
12 – SC Internacional – 150.719
13 – EC Bahia – 120.435
14 – Sport CR – 102.744
15 – Ceará SC – 59.324
16 – C Atlético Paranaense – 50.811
17 – EC Vitória – 48.212
18 – Fortaleza EC – 41.201
19 – Figueirense FC – 22.817
20 – Santa Cruz FC – 20.169
21 – Avaí FC – 20.047
22 – C Náutico C – 13.212
23 – Coritiba FC – 13.149
24 – América FC (RN) – 11.788
25 – Paysandu SC – 10.427
26 – Criciúma EC – 9.897
27 – ABC FC – 8.460
28 – Atlético C Goianiense – 6.860
29 – América FC (MG) – 5.806
30 – AA Ponte Preta – 5.765
31 – Santa Cruz FC – 5.453
32 – Brasiliense FC – 5.441
33 – A Portuguesa E – 5.309
34 – Treze FC – 5.042
35 – Joinville EC – 4.083
36 – Goiás EC – 3.638
37 – Ituano FC – 3.480
38 – C Remo – 2.543
39 – EC Juventude – 2.056
40 – Londrina EC – 1.820

Na Timemania, Santos voltou a ser o terceiro

Enquanto isso, na Timemania, o Santos voltou a ser o terceiro colocado no último teste, sábado, com 4,02% dos votos, apenas 0,49% menos do que o Corinthians, o segundo colocado, e 0,40% acima do São Paulo, o quarto. A seguir, os dez mais votados no último teste da Timemania e o acumulado do ano:

Timemania – Teste de 12/05, Sábado

1º FLAMENGO RJ 44.676 votos 5,51%
2º CORINTHIANS SP 37.217 votos 4,59%
3º SANTOS SP 32.619 votos 4,02%
4º SAO PAULO SP 29.395 3,62
5º GREMIO RS 26.605 3,28
6º VASCO DA GAMA RJ 26.309 3,24
7º PALMEIRAS SP 26.286 3,24
8º INTERNACIONAL RS 25.071 3,09
9º BOTAFOGO RJ 22.170 2,73
10º FLUMINENSE RJ 22.008 2,71

Acumulado de 2012

1º FLAMENGO RJ 1.528.489 6,01%
2º CORINTHIANS SP 1.226.845 4,82%
3º SAO PAULO SP 972.128 3,82%
4º SANTOS SP 941.464 3,70%
5º GREMIO RS 860.176 3,38%
6º PALMEIRAS SP 853.061 3,35%
7º VASCO DA GAMA RJ 832.417 3,27%
8º INTERNACIONAL RS 816.139 3,21%
9º BOTAFOGO RJ 681.399 2,68%
10º FLUMINENSE RJ 680.385 2,67%

Considerações: Estas duas medições de torcida são massivas e abrangentes, pois englobam todo o País. Uma, porém, o Facebook, exige que o usuário tenha um computador, o que limita o acesso de muitos torcedores, principalmente os de baixa renda e os idosos, que não são afeitos à Internet. A outra é mais democrática, pois uma aposta na Timemania custa apenas R$ 2,00 e há casas lotéricas em mais de 60% das cidades brasileiras.

De qualquer forma, tanto em uma como em outra o Santos está em evolução. No Facebook a quantidade de votos nos santistas cresce em bom ritmo e se prevê para breve a ascensão ao quarto lugar. Na Timemania, o Santos tem sido o terceiro colocado nos últimos testes, e no cômputo geral deste ano está em quarto, bem próximo do São Paulo.

Como temos repetido neste blog há algum tempo, hoje a torcida do Santos briga com a do São Paulo pela terceira posição no País, podendo crescer ainda mais de acordo com os resultados do time nas competições que fizer este ano e dependendo também das atuações de Ganso e Neymar na Seleção Brasileira, já que os dois Meninos da Vila têm suas imagens fortemente ligadas ao Alvinegro Praiano.

Para você, o Santos já tem a terceira torcida do Brasil? Quanto falta?

Cotas de TV: no futebol, Globo esquece o seu “padrão de qualidade”


Um estádio lotado com 50 mil santistas. Ou seriam fantasmas? (foto de Nazir Khayat)

Parece que para a Rede Globo de nada adianta o Santos ganhar títulos, ser considerado o melhor time do continente e ter os dois melhores jogadores do Brasil – Neymar e Ganso. Números divulgados pela BDO, uma das maiores empresas de auditoria e consultoria do País mostram que de 2010 para 2011 a diferença entre os valores anuais pagos pela Rede Globo a Santos e Corinthians tiveram um aumento de 19% a favor do alvinegro da capital.

Em 2010 o Santos recebia R$ 32,2 milhões, contra R$ 55 milhões do Corinthians, diferença de R$ 22,8 milhões, ou de 70%. Em 2011, depois do acordo sigiloso com os clubes, o Santos comemorou o aumento de sua cota para R$ 59,5 milhões, porém o alvinegro da capital passou a receber R$ 112,5 milhões, ou R$ 53 milhões a mais do que o Alvinegro Praiano – o que gera uma diferença de 89%.

Segundo a BDO, os cinco clubes que mais receberam dinheiro da Rede Globo em 2011 foram: 1 – Corinthians, R$ 112,5 milhões; 2 – Flamengo, R$ 94,4 milhóes; 3 – São Paulo, R$ 67,1 milhões; 4 – Vasco, R$ 65,6 milhões e 5 – Santos, R$ 59,5 milhões.

Uma estratégia contra a espanholização

Como já informamos e comentamos aqui, esse caminho proposto pela Globo levará o futebol brasileiro à espanholização. O aumento de cotas aos demais clubes foi enganoso, pois na verdade a diferença para o Corinthians aumentou. Sem equilíbrio nas cotas, não haverá competitividade e o futebol brasileiro caminhará para ter apenas um ou dois super times.

O mérito esportivo, ficou, definitivamente em segundo plano. De nada parecem valer os títulos ou os espetáculos proporcionados pelo Santos. Há uma reserva de mercado ao alvinegro da capital. O que ainda não se sabe é se ela é movida por motivos mercadológicos, ou essencialmente políticos, já que não tem havido uma diferença no ibope que justifique divisão tão desproporcional de cotas.

Pode parecer prematuro, mas pressinto que se os outros clubnes não se unirem para uma atitude mais drástica, o abismo só aumentará cada temporada. É mais do que evidente que, sem sofrer alguma pressão, a Globo não mudará uma vírgula de sua filosofia.

Se Santos, Vasco, São Paulo, Palmeiras, Grêmio, Internacional, Grêmio, Cruzeiro, Atlético/MG, Botafogo e Fluminense, entre outros, não se unirem e obrigarem a se fazer um novo contrato, a Globo continuará cavando a cova deles todos.

Agora mesmo leio em outro site que a TV em questão não transmitirá jogos do Santos enquanto Neyamr e Ganso estiverem servindo à Seleção Brasileira. Ora, ambos passarão quase metade do Campeonato Brasileiro servindo a Seleção e o Santos será punido por isso? Como se o Santos sem Neymar e Ganso fosse um time inferior aos demais que lutarão pelo título nacional…

Não é à toa que, domingo, as 50 mil pessoas no Morumbi fizeram um coro monumental contra a rede de tevê que domina a opinião pública brasileira. “Chupa Rede Globo/ É o meu Santos campeão de novo” gritaram santistas e todos aqueles que foram ao estádio a fim de apreciar um pouco da arte que resta ao nosso futebol.

Itália, Inglaterra e Alemanha são exemplos

Para provar que o sistema de divisão de cotas estabelecido pela Globo está ultrapassado e levará o futebol brasileiro ao caos, o amigo Douglas Aluisio enviou-me um e-mail com a tese de doutorado de Emanuel Junior que trata do assunto. Um trecho importante da tese diz o seguinte:

Em janeiro de 2007, a autoridade antitruste da Itália recomendou, em um relatório de 170 páginas, que o sistema de negociação coletiva fosse utilizado novamente para garantir mais competitividade.

Foi necessária uma intervenção estatal, via Ministério do Esporte, para que se procurasse um modelo de negociação coletiva com regras estabelecidas para uma divisão mais equânime destes recursos, que passará a ser da seguinte forma:

1. 40%: dividido igualmente entre todos.
2. 30%: de acordo com o desempenho no campeonato anterior (mérito desportivo).
3. 30%: baseado no tamanho da torcida.

Na Premier League (Inglaterra), liga de futebol de maior faturamento no Mundo, a negociação é coletiva e a divisão também é dividida em três partes:

1. 56% divididos igualitariamente entre todos os clubes.
2. 22% baseados na classificação final da temporada anterior.
3. 22% variáveis de acordo com o número de jogos transmitidos na televisão.

Esse modelo permitiu, por exemplo, que o Manchester United, campeão em 2008/09, tenha recebido 66 milhões de euros, enquanto que o Middlesbrough, penúltimo colocado, tenha encaixado 40 milhões (praticamente o mesmo valor que receberam os espanhóis Valencia e Atlético de Madrid).

Na Alemanha a negociação já é coletiva e a divisão é feita de modo quase que de igualdade absoluta. Fato que gera críticas por parte do todo poderoso Bayern de Munique, que se sente prejudicado diante de seus adversários europeus na Champions League.

Para termos uma noção da competitividade na Bundesliga basta olharmos para a tabela classificativa: há dez rodadas do fim do campeonato alemão, os seis últimos classificados são, todos, clubes que já foram campeões alemães pelo menos uma vez. O Wolfsburg, campeão em 2009, é o 14º (de 18 clubes); Werder Bremen, quatro vezes campeão (a última vez em 2004), é o 15º; Kaiserslautern, quatro vezes campeão (último título em 1998), é o 16º (antepenúltimo); Stuttgart, cinco vezes campeão (a última vez em 2007), é o 17º (penúltimo); e Borussia Mönchengladbach, cinco vezes campeão, dominador na década de 70 (seus cinco títulos foram naquela década, altura em que também conquistou duas Copas UEFA), é o 18º colocado, ou seja, o lanterna.

Já imaginaram tantos clubes campeões brasileiros juntos (e em uma mesma edição!) nas últimas colocações do “Brasileirão”? Impossível de se imaginar tal cenário, já que todos os campeões são membros do Clube dos Treze e, por isso, gozam dos já referidos privilégios.

Portanto, como se percebe pelos exemplos dados, negociação coletiva e divisão justa, que respeite a Isonomia, não são nada de outro mundo. São realidades constatáveis nas três ligas de maiores faturamentos do futebol europeu

Você não acha que os clubes devem agir contra a espanholização?

O orgulho santista de fazer… e preservar a história


Este é o poster que a Nike está divulgando para homenagear a conquista do Santos. Um executivo da Nike me confidenciou que a multinacional está muito feliz com o Santos, que em pouco tempo já deu um retorno fantástico à sua marca. Pressinto que essa parceria vai ser longa e proveitosa para as duas partes.

Vários dos jogadores do Santos entrevistados ontem, após o memorável tricampeonato paulista – entre eles Neymar e Ganso – repetiram que se sentiam orgulhosos de estar “fazendo história no Santos”. Fiquei com a impressão de que esse é um dos motivos que os prendem à Vila Belmiro. Todo homem gosta de deixar uma herança, um nome, um legado. E o jogador do Santos parece ter mais consciência disso.

Ao ouvir tantas vezes a palavra “história” lembrei-me de meus colegas pesquisadores da vida do Alvinegro Praiano – Guilherme Guarche, Guilherme Nascimento, Marcelo Fernandes, Wesley Miranda, José Roberto Torero, Gabriel Davi Pierin, entre outros – e também me senti recompensado por fazer parte de um grupo de abnegados fuçadores de papeis velhos e perguntadores que tem feito a sua parte para que os feitos dos craques santistas sejam eternizados.

Aos poucos se consolida no Santos uma cultura de se estudar e valorizar a história do clube. No Cruzeiro do Centenário isso ficou evidente, pois os eventos mais concorridos foram justamente os bate-papos com os ídolos sobre os grandes momentos de suas carreiras.

O Santos criou também o Boteco Santista, um encontro muito agradável com os ídolos do clube. Há, ainda, os vídeos do Youtube, a SantosTV. Constato que, progressivamente o clube começa a perceber a importância de sua história como fator de visibilidade e renda. O Memorial das Conquistas é o segundo local mais visitado pelos turistas em Santos (atrás apenas do Aquário). A exemplo do Barcelona, que fatura milhões de euros com seu museu, o Santos é o clube brasileiro com maior potencial para utilizar sua história como um produto altamente rentável.

Há dez anos a situação era bem inversa. Lembro-me que para lançar o livro Time dos Sonhos, em dezembro de 2003, tive de convencer o editor da Códex, Quartim de Moraes, de que um livro contando a história do Santos, sem muitas fotos, com 535 páginas e sem cores (só branco e preto), seria bem recebido pelos santistas. A experiência do Quartim dizia que aquilo parecia uma loucura, mas insisti tanto e acho que fui tão convincente, que ele acreditou e, para sua surpresa, vendeu toda a primeira edição em duas semanas. Hoje completo meu décimo livro editado sobre o Santos e a história do Alvinegro Praiano parece não ter fim…

Livro “100 anos de futebol arte entre” os mais vendidos

Fiquei sabendo nesta manhã que o livro “100 anos de futebol arte” – que poderá ser adquirido neste blog -, um trabalho magnífico da Magma Cultural, que teve sua primeira edição vendida em apenas uma semana, já está indo de vento em popa também em sua segunda edição, pois hoje apareceu na lista dos mais vendidos, categoria “não ficção”, no 11º lugar. E a perspectiva é de que na semana seguinte já apareça entre os dez mais da revista Veja. Isso é fantástico em se tratando de um livro sobre um time de futebol.

Pelo que sei, o livro “100 anos, 100 jogos, 100 ídolos”, que escrevi com o amigo Celso Unzelte, também está indo muito bem. E nos próximos dias será lançada a Agenda Permamente do Centenário, que também tive a honra de escrever. Sei que o clube encomendou a um escritor um livro sobre a conquista do tricampeonato paulista e sei também que o amigo Guilherme Nascimento está concluindo o Almanaque do Santos, com fichas técnicas e verbetes de todos os jogos do time.

Essa preocupação de preservar a história santista tem criado uma cultura diferente entre os torcedores do Alvinegro Praiano. Eles costumam conhecer mais do clube do que a maioria dos jornalistas esportivos e isso tem impedido que sejam manipulados pela “grande imprensa”. Essa conscientização fez os santistas serem importantíssimos na luta pela Unificação dos Títulos Brasileiros e também essenciais para apoiar a decisão da diretoria de manter Neymar e Ganso no Brasil, apesar das ofertas milionárias que teriam seduzido qualquer outro clube brasileiro.

Hegemonia santista no Estadual já está entre as maiores

Você que teve a paciência de ler este post até aqui, merece uma informação nova. Pois lá vai: ao ganhar cinco títulos e ainda conseguir um vice-campeonato em sete disputados, este Santos já é responsável por uma das maiores hegemonias no Campeonato Paulista.

Com os títulos de 2006, 2007, 2010, 2011 e 2012 e o vice de 2009, o Alvinegro Praiano conseguiu uma sequência vitoriosa que só perde para aquelas obtidas pelo mesmo Santos entre as décadas de 1950 e 60.

De 1955 a 1962, portanto em oito anos, o Santos angariou seis títulos e dois vice-campeonatos; entre 1964 e 1969, mais cinco títulos em seis disputas. Na verdade, a supremacia santista abrangeu o período de 1955 a 1969, pois nesses 15 anos o time conquistou 11 títulos estaduais e ainda foi vice-campeão duas vezes. A década de maior predominância também pertenceu ao Santos: de 1960 a 1969 o Alvinegro foi campeão oito vezes, deixando escapar apenas as taças de 1963 e 1966.

A marca que Neymar, Ganso, Arouca, Edu Dracena & Cia alcançaram ontem – com cinco títulos e um vice em sete anos –, só foi obtida, no regime profissional, pelo São Paulo, que de 1943 a 1949 teve a mesma performance. No amadorismo, o feito foi alcançado pelo Paulistano, também cinco vezes campeão e uma vez segundo colocado entre 1916 e 1921.

A grande hegemonia do Corinthians ocorreu de 1922 a 1930, quando, em nove campeonatos, venceu seis (mas não chegou a cinco títulos em sete disputas, pois foi tri, passou três anos em branco e depois foi tri novamente). E a maior do Palmeiras ocorreu quando o clube ainda era chamado de Palestra Itália e conquistou quatro títulos e três vice-campeonatos em sete anos, de 1931 a 1937.

Portanto, mais do que um precioso terceiro Tri no campeonato regional mais competitivo do mundo, o Santos chegou a cinco títulos e um vice em sete anos, o que lhe dá um dos maiores períodos hegemônicos no futebol paulista. Isso sim é fazer história, não é mesmo?!

Agora veja o Tiago Leifert abrindo o Globo Esportivo, em um filme enviado pelo amigo Wesley Miranda:

E para você, qual a importância de o Santos fazer história?