Diversos Livros em Promoção na Livraria do Odir

Suas ideias merecem ser ouvidas. Seja um conselheiro do Santos!

Entrevista de José Carlos Peres na Rádio Bandeirantes

Entrevista de José Carlos Peres na Rádio Bandeirantes – Primeira Parte

Entrevista de José Carlos Peres na Rádio Bandeirantes – Segunda Parte

Entrevista de José Carlos Peres na Rádio Bandeirantes – Terceira Parte

Entrevista do José Carlos Peres na Rádio Bandeirantes – Quarta Parte

Entrevista de José Carlos Peres na Rádio Bandeirantes – Quinta e última parte

O trabalho dos leitores deste blog é muito importante. Sim, dar a opinião, sugerir soluções para os problemas do clube, é de grande relevância. Muitas ideias, nascidas ou discutidas aqui, hoje ganham espaço na grande imprensa e influenciam nas decisões da diretoria santista.

Muitas pessoas que hoje nos dão o prazer de sua companhia neste blog, já demonstraram interesse e conhecimento para participar mais ativamente da vida do clube. E essa eleição para a presidência do Santos, em 6 de dezembro, nos dá a oportunidade de influir diretamente nos destinos do Santos.

Pensando nisso, tive uma longa e produtiva conversa com meu amigo José Carlos Peres, candidato pela Ong Santos Vivo à presidência do Santos e mostrei-lhe fatos e argumentos que comprovaram sobejamente a importância da opinião das pessoas deste blog para a defesa e o apoio ao Santos Futebol Clube.

Hoje, com prazer e um certo orgulho, informo que consegui do Peres e dos organizadores de sua campanha, a garantia de que ao menos 20 vagas no Conselho Deliberativo do Santos estarão reservadas aos leitores e participantes deste blog. Temos só até o final deste mês para preenchê-las.

Trata-se, enfim, de um reconhecimento ao serviço que os leitores deste blog prestam ao clube, não apenas com suas críticas – quase todas construtivas -, mas também pelas sugestões para um aprimoramento do Santos em diversas áreas, desde o tratamento ao sócio, aos setores administrativo, financeiro, técnico e ao relacionamento com a mídia e as entidades do futebol.

Discutir, democraticamente, as questões do Santos no egrégio Conselho do clube, é fundamental para encontrarmos os melhores caminhos para o Glorioso Alvinegro Praiano. Estou certo de que neste blog há muitas pessoas com capacidade para isso e espero que assumam essa incumbência.

Para ser conselheiro do Santos é preciso ter, no mínimo, cinco anos como associado do clube. As reuniões do Conselho são realizadas, em média, de dois em dois meses, na Vila Belmiro. Já assisti a várias reuniões do Conselho e posso assegurar que é algo que aumenta a nossa santistidade.

Ao leitor interessado em fazer parte do Conselho do Santos, peço que envie e-mail para odir.cunha@uol.com.br com um breve currículo e o pedido da ficha de inscrição. Chegou a hora de participar diretamente da vida do clube.

Minha coluna desta sexta-feira no jornal Metro

E então, que tal ser um conselheiro do Santos Futebol Clube?

Derrota frustrante, mas esclarecedora

Parabéns pelo 74° aniversário, Pelé!

Hoje, Pelé, o eterno e incomparável Rei do Futebol, faz 74 anos. Devemos reverenciar esta data especial para o futebol, o esporte e o Brasil. Aproveito para anunciar que conclui o livro “Segundo Tempo – de ídolo a mito”, que teve uma produção maravilhosa dos meus amigos da Editora Magma Cultural – Marco Piovan, Junior, Bruno, Wesley e Marcelo Fernandes – e em meados de novembro será lançado com grande pompa no Museu do Futebol, em São Paulo e, talvez, no ABC, Campinas e Ribeirão Preto. O livro realmente ficou lindo e, acredito, trata de aspectos ainda não abordados em outras obras sobre Pelé.

Bem, mas hoje, em vez de palavras, prefiro trazer dois preciosos documentários que garimpei no Youtube sobre o melhor jogador de todos os tempos. Aprecie sem moderação:

Um documentário muito bom e raro sobre o Rei:

Lindo documentário mexicano sobre Pelé:


Pelé e a Jules Rimet, que ele ajudou a ganhar marcando gols nas três Copas: de 1958, 1962 e 1950.

Derrota frustrante, mas esclarecedora

Perder jogando em casa, com um gol no último minuto, e deixar escapar a chance de ficar a apenas 3 pontos da zona da Libertadores, é frustrante. Porém, a derrota para o Fluminense escancarou mais uma vez algumas verdades que alguns santistas, principalmente da diretoria do clube, insistem em não ver.

A principal delas é que jogar na Vila Belmiro nunca foi e nem nunca será garantia de vitória. Neste Brasileiro o Santos já perdeu no Urbano Caldeira para Corinthians e, agora, Fluminense, ambos por 1 a 0. Enquanto isso, o time não foi derrotado nenhuma vez no Pacaembu.

Outra lição é a de que, por melhor que seja a fase do Santos, o público na Vila raramente alcança 10 mil pessoas. Ontem, por exemplo, foi de 6 mil.

Com uma dívida imediata de 80 milhões de reais, é no mínimo curioso que a direção do clube não aproveite os mandos de campo para buscar maiores públicos e arrecadações em outros estádios. Como as eleições presidenciais ocorrerão daqui a dois meses, fica-se com a impressão de que os dirigentes santistas, com o perdão da palavra, acionaram a tecla foda-se.

Há dois dias, convencidos pelo lobby dos jogadores, o comitê gestor decidiu marcar o jogo com o Cruzeiro, pela semifinal da Copa do Brasil, para a Vila Belmiro. Os gestores ficaram sensibilizados com os argumentos dos jogadores, de que se sentem melhor jogando na Vila e por isso terão maior chance de bater o Cruzeiro atuando no velho Alçapão.

Os gestores certamente não atinaram de que o clube poderá perder mais de um milhão de reais por deixar de jogar no Pacaembu, ou em um estádio maior. A possibilidade de vencer o Cruzeiro parece te-los convencido.

Só que ontem, vejam, o mesmo Palmeiras que o Santos derrotou domingo, no Pacaembu, foi a Minas Gerais e arrancou um empate de 1 a 1 com o líder do campeonato, o mesmo Cruzeiro que os jogadores santistas temem enfrentar no Pacaembu, enquanto o Santos perdeu na sagrada Vila para o Fluminense e com isso cedeu a sétima posição para o time carioca.

O Fluminense usou as acanhadas dimensões da Vila para jogar na defesa e usar os contra-ataques. O técnico Enderson Moreira resolveu mexer no time e foi vaiado por colocar Leandro Damião, o homem de 47 milhões de reais (com os juros, já está nisso) no lugar de um garoto de 18 anos.

Se Damião não jogar, como o Santos se livrará do mico? No mais, Enderson pôs Patito no lugar de Geuvânio, machucado, e Souza no de Rildo. É fácil prever que o time piorou com as substituições. Mas o técnico tem crédito. Está tirando leite de pedra.

Sem Lucas Lima, que fez uma falta enorme, o melhor em campo foi Robinho. E bem que o Santos criou chances, mas no final a defesa dormiu e o tricolor carioca conseguiu mais do que esperava.

E pra você, o que essa derrota ensinou ao Santos?

Santos escolhe ser amador

Ao voltar atrás e se decidir pela Vila Belmiro como o estádio do jogo de volta contra o Cruzeiro, pela semifinal da Copa do Brasil, o comitê de gestão do Santos escolheu para o clube o caminho do amadorismo.

Mas ser amador é ruim? Talvez não. Depende do ponto de vista. Um lado muito positivo é que atletas amadores competem com mais paixão, pois praticam o esporte unicamente por amor.

O uniforme do time amador também é mais bonito, pois não é poluído por propaganda na camisa, no calção, na meia, em lugar nenhum. Lindo!

O dirigente do clube amador pode fazer qualquer besteira que não dá nenhum prejuízo ao clube, já que os jogadores, em vez de contratados, eles é que escolhem os times onde querem jogar.

Para o torcedor, acompanhar uma equipe amadora é mais fácil, pois não se paga ingresso para entrar no campo. Não é preciso tevê por assinatura, muito menos pay per view. Já pensou que legal?

Que se saiba, o Santos tinha decidido enfrentar o Cruzeiro no Pacaembu porque lá cabe mais pessoas e a renda ajudaria a aliviar o déficit contínuo que assola os cofres da Vila.

Com mais lugares no estádio, finalmente o clube poderia oferecer ingressos de um jogo importante a seus 50 mil sócios, que pagam religiosamente e pouco ou nada recebem em troca. E também porque o clube teria mais visibilidade e com ela condições melhores para tentar vender o decantado patrocínio máster, além de atrair mais torcedores.

Porém, se o comitê decidiu que o Glorioso Alvinegro Praiano será amador, os problemas estão todos resolvidos. Para que ser mais conhecido ou aumentar sua torcida? Bobagem.

Até porque, se os próprios jogadores insistiram para jogar na Vila Belmiro, é porque já devem ter aberto mão de seus salários, assumindo de vez o belo e puro amadorismo que virá não só salvar o Santos, como o futebol brasileiro. Palmas!

Só me resta tirar o chapéu para tão sábia decisão. Ao escolher o amadorismo, o comitê gestor solucionou, de uma tacada só, a falta de patrocínio, de arrecadações e de transmissões pela tevê.

Eu sabia que antes de entregarem os bonés para os eleitos nas eleições de 6 de dezembro, esses homens que hoje dirigem o Santos dariam uma tacada de mestre. Amadorismo!!! Genial!!! Como eu não tinha pensado nisso!

E você, gostou do Santos ter optado pelo futebol amador?

Um Santos competitivo, inteligente e barato

A vitória sobre o Palmeiras, por 3 a 1, em um Pacaembu lotado de torcedores rivais, mostrou um Santos competitivo e inteligente. A tática de esperar as oportunidades de contra-ataque deu certo. Robinho, bem marcado, jogou para o time. Lucas Lima enfiou as bolas dos dois primeiros gols. Geuvânio e Gabriel mostraram, mais uma vez, que se tivessem sido mais utilizados desde o Campeonato Paulista, dificilmente a equipe teria perdido o título para o Ituano.

Mesmo com dificuldades na marcação, Victor Ferraz mostrou que está, no mínimo, no mesmo nível de Cicinho. Assim, com visão e coragem, o clube poderia fazer uma economia de cerca de 30 milhões por ano e ainda faturar outro tanto igual se deixasse de contar com Leandro Damião, Thiago Ribeiro, Cicinho e Mena. É algo a se pensar para 2015. Espero que o presidente do Santos eleito em 6 de dezembro coloque isso como prioridade.

Que Robinho me desculpe, mas jogar contra o Cruzeiro na Vila Belmiro é muito comodismo. Agora, se ele abrir mão do seu salário para complementar a renda que se perderá por não jogar no Pacaembu, tudo bem. O clássico provou que quando o time está bem, calmo e centrado, estádio não tem grande importância. E contra o Cruzeiro o Pacaembu será Alvinegro Praiano. Não consigo encontrar nenhum motivo plausível para se jogar na Vila.

E pra você, o que representou a vitória sobre o Palmeiras?

Santos de Robinho x Palmeiras de Valdívia: um clássico de ouro!

O Santos será hoje, contra o Palmeiras, em um Pacaembu com mais de 30 mil pessoas, quase o mesmo time que goleou o Botafogo na quinta-feira. As únicas duas alterações são a saída de Rildo para a volta do ídolo Robinho, e a entrada de Victor Ferraz no lugar de Cicinho, suspenso. No papel o time tem toda a possibilidade de vencer e continuar sonhando com uma vaga para a Libertadores de 2015, mas há um adversário motivado do outro lado.

Depois de frequentador assíduo da zona de rebaixamento, o Palmeiras faz um segundo turno tão bom quanto o Santos. Com a volta do goleiro Fernando Prass e do atacante Valdívia, além do oportunismo do atacante Henrique, o time voltou a vencer e já se afasta rapidamente das últimas posições. Em pouco tempo o técnico Dorival Junior conseguiu alterar o destino que se descortinava para o alviverde comandado pelo argentino Gareca.

É inacreditável que a tevê não transmita para São Paulo este que é um dos clássicos mais tradicionais do nosso futebol. Ao invés de se aproveitar da paixão regional que move o futebol, a Globo tenta impor uma geopolítica nacional que dá certo nos países europeus, todos bem menores do que o Brasil, mas não funciona por aqui e é uma das causas da constante queda de audiência do futebol na tevê.

O Santos deverá ser escalado por Enderson Moreira com Vladimir, Victor Ferraz, Edu Dracena, David Braz e Mena; Alison, Arouca e Lucas Lima; Geuvânio, Gabriel e Robinho. O Palmeiras, de Dorival Junior, que terá todos os seus titulares em campo, jogará com Fernando Prass, João Pedro, Lúcio, Tobio e Juninho; Victor Luis, Marcelo Oliveira, Wesley e Valdívia; Cristaldo e Henrique.

Espero um jogo equilibrado, e com gols. O entendimento entre Lucas Lima e Robinho, com o apoio de Mena, será importante para chegar ao gol de Fernando Prass explorando o setor esquerdo do ataque santista. Não sei como Victor Ferraz se sairá, mas garanto que está tendo uma grande oportunidade de mostrar que pode ser o titular, pois Cicinho é muito inseguro. Quando apoiar o ataque, Victor terá Gabriel e Geuvânio para fazer as jogadas.

As outras armas que o Santos tem para chegar ao gol palmeirense são as penetrações de Arouca, que às vezes se reveza com Lucas Lima, e as cabeçadas de Edu Dracena e David Braz nas chamadas bolas paradas. Com quatro gols nos últimos três jogos que o Santos fez neste estádio, David Braz, o Mister Pacaembu, deve requerer cuidados especiais. Lúcio deverá ser escolhido para saltar com ele.

Torço para que a defesa do Santos se mostre mais firme, pois contra o Botafogo o setor permitiu ao menos três chances claras de gol ao adversário. Hoje, se isso acontecer de novo, dificilmente o ataque do Palmeiras passará em branco. Edu Dracena às vezes some do jogo e Mena tem dificuldade para encontrar o tempo certo de dar o bote. Contra o Botafogo, o chileno foi driblado inúmeras vezes.

Lembra dessa virada? É sempre bom rever:

Palmeiras é o aliado natural do Santos na capital

Rivalidade à parte, o Palmeiras é o parceiro natural do Santos em São Paulo, clube com o qual a diretoria do Alvinegro Praiano Santos deveria estreitar as relações. Tanto na luta pela rediscussão da divisão de cotas da tevê, como nas propostas para alterar a Lei do Passe, dando mais benefícios ao clube formador, vejo o Palmeiras como um aliado natural do Santos, ao contrário dos outros dois grandes da capital.

Alguns encontros com a Rede Globo tornaram o São Paulo um “quase privilegiado”, com mais jogos transmitidos e a promessa de uma cota maior. O Corinthians já tinha se desgarrado de seus coirmãos paulistas em busca de mais e mais dinheiro. De um bloco que poderia muito forte, os grandes de São Paulo se viram desmantelados pelo interesse e pela intervenção maquiavélica da tevê.

Em 2004, quando ouvi de Mauro Naves que o Santos já era o segundo time paulista de maior audiência na Globo, fez um artigo que gerou a campanha “Ao Santos o que é do Santos” – idealizada por Arnaldo Hase, editor do site Santista Roxo. Na mesma época, o presidente do clube, Marcelo Teixeira, passou a insistir com ao Clube dos Treze para que a cota do Santos fosse revista.

Houve uma eleição e, não fosse o voto favorável de Mustafá Contursi, presidente do Palmeiras, o Santos não teria subido para sexto lugar no ranking dos que mais recebiam da tevê. Se dependesse do apoio de seus outros coirmãos paulistas, o pedido do Alvinegro Praiano teria sido rejeitado.

A harmonia entre os dois clubes é antiga. Também foi do Palmeiras o primeiro telegrama de congratulações que o Santos recebeu ao se tornar campeão mundial, em 1962. Dois dos maiores clubes brasileiros de 1958 a 1970, era de ouro do nosso futebol, Santos e Palmeiras protagonizaram clássicos inesquecíveis – como aqueles 7 a 6, neste mesmo Pacaembu – e solidificaram uma relação de admiração e respeito mútuos.

Uma ação imediata para o presidente do Santos que será eleito em 6 de dezembro será estreitar os bons laços de amizade com o Palmeiras e, juntos, traçarem planos que os mantenham entre os grandes do futebol, símbolos da luta contra a tentativa de espanholização arquitetada pela Rede Globo e seguida apenas pelos clubes que comem na mão desta emissora.

Hoje, para todo o Brasil, o jogo do queridinho falido

Mesmo com o clássico Palmeiras x Santos à sua disposição, e também com o jogo do Internacional contra o Corinthians, a Rede Globo continuará seguindo a sua cartilha da espanholização e passará para todo o Brasil a partida menor entre Atlético Paranaense e Flamengo. Faz parte de sua estratégia inverter os valores, ignorar a meritocracia e impor o populismo e o mau gosto à população brasileira. E depois os executivos da Globo reclamam da queda de audiência. Como preferir um jogo de pior nível técnico, sem tradição e entre dois times que fogem do rebaixamento, a um dos maiores clássicos do futebol brasileiro, e ao jogo em Porto Alegre, que reúne duas equipes que ainda lutam por algo maior no campeonato? Absurdo total! Incrível como os clubes não protestam contra esse monopólio da Globo.

O artigo de um palmeirense que pensa como nós

E você, o que espera do grande clássico deste domingo?