Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

Diversos Livros em Promoção na Livraria do Odir

Detalhes…

Você, que me acompanha há mais tempo, sabe que não uso óculos cor-de-rosa. Talvez, às vezes, até exagere nas críticas, como todo torcedor. Inicio o texto com este aviso porque abordarei o desempenho do Santos no Campeonato Brasileiro de um ângulo que passará a impressão de que estou sendo muito otimista. Meu objetivo, porém, como sempre, é apenas destacar um aspecto que tem passado despercebido a muitos.

Estranhamos o fato de o Santos ter sido campeão paulista e depois estar cumprindo campanha deplorável no Campeonato Brasileiro, bem aquém das equipes que brigam pela liderança da competição. O Brasileiro teria revelado uma verdade que permaneceu submersa no Paulista. O verdadeiro Santos é este: coadjuvante, inferior… Mas, será mesmo?

Faço esta pergunta depois de analisar a classificação do campeonato nacional e relembrar a atuação do Santos contra os times que hoje compõem o G4: do líder Atlético/MG ele arrancou um empate em Minas Gerais, em partida na qual esteve vencendo; do segundo colocado, Corinthians, ele tirou os três pontos ao derrotá-lo na Vila Belmiro; do terceiro, Palmeiras, ele perdeu pela diferença mínima, em partida equilibrada, no campo do adversário, e do quarto colocado, Sport, ele só não venceu porque deu uma bobeada no último lance do jogo, na Vila.

Veja, amigo leitor e amiga leitora, que estou falando do desempenho do Santos contra os quatro melhores times do Brasileiro. Então, se o Alvinegro Praiano consegue jogar de igual para igual com as equipes de melhor performance, por que está tão mal colocado na tabela? Bem, aqui entramos nas teorias, e cada um tem uma. Como coordenador do blog darei a minha, mas estou ansioso para conhecer a opinião de todos, algumas delas, certamente, mais abalizadas do que a deste humilde escriba.

No aspecto técnico, confesso que alguns jogadores, como o goleiro Vladimir e o volante Lucas Otávio, jamais me convenceram como titulares. A opção de insistir com Victor Ferraz na lateral-esquerda também me pareceu desastrosa. Ao menos essas falhas foram corrigidas por Dorival Junior.

Quanto à formação tática, creio que insistir com três atacantes até nos jogos fora de casa tem sido uma temeridade que já tirou muitos pontos do Santos. Acho que é possível manter um time razoavelmente ofensivo com a formação 4-4-2, desde que ao menos dois jogadores do meio de campo, além dos laterais, possam apoiar o ataque. Espero que o Santos seja um pouco mais precavido diante do Flamengo, no próximo domingo, e contra o Atlético Paranaense, nos dois jogos fora de casa antes do final do primeiro turno.

Por outro lado, ao mesmo tempo em que admito essas deficiências santistas, digo que não vejo nada tão melhor nas outras equipes. Infelizmente, como muitos jornalistas esportivos já têm enfatizado, o futebol brasileiro está nivelado por baixo. Mesmo os chamados times grandes contam com jogadores que em outros tempos não ocupariam sequer seu banco de reservas. Há uma angustiante escassez de talentos e isso também traz um prejuízo estético desesperador. Os jogos se tornam feios, amarrados, recheados de escolhas erradas, pois sem craques, além da beleza, fica faltando a sabedoria que torna o futebol simples e harmonioso.

Estou careca de saber que o “se” não existe, mas veja, querido leitor e querida leitora, que se o Santos tivesse um pouco mais de eficiência e mesmo sorte, hoje estaria bem mais próximo dos quatro times que comandam o Brasileiro, pois no confronto direto com os mesmos o Alvinegro Praiano mostrou que poderia vencê-los.

Obviamente, além da técnica e da tática, há outros fatores que influem no rendimento de uma equipe, e estes vêm da direção do clube. Agremiações bem administradas, sem os traumas financeiros que desestabilizam jogadores e comissão técnica, costumam ter a tranqüilidade e a confiança necessárias para obter performances melhores. E, como se sabe, o Santos vive momentos tortuosos advindos dos fluxos e refluxos do caixa.

De qualquer forma, este final de turno pode ser um divisor de águas. Caso vença seus jogos em casa, diante de Coritiba e Vasco, e ainda consiga roubar pontos preciosos de Flamengo e Atlético Paranaense, quem sabe o Santos não faça um segundo turno de recuperação, conquistando vitórias que até agora foram perdidas por detalhes.

E pra você, quais são os detalhes que têm prejudicado o Santos?

Reconstruindo o livro Time dos Sonhos

As 528 páginas de Time dos Sonhos não estão em um arquivo único. Este ficou com a Editora Nobel, que disse tê-lo extraviado. Então, a remontagem do livro está sendo feita com o aproveitamento de capítulos em word, em um trabalho meticuloso que está me dando a oportunidade de refrescar a memória com fatos e etapas relevantes da história santista.

Nesses dias enfurnado em meu escritório tenho revivido as emoções e descobertas de quando escrevi o livro. É como uma viagem no tempo, já que alguns capítulos foram produzidos há mais de 20 anos. Redigitá-los me traz novamente a sensação de descoberta que experimentei ao pesquisar passagens riquíssimas da história santista mesmo muito antes da geração de ouro de Pelé.

Como não se espantar ao saber que os garotos Arnaldo e Millon se tornaram titulares da Seleção Brasileira apenas dois anos depois de fundarem o Santos? Ou que Ary Patusca, filho de Sizino Patusca, primeiro presidente do Alvinegro Praiano, foi estudar contabilidade na Suíça e se consagrou, em meados da década de 1910, como o primeiro jogador brasileiro a fazer sucesso na Europa? Ou que o Santos, sete anos depois de fundado, cedeu mais jogadores – Arnaldo, Millon e Haroldo – para a primeira grande conquista do futebol brasileiro, o Sul-americano de 1919?

Note, amigo leitor e amiga leitora, que estou me referindo apenas à década de 1910, aos primeiros e incertos anos do nosso clube. Lembro-me que essas descobertas me empolgaram e me encheram de orgulho, pois comprovavam que o Santos já nasceu com a grandeza impregnada em sua alma e em seu destino.

Da ideia de um livro que, a princípio, deveria contar apenas a história da equipe sobrenatural que encantou o mundo de 1955 a 1969, Time dos Sonhos se tornou uma obra que vasculhou as origens e mapeou o caráter superior de um time de futebol que, positivamente, não nasceu para ser apenas um coadjuvante do futebol.

E o mais interessante nesse processo é que o autor não teve de forçar nada. Como uma personagem que ganhasse vida e escolhesse seus próprios passos, o livro tomou o seu caminho e só tive o trabalho – longo, é verdade, mas extremamente prazeroso -, de segui-lo. É justamente esta jornada que proponho a você agora.

Tenho plena convicção de que ler Time dos Sonhos lhe trará o mesmo orgulho de ser santista que estou sentindo agora, sensação fundamental para nos trazer ânimo de fazer o que tem de ser feito pelo nosso clube. Por isso aceitei essa campanha da Kickante para relançar o livro, batizado de “A Bíblia dos Santistas”, com um preço promocional de pré-venda e ainda com o nome completo de cada um dos dos apoiadores no último capítulo.

Faltam apenas 15 dias para o fim da campanha. Se ainda não entrou, espero que você se decida por fazer parte dela. E se fizer isso agora, melhor ainda.

Clique aqui para saber mais sobre a campanha de relançamento do livro Time dos Sonhos


Um terço da meta cumprida

Mesmo com os desfalques de Ricardo Oliveira, suspenso, e Lucas Lima, com febre, o Santos venceu o Joinville sem grande dificuldade, por 2 a 0, com dois gols de Gabriel, e assim cumpriu um terço de sua meta para se afastar da zona de rebaixamento ainda no primeiro turno. Os outros dois terços seriam vitórias sobre o Coritiba e o Vasco, com mando de campo santista. A equipe ainda jogará fora de casa diante do Flamengo, no próximo domingo, e do Atlético Paranaense, mas como o Santos costuma perder todas as partidas no campo do adversário, um planejamento realista não pode contar com nenhum ponto nesses dois jogos.

Seria preciso errar demais para não vencer o Joinville. O time de Santa Catarina é muito fraco. Além de ter alguns jogadores bem limitados, o técnico Adilson Batista ainda adotou uma tática temerária, adiantando o time, o que proporcionou a Gabriel marcar dois gols antes dos 20 minutos de partida (aos 3 e 18 minutos). Porém, por mais frágil que fosse o adversário, a verdade é que o Santos deu alguma sopa para o azar ao se afobar em busca do terceiro gol, o que abriu alguns buracos em sua defesa.

Por que Werley e David Braz precisam ir ao ataque, nas bolas paradas, se o jogo está tranqüilo e a única chance de o adversário chegar ao gol é justamente nessas avançadas dos defensores santistas? Isso ocorreu algumas vezes no segundo tempo, mas logo Dorival Junior reforçou o meio-de-campo, com as entradas de Elano no lugar de Geuvânio e de Serginho no de Nilson, tirando qualquer possibilidade de reação da equipe catarinense.

O horário das 11 horas da manhã e as promoções feitas pelo clube deram certo e a Vila Belmiro recebeu um bom público na manhã de domingo. Um público que vibrou com os gols de Gabriel, mas que prendeu a respiração cada vez que a bola era atrasada para Werley e David Braz. Por falar em Gabriel, o garoto saiu com uma distensão na coxa e terá de se submeter a tratamento para poder enfrentar o Flamengo, no próximo fim de semana.

Sobre os destaques da partida, fico com Gabriel, obviamente, pelos dois gols e a boa movimentação; com o surpreendente Paulo Ricardo, mais maduro a cada partida e uma ótima opção para o meio-de-campo, e com o veterano Renato, um jogador que supre a falta de físico e de fôlego com uma boa dose de neurônios.

Finalmente à frente de Cuba

Os primeiros Jogos Pan-americanos que me chamaram a atenção foram os de Winnipeg, Canadá, em 1967. Durante muito tempo guardei uma revista que trazia a foto dos 11 medalhistas de ouro do Brasil, gente boa como o velejador Joerg Bruder, o tenista Thomaz Koch e o nadador Silvio Fiolo. Mas depois daquela edição dos Jogos, em que o Brasil terminou em terceiro lugar, com quatro medalhas de ouro a mais do que Cuba, veio um período interminável em que a pequena ilha, que usava o esporte como meio de propaganda política, chegou até a rivalizar com os Estados Unidos.

Na minha primeira cobertura internacional, dos Jogos Pan-americanos de San Juan, Porto Rico, em 1979, testemunhei de perto o esforço que a delegação de Cuba fazia para competir com os capitalistas norte-americanos. Numa tarde, fugindo da chuva, entrei em um ginásio no qual um levantador de peso de Cuba estava batendo mais um recorde pan-americano. Era evidente que seu governo se valia da ajuda da União Soviética e dos países comunistas do Leste Europeu para se destacar em modalidades que distribuíam muitas medalhas. Em San Juan o Brasil ficou apenas em quinto lugar, com nove medalhas de ouro e 39 no total. Cuba ficou em segundo, com 64 de ouro e 145 no total. A distância era abissal.

Em 1991, nos Jogos de Havana, finalmente o governo cubano realizou o sonho de superar os Estados Unidos, com 140 medalhas de ouro e 265 no total, contra 130 de ouro e 352 no total dos norte-americanos. Quanto ao Brasil, apesar do brilho do velocista Robson Caetano, ouro nos 100 e nos 200 metros, e da vitória do basquete feminino, ficou novamente em quarto lugar, com 21 de ouro e 79 no total.

Nem mesmo no Pan do Rio, em 2007, o Brasil logrou ultrapassar os cubanos. Ganhou mais medalhas (157 contra 135), mas perdeu na quantidade de medalhas de ouro (52 a 59), o critério adotado para a classificação oficial. O mesmo ocorreu em Guadalajara, em 2011. No geral a delegação brasileira já era mais completa, se colocava melhor em um maior número de provas, mas os cubanos continuavam com mais vitórias.

Escrevo este post ao meio-dia e meia de domingo, quando o Brasil já garantiu o terceiro lugar em Toronto, com 41 medalhas de ouro, cinco a mais do que Cuba. É um marco. Em que pese a atuação decepcionante de algumas modalidades, como o atletismo, que ganhou apenas uma medalha de ouro e deveria ter ganhado uma dezena, o esporte brasileiro mostrou uma evolução natural, bem diferente do crescimento forjado pelo regime político de Cuba.

Faltam 17 dias para terminar a campanha de reimpressão do livro Time dos Sonhos

Faltam apenas 17 dias para encerrar a campanha pela reimpressão do livro Time dos Sonhos, que ficou conhecido como A Bíblia do Santista. Da meta de R$ 70 mil reais foram arrecadados, até a manhã deste sábado, R$ 9.820,00, ou 14% do total.

Tenho recebido e-mails de amigos e leitores do blog perguntando se devem entrar na campanha, pois como a meta não deverá ser alcançada, temem que o livro também não será ser impresso. A eles tenho informado que Time dos Sonhos será reimpresso e as recompensas serão dadas como estão sendo previstas. Portanto, devem participar, sim, e já agradeço antecipadamente por isso.

A meta de R$ 70 mil foi colocada para suprir todas as despesas materiais e de mão-de-obra de uma edição de 3.000 exemplares de 528 páginas, capa dura e fino acabamento. Como Time dos Sonhos já vendeu sete mil exemplares e ainda havia um bom interesse pela obra, a tiragem parecia razoável. Se o valor não for arrecadado, obviamente será preciso reajustar a quantidade de exemplares impressos e provavelmente contar com um aporte financeiro do autor da campanha, no caso este humilde blogueiro que vos fala.

Se estou decepcionado? Claro que não. Tenho conhecido mais, a cada dia, sobre as características do mercado brasileiro de livros. Saiba, querido leitor e querida leitora, que segundo pesquisa divulgada pela Fecomércio – Federação do Comércio do Rio de Janeiro, 70% dos brasileiros não leram nenhum livro em 2014. Então, lidar com livros, no Brasil, é ser meio sonhador.

Porém, assim como sou grato ao Santos pelas alegrias que já me proporcionou, principalmente na infância e adolescência, da mesma forma sou e serei eternamente agradecido aos livros, meus grandes educadores, amigos de todas as horas que me abriram e me abrem um mundo de conhecimento, reflexão e aventura a cada página. Sei que eles podem mudar pessoas, países, a humanidade. A respeito, há uma poesia lapidar de Castro Alves, o rei de nossos poetas, que diz o seguinte:

Por isso na impaciência
Desta sede de saber,
Como as aves do deserto –
As almas buscam beber…
Oh! Bendito o que semeia
Livros… livros à mão cheia…
E manda o povo pensar!
O livro caindo n’alma
É germe – que faz a palma,
É chuva – que faz o mar.

Há coisa de um mês um rapaz me disse que o primeiro livro que ele leu foi “Pedrinho escolheu um time”. Ouvir algo assim não tem preço. Acredito que por meio de livros que tratam de assuntos específicos, de grande interesse de um grupo particular de pessoas, como é o caso dos que falam da história do Santos, ao menos é possível estimular o gosto pela leitura dentre os santistas. O gosto pela leitura e o gosto pela história do time mais fascinante do planeta.

Bem, mas a campanha ainda continua e você ainda pode participar. Há vários valores e recompensas, mas destaco que com apenas 70 reais você terá um exemplar do livro Time dos Sonhos e ainda ganhará de presente o seu nome no último capítulo do livro. Pense sobre isso:

Clique aqui para garantir o seu exemplar de Time dos Sonhos por um preço promocional e ainda ganhar de presente o seu nome impresso no último capítulo do livro.

E você, acha que pelo que mostrou contra o Joinville, o Santos se afastará da zona do rebaixamento antes do final do primeiro turno?


Neste clássico da Z4, só a vitória interessa

“O Joinville tem qualidades e o jogo será dificílimo”

Neste domingo, às 11 horas da manhã, em uma Vila Belmiro que deverá estar lotada – pela praticidade do horário e também pelas muitas promoções feitas pela diretoria santista – Santos e Joinville jogarão uma partida de vida ou morte, um autêntico clássico da zona de rebaixamento. Se vencer, o Santos de Dorival Junior poderá colocar o nariz d’água, mas a vitória também é o objetivo do time catarinense dirigido por Adilson Batista.

Com a volta de Lucas Lima, que estava suspenso, mas sem Ricardo Oliveira, que recebeu o terceiro cartão amarelo contra o Palmeiras, o Santos deverá entrar em campo com Vanderlei, Victor Ferraz, Werley, David Braz e Zeca; Paulo Ricardo, Renato e Lucas Lima; Gabriel, Nilson e Geuvânio.

Dos garotos que podem atuar como volantes, técnico Dorival Junior tem preferido Paulo Ricardo a Thiago Maia e Lucas Otávio. E no ataque ele dará uma ótima oportunidade a Nilson, jogador indicado por Serginho Chulapa. Vamos ver… Em uma única jogada centroavantes podem queimar nossa língua. Espero que seja o caso desse desconhecido Nilson.

A vitória é imprescindível e deve fazer parte de um plano que inclui outras duas antes do final do turno, o que fará o Santos afastar-se da zona de rebaixamento, mas o problema é que o Joinville começou a jogar melhor e também vem a Santos com o sonho dos três pontos.

Sem Lucas Crispim, jogador santista emprestado ao time catarinense, Adilson Batista escalará seu time com Agenor, Naldo (Arnaldo), Guti, Douglas Silva e Rogério; Anselmo, Fabrício, Marcelo Costa e William Popp; Marion e Silvinho. A arbitragem será de Ricardo Marques Ribeiro, auxiliado por Marcio Eustaquio S Santiago e Marcus Vinicius Gomes.

Faltam 18 dias para terminar a campanha de reimpressão do livro Time dos Sonhos

Faltam apenas 18 dias para encerrar a campanha pela reimpressão do livro Time dos Sonhos, que ficou conhecido como A Bíblia do Santista. Da meta de R$ 70 mil reais foram arrecadados, até a manhã deste sábado, R$ 9.450,00, ou 13% do total.

Tenho recebido e-mails de amigos e leitores do blog perguntando se devem entrar na campanha, pois como a meta não deverá ser alcançada, temem que o livro também não será ser impresso. A eles tenho informado que Time dos Sonhos será reimpresso e as recompensas serão dadas como estão sendo previstas. Portanto, devem participar, sim, e já agradeço antecipadamente por isso.

A meta de R$ 70 mil foi colocada para suprir todas as despesas materiais e de mão-de-obra de uma edição de 3.000 exemplares de 528 páginas, capa dura e fino acabamento. Como Time dos Sonhos já vendeu sete mil exemplares e ainda havia um bom interesse pela obra, a tiragem parecia razoável. Se o valor não for arrecadado, obviamente será preciso reajustar a quantidade de exemplares impressos e provavelmente contar com um aporte financeiro do autor da campanha, no caso este humilde blogueiro que vos fala.

Se estou decepcionado? Claro que não. Tenho conhecido mais, a cada dia, sobre as características do mercado brasileiro de livros. Veja, querido leitor e querida leitora, que segundo pesquisa divulgada pela Fecomércio – Federação do Comércio do Rio de Janeiro, 70% dos brasileiros não leram nenhum livro em 2014. Então, lidar com livros, no Brasil, é ser meio sonhador.

Porém, assim como sou grato ao Santos pelas alegrias que já me proporcionou, principalmente na infância e adolescência, da mesma forma sou e serei eternamente agradecido aos livros, meus grandes educadores, amigos de todas as horas que me abriram e me abrem um mundo de conhecimento, reflexão e aventura a cada página. Sei que eles podem mudar pessoas, países, a humanidade. A respeito, há uma poesia lapidar de Castro Alves, o rei de nossos poetas. Diz ela:

Por isso na impaciência
Desta sede de saber,
Como as aves do deserto –
As almas buscam beber…
Oh! Bendito o que semeia
Livros… livros à mão cheia…
E manda o povo pensar!
O livro caindo n’alma
É germe – que faz a palma,
É chuva – que faz o mar.

Há coisa de um mês um rapaz me disse que o primeiro livro que ele leu foi “Pedrinho escolheu um time”. Ouvir algo assim não tem preço. Acredito que por meio de livros que tratam de assuntos específicos, de grande interesse de um grupo particular de pessoas, como é o caso dos que falam da história do Santos, ao menos é possível estimular o gosto pela leitura dentre os santistas. O gosto pela leitura e o gosto pela história do time mais fascinante do planeta.

Bem, mas a campanha ainda continua e você ainda pode participar. Há vários valores e recompensas, mas destaco que com apenas 70 reais você terá um exemplar do livro Time dos Sonhos e ainda ganhará de presente o seu nome no último capítulo do livro. Pense sobre isso:

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Homenagem deste blog à Seleção Brasileira campeã pan-americana e à ex-santista Maurine, que no primeiro toque na bola marcou o gol olímpico que definiu a partida. Veja:

E você, o que espera do Santos nesta manhã de domingo?


Atitude é tudo!

Algo que estamos vendo nos atletas brasileiros nestes Jogos Pan-americanos, assim como teremos de ver nos jogadores do Santos, caso não queiram viver o vexame de rebaixar o time para a Série B, é a força da atitude. Sem essa qualidade indispensável, que reúne não só garra e determinação, mas também confiança e inteligência, nenhum atleta, nenhum time, se torna vencedor.

Escrevo isso depois de dois sentimentos bem distintos: a decepção por testemunhar a maneira desorganizada, arrogante, burra, com que o time masculino de futebol foi eliminado pelo Uruguai e perdeu a chance de jogar pelo ouro em Toronto, e a forma superior, raçuda, inteligente, com que as meninas do vôlei, comandadas por este gênio que é José Roberto, viraram o jogo para cima das ótimas porto-riquenhas e garantiram vaga na final.

Com um jogador a mais durante 70 minutos de partida, aquela que é a pior Seleção Brasileira de futebol que eu já vi jogar, conseguiu tomar a virada do limitado Uruguai nos últimos minutos.

Inacreditável a falta de consciência de alguns jogadores, como esse tal de Dodô, que queria fazer firula em momentos cruciais da partida e acabou dando um pontapé no adversário que causou sua expulsão. Incrível a falta de categoria de alguns jogadores, como esse Bruno Paulista, que em vez de armar as jogadas, distribuiu chutões a torto e a direito. Pobre futebol brasileiro, que hoje forma uma seleção com jogadores tão limitados.

Não falo só do aspecto técnico. Taticamente a equipe também foi uma lástima, com uma defesa lenta marcando em linha. Aliás, quem é esse tal de Rogério Micale, técnico da Seleção Brasileira? Para completar, psicologicamente os jogadores não mostraram preparo algum.

Ganhando o jogo, com um jogador a mais, o óbvio seria tocar a bola e usar melhor os espaços do campo. Mas cada jogador brasileiro, principalmente do meio-campo para a frente, estava mais preocupado em fazer jogadas de efeito do que ajudar a equipe.

Enfim, uma eliminação triste, que mostrou todos os defeitos do atual futebol brasileiro, um futebol que come mortadela e arrota presunto, um futebol que ainda pensa que é o melhor do mundo e parece não ter aprendido a lição dos acachapantes 7 a 1.

Por outro lado, as meninas do vôlei, mesmo diante de uma equipe adversária que fazia tudo certo nos dois primeiros sets, não esmoreceu e acabou indo buscar a vitória no tiebreak, em um espetáculo belíssimo em todos os aspectos, uma lição de trabalho, humildade, sabedoria e muito talento, comandada por um técnico que enxerga mais voleibol do que qualquer outro no planeta.

Esses dois exemplos, opostos, servem para dar ao jogador do Santos elementos suficientes para ele decidir o que pretende ainda deste Campeonato Brasileiro. Se o objetivo for aproveitar os jogos para uma valorização pessoal, para produzir jogadas que o destaquem individualmente, então a sorte do Alvinegro Praiano provavelmente será a mesma da Seleçãozinha que se deixou eliminar pelo Uruguai.

Porém, se todos se unirem, se doarem, pelas vitórias, como fazem Fernanda Garay & Cia, então o Santos ainda poderá dar a volta por cima neste segundo semestre e afastar de vez a sombra vergonhosa de um rebaixamento.

O sucesso de Time dos Sonhos

Há muito o santista queria um livro que contasse a história completa do clube, já que o Álbum de Ouro, de De Vaney, tinha sido lançado em meados dos anos 60. Esse foi o motivo principal do sucesso de “Time dos Sonhos”, como eu conto neste vídeo produzido por João Lucca Piovan:

O livro Time dos Sonhos, a história completa do Santos será relançado antes do final do ano. A campanha da Kickante permite que você reserve um exemplar pelo preço de pré-venda (R$ 70) e ainda ganhe de presente o seu nome impresso no último capítulo do livro. Vamos preservar a história do Santos?

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E você, não acha que atitude é tudo?


Por uma noite de garra!

Com dois gols de Gabriel no primeiro tempo e mais um de Geuvânio no segundo, o Santos venceu o Sport por 3 a 1, na Vila Belmiro, e se classificou para a fase de oitavas-de-final da Copa do Brasil. Nesta nova fase entram os times brasileiros que estavam disputando a Copa Libertadores. Veja os gols de Santos 3 x 1 Sport:

Ricardo Oliveira

Hoje é noite de luta (Ricardo Saibun/ Santos FC)

Assistir aos Jogos Pan-americanos de Toronto está reforçando em mim a crença de que sem coração não se tem um campeão. É possível perceber, pela expressão dos atletas, aqueles que mais querem a vitória, que estão mais dispostos a pagar o preço de obtê-la. Esses, desde que o nível técnico não seja muito diferente, invariavelmente colocam a medalha de ouro no peito. Esta constatação serve para o nosso Santos hoje à noite.

O Sport de Recife é o time mais arrumado, mais motivado, mais contundente. E terá jogadores mais tarimbados e gabaritados na partida desta quarta-feira, às 22 horas, na Vila Belmiro, pela terceira fase da Copa do Brasil. Para completar, o meia Lucas Lima não jogará, suspenso, enquanto o Sport contará com Diego Souza, um jogador que se destaca no árido futebol brasileiro de hoje. O time pernambucano ainda tem André em boa fase.

Além de um time melhor, o Sport terá a vantagem de jogar pelo empate, pois na primeira partida, em Recife, venceu por 2 a 1. Ao Santos restará vencer por 1 a 0 ou por dois gols de diferença. Do contrário, estará eliminado e restará o consolo de disputar a Copa Sul-americana, que, no entanto, também dá uma vaga para a Copa Libertadores de 2016.

Já teve time grande que entregou o jogo na Copa do Brasil para jogar a Sul-americana, mas isso é feio. Prefiro ver o Santos entrando em campo para vencer todos os jogos. E para isso, mais do que técnica e lances vistosos, é preciso determinação e garra! Tenho por mim de que nada adiantaria ao Santos ter contado com Pelé, Edu, Coutinho, Pagão, Dorval e tantos outros virtuoses, caso não pudesse contar com os gritos, a liderança e a garra de José Ely de Miranda, o imortal Zito.

É o que espero ver no Santos esta noite: um time ferido, valente, determinado a sair de campo classificado para a próxima fase da Copa do Brasil.

Santos x Sport
22/07/2015, Vila Belmiro, 22 horas
Terceira fase da Copa do Brasil
Arbitragem: Paulo Henrique de Melo Salmazio (MS), auxiliado por
Eduardo Gonçalves da Cruz (MS) e Fabiano da Silva Ramires (ES).
Santos: Vanderlei, Victor Ferraz, Werley, David Braz e Zeca; Renato, Thiago Maia e Marquinhos Gabriel (Rafael Longuine); Geuvânio, Gabriel e Ricardo Oliveira. Técnico: Dorival Jr.
Sport: Danilo Fernandes; Ferrugem, Ewerton Páscoa, Durval e Renê; Rithely, Wendel, Diego Souza, Élber e Marlone; André. Técnico: Eduardo Baptista.

O sucesso de Time dos Sonhos

Há muito o santista queria um livro que contasse a história completa do clube, já que o Álbum de Ouro, de De Vaney, tinha sido lançado em meados dos anos 60. Esse foi o motivo principal do sucesso de “Time dos Sonhos”, como eu conto neste vídeo produzido por João Lucca Piovan:

O livro Time dos Sonhos, a história completa do Santos será relançado antes do final do ano. A campanha da Kickante permite que você reserve um exemplar pelo preço de pré-venda (R$ 70) e ainda ganhe de presente o seu nome impresso no último capítulo do livro. Vamos preservar a história do Santos?

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E você, o que espera do Santos nesta noite diante do Sport?


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