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Um Santos competitivo, inteligente e barato

A vitória sobre o Palmeiras, por 3 a 1, em um Pacaembu lotado de torcedores rivais, mostrou um Santos competitivo e inteligente. A tática de esperar as oportunidades de contra-ataque deu certo. Robinho, bem marcado, jogou para o time. Lucas Lima enfiou as bolas dos dois primeiros gols. Geuvânio e Gabriel mostraram, mais uma vez, que se tivessem sido mais utilizados desde o Campeonato Paulista, dificilmente a equipe teria perdido o título para o Ituano.

Mesmo com dificuldades na marcação, Victor Ferraz mostrou que está, no mínimo, no mesmo nível de Cicinho. Assim, com visão e coragem, o clube poderia fazer uma economia de cerca de 30 milhões por ano e ainda faturar outro tanto igual se deixasse de contar com Leandro Damião, Thiago Ribeiro, Cicinho e Mena. É algo a se pensar para 2015. Espero que o presidente do Santos eleito em 6 de dezembro coloque isso como prioridade.

Que Robinho me desculpe, mas jogar contra o Cruzeiro na Vila Belmiro é muito comodismo. Agora, se ele abrir mão do seu salário para complementar a renda que se perderá por não jogar no Pacaembu, tudo bem. O clássico provou que quando o time está bem, calmo e centrado, estádio não tem grande importância. E contra o Cruzeiro o Pacaembu será Alvinegro Praiano. Não consigo encontrar nenhum motivo plausível para se jogar na Vila.

E pra você, o que representou a vitória sobre o Palmeiras?

Santos de Robinho x Palmeiras de Valdívia: um clássico de ouro!

O Santos será hoje, contra o Palmeiras, em um Pacaembu com mais de 30 mil pessoas, quase o mesmo time que goleou o Botafogo na quinta-feira. As únicas duas alterações são a saída de Rildo para a volta do ídolo Robinho, e a entrada de Victor Ferraz no lugar de Cicinho, suspenso. No papel o time tem toda a possibilidade de vencer e continuar sonhando com uma vaga para a Libertadores de 2015, mas há um adversário motivado do outro lado.

Depois de frequentador assíduo da zona de rebaixamento, o Palmeiras faz um segundo turno tão bom quanto o Santos. Com a volta do goleiro Fernando Prass e do atacante Valdívia, além do oportunismo do atacante Henrique, o time voltou a vencer e já se afasta rapidamente das últimas posições. Em pouco tempo o técnico Dorival Junior conseguiu alterar o destino que se descortinava para o alviverde comandado pelo argentino Gareca.

É inacreditável que a tevê não transmita para São Paulo este que é um dos clássicos mais tradicionais do nosso futebol. Ao invés de se aproveitar da paixão regional que move o futebol, a Globo tenta impor uma geopolítica nacional que dá certo nos países europeus, todos bem menores do que o Brasil, mas não funciona por aqui e é uma das causas da constante queda de audiência do futebol na tevê.

O Santos deverá ser escalado por Enderson Moreira com Vladimir, Victor Ferraz, Edu Dracena, David Braz e Mena; Alison, Arouca e Lucas Lima; Geuvânio, Gabriel e Robinho. O Palmeiras, de Dorival Junior, que terá todos os seus titulares em campo, jogará com Fernando Prass, João Pedro, Lúcio, Tobio e Juninho; Victor Luis, Marcelo Oliveira, Wesley e Valdívia; Cristaldo e Henrique.

Espero um jogo equilibrado, e com gols. O entendimento entre Lucas Lima e Robinho, com o apoio de Mena, será importante para chegar ao gol de Fernando Prass explorando o setor esquerdo do ataque santista. Não sei como Victor Ferraz se sairá, mas garanto que está tendo uma grande oportunidade de mostrar que pode ser o titular, pois Cicinho é muito inseguro. Quando apoiar o ataque, Victor terá Gabriel e Geuvânio para fazer as jogadas.

As outras armas que o Santos tem para chegar ao gol palmeirense são as penetrações de Arouca, que às vezes se reveza com Lucas Lima, e as cabeçadas de Edu Dracena e David Braz nas chamadas bolas paradas. Com quatro gols nos últimos três jogos que o Santos fez neste estádio, David Braz, o Mister Pacaembu, deve requerer cuidados especiais. Lúcio deverá ser escolhido para saltar com ele.

Torço para que a defesa do Santos se mostre mais firme, pois contra o Botafogo o setor permitiu ao menos três chances claras de gol ao adversário. Hoje, se isso acontecer de novo, dificilmente o ataque do Palmeiras passará em branco. Edu Dracena às vezes some do jogo e Mena tem dificuldade para encontrar o tempo certo de dar o bote. Contra o Botafogo, o chileno foi driblado inúmeras vezes.

Lembra dessa virada? É sempre bom rever:

Palmeiras é o aliado natural do Santos na capital

Rivalidade à parte, o Palmeiras é o parceiro natural do Santos em São Paulo, clube com o qual a diretoria do Alvinegro Praiano Santos deveria estreitar as relações. Tanto na luta pela rediscussão da divisão de cotas da tevê, como nas propostas para alterar a Lei do Passe, dando mais benefícios ao clube formador, vejo o Palmeiras como um aliado natural do Santos, ao contrário dos outros dois grandes da capital.

Alguns encontros com a Rede Globo tornaram o São Paulo um “quase privilegiado”, com mais jogos transmitidos e a promessa de uma cota maior. O Corinthians já tinha se desgarrado de seus coirmãos paulistas em busca de mais e mais dinheiro. De um bloco que poderia muito forte, os grandes de São Paulo se viram desmantelados pelo interesse e pela intervenção maquiavélica da tevê.

Em 2004, quando ouvi de Mauro Naves que o Santos já era o segundo time paulista de maior audiência na Globo, fez um artigo que gerou a campanha “Ao Santos o que é do Santos” – idealizada por Arnaldo Hase, editor do site Santista Roxo. Na mesma época, o presidente do clube, Marcelo Teixeira, passou a insistir com ao Clube dos Treze para que a cota do Santos fosse revista.

Houve uma eleição e, não fosse o voto favorável de Mustafá Contursi, presidente do Palmeiras, o Santos não teria subido para sexto lugar no ranking dos que mais recebiam da tevê. Se dependesse do apoio de seus outros coirmãos paulistas, o pedido do Alvinegro Praiano teria sido rejeitado.

A harmonia entre os dois clubes é antiga. Também foi do Palmeiras o primeiro telegrama de congratulações que o Santos recebeu ao se tornar campeão mundial, em 1962. Dois dos maiores clubes brasileiros de 1958 a 1970, era de ouro do nosso futebol, Santos e Palmeiras protagonizaram clássicos inesquecíveis – como aqueles 7 a 6, neste mesmo Pacaembu – e solidificaram uma relação de admiração e respeito mútuos.

Uma ação imediata para o presidente do Santos que será eleito em 6 de dezembro será estreitar os bons laços de amizade com o Palmeiras e, juntos, traçarem planos que os mantenham entre os grandes do futebol, símbolos da luta contra a tentativa de espanholização arquitetada pela Rede Globo e seguida apenas pelos clubes que comem na mão desta emissora.

Hoje, para todo o Brasil, o jogo do queridinho falido

Mesmo com o clássico Palmeiras x Santos à sua disposição, e também com o jogo do Internacional contra o Corinthians, a Rede Globo continuará seguindo a sua cartilha da espanholização e passará para todo o Brasil a partida menor entre Atlético Paranaense e Flamengo. Faz parte de sua estratégia inverter os valores, ignorar a meritocracia e impor o populismo e o mau gosto à população brasileira. E depois os executivos da Globo reclamam da queda de audiência. Como preferir um jogo de pior nível técnico, sem tradição e entre dois times que fogem do rebaixamento, a um dos maiores clássicos do futebol brasileiro, e ao jogo em Porto Alegre, que reúne duas equipes que ainda lutam por algo maior no campeonato? Absurdo total! Incrível como os clubes não protestam contra esse monopólio da Globo.

O artigo de um palmeirense que pensa como nós

E você, o que espera do grande clássico deste domingo?

Não foi ao Pacaembu? Azar seu!

“Quem joga melhor, tem de ganhar mais” – Minha coluna desta sexta-feira no Metro Jornal

Logo ao chegar era possível sentir o clima alegre, eletrizante, que permeava o Pacaembu. A temperatura, amena, se tornava ótima para um jogo de futebol. Lá estavam os amigos santistas, os conselheiros Oliverio e Reinaldo, o Márcio; o Iai, primo da Suzana, e seu filho Bernardo, os amigos da Torcida Jovem, como o Amilton… Havia um clima de euforia no ar. Parece que o torcedor percebe quando o seu time vai jogar bem.

Entramos 20 minutos antes de o jogo começar – eu, a Suzana e meu irmão Marcos – e nos sentamos nas arquibancadas verdes (uma parte do estádio ao à direita de onde fica a Torcida Jovem). Começamos a fazer o cálculo do público. Do jeito que estava, o Marcos calculava umas 14 mil pessoas. Mas os torcedores continuaram entrando pelo portão principal até quase o fim do primeiro tempo. Comparamos com o público que foi ver os 3 a 1 contra o Vitória e chegamos à conclusão de que havia de 18 a 20 mil pessoas no estádio.

Ao começar a partida, sentimos o entusiasmo enlouquecido da torcida. Os gritos da Jovem eram logo incorporados por todo o Pacaembu. Em nove minutos já estava 2 a 0, depois de uma arrancada perfeita pela esquerda, de Mena, concluída por Gabriel, e, alguns minutos depois, de mais um gol de cabeça de David Braz, o Mister Pacaembu.

Mas a apreensão só foi totalmente exorcizada quando Lucas Lima pegou a bola em um contra-ataque, aos 36 minutos, veio sozinho desde o meio-campo, teve calma para driblar o goleiro, marcar o terceiro e correr para os alambrados. No panorama atual do futebol brasileiro, LL tem de ser considerado craque. Se jogasse nos queridinhos da mídia, já estava sendo capa de jornal e requisitado para a Seleção Brasileira.

Com 3 a 0 deu para perceber que o Santos tirou o pé. A torcida começou a ensaiar um olé ainda no primeiro tempo. A inexperiente defesa do Botafogo marcava em linha. Era como se o ataque do Santos fosse a faca quente e a defesa botafoguense, a manteiga. Mesmo assim, as chances se sucediam. Caso aproveitasse todas elas, o Santos já iria para o segundo tempo com uma vantagem de 6 ou 7 a 0.

Na segunda etapa, mesmo diminuindo sensivelmente o ritmo, o Alvinegro Praiano chegou ao quarto, com o Mister Pacaembu, e ao quinto, com Geuvânio. Ainda havia metade do segundo tempo para ser jogada e o Botafogo estava entregue, mas o Santos, respeitosamente, deixou de atacar com tanta vontade. A sacanagem de 1995 estava mais do que vingada. O placar era o mesmo da final da Taça Brasil de 1962, quando, do outro lado, havia um time com Garrincha e Nilton Santos. O Santos mostrou que dará trabalho ao Cruzeiro na semifinal.

“Esqueceram” quatro mil pessoas

O público não foi este divulgado. No mínimo “deixaram de contar” quatro mil pessoas. Parece que esse negócio de enxugar os públicos do Santos tem sido uma constante. É preciso que se investigue melhor esse fenômeno. Talvez não houvesse 20 mil pessoas no Pacaembu. Mas 14 mil é sacanagem.

Para quem assiste pela tevê, a imagem geral do estádio fica prejudicada, pois as câmeras dificilmente mostram as áreas do Pacaembu que ficam mais cheias. Com esta arte da Folha Online eu poderei explicar melhor. Veja:

pacaembu

Sabendo-se que a capacidade do Pacaembu é de 40.199 pessoas e que as arquibancadas verde e amarela, que estavam lotadas, representam, no mínimo, 25% do estádio, já teríamos aí 10 mil pessoas. Como no restante do Pacaembu a torcida do Santos ocupava cerca de 1/3 das dependências, teríamos mais 10 mil, o que somaria um público de 20 mil pessoas. Mesmo admitindo uma margem de erro de 10%, ainda teríamos 18 mil pessoas.

Ataque sobra, defesa preocupa

Como o santista, ao menos deste blog, está careca de saber, o time sem Leandro Damião e Thiago Ribeiro costuma render mais. Nem mesmo a ausência de Robinho foi muito sentida, já que Gabriel, Geuvânio e Rildo meteram uma correria imparável pra cima da desajustada defesa botafoguense. Com Lucas Lima, e até Arouca,enfiando as bolas, virou covardia. Se o time quisesse, ontem era dia para enfiar 10 no grande alvinegro carioca.

Porém, mesmo em um jogo de forças tão díspares, a defesa do Santos conseguiu bater cabeça e permitir boas chances aos adversários. O problema maior do time está nas laterais. Cicinho e Mena conseguem ser driblados por qualquer atacante. Se ainda quer fazer bons negócios antes do final de sua gestão, essa diretoria poderia vender ou trocar ambos. Caju tem o tempo certo do marcador e não compromete quando avança.

Quanto a Cicinho, não completa uma jogada de ataque e precisa sempre de um ou dois para ajudá-lo na marcação. Distraído, deixa suas costas livres para a entrada do time adversário. Sem espírito de equipe, quis fazer cera, sentando-se no gramado, e teve de sair de campo, deixando o time com um jogador a menos. Enfim, talvez ainda seja o menos ruim da posição, mas positivamente não é jogador para ser titular do Santos.

David Braz, Mister Pacaembu

Alguns leitores brincaram, dizendo que o Santos deveria mandar o Leandro Damião embora e escalar o David Braz como centroavante. Não se pode negar que o rapaz sabe se colocar e tem o tempo certo para as cabeçadas. De um jogador desacreditado, David Braz, com os dois gols que marcou ontem – repetindo a façanha contra o Vitória -, vai se firmando entre os preferidos da torcida.

Geuvânio, Gabriel, Rildo

Jogar futebol não é só correr, ou ter habilidade. É preciso inteligência para perceber o que o jogo, e o time, exigem. Ontem era para se tocar rápido, evitar prender a bola, e chutar a gol com convicção. Os atacantes Geuvânio, Gabriel e Rildo foram ótimos ao avançar em velocidade e abrir espaço na defesa adversária, mas poderiam ter conseguido mais se tivessem chutes mais aprimorados. De qualquer forma, a saída de Rildo, para a entrada de Robinho, deixará o ataque perfeito, diante das opções à mão.

O auge de Lucas Lima e a recuperação de Renato

O Pacaembu reverenciou Lucas Lima quando este foi substituído por Renato. Creio que o meia do Santos vive sua melhor fase na carreira. Sempre segurou bem a bola e agora está aperfeiçoando suas enfiadas no meio da defesa contrária e ainda fazendo gols. Excelente.

Mas quem entrou bem na partida e não deixou a peteca cair foi Renato, ou Renatinho, ídolo de 2002. Com a mesma categoria de sempre, Renato ajudou na marcação e distribuiu o jogo. Está aí mais uma boa opção para Enderson Moreira nesses últimos compromissos do ano.

Arbitragem

Mesmo em um jogo tão simples, Heber Roberto Lopes não tirou 10. Economizou nos cartões, o que poderia ter provocado uma contusão mais séria dos atacantes do Santos, que passaram a ser vítimas de entradas mais duras à medida em que o placar se tornava vexatório para os visitantes.

Vila Belmiro ou Pacaembu? Em que estádio o Santos deve enfrentar o Cruzeiro pela Copa do Brasil? Clique aqui e vote.

Santos 5 x 0 Botafogo – Ficha Técnica

Pacaembu, 16/10/2014, 21h30, quinta-feira
Público: 13.459 pagantes (14.865 total). Renda: Renda: R$ 358.365,00
Santos: Vladimir; Cicinho, David Braz, Edu Dracena (Neto) e Mena; Alison, Arouca (Alan Santos) e Lucas Lima (Renato); Rildo, Geuvânio e Gabriel.
Técnico: Enderson Moreira.
Botafogo: Andrey, Gabriel, Matheus Menezes, Dankler e Guilherme (Sidney); Rodrigo Souto, Mario Bolatti e Cachito Ramírez; Rogério, Yuri Mamute (Zeballos) e Wallyson (Andreazzi). Técnico: Vagner Mancini.
Gols: Gabriel aos cinco minutos, David Braz aos nove e Lucas Lima aos 36 minutos do primeiro tempo; David Braz aos 17 e Geuvânio aos 23 do segundo.
Arbitragem: Heber Roberto Lopes (Fifa-SC), auxiliado por Carlos Berkenbrock (SC) e Cleriston Clay Barreto Rios (Fifa-SE)
Cartões Amarelos: Matheus Menezes e Dankler.
Cartão vermelho: Matheus Menezes.

Hoje, no Memorial das Conquistas, Guarche lança “1955, o começo”

Guarche e Nascimento
Guarche, à esquerda, checando detalhes da história do Santos com o professor Guilherme Nascimento, autor do Almanaque do Santos. Bendito o clube que pode contar com estudiosos desse nível.

Hoje, às 18 horas, durante coquetel no Memorial das Conquistas da Vila Belmiro, meu amigo Guilherme Gomez Guarche lançará o livro “1955, o começo”, contando, jogo a jogo, detalhe por detalhe, a conquista do título estadual que marcou o surgimento do Grande Santos que dominaria o mundo.

Grandes amigos pesquisadores e historiadores do Santos estarão lá. Também estarão os campeões de 1955, Pepe e Carlinhos. Esses momentos são maravilhosos para se aprimorar o conhecimento da riquíssima história do Santos. Bendito o clube que pode contar com tantos estudiosos de sua trajetória como o nosso Santos. Farei tudo para ir, apesar de ter um compromisso profissional em São Paulo que deve se estender à noitinha.

E para você, o que representou esses 5 a 0 sobre o Botafogo?

Hoje é o dia da Invasão santista no Pacaembu. Venha!

Estou saindo para o Pacaembu com a Suzana. Em frente ao portão principal encontrarei meu irmão, Marcos, o mesmo que cito no Time dos Sonhos, na primeira vez que fomos ao estádio, em 1968. Como a Suzana ainda não é sócia (preciso providenciar isso), comprarei ingressos nas bilheterias, provavelmente para o setor verde das arquibancadas. O tempo está nublado, mas talvez não chova, só esfrie um pouco. Tempo ideal para um grande jogo! Vamos viver essa noite intensamente. Na alegria ou na tristeza. Quem está na dúvida se deve ir, ou não, se mande para o Paca agora! Hoje, lá será o lugar do santista extravasar. E como estarei lá, o post após o jogo pode demorar um pouco. Mas entre no blog e deixe suas considerações sobre a partida, que é só eu chegar do Pacaembu, na hora que for, e libero. Abraços! Bom jogo pra nós!

Relembre uma noite mágica do Pacaembu dos santistas:

Se ainda não tem ingresso, faça como eu: chegue mais cedo e compre nas bilheterias do Pacaembu. O jogo vai terminar tarde, mas uma noite não é nada. O confronto com o Botafogo, a partir das 21h30 desta quinta-feira, é uma ótima oportunidade de o torcedor santista lotar o Pacaembu e mostrar a sua força. Depois da vitória de 3 a 2 no Maracanã, o Santos pode até perder por 1 a 0 e 2 a 1 que ainda assim se classificará para as semifinais da Copa do Brasil. Mas a derrota não pode passar na cabeça do santista. É jogo pra ir pra cima deles!

O técnico Enderson Moreira terá um time rápido e ágil contra o aguerrido alvinegro carioca de Vagner Mancini. Com a volta de Alison, o meio-campo será formado por Alison, Arouca, Lucas Lima e Geuvânio. Gabriel e Rildo jogrão mais à frente.

A defesa deverá continuar a mesma que vem jogando. A única dúvida é a lateral-esquerda, em que o jovem Caju poderá sair para dar lugar ao experiente Mena, que voltou da Seleção do Chile. Assim, o setor deverá jogar com Vladimir, Cicinho, Edu Dracena, David Braz e Caju (ou Mena).

Mesmo em crise, o Botafogo é um time que merece respeito e fará de tudo para salvar o ano com uma boa participação na Copa do Brasil. Apesar dos salários atrasados, os jogadores do time carioca têm se dedicado com afinco aos jogos. Hoje o time deverá jogar com Jeferson (Andrey ou Helton Leite), Gabriel, Dankler, Matheus e Guilherme; Rodrigo Souto, Bolatti e Ramírez; Wallyson, Rogério e Yuri Mamute.

A arbitragem será do às vezes polêmico Heber Roberto Lopes (SC), auxiliado por Carlos Berkenbrock (SC) e Cleriston Clay Barreto Leme (SE). Que atuem bem, sem inventar. O jogo é muito importante para os alvinegros.

Os resultados de ontem provaram que, diante de um grande desafio, os times crescem e podem conseguir o que se julgava impossível. Além da vitória, de virada e de goleada, que classificou o Atlético para a semifinal, ao bater o alvinegro paulistano por 4 a 1, dois times do Rio Grande do Norte venderam muito caro as suas derrotas: em Natal, o ABC virou para 3 a 2 contra o Cruzeiro e por pouco não elimina o atual campeão do Brasil, e no Maracanã o América perdeu inúmeras chances e acabou batido pelo Flamengo por 1 a 0. Que o Santos entre bem esperto no jogo de hoje, pois para os adversários a partida é questão de vida ou morte.

Creio que a partida começará em um ritmo forte, com o Botafogo tentando surpreender nos primeiros momentos. O Santos terá de estar pronto para se defender bem e partir em rápidos contra-ataques. Justamente por isso Enderson Moreira escalou Geuvânio, Gabriel e Rildo.

Não tenho dúvidas de que o Santos deverá criar boas oportunidades para marcar. Espero que nessas ocasiões os jogadores tenham calma e precisão para transformá-las em gols, diminuindo o sofrimento dos santistas no Pacaembu, no Brasil e no mundo.

Justo hoje que a gente nem estava contando, o Sportv está anunciando a transmissão da partida. Mas só deve vê-la pela tevê quem não pode mesmo ir ao estádio. É dia de sair de casa e do boteco e praticar a santistidade.

O feliz lançamento da candidatura de José Carlos Peres

Sinto-me feliz rodeado de santistas, ainda mais da estirpe dos que foram ontem ao Bikkini Barista, no Centro de Santos, no lançamento da candidatura de José Carlos Peres à presidência do Santos Futebol Clube. Feliz por reencontrar pessoas como Ricardo Crivelli, o Lica, dono de um talento incomum para garimpar craques. Foi ele quem recomendou Danilo e Alex Sandro para o clube – as maiores e também mais lucrativas contratações do Santos dos últimos cinco anos.

Como o clube terá de montar um time bom e menos caro do que o atual, Lica é o profissional perfeito para, auxiliado por uma rede de olheiros espalhados pelo País, indicar jogadores jovens, de grande potencial, que podem brilhar no Santos e chegar à Seleção Brasileira, como Danilo e Alex Sandro, duas contratações que, no final, ainda renderam um bom dinheiro aos cofres do clube. É ótimo saber que Lica voltará ao Santos caso Peres seja eleito.

Muito bom também rever o amigo José Calil, um jornalista que não tem medo de dizer que é santista. Sei muito bem os prejuízos profissionais que um jornalista esportivo pode ter caso não esconda o seu amor ao Santos. Em tempos de populismo, não acompanhar o rebanho é perigoso. O Calil assumiu o risco e não se deixou intimidar pelos eternos patrulheiros de plantão. Se na imprensa houvesse mais jornalistas como ele, certamente o Alvinegro Praiano não seria tão espezinhado como tem sido.

Lá estava o simpaticíssimo advogado Marcello Pagliuso, que agora, finalmente, resolveu candidatar-se a conselheiro do Santos – cargo que Luiz Fernando de Palma, diretor da Bridgestone, também presente, já desempenhou com elegância exemplar. Lá estavam, ainda, ardentes frequentadores deste blog. Eu deveria ter anotado o nome de todos, o que evitaria o vexame de lembrar apenas dos impagáveis Reginaldo Perna, Sérgio Pacheco, Gabriel Ribeiro, D. Sarraf e Clóvis Cimino.

O Bikkini Barista é tão agradável, os comes e bebes estavam tão convidativos, que até encontrei um rapaz de uma chapa contrária, acompanhado de mulher e filha. Como ele estava ali com a família, aproveitando a festa, imaginei que gostaria de saber mais sobre o Peres, sua plataforma de governo e, quem sabe, reformular sua decisão de votar em outro candidato. Então, conversei com ele sobre o que o Peres já fez pelo Santos. Mas o moço, irredutível, tinha a cabeça feita. Ele apoia um candidato cuja meta é reformar a Vila Belmiro e resolver os problemas de público do Santos jogando mais em seu velho estádio. Democracia é isso. Ao menos ele e os seus passaram bons momentos no Bikkini Barista.

O próximo evento de lançamento da chapa “o Santos que a gente quer” será em São Paulo. Informaremos local e data quando estiverem confirmados. Será mais uma oportunidade de nos vermos. Mesmo que você ainda não tenha decidido em quem votar, esteja lá.

Como fazer para votar em São Paulo

Nas eleições de 6 de dezembro serão colocadas urnas em Santos e em São Paulo. As de São Paulo ficarão na subsede do clube, situada à Alameda Santos, 700, primeiro andar, telefone (11) 3506-3200.

Porém, para votar em São Paulo, o associado terá de fazer o que o clube está chamando de “mudança de domicílio eleitoral”. Para fazer isso é preciso entrar no site do clube ou ir pessoalmente à subsede, na Alameda Santos.

No vídeo abaixo o clube informa como fazer e diz que é “fácil”, mas a verdade é que alguns sócios estão tendo muitas dificuldades de mudar o domicílio pela Internet. Como o prazo para a mudança vai até dia 21 de novembro, aconselho que não deixe para a última hora. Se tiver problemas no site, o melhor é ligar para a subsede e resolver isso rapidamente. Veja o que diz um filme inserido no site oficial do Santos:

Orientações para poder votar em São Paulo

Canal Azul lança o filme “Meninos da Vila”
O projeto era antigo. Começou nas festividades do Centenário do Santos. Passei inúmeros e-mails com informações sobre os garotos para a diretora Kátia Lund. Bem, agora vejo que filme ficou pronto. O trailer está aí. É emocionante:
Trailer do filme Meninos da Vila

Todos ao Pacaembu nesta quinta-feira!

Desta vez o jogo é importante, o horário é bom e o time tem tudo para se classificar. Então, vamos todos ao Pacaembu nesta quinta-feira, empurrar o Santos para a semifinal da Copa do Brasil, diante do Botafogo. O empate, e mesmo derrotas de 1 a 0 e 2 a 1, classificam o Alvinegro Praiano para a semifinal. É a hora de o santista esquecer o clima de eleições e se unir em torno do time. O Santos precisa do nosso grito!

Sugiro que divulguemos a hashtag #quintanoPaca pelo twitter e convoquemos os amigos e parentes santistas para este jogo. Vamos garantir o espetáculo nas arquibancadas. O clube está cooperando e lançando a promoção “Sócio mais um”, que dará ao associado a possibilidade de comprar, pelo site, mais um ingresso para alguém que não é sócio.

Aproveito para pedir aos amigos blogueiros santistas e às torcidas organizadas do Santos que ajudem nessa campanha. É importante o Santos mostrar força também nas arquibancadas. Vamos todos ao Pacaembu nesta noite de quinta-feira! Abaixo segue um link com informações sobre a venda de ingressos para Santos x Botafogo:

Onde e como comprar ingressos para Santos e Botafogo

E você, o que acha da candidatura do Peres? E do jogão contra o Bota?

Candidatura do Peres, jogo contra o Botafogo… Semana decisiva!

Neste blog, falamos muito em mudanças e sugerimos muitas ações que podem e deveriam ser feitas pela diretoria do Santos. Também falamos em ir mais ao estádio gritar pelo time. Pois bem. Nesta semana, teremos boas oportunidades de dar o exemplo do que queremos. A primeira é nesta terça-feira, quando José Carlos Peres e a Ong Santos Vivo lançam sua chapa para as eleições presidenciais do Santos, com ótimas propostas para o nosso clube. A segunda será nesta quinta-feira, quando nada nos impede de encher o Pacaembu para empurrar o Santos contra o Botafogo, em busca da semifinal da Copa do Brasil. Eu vou, você não vai? Divulguemos a hashtag #quintanoPaca. E na sexta-feira Guilherme Gomez Guarche lança seu livro “1955, O Começo”.

convite - campanha - peres

Iniciamos uma semana decisiva para o Santos. Nesta terça-feira, José Carlos Peres, executivo do G4 Paulista e representante da Ong Santos Vivo, lança sua candidatura à presidência do Santos. Com uma longa folha de serviços prestados ao clube e com uma proposta de mudanças profundas, Peres é o favorito para ganhar as eleições de 6 de dezembro, com a chapa O Santos que a gente quer.

O evento, aberto a todos os santistas, será no Bikkini Barista – Rua XV de Novembro, 94/96, Centro de Santos – a partir das 19 horas. Estarei lá e espero encontrar amigos do blog interessados em conhecer melhor as ideias do Peres e da Ong Santos Vivo para o nosso Santos.

Dois dias depois será a vez do esperado encontro com o Botafogo, no Pacaembu, pelas quartas de final da Copa do Brasil. A partida está marcada para às 21h30 de quinta-feira, no Pacaembu. Depois de vencer no Rio por 3 a 2, o Santos precisará ao menos de um empate para ficar a dois confrontos do título da Copa do Brasil.

O santista tem de prestigiar o time nesse desafio. Infelizmente os altos e baixos têm sido constantes entre os clubes brasileiros. Em casa, com o apoio da torcida, vamos ajudar o Santos a viver um grande momento na quinta-feira. Vou e levarei acompanhantes. Peço o apoio dos amigos para divulgar esse jogo pelas redes sociais. Sugiro que no twitter seja usada a hashtag #quintanoPaca

Finalmente, na sexta-feira, dia 17, o amigo Guilherme Gomez Guarche, responsável pelo Departamento de Memória do Santos, lança seu novo livro – 1955, O Começo – no Memorial das Conquistas da Vila Belmiro, a partir das 18 horas. O livro conta a saga do título paulista de 1955, sacramentado com a bomba de Pepe contra o Taubaté, o segundo Estadual do Santos e aquele que iniciou uma série memorável de conquistas do Alvinegro Praiano.

É evidente que também estarei lá dando um abraço no Guarche e nos amigos da Assophis, a Associação dos Pesquisadores e Historiadores do Santos Futebol Clube. Preservar e divulgar a rica história do Santos é um ofício sagrado que deve ser devidamente valorizado.

Posso contar com você nesta semana decisiva para o Santos?