Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

Camisa Especial Pelé

Oliveira e Geuvânio decidiram

Ricardo Oliveira salta para marcar o terceiro do Santos, o segundo dele. Dessa vez o gol de pênalti não fez falta (Ivan Stori/ Santos FC).

Domínio de cabo a rabo. Três a um foi pouco. Pobre Chape do amigo Fritz. Levou uma chapoletada e caiu na real. O Santos de verdade é este, e não aquele que jogou em Chapecó no primeiro turno. Agora que o time está mais ajustado e confiante, tudo parece mais fácil. Nem Lucas Lima, Gabriel, ou mais um pênalti perdido por Ricardo Oliveira, fizeram falta. Com a quinta vitória consecutiva no Campeonato Brasileiro, o Alvinegro Praiano está em oitavo, mas com o mesmo número do sétimo, a apenas três pontos do G4.

Parece mentira, mas o Santos, que passou boa parte do campeonato perto da zona de rebaixamento, superou o Sport, tem o mesmo número de pontos do Fluminense, um a menos do que o Palmeiras e apenas dois a menos do que o São Paulo, times que falavam até em brigar pelo título. Mas não vou comemorar muito. Há uns dois anos fiz um título – “G4, aí vamos nós” – e a partir daí o Santos só caiu. Então, continuarei, humildemente, apenas dizendo que ao menos o risco de ser rebaixado diminui a cada rodada.

Não custa nada, porém, planejar os próximos jogos. Concentremo-nos nos quatro seguintes: domingo, dia 6, às 18h30, diante do Sport, em Recife; quarta-feira, dia 9, às 22 horas, contra o São Paulo, na Vila Belmiro; domingo, dia 13, às 16 horas, contra a Ponte Preta, em Campinas, e quarta-feira, às 22 horas, contra o Atlético Mineiro, em jogo que pedimos para ser realizado no Pacaembu, já que não haverá outro jogo em São Paulo, mas até agora a direção do clube não se pronunciou. Serão jogos difíceis, mas caso vença os dois em casa e ainda ganhe dois ou três pontos nos dois jogos fora, o sonho do G4 estará mais próximo.

Agora é a fase de quem tem mais banco

O jogo mostrou que, mesmo com alguns desfalques, o Santos tem um time bem melhor do que a Chapecoense, que já começa a sentir a falta de um bom banco de reservas. Sem Apodi e outros titulares, o time catarinense perdeu sem dar susto. E poderia ter sofrido uma goleada caso Ricardo Oliveira não tivesse perdido mais um pênalti, quando o Santos vencia por 1 a 0.
Na verdade, achei bom perder, porque não foi pênalti e o Santos não precisa de erro de arbitragem para vencer. O que estranho é o time não ter outro cobrador de penalidade máxima.

Quatro pênaltis perdidos neste Brasileiro é um recorde para um atacante do Santos. Tudo bem que Oliveira é o artilheiro do campeonato e marcou dois gols ontem, isolando-se com mais folga na artilharia, mas fica em uma saia justa sempre que precisa cobrar pênaltis. Como é teimoso, só bate no canto direito do goleiro. Sua cobrança já ficou manjada. Será que ninguém mais no Santos pode cobrar pênalti? Imagine o nó que dará na cabeça de Oliveira quando tiver de bater o próximo pênalti: se escolher o canto direito e errar de novo, será execrado. Então, a tendência será cobrar no canto esquerdo. Porém, o goleiro também saberá de seu histórico e estará preparado. Numa hora dessas, é melhor colocar alguém cuja cobrança não pode ser decifrada.

Mas, voltando ao elenco, é claro que o Santos o tem de melhor qualidade que o Chapecó. Mas, dos reservas que entraram contra a Chapecoense – Léo Cittadini, Rafael Longuine e Nilson –, nenhum parece ser capaz de substituir os titulares à altura. Em tempo: com relação ao gol da Chapecoense, marcado pelo ex-santista Neto após um escanteio, devo dizer que foi legal.

Fica quieto, Dorival!

A diretoria escolheu o Pacaembu para fazer o jogo de volta, contra o Figueirense, pela Copa do Brasil. Ótimo, é o que muitos santistas vinham pedindo. Porém, sem nem entender a história direito, o técnico Dorival Junior já disse que é contra, pois para ele o time tem de jogar só na Vila Belmiro. Em primeiro lugar, ele deveria saber que o Santos só jogará no Pacaembu para pagar umas dívidas que tem com a Prefeitura de São Paulo, deixada desde os tempos da gestão Laor/Odílio. Se não fosse por isso, duvido que essa diretoria marcasse algum jogo para São Paulo. Em segundo lugar, um técnico tem de se preocupar com o time. Garanto que se o salário dele atrasar, ou sair do clube sem receber todos os seus direitos, ele ira recorrer à Justiça Trabalhista.Portanto, obedecendo àquele sábio ditado – “Cada macaco no seu galho” –, que o Dorival cuide bem do seu.

time dos sonhos - dorval no lancamento

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E você, o que ainda espera do Santos neste Brasileiro?


A ousadia do Fritz

No primeiro turno o time do Fritz levou a melhor graças a este golado de Apodi.

O grande duelo de hoje, às 19h30, na Vila Belmiro, não terá Lucas Lima, servindo a Seleção Brasileira; Gabriel, recuperando-se de lesão na coxa, e nem Apodi, a grande arma da Chapecoense, que, contundido, não viajou para Santos. Tem santista que já conta com a vitória, que deixará o Santos a uma rodada do G4, mas eu prefiro colocar as barbas de molho. Até porque meu amigo Fritz, de Chapecó, está certo de que hoje a Chapecoense derrotará o Santos em plena Vila Belmiro.

– E aí, Odir, pronto para perder essa série de sete vitórias consecutivas?

– Quem fala?

– O Fritz, seu amigo de Chapecó.

– Ah, é você, Fritz? Eu deveria ter percebido pelo sotaque. Ainda tem coragem de me ligar antes de um jogo do seu time na Vila? O que acha que vai acontecer? Viu o Vasco ontem no Beira-Rio? Tudo indica que será algo parecido.

– Ah, vocês são muito confiantes. Se o seu time fosse tão bom, não estaria só dois pontos na frente do meu.

– Era começo de campeonato, muitas mudanças. Agora, com o Dorival Junior, a coisa pegou no breu. Hoje é dia de atropelar. Anota aí a placa: Vanderlei, Victor Ferraz, David Braz, Gustavo Henrique e Zeca; Thiago Maia, Renato e Marquinhos Gabriel; Geuvânio, Neto Berola e Ricardo Oliveira.

– Atropelar quem? Sem Lucas Lima, que arma todas as jogadas para vocês, e sem a rapidez do Gabibol, seu time perde muito do poder ofensivo (o Fritz fala como comentarista esportivo). Hoje o Vinícius Eutrópio já disse que a Chape vai surpreender.

– E esse seu técnico que tem nome de remédio para bronquite – Eutrópio -, vai fazer que milagre sem o grande Apodi e ainda sem Roger, Gil e Cléber Santana?

– O Santana vai ficar no banco e pode entrar. Mas eu é que lhe pergunto: o que um ataque com Neto Berola e Marquinhos Gabriel vai querer pra cima da nossa defesa, que terá o grande Neto, que já foi de vocês?

– O Marquinhos Gabriel até que está jogando bem. E você se esquece do Geuvânio e do Ricardo Oliveira? E da pressão da Vila?

– Que pressão? De oito mil gatos pingados? Nossa Arena Condá cabe mais pessoas (22 mil, contra 16 mil da Vila). Nosso time está acostumado a jogar em estádio pequeno. Aliás, todo time grande está com estádio grande, só o seu continua jogando na Vila. Deus dá asa à cobra, mesmo…

– Que mané asa à cobra, o quê, Fritz? Quer comparar o Urbano Caldeira, um estádio histórico, que vai completar 100 anos no ano que vem, onde Pelé marcou mais gols, com a sua Arena Condá, inaugurada em 1976?

– Meu amigo Odir, quem vive de história é museu. Dar asa a cobra, sim, pois se fosse a Chape que tivesse uma torcida grande como a de vocês, estaria jogando em estádios maiores e faturando muito mais. Vocês estão ficando no mesmo nível da gente, é ou não é?

– Você está sonhando. O Santos tem torcedores em todo o Brasil, é um time universal.

– É, mas joga para meia dúzia. Você sabia que a média de público de vocês é só três mil pessoas a mais do que a nossa? Mas os jogos na Arena Condá dão mais lucro do que na Vila? Aliás, como conselheiro do seu clube, já conseguiu decifrar o que são essas despesas diversas nos jogos de vocês?

Diante do meu silêncio, Fritz continuou:

– Nossa Chape subiu para a Série A com uma folha de pagamentos de 500 mil reais, menos do que vocês pagavam para o bonde Damião. Aqui o pessoal é trabalhador, Odir. Não é essa mamata da sua cidade, não.

– Que mamata?

– Essa mania de viver mamando no peixe. Peixe não é mamífero, não, meu chapa. Mas deixa pra lá. Só quero lhe dizer que hoje a Chape vai ganhar de vocês na Vila e passar na sua frente na classificação do campeonato.

– Mas nem matando. Vai valer quanto?

– Cinquenta mangos está bom?

– Fechado. Mas depois não adianta chorar.

Fritz deu uma risadinha, mandou lembranças pra família e desligou. Se o Santos não ganhar, vou cobrar essas cinqüenta pilas do Neto Berola.

Muita coincidência ou Zveitão 2?

Ontem, no mesmo momento em que o Fluminense tinha um gol legítimo anulado, que lhe daria o empate contra o Corinthians; o Atlético Mineiro tinha um pênalti inexistente marcado contra si, a favor do Atlético Paranaense. Antes, Marcos Rocha, lateral-direito do Atlético, já tinha sido expulso por reclamação. Esses três erros de arbitragem foram decisivos para aumentar para sete pontos a diferença entre o alvinegro paulistano e o alvinegro de Minas, na corrida pelo título brasileiro.

Quando se sabe que a diferença anterior, de quatro pontos, já tinha sido forjada por interpretações contraditórias da regra do pênalti, que em todos os casos duvidosos favoreceu o time paulista e desfavoreceu o mineiro, fica-se com a impressão de que é muita coincidência a favor de um time e contra o outro. Ou há um novo Zveitão em marcha?

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E você, acha que vou ganhar ou perder a aposta com o Fritz?


Sua culpa, minha culpa

A contratação de Leandro Damião por 42 milhões de reais, emprestados da Doyen Sports, foi um dos negócios mais desastrosos já feitos por um clube brasileiro. Os responsáveis por ela foram o presidente Odílio Rodrigues e os membros de seu comitê gestor. Porém, o mal ainda poderia ser remediado se Modesto Roma, eleito presidente do Santos em meados de dezembro do ano passado, tivesse se mexido rapidamente para pagar os salários do jogador, o que impediria Damião de processar o Santos, requerendo passe livre. Agora, caso perca a causa, o Santos perderá também tudo o que já pagou pelo atacante, deixará de ter qualquer direito sobre seu passe e ainda ficará devendo os 42 milhões à Doyen, com juros e correção.

A opção, cômoda, de jogar a responsabilidade pelo mau negócio em seu antecessor e não fazer nada para corrigir o erro, faz de Modesto Roma e sua equipe tão culpados pelo mico Damião como Odílio & Cia. Pela negligência da administração atual o Santos acaba de perder a oportunidade de recuperar a fortuna investida em Damião e ainda ficar com 20% do lucro de sua ida para o Olympique de Marselha, da França, que fez uma oferta de 15 milhões de euros (R$ 60 milhões) pelo atacante hoje emprestado ao Cruzeiro. O negócio só não pôde ser concretizado porque o jogador está em litígio com o Santos.

Quando o novo presidente assumiu o clube, o caixa do Santos estava a zero, mas Roma poderia ter pedido um empréstimo para empresários que bancaram sua campanha, entre eles o ex-presidente Marcelo Teixeira. Agora, com o dinheiro do Olympique, todos seriam pagos e, mesmo que não sobrasse nada para o clube, ao menos o Santos não correria o sério risco de perder todo o investimento em Damião e ainda ficar com uma dívida astronômica a ser quitada com a Doyen.

A responsabilidade de cada um

Presidentes de clubes de futebol, muitos deles sem a mínima noção de administrar alguma coisa, com um aterrador histórico de fracassos em seus empreendimentos particulares, costumam ter a mania de culpar o presidente anterior pela situação geralmente calamitosa em que encontram as finanças da agremiação que assumem. Luis Álvaro Ribeiro fez isso, Modesto Roma repetiu a ladainha. Porém, ao ser eleito para um cargo para o qual se candidatou por livre e espontânea vontade, o sujeito deveria estar melhor preparado para os desafios que certamente o esperariam.

Que o caso de Leandro Damião exigiria agilidade e perspicácia, todos já sabiam; assim como todos os cinco candidatos à presidência do Santos tinham plena consciência da penúria financeira que iriam encontrar. Mais de oito meses da nova gestão já se passaram e algumas perguntas ainda estão no ar, tais como: 1 – Quando será lançada uma campanha abrangente para se captar mais associados para o Santos? 2 – Quando o clube usará seus mandos de campo para jogar para públicos maiores e deixar de ser o que menos fatura com arrecadações entre os 20 participantes da Série A do Campeonato Brasileiro?

Essas urgências, que já afligiam a administração Laor/Odílio, continuam ignoradas, ou indefinidamente adiadas pela gestão atual. É um grande erro protelar essas iniciativas, pois o déficit crescente do Santos é uma bomba-relógio que está para explodir a qualquer momento. Depois, só restará ao próximo presidente eleito reclamar da “terra arrasada” que encontrou.

A real dimensão do mercado de Santos

santos em 1952
Em 1952 Santos tinha 203 mil habitantes e era a décima cidade brasileira mais populosa (Foto: José Dias Herrera). Hoje tem 433 mil habitantes e é a 53ª.

Hoje, como se sabe, o Santos vem sendo dirigido por uma administração que acha que o time é só da cidade de Santos, deve mandar todos os seus jogos na velha Vila Belmiro e que, quem quiser vê-lo, que vá até lá. Isso é apequenar o clube, pois se a Vila comporta, no máximo, 14 mil pessoas, uma política assim mostra que seus próprios dirigentes não acreditam que o Santos possa ter mais público do que isso, ao mesmo tempo em que põe em dúvida o tamanho de sua torcida e a fidelidade de seu torcedor em todo o Brasil.

Os números têm mostrado que o mercado da cidade de Santos, olhado estritamente do ponto de vista do futebol, deve ser comparado, entre os clubes da Série A, aos de Joinville e Chapecó, outras cidades que não são capitais e que têm times na Série A do Brasileiro. Sei que muito santista morador em Santos fica indignado com esse tipo de comparação, pois para ele a cidade continua sendo uma mais das ricas e importantes do País, mas essa realidade tem mudado a cada ano. E faz tempo…

Sem espaço para crescer e sem empresas geradoras de emprego, Santos ganhou apenas 17 mil habitantes nos últimos 35 anos, passando de 23ª cidade brasileira em população, com 416 mil habitantes, em 1980, para a 53ª hoje, com 433 mil.

Com o seu porto em grande atividade e o comércio do café em alta, Santos foi a décima cidade brasileira em população de meados da década de 1930 até o final da década de 1950. Na época, era a segunda cidade paulista, atrás apenas de São Paulo, importante não só pela economia, mas também ativo centro de movimentos artísticos, políticos e intelectuais.

A Ditadura Militar, implantada em 1964, perseguiu e dispersou as lideranças e as cabeças pensantes santistas. Cidade estratégica, maior porto da América Latina, Santos precisava ser totalmente controlada pelos militares. Dizem que depois da diáspora de suas figuras proeminentes, Santos nunca mais respirou tanta rebeldia e vanguardismo. Ao contrário: os tradicionalistas assumiram o controle da cidade, que parou de crescer, em todos os sentidos.

Em 1960, Santos era a 12ª cidade do País, com 265.753 habitantes; em 1970 caiu para 17ª, com 345 mil habitantes; em 1980 era a 23ª, com 416 mil; em 1991 era a 32ª, com 428 mil; em 1996, a 40ª, com 412 mil; em 2000, 42ª, com 417 mil, e hoje, 53ª, com 433 mil.

Perceba que não foi apenas Santos que encolheu, mas as outras cidades é que cresceram, e muito. Em 1910, por exemplo, Santos tinha 81 mil habitantes, pouco menos do que um quarto de São Paulo, que chegava a 346 mil. Hoje, São Paulo tem 11.895.000 moradores, 27 vezes mais do que Santos. Limitada geograficamente pelo mar de um lado e pela serra do outro, Santos deixou de se expandir, enquanto outros municípios brasileiros explodiram.

Até 1920 Santos era mais populosa do que muitas capitais, entre elas Curitiba, Fortaleza, Manaus, São Luis, Teresina, Aracaju, Maceió, Cuiabá… Só na década de 1960 é que foi ultrapassada por Curitiba. Nos anos 1970 perdeu a condição de segunda cidade paulista com mais habitantes, ao ser superada por Campinas, e na década de 1980 já estava atrás, também, de Santo André, Guarulhos, Osasco e São Bernardo do Campo.

Hoje, que Fortaleza tem 2,5 milhões de habitantes, Manaus chegou aos dois milhões e Curitiba alcançou 1,8 milhão, Santos é a 53ª cidade do Brasil e a 11ª de São Paulo, superada, no Estado, por Guarulhos (1,3 milhão de habitantes), Campinas (1,1 milhão), São Bernardo do Campo (811 mil), Santo André (707 mil), Osasco (693 mil), São José dos Campos (681 mil), Ribeirão Preto (658 mil), Sorocaba (637 mil), Mauá (448 mil) e São José do Rio Preto (438 mil).

A nova realidade geoeconômica da cidade de Santos, obviamente, requer uma nova visão na administração de seu famoso clube de futebol, já que os mercados mais ricos e mais promissores que podem receber os jogos do Alvinegro Praiano não estão mais nos limites de seu município. Perceba, por exemplo, que aquele grande público que assistiu ao jogo contra o Londrina, no Norte do Paraná, tem uma explicação geográfica: a pujante cidade paranaense possui 543 mil habitantes, 20% a mais do que Santos, tem ainda uma economia mais dinâmica e conta com um número maior de torcedores do clube dispostos a pagar para assisti-lo.

Enfim, a administração moderna de um clube de futebol, hoje, não combina mais com uma visão limitada pelo bairrismo e pela política. O Santos precisa ser pensado de maneira ousada e abrangente. Não adianta nada colocar a culpa nos antecessores e continuar cometendo erros tão ou mais graves. Não ajuda nada continuar acreditando que estamos vivendo na década de 1960. O Santos precisa jogar mais nas cidades mais populosas do Brasil, aquelas que têm mais santistas dispostos a ir ao estádio para vê-lo. Ou, ao menos, jogar mais na maior cidade do Brasil, que fica a uma hora de Santos e conta com 1,6 milhão de torcedores do eterno Alvinegro Praiano.

Agora, uma amostra de como é bom ter um Santos nacional:

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E você, o que acha disso tudo que eu escrevi?


Obrigado Ricardo Oliveira!

Figueirense é o adversário nas quartas!

Sorteio realizado há pouco na sede da CBF definiu que Santos pegará o Figueirense nas quartas-de-final da Copa do Brasil. Caso passe pelo time catarinense, o adversário do Alvinegro Praiano na semifinal será o vencedor do duelo entre São Paulo e Vasco. Os outros jogos das quartas reunirão Palmeiras x Internacional e Grêmio x Fluminense.

A ordem dos mandos de campo será definida logo mais, às 14 horas, em sorteio na CBF.

A única diferença entre o futebol mostrado pelo Santos e pelo Cruzeiro, no jogo do Mineirão, foi o gol de Ricardo Oliveira. Um golaço, no finalzinho do primeiro tempo, em um chute de esquerda, de fora da área, que entrou no ângulo do gol de Fábio. No mais, o Santos se defendeu, tocou a bola e esperou o tempo passar. Não jogou bem como vinha fazendo, mas venceu sua primeira partida fora de casa neste Campeonato Brasileiro e pode entrar definitivamente na briga pelo G4 se voltar a somar três pontos contra o Chapecoense, quinta-feira, na Vila Belmiro.

Depois de pressionado nos quinze minutos iniciais do jogo, o Santos conseguiu ter mais posse de bola e criar algumas jogadas ofensivas. Numa delas, Neto Berola chegou centímetros depois de Fábio, em um passe de Lucas Lima que poderia ter gerado o primeiro gol santista. Gol que surgiu de uma maneira inesperada, em um chute de longa distância de Ricardo Oliveira. O centroavante recebeu de Victor Ferraz, tocou para o lado e encheu o pé. Uma pintura!

No segundo tempo, o Santos voltou a ser aquele time preguiçoso e defensivo que costuma ser quando atua fora de casa. Sua única chance foi outro chute de Ricardo Oliveira que passou raspando a trave.

Dorival Junior fez três substituições: tirou Neto Berola para colocar Leandro; Thiago Maia para por Lucas Otávio, e Lucas Lima para fazer entrar Léo Cittadini. Elas não mudaram o jogo. Mesmo com Fabrício expulso aos 40 minutos do segundo tempo, o Cruzeiro continuou pressionando até o fim, incentivado por sua torcida – que já deve estar preocupada com a possibilidade do rebaixamento.

Atuações dos Santistas

Vanderlei – Firme, tranqüilo, mas pouco exigido. 6,5.
Victor Ferraz – Seguro, apoiou pouco, mas marcou melhor. 6,5.
David Braz – Dessa vez, não deu sustos. 6,5.
Gustavo Henrique – Bem no alto, bem no chão. 7,5.
Zeca – O ponto fraco da defesa. Deu umas três bobeadas. 5.
Renato – Calma, experiência e segurança no meio-campo. 7.
Thiago Maia – Apareceu pouco, mas foi eficiente. 6,5.
Lucas Lima – Muito bem marcado, ainda conquistou a bola e criou jogadas. 7.
Marquinhos Gabriel – Estava indo bem quando entrava no transcorrer do jogo. Dessa vez que começou desde o início, ficou devendo. Perdeu contra-ataques e desperdiçou jogadas. Mas, taticamente, foi útil, ajudando na marcação. 6,5.
Ricardo Oliveira – Pegou pouco na bola, mas decidiu o jogo. Além do gol, ajudou na marcação. 8.
Neto Berola – Não soube como usar sua velocidade. Mais baixos do que altos. 5,5.
Dos jogadores que entraram, Leandro apareceu mais, porém não se pode dizer que jogou bem. Fez faltas bobas ao ajudar a defesa e não teve fôlego nas jogadas ofensivas em profundidade. 5,5. Lucas Otávio só deu trombadas, assim como Leó Cittadini. Como tiveram pouco tempo, ficam sem nota.
Dorival Junior – Não quis arriscar e buscou, perigosamente, segurar a vantagem mínima. Pouco ousado, poderia ser castigado no final com o empate. Mesmo assim, pela vitória, 6.

A história desse time precisa ser preservada

time dos sonhos - autor lendo trecho do livro para Robinho

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E você, o que achou da vitória do Santos sobre o Cruzeiro?


Entre o G4 e o Z4

Um Santos feliz ao cair da tarde, por Ricardo Saibun.

Entre o G4 e o Z4

Esta vitória contra o Cruzeiro, no Mineirão, marcou a arrancada do Santos no Brasileiro de 2002. O time de Minas também era treinado por Luxemburgo.

Mesmo sem Gabriel, machucado, e Geuvânio, suspenso, o Santos pode fazer um jogo contra o Cruzeiro, domingo, às 18h30, no Mineirão e, no caso de uma vitória, se aproximar do G4. Por outro lado, uma derrota faria o time se preocupar novamente com a zona de rebaixamento.

Marquinhos Gabriel vai entrar e tem jogado bem. A outra vaga é mais problemática. O técnico Dorival Junior prefere Leandro, cuja contratação ele pediu, ou Neto Berola, mas a maior parte da torcida prefere Rafael Longuine. Eu acho que Longuine está mais em forma, Berola é mais rápido, mas Leandro tem mais potencial. Passo a responsabilidade da escolha para a técnico.

Com Gabriel e Geuvânio, o Santos é mais rápido nos contra-ataques e mais perigoso no geral. Ambos, mais Ricardo Oliveira e Lucas Lima, formam um dos melhores sistemas ofensivos do Campeonato Brasileiro. Sem os dois garotos, não sei se o ideal é manter a fórmula de três atacantes. Talvez, com a entrada de Paulo Ricardo no meio, este setor ficasse mais protegido e fosse possível liberar Lucas Lima e Marquinhos Gabriel, que poderiam flutuar entre o meio e o ataque, bagunçando a defesa adversária.

O certo é que o jogo pode ajudar a decidir as pretensões do Santos para o restante do campeonato. Como está exatamente na metade do caminho entre o G4 e o Z4 – a seis pontos de um e outro –, uma vitória no Mineirão pode valer muito na briga por uma vaga na Copa Libertadores. Claro que ainda há a possibilidade de se conquistar a Copa do Brasil e garantir a vaga, mas se é possível, também, lutar por ela no Brasileiro, por que não?

Cruzeiro e Luxa na corda bamba

O Cruzeiro atual não é mais o bicho-papão que se tornou bicampeão brasileiro. O elenco foi reformulado para pior. O técnico Vanderlei Luxemburgo está com dificuldade para encontrar o time ideal e a torcida já está pegando no seu pé. Por isso, é previsível que o time mineiro não jogue fechado, dando ao Santos espaços e oportunidades para chegar ao gol.

Leio em matéria do jovem Lucas Musetti, colaborador do jornal A Tribuna de Santos, que o Cruzeiro enfrentou o Palmeiras com seis jogadores que já atuaram no Santos, entre eles Mena, Leandro Damião, Henrique e Charles. Talvez aí se explique a má fase do time de Minas. Espero que os ex-santistas voltem a ser escalados domingo.

Coquetel com os astros e frete pago do livro Time dos Sonhos

Um dia desses, um comprador do livro Time dos Sonhos, nessa campanha de pré-venda da Kickante que está entrando nas duas últimas semanas, perguntou-me se o valor do frete já estava incluído no preço das recompensas. Na hora me deu um branco e não soube responder. Chequei com o pessoal da Kickante e confirmei que sim, o frete está incluído no preço. Quem participar da campanha receberá o livro no endereço que quiser, sem nenhum custo adicional.

Outra novidade é que estamos fechando o coquetel de lançamento e o bate-papo com os pesquisadores do Santos no Museu Pelé, em outubro, com a presença dos jogadores lendários que atuaram no Time dos Sonhos. Assim, os participantes da campanha terão também a oportunidade de conhecer o Museu e conversar pessoalmente com aqueles que atuaram no melhor time de todos os tempos.

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E você, o que espera do Santos contra o Cruzeiro?


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