jul 31

A decisão do técnico Dorival Junior de usar time reserva amanhã, em Presidente Prudente, dá a vários jogadores mais uma oportunidade de mostrar que um dia podem chegar a titulares. Entre eles há muitos novatos, mas um, não tão garoto assim, gera uma expectativa maior.

Refiro-me a Madson, batizado Madson Formagini Caridade, nascido em Volta Redonda em 21 de maio de 1986. Desde que foi punido por ter chegado tarde ao clube, ao comemorar seu aniversário, o “Pequeno Madson”, como gosto de chamá-lo, não foi mais o mesmo. Tem entrado pouco no time e, quando entra, não inflama mais a torcida, como antes.

Preocupo-me com Madson pois o considero um jogador utilíssimo cujo potencial não vem sendo devidamente aproveitado. Talvez por culpa dele mesmo, talvez por culpa do Santos, que ainda não tem um psicólogo para lidar com seus atletas, principalmente os mais jovens.

Bem, Madson já tem 24 anos, mas se comporta como um menino. Talvez, por sua altura – apenas 1,59m – seja visto apenas como um menino, mas não se pode esquecer que sua energia e força física já ajudaram muito aos clubes pelos quais passou: foi destaque no Volta Redonda, no Vasco e no Santos, principalmente no Campeonato Paulista de 2009, quando teve atuações destacadas nas semifinais, contra o Palmeiras, e chegou a ser escolhido por especialistas do jornal Lance! como o “Craque do Paulistão”.

Lembro-me de um jogo no Pacaembu em que Luxemburgo era o técnico do Santos. Quando os reservas foram se aquecer, o estádio inteiro passou a pedir “Madson!”, o técnico foi obrigado a colocá-lo em campo e logo na primeira jogada Madson arquitetou o lance que acabou em um gol de Neymar. Antes do fim do jogo o lance e o gol se repetiram, para êxtase de todos nós que testemunhávamos o espetáculo.

As qualidades do pequeno gigante

Ele pode ser pequeno, mas é extremamente forte e não tem medo de cara feia. Madson parte para cima de beques imensos e parece não sentir as pancadas. É um forte, sem dúvida. Mais do que isso: é rápido, insinuante, e quando pega uma defesa já meio cansada, ninguém consegue pará-lo.

Reconheço que ele poderia acertar melhorar o último passe ou ter um chute mais forte e certeiro, mas admito também que é difícil conciliar velocidade com precisão. Só o fato de ser uma preocupação constante para a defesa inimiga já faz dele uma arma que não pode ser negligenciada.

Por isso, torcerei muito para o “Pequeno Madson” amanhã, em Prudente. Não só por ele, aliás. Creio que a oportunidade também é ótima para Zé Eduardo firmar-se como um sério candidato à vaga deixada por André. Sei que Keirrison veio para ser titular, mas se demorar muito para voltar á antiga forma, Zé Eduardo será a solução.

Também quero ver de novo Bruno Aguiar, que substituiu Edu Dracena melhor do que a encomenda na partida contra o Vitória. Se repetir a bela atuação, poderá ambicionar a chamada titularidade. Por que não?

Outros que merecem análise mais cuidadosa são Maranhão, Rodriguinho e Danilo. Os três têm qualidades e podem ser úteis. Maranhão tem altos e baixos e, quem sabe, longe da inclemência da torcida santista, possa até se sair melhor do que quando joga na Vila. Rodriguinho faz um feijão com arroz bem feito. Nada mais. E Danilo parece estar em evolução. Não encantou, mas não decepcionou.

De Rafael, Léo e Marquinhos não preciso dizer nada. São titulares importantes para o Santos. E o que esperar de Vinícius e Zezinho, que até agora pouco mostraram? Não sei. Confesso que esperava mais de Zezinho, mas o garoto parece assustado com o peso da camisa do Santos. É outro que precisaria de um trabalho psicológico. Dá a pinta de que pode jogar muito, mas a cabeça está atrapalhando.

Enfim, mesmo sendo um jogo aparentemente sem maiores atrativos, sei que para o santista é muito importante, pois o sonho do título brasileiro ainda existe e poderá ser acalentado com uma surpreendente vitória em Presidente Prudente. Como já disse, a lógica é que a partida termine empatada, mas não se pode descartar a possibilidade de os reservas jogarem como titulares, jogarem como nós queremos que joguem.

E você, o que acha de Madson e o que espera do jogo em Presidente Prudente?

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jul 30

Esta abaixo é a matéria que fiz sobre os futuros Meninos da Vila para a revista Personalité – publicação importante e muito bem editada, dirigida a dezenas de milhares de clientes especiais do Banco Itaú. Ela fala do Felipe Anderson, que no fim do jogo fez o gol de empate, ontem, contra o Corinthians (3 a 3), além de outras belas jogadas, como a do segundo gol, que pode ser vista neste vídeo.

As páginas acabaram ficando do fim para o começo, mas conto com a sua compreensão. Aconselho salvar a matéria, imprimi-la e guardá-la, pois desses meninos podem estar surgindo novas estrelas do futebol. Todos têm pinta de craque.

Quer saber se o Felipe Anderson é bom mesmo? Dá uma olhada neste outro filme:

Escrito por Odir Cunha \\ tags: , , , , ,

jul 30

O técnico Dorival Junior resolveu não arriscar e já definiu um time reserva para enfrentar o perigoso Grêmio Prudente, domingo, no Prudentão. Dos titulares, apenas Edu Dracena, Léo e Marquinhos estarão em campo. Keirrison, que poderia estrear, foi vetado depois de treinar apenas 30 minutos, ontem.

O problema maior do novo contratado não é físico, é técnico mesmo. Parece que Keirrison desaprendeu nesse período que esteve na Europa. O fato de não ser aproveitado por Barcelona, Benfica e Fiorentina não só tiraram a confiança do garoto, como também o seu futebol – que, diga-se de passagem, nunca foi muito sofisticado.

Assim, a estréia de Keirrison no Santos deverá ocorrer apenas no dia 8 de agosto, na partida contra o Internacional, na Vila Belmiro. Sem ele, o time que entrará em campo contra o Grêmio Prudente, neste domingo, será: Felipe; Maranhão, Edu Dracena, Vinícius e Léo; Rodriginho, Danilo, Breitner (ou Roberto Brum) e Marquinhos; Zé Eduardo e Madson.

Com este time, é improvável esperar por uma vitória em Presidente Prudente. Um empate já deverá ser considerado um bom resultado. Com isso, o Santos deverá se afastar ainda mais das primeiras posições no Campeonato Brasileiro.

Você acha que Dorival Junior está certo em poupar os titulares para a decisão da Copa do Brasil, ou gostaria de ver um time mais forte em Presidente Prudente?

Escrito por Odir Cunha \\ tags: , , , , , , , ,

jul 29

Como se esperava, o Santos não deixou o Vitória respirar e 2 a 0 foi pouco pelas muitas chances de gol que criou. Se jogar com a mesma determinação, ganha de novo em Salvador, ou no mínimo empata, o que já lhe dará o primeiro título da Copa do Brasil de sua história.

Nesta quinta-feira muitos dirão: o título já estaria praticamente definido se Neymar não cismasse de dar uma cavadinha no pênalti… Mas a verdade é que só houve o pênalti graças à habilidade de Neymar, que ainda fez o primeiro gol, de barriga. Crucificar o garoto é burrice. Ele aprendeu e sorte que a lição não custou tão caro.

Continuo achando que Robinho seria um atacante ainda mais perigoso se arrematasse tão bem como faz todo o resto. Por que ele não treina mais este fundamento? Mas um dos motivos pelos quais o Santos só criou tantas chances e não deu oportunidades ao Vitória é porque Robinho se movimentou demais e também ajudou na marcação.

Bem, mas para resumir, farei algo que não costumo. Analisarei cada um dos jogadores do Santos:

Rafael: Não foi exigido, mas saiu bem do gol em alguns cruzamentos.

Pará: Muito bem. Deu um belo passe para o primeiro gol. Teve outras boas oportunidades no ataque e ainda foi bem como marcador.

Bruno Aguiar: Substituiu muito bem a Edu Dracena.

Durval: Mais seguro do que nas últimas partidas. Acabou fazendo boa dupla de zaga com Bruno Aguiar.

Alex Sandro: Sua melhor partida no Santos. Marcou muito bem e também apoiou com perigo.

Arouca: Seu retorno foi importante para devolver o poder de marcação ao meio-campo do Santos.

Wesley: Rápido, onipresente, voltou a fazer grande partida.

Paulo Henrique Ganso: Desata o jogo, clareia as jogadas, vê mais do que ninguém.

Neymar: Jogou bem e poderia sair consagrado se fizesse o gol de pênalti. Deve ter aprendido que cavadinha é frescurinha e coisa de maluco. Espero que não repita nunca mais.

Robinho: Lutou demais. Errou chutes que poderiam ter resultado em mais gols, mas sua presença apavora a defesa adversária e ainda teve fôlego para ajudar na marcação. Fez linda jogada ao driblar três e servir Pará.

André: O único que não jogou bem, apesar de ter lutado e também ajudado na marcação da saída de bola do Vitória.

Marcel: Entrou no lugar de André, mas pouco ou nada fez.

Marquinhos: Substituiu Ganso, o que parecia inexplicável, mas salvou Dorival Junior com o gol de falta que deixa o Santos com 80% de chances de ser campeão da Copa.

Zé Eduardo: Deu mais movimentação ao ataque e quase marca o terceiro. Faltou calma na hora de concluir.

Dorival Junior: Substituiu André por deficiência técnica e Robinho e Ganso por cansaço. Mas tirar Ganso do jogo foi temerário, apesar de Marquinhos ter feito o gol.

Notas negativas: Essa fumaça de sinalizadores só prejudica o Santos, pois tira a visão dos jogadores e atrapalha na respiração. Por favor, torcedores, não usem mais! Jogar um copo de água no gramado também foi péssimo. Em 2004 o Santos foi punido com perdas de mandos de campo por atitudes assim Parece que já se esqueceram…

Método Científico OC para o jogo de volta, em Salvador

Se na partida de volta o Vitória jogar o máximo que pode, chegará a 90 pontos. Se o Santos jogar 65% do que pode, atingirá 91 pontos, o que deverá provocar um empate – resultado que dará o título da Copa do Brasil ao Santos.

Porém, é preciso lembrar que na única vez que jogou fora do Estado após a Copa do Mundo, o Santos foi amplamente dominado pelo Atlético Paranaense, que estava na zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro, e perdeu por 2 a 0, fora o baile.

Portanto, para que consiga jogar ao menos 65% do que mostrou ontem, o Santos terá de se empenhar em Salvador, onde o Vitória costuma abafar seus adversários da mesma forma que o Santos faz na Vila Belmiro.

Em Porto Alegre deu a esperada vitória do Internacional, mas por apenas 1 a 0, o que deixa o confronto mais aberto para São Paulo. O problema é que o Tricolor paulista não tem mostrado poder ofensivo e mesmo jogando no Morumbi deverá ter dificuldades para marcar. Inter é favorito para chegar à final da Libertadores, mas não tanto quanto o Santos para ser campeão da Copa do Brasil.

O que você achou dos jogos de ontem e o que acha que acontecerá quarta-feira que vem, em Salvador e em São Paulo?

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jul 28

O torcedor é um ser múltiplo. Engana-se quem pensa que ele só grita por seu time e mantém um monótono comportamento binário: feliz nas vitórias, triste nas derrotas. Ele tam muitas propriedades e uma delas é antever, a seu modo, o que acontecerá na partida. Hoje, por exemplo, torcedores de Santos, Vitória, São Paulo e Internacional já acordaram imaginando coisas…

O santista, este eu conheço bem, não pensa em nada diferente do que uma goleada. Como? Com o Santos indo pra cima do tricampeão baiano, criando chances atrás de chances e marcando gols atrás de gols. Um jogo como aquele contra o Grêmio, na semifinal do Brasileiro de 2002, estaria ótimo. 3 a 0, com
Oportunidades para marcar mais três ou quatro vezes.

Mas, como é otimista demais – otimismo que costuma aumentar à medida que o momento do jogo se aproxima – não duvido que haja santistas lembrando que nesta mesma Copa do Brasil o time ganhou de 10 a 0 do Naviraiense e 8 a 1 do Guarani, ambos na Vila Belmiro. E se, após tomar os primeiros gols, o Vitória se descontrolar e sofrer uma estrondosa goleada? Para os analistas do futebol, isso parece impossível. Para os torcedores, não.

Mas é claro que há a contrapartida e neste momento os torcedores do Vitória também já estão jogando com a imagem mental que criaram para o confronto e ela deve mostrar o rubro-negro se aproveitando da insegurança que às vezes acomete a defesa santista para marcar gols que depois serão defendidos com unhas e dentes, orixás e todos os santos.

Enquanto o santista imagina uma torrente invadindo a área do Vitória durante os 90 minutos, o torcedor baiano deve esperar estocadas certeiras que ferirão o Santos em momentos oportunos.

No Beira-Rio, enredo parecido

Duvido que agora os torcedores do Internacional não estejam imaginando uma partida de muitos gols, todos do seu time. Com aproveitamento de 100% desde que voltou da Copa, o time do Sul é franco favorito contra o São Paulo, que ainda não venceu depois das férias forçadas.

Um gol, estádio enlouquecido, Rogério Ceni ajoelhado; outro gol, estádio mais enlouquecido, Rogério Ceni reclamando da defesa; mais um gol, estádio em festa, Rogério Ceni reclamando da arbitragem… Adivinho que este tipo de imagem é que está passando agora pela cabeça do torcedor colorado.

Um gol no contra-ataque, estádio quieto, adversário começando a se desequilibrar; mais um gol, talvez de Fernandão, estádio nervoso, começando a vaiar o próprio time… Estas as cenas que, certamente, estão povoando a imaginação dos são-paulinos.

Por isso, para o torcedor, mais do que uma decepção, a derrota é uma surpresa. Na sua cabeça o seu time já ganhou, e ganhou bem. Tudo o que a realidade mostrar de contrário o indignará. Mas, por outro lado, é esta confiança que atravessa o alambrado e entra em campo com os jogadores e que impulsiona as equipes para triunfos espetaculares.

Neste momento, todas as circunstâncias – a coragem, a determinação, a motivação para dar o máximo – são favoráveis àqueles que são movidos pelos gritos apaixonados de seus torcedores. Assim, por mais que os times se equivalham e por mais que tenham tradição, o fato de jogar em casa, cercado pelo carinho e pela fé dos que os amam, acaba sendo decisivo.

Nas minhas imagens mentais, vejo vitórias consagradoras de Santos e Internacional, imagino a Vila Belmiro e o Beira-Rio explodindo várias vezes. Claro que pode ser diferente. Mas qualquer outro enredo para estes dois espetáculos me pegará de surpresa.

Atenção para os times prováveis no jogão da Vila Belmiro

Santos
Rafael; Pará, Bruno Aguiar, Durval e Alex Sandro; Arouca, Wesley e Paulo Henrique Ganso; Neymar, Robinho e André (Marquinhos ou Marcel). Técnico: Dorival Júnior

Vitória
Lee; Rafael Cruz, Anderson Martins, Wallace e Egídio; Neto, Vânderson, Fernando e Ramon; Elkeson e Schwenck.
Técnico: Ricardo Silva

Arbitragem: Leonardo Gaciba da Silva (RS), auxiliado por Altemir Hausmann (RS) e Roberto Braatz (PR)

E na sua cabecinha, que imagens estão passando dos jogos de hoje? Como estão as partidas na Vila Belmiro e no Beira-Rio. Divida essas emoções com a gente…

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jul 26

Na qualidade de torcedora fanática do Santos e residente em Salvador (Bahia), estou indignada com a forma como a imprensa, torcedores e até jogadores do Vitória da Bahia estão tratando o Peixe em relação à final da Copa do Brasil. Desde que o sorteio da ordem dos jogos apontou a primeira partida para a Vila Belmiro que eles acham que já são campeões, pois no Barradão eles entendem que são imbatíveis.

Tenho um amigo que trabalha no centro de treinamento do Vitória e a conversa entre os jogadores é que, marcando o Ganso, o Santos não cria nada e que eles vão ser campeões. Dizem que a defesa santista é uma bosta e até riem entre eles. A direção do Vitória já está programando uma grande festa aqui, pois para eles o primeiro título nacional é só uma questão de tempo, pois o Santos, com jogadores só preocupados em serem negociados, vai ser presa fácil.

Eles dizem que vão provar que Dunga estava certo em não levar Neymar e Ganso, pois não são jogadores de tanta qualidade assim. Eles acham que são jogadores feitos pela mídia. Estou anexando uma publicação de um dos jornais daqui que prova o que estou dizendo e gostaria que isso fosse passado para os jogadores do Santos, para que eles mostrem que têm valor a esses prepotentes, que estão desrespeitando uma entidade vencedora como o Santos Futebol Clube.

Estão dizendo que, no dia 4 de agosto, a grande final, vão puxar a rede dos peixinhos do Santos. A imprensa e torcedores deles acham que o Santos caiu de produção e está jogando um futebolzinho de segunda. Por favor, peça aos jogadores que honrem a camisa do clube e ganhem esse título. Eles agora têm um dirigente que era do Santo André, um tal Carlito Arini, e este cidadão, na sua primeira entrevista, falou que só não ganhou o Paulistão porque o Santo André foi prejudicado pela arbitragem.

Em relação ao time deles, temos que ter cuidado com as bolas paradas porque têm grandes cobradores de falta e escanteio. O veterano Ramon Menezes coloca a bola onde quer, os laterais deles também são muito bons. O Egídio, lateral-esquerdo, é um exímio lançador e os últimos gols do Vitória saíram de lançamentos ou cruzamentos dele. Não podemos dar espaço a este jogador.

Outra coisa, eles estão fazendo uma sacanagem com os santistas que moram aqui: só venderão ingresso para a torcida do Vitória. Não tem como comprar para torcer pelo Santos, porque eles setorizaram o estádio. Eu vou ao jogo, mas não terei como ficar entre os santistas, porque apenas 1.500 ingressos foram disponibilizados e apenas para o pessoal que está aí em Santos. Eu não terei como passar para o lado santista porque meu ingresso me dará acesso apenas onde estarão torcedores do Vitória. No jogo de volta seria bom que o Santos exigisse gandulas neutros, pois os que têm trabalhado no Barradão ficam o tempo todo sacaneando o adversário, fazendo cera etc.

Por favor, passem esse e-mail para os jogadores e dirigentes do Santos e peçam que se empenhem ao máximo par nos dar esse título.

Um abração e saudações alvinegras.

Angélica Natal
Salvador

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jul 26

Há uma maneira, prática, de se calcular as chances de dois times que se enfrentam. Por falta de referências anteriores, chamemos a este cálculo matemático de “Método Cientítico OC”, em homenagem ao seu criador, este humilde blogueiro que vos fala.

Para isso, em primeiro lugar, temos de eleger um time-padrão, que deve ser uma equipe boa, competitiva, vencedora, que entra nas competições sempre interessada no título. No Brasil, ao menos nesta última década, o time-padrão deve ser o São Paulo.

A este time-padrão daremos a nota 100. Este valor servirá de parâmetro para a comparação com as outras equipes. A partir desta informação, analisemos então as chances de Santos e Vitória na quarta-feira.

Se este Santos atingir o máximo de seu potencial, ou seja, repetir suas melhores atuações no primeiro semestre deste ano, ele terá um rendimento de 30% a 40% superior ao São Paulo, que é o time-padrão, certo? Sim, até porque no Campeonato Paulista, quando as duas equipes se enfrentaram com todos os seus titulares, o Santos ganhou os três jogos que fez contra o Tricolor, e sempre com indiscutível superioridade (2 a 1, 2 a 1 e 3 a 0).

Eu diria, então, que se o São Paulo representa 100, este Santos, se jogar o máximo que pode, significa 140. Correto?

E o Vitória? Bem, o atual tricampeão baiano tem jogado bem. Digamos que se mostrar tudo o que pode na quarta-feira, atingirá 90% do rendimento médio de nosso time-base, o São Paulo. Portanto, se o São Paulo é 100, o Vitória poderia chegar a 90. Ok?

Então, grosso modo, diríamos que se Santos e Vitória jogarem o máximo que podem, teremos 140 (Santos) contra 90 (Vitória), com grandes possibilidades – salvo as imponderabilidades do futebol – de um triunfo santista por dois ou mais gols de diferença.

Dentro e fora de casa

Claro que nem sempre as equipes apresentam o seu melhor futebol, e por isso há tantas surpresas neste esporte. Se o Santos jogar apenas 70% do que apresentou no primeiro semestre e o Vitória alcançar o seu 100%, então teremos 98 do Santos contra 90 do Vitória, em um equilíbrio que pode levar a um empate.

E, diga-se de passagem, o Santos não tem jogado 50% do que pode (70 pontos), enquanto o Vitória tem alcançado no mínimo 80% do que mostrou antes das férias da Copa (72 pontos). Se este quadro perdurar na quarta-feira, o empate será o resultado mais lógico.

Mas, para que a previsão seja mais correta, deve-se levar em conta outros fatores, como o rendimento do time em seu campo e fora dele. Neste caso, é evidente que o Santos joga muito melhor em seu estádio, no qual venceu o São Paulo ontem e dominou a partida contra o Fluminense, mesmo perdendo.

Assim, na Vila o Santos chegou, em média, a 70% do seu melhor rendimento, ou 98 pontos. Por outro lado, o Vitória costuma jogar bem fora de casa, mas não tanto como em Salvador. Presume-se que na quarta-feira o time baiano consiga alcançar, no máximo, 80% de seu potencial, o que lhe daria 72 pontos – diferença suficiente (98 a 72) para se prever, com segurança, uma vitória santista por no mínimo um gol de diferença.

Elenco, Motivação…

Não sabemos se Dorival Junior escalará André, já negociado com o Dínamo de Kiev, mas, de qualquer forma, os problemas de elenco do Vitória são mais graves, já que o time perdeu vários titulares e o que enfrentará o Santos não é o mesmo que se classificou para as finais da Copa do Brasil. Neste quesito, o Santos parece estar um pouco melhor.

Porém, quanto à motivação, a dos baianos tem tudo para ser maior, pois em toda a sua história o Vitória jamais conquistou um título nacional. Seu feito mais importante foi o vice-campeonato do Brasil, em 1993, enquanto o Santos já foi oito vezes campeão brasileiro e outras quatro vezes vice-campeão.

A motivação, como se sabe, faz um jogador dedicar-se inteiramente a uma partida, enquanto a falta dela impede que atinja o máximo de seu jogo. Porém, em uma final importante como esta, é difícil acreditar que algum dos 22 jogadores esteja pensando em outra coisa que não seja o título e o orgulho de deixar o nome na história de seu clube.

Conclusão: dará Santos, por dois gols de diferença

Depois de analisar todas as probabilidades e levando-se em conta que os quesitos elenco e motivação não deverão influir significativamente nos cálculos anteriores, não dá para prever outra coisa no primeiro jogo da decisão da Copa do Brasil, quarta-feira, do que uma vitória do Santos por, no mínimo, dois gols de diferença.

Claro que este é apenas um cálculo frio e matemático. E deveria ser anunciado poucos minutos antes do jogo. Pois escrito assim, com dois dias de antecedência, pode ser conhecido pelos contendores e, como explica a física quântica, alterar as condições do experimento, no caso a partida.

Então, o Vitória não poderá vencer na Vila? Sim, claro, mas para isso dependerá de circunstâncias especiais, tais como: 1 – Uma jornada espetacular de sua equipe, chamada de “superação”, que, como o nome diz, alcançaria um nível superior aos 90 pontos que é o seu máximo; 2 – Uma partida muito ruim do Santos, que atingiria menos de 70% de seu potencial; 3 – Fatores imponderáveis a favor do time visitante, tais como: erros de arbitragem, expulsões ou contusões de santistas, gol(s) fortuito(s).

Assim, por mais que o Santos seja o favorito, surpresas podem acontecer e é por isso mesmo que o futebol é tão emocionante. Porém, como o comentarista não deve contar com a sorte, e apenas com a lógica, eu diria que o santista deve ir à Vila Belmiro sem sustos na quarta-feira e apoiar o time do começo ao fim, pois deverá assistir a um grande jogo e a uma vitória incontestável do Alvinegro Praiano.

E para você, o que vai dar na quarta-feira? O Santos voltará a jogar como no primeiro semestre e conseguirá grande vitória, ou será parado pelo bom tricampeão baiano?

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jul 25

O único gol do jogo foi contra – de Renato Silva, aos 15 minutos do segundo tempo –, mas se um time tinha de sair vencedor neste domingo, na Vila Belmiro, tinha de ser mesmo o Santos, que foi um pouco mais agressivo e objetivo. Comandado por Paulo Henrique Ganso, o Alvinegro contou com a volta de Marquinhos, lento para alguns, mas cujo domínio e toque de bola melhora muito o padrão do meio-campo santista. A partir deste setor o Santos foi um pouco mais ousado, o suficiente para merecer a magra vitória e subir para a oitava posição no Campeonato Brasileiro.

O São Paulo, quer sofreu a quarta derrota para o Santos este ano, apresentou alguns jovens promissores, como Samuel, Diogo e Casemiro, mas voltou a mostrar inoperância total no ataque e deu a impressão de que não terá forças para segurar o Internacional na quarta-feira, quando irá ao Beira-Rio para o jogo de ida da semifinal da Copa Libertadores.

O Santos, por sua vez, com a vitória ao menos melhorou o ambiente para a primeira partida da decisão da Copa do Brasil, quarta-feira, na Vila Belmiro, contra o perigoso Vitória. Mesmo bastante modificado com relação ao time do primeiro semestre, o esquadrão baiano tem jogado bem fora de casa e deve ser encarado com respeito – como mostra a elucidativa matéria do companheiro Ademir Quintino em seu blog – www.blogademir.blogspot.com

O quarto Sansão do ano – que marcou também a quarta vitória santista – mostrou que:

Paulo Henrique Ganso tem de ser jogar até com uma perna só. No final do jogo, quando pediu a bola para fazer o tempo passar, fez o que quis com ela. Ele faz com que jogar futebol pareça algo muito simples. Craque, maestro, nome certo na lista da Seleção de amanhã.

Neymar está tentando, mas sem alguém que se aproxime dele pela esquerda para fazer as tabelas, fica difícil. Além disso, deve estar mesmo com a cabeça no Chelsea. E amanhã é outro santista que deverá ser chamado por Mano Menezes para o amistoso contra os Estados Unidos.

Rafael teve atuação excelente. Apesar de bem jovem, quando exigido mostra uma segurança que não se via em Fábio Costa ou Felipe.

Marquinhos faz falta a este time. Pode ser lento e não aguenta correr o tempo todo, mas enquanto está em campo é essencial para o domínio do meio-campo.

Marcel tem melhorado. Não é um craque, mas tromba com a defesa inimiga, ajuda na marcação da saída de bola e é importante nas bolas altas. Hoje atuou até como zagueiro nas bolas paradas do São Paulo. Creio que tenha sido sua melhor, ou menos ruim, atuação no Santos.

Zé Eduardo é mais rápido e insinuante e sempre cria mais espaços quando entra. Só precisa ser mais decisivo, não desperdiças contra-ataques.

Os zagueiros Edu Dracena e Durval são limitados, mas hoje foram auxiliados pelo meio-campo e não comprometeram muito. De qualquer forma, não dá para ficar com dois zagueiros pesadões e veteranos. Ao menos um deles deveria ser substituído por alguém com maior poder de recuperação.

Os laterais Maranhão e Alex Sandro não são de todo ruins e às vezes até apoiam bem, principalmente Maranhão, que hoje se mostrou bem atuante. Mas lhes falta mais cabeça, mais experiência. Maranhão até avança bem, mas na hora de chutar a gol, ao menos hoje, foi um desastre. Que treinem mais este fundamento: bater na bola.

Rodriguinho compõe bem o meio, mas dificilmente tira a bola de um adversário sem cometer falta. Hoje contei duas vezes em que ao atacante do São Paulo estava de costas para o campo e mesmo assim Rodriguinho fez faltas, propiciando boas chances de cruzamento à área.

Dos novatos, Breitner entrou inseguro, mas melhorou bem, e Danilo, jogando fora de sua posição, até que se saiu bem. Espera-se que Dorival Junior não invente mais e deixe o rapaz jogar na sua, que é a lateral-direita.

No São Paulo, em que Ricardo Gomes já subiu ao telhado, gostei do início de Cléber Santana e das entradas de Marlos e Washington. Marcelinho Paraíba só utou, Rogério Ceni não teve culpa no gol (ou será que deveria ter saído do gol para cortar o cruzamento?), Fernandinho pouco fez e, como já citei, ao menos os jovens Samuel, Diogo e Casemiro mostraram personalidade e certamente merecerão novas chances no time principal.

A arbitragem de Luiz Flávio de Oliveira foi boa, sem influência no resultado. O único senão foi o público, apenas 9.367 pagantes, mas como não dava para jogar no Pacaembu, que à noitinha teria o jogo do Corinthians com o Guarani, o jeito era jogar na Vila Belmiro – que, ao menos nas horas em que o time precisa do carinho da torcida, costuma funcionar.

Como é óbvio, a vitória melhorará o ânimo dos santistas para o jogo decisivo contra o Vitória. Se jogar tudo o que pode na quarta-feira, o Santos deverá vencer, apesar da boa fase do adversário. Ao São Paulo restou o aprofundamento da crise, já que dos quatro jogos que fez no retorno das férias, empatou um e perdeu três.

Neste momento, a direção são-paulina deve estar vivendo o velho dilema: espera-se os jogos contra o Internacional, que são, na verdade, os que interessam ao Tricolor nesta volta da Copa, ou demite-se Ricardo Gomes antes? O mais inteligente é esperar. Ricardo Gomes não é nenhuma maravilha, mas é um bom técnico e não há nenhum outro do mesmo nível no mercado.

E você, o que achou do Sansão de hoje? Acha que a vitória dará o ânimo que o santos precisava para a partida contra o Vitória: E o São Paulo, arrancará ao menos um empate no Beira-Rio?

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jul 24

O senhor Ricardo Teixeira quer se perpetuar na presidência da CBF. Entende-se, há muita gente vaidosa por aí. Mas não podia trabalhar um pouquinho? Mostrar um mínimo de bom senso e organização? O episódio da escolha do técnico da Seleção foi bizarro, assim como já tinha sido o anúncio da taça das bolinhas para o São Paulo, o anúncio e o desanúncio do Morumbi como estádio da abertura da Copa e o apoio a Kléber Leite, outro paraquedista, para a presidência do Clube dos 13. Ah, ainda me esqueci da demissão de Dunga, pelo site, sem o mínimo respeito, como se só o técnico fosse o culpado pelo fracasso do Brasil na Copa da África.

Não é verdade que as relações entre Ricardo Teixeira e o presidente do Fluminense, seu ex-cardiologista Roberto Horcades Figueira, tenha se desgastado só este ano, com a recusa do Fluminense de apoiar a chapa de Kléber Leite no Clube dos Treze.

Há mais de um ano, quando Teixeira tratou com desdém a reivindicação legítima do Fluminense para que a Taça de Prata de 1970 fosse ratificada como o segundo título brasileiro do tricolor, Horcades se sentiu ofendido. Ele havia oferecido o salão nobre do Fluminense para um painel com a imprensa sobre a Taça Brasil e o Torneio Roberto Gomes Pedrosa.

Neste painel, organizado por José Carlos Peres e exposto por mim, com ajuda de Vítor Queiroz, ficou tão clara a validade dos títulos – diante da quantidade e valor dos documentos apresentados –, que nenhum jornalista presente contestou. Saímos de lá confiantes do aval da CBF. Horcades, todo sorrisos, chegou a dizer que tinha certeza de que seu amigo e paciente assinaria sem problemas a ratificação dos títulos.

Porém, como se sabe, desde então Teixeira foge do dossiê como o diabo da cruz. Chegou a ser grosseiro com Horcades quando este tocou no assunto, o que fez o presidente do Flu sentir-se tremendamente desprestigiado, pois para o evento convidou representantes de seis grandes clubes brasileiros – Fluminense, Palmeiras, Santos, Cruzeiro, Botafogo e Bahia –, em um esforço para corrigir o estranho esquecimento histórico.

Há tempos, portanto, que Teixeira trata Horcades com desrespeito. Não é de se estranhar que tenha convidado Muricy Ramalho para técnico da Seleção sem ao menos ter conversado antes com a direção do clube ao qual o treinador está ligado por contrato.

Este senhor que não conhece elegância, diplomacia e muito menos planejamento e organização, é o que quer organizar uma Copa do Mundo no Brasil? Tsc, tsc, tsc. Ainda está em tempo de mudar. Nem a indicação quebra-galho de Mano Menezes, do popular Corinthians, deverá melhorar as coisas para Teixeira, que contra todas as expectativas está encostando a escada na parede para subir no telhado.

E você, o que achou do convite a Mano Menezes? Foi politicagem, improviso, ou o técnico do Corinthians é mesmo a melhor opção para dirigir a Seleção Brasileira? E o que você pensa de Ricardo Teixeira? É o melhor presidente que a CBF pode ter?

Escrito por Odir Cunha \\ tags: , , , , , ,

jul 23

Houve época em que o único estádio em que o Santos ganhava um jogo era a Vila Belmiro. Jogar fora era derrota certa. Nos clássicos em São Paulo, o empate já estava ótimo e, quando fazia gol, era preciso correr todos os programas esportivos para rever o lance. Só isso aplacava a paixão do santista, tão mal correspondida naqueles tempos. Portanto, isto que está acontecendo agora com o Santos, na volta das férias da Copa, não me abala nem um pouco. Sinto, porém, que tem deixado muito torcedor desesperançado, o que só contribui para aumentar a possibilidade de novos fracassos.

Antropólogos descobriram, há duas ou três décadas, o povo mais feliz do mundo. Era uma tribo africana que tinha a incrível capacidade de esquecer as tristezas tão logo aconteciam. Viviam como crianças, a maior parte do tempo refrescando-se em uma cachoeira próxima, sem recordar dos amigos que morriam. Não por frieza, mas por que viver o presente era melhor. Se o torcedor agisse da mesma forma, os clubes não sofreriam crises.

Em 2004, meses depois de lançar “Time dos Sonhos”, fui entrevistado pelo então estudante Olavo Soares, cuja tese de conclusão do curso de jornalismo na USP falava das razões que fazem os times viverem longas filas sem títulos. Eu já tinha pensado muito nisso e cheguei à conclusão de que é um círculo vicioso sadomasoquista que, quando começa, dificilmente é rompido.

O pior problema é a impaciência, que encurta o tempo de trabalho dos técnicos e de adaptação dos novos jogadores. E esse tal de contrata-demite-contrata-demite vai afundando o time, desesperando o torcedor e onerando os cofres do clube. Quando se vê, gastou-se uma fortuna, ainda há débitos com direitos trabalhistas a perder de vista, e o time continua ruim, inferior a outros que investem menos, porém são mais organizados. E pacientes.

Times de grande torcida estão mais sujeitos a estes períodos de crise constante, pois a pressão é maior. A busca por salvadores da pátria gera dirigentes oportunistas que prometem muito e, quando eleitos, às vezes fazem menos do que os antecessores. As cornetas soam a cada derrota e o ambiente se torna inadministrável.

Ao invés de broncas, eles precisam de carinho

A derrota desestrutura o torcedor fanático, pois ele a encara como uma afronta pessoal. É como se pensasse: “Que direito esses caras têm de me fazer infeliz?”. E tome bronca em cima de todo mundo, do jogador veterano ao novato, do técnico ao preparador físico, do diretor de futebol ao presidente. Mas será que tudo fica errado de uma hora para outra?

Não, não fica. Porém, por mais esclarecidas que muitas pessoas ligadas ao futebol sejam, acabam agindo pelo impulso. Se a bola bate na trave e entra, está tudo bem, se bate na trave e sai, está tudo errado. Será que precisa ser assim mesmo? Analisemos este Santos que encantou o Brasil e agora vem de três derrotas consecutivas no Campeonato Brasileiro…

Os jogadores desaprenderam de jogar? Neymar e Paulo Henrique Ganso deixaram de ser craques? Dorival Junior deixou de ser um bom técnico para se transformar em mais um “burro”? Luís Álvaro, de esperança de renovação na direção do Santos, virou mais um político fazedor de média?

Não, claro que não. Mas a mágoa do torcedor diz tudo isso, como a mãe que xinga o filho que ama apenas para mexer com seus brios e fazer com que lute contra os obstáculos da vida, ao invés de entregar-se a eles.

É lógico que todos os envolvidos querem continuar vencendo, pois é o sucesso que inspira respeito, traz fama e fortuna. E é lógico que o santista continuará amando Robinho, Neymar, Ganso, Wesley, Arouca e todos os outros que na primeira metade deste ano tornaram o Santos uma referência mundial do futebol-arte.

Então, para definir o comportamento ideal de um torcedor nas horas difíceis de seu time, eu emprestaria uma frase que sintetiza a postura correta dos pais diante de filhos adolescentes: Quando eles menos merecem, mais precisam de carinho.

Eu sei que alguns Meninos devem estar com a cabeça na montanha de dinheiro que pode entrar nas suas contas; que outros estão deslumbrados com as mulheres bonitas que, imaginaram, nunca lhes daria bola; que, enfim, estão se julgando os reis da cocada preta. Isso é ruim? Não sei. Arrogância é, mas autoconfiança nunca foi. Ao contrário.

Imagino também como deve ser difícil vencer no mundo competitivo e às vezes selvagem do futebol, em que adversários grosseiros e invejosos chutam por trás, dão cotoveladas no seu rosto, cabeceiam sua nuca, xingam, provocam, ameaçam quebrar sua perna a cada partida. E se, nas arquibancadas, ao invés de amigos, você tem inimigos, aí é que dá vontade de largar tudo e procurar outro clube.

Por tudo isso é que, mesmo perdendo a paciência às vezes, como todo torcedor, o meu lado racional, quase zen, diz que o que esses rapazes precisam é de compreensão e carinho. Um recado tipo: “Sei que em outros clubes vocês seriam xingados, ameaçados, banidos, mas no Santos é diferente. Nós entendemos que vocês estão tentando fazer o melhor e, assim como estivemos ao seu lado nas vitórias e nos sorrisos, continuamos com vocês nesse momento difícil. Façam sua parte em campo, que nós faremos a nossa fora dele”.

Às vésperas de decisão mais importante para o clube dos últimos seis anos, seria uma falta de inteligência descomunal contribuir para arruinar o ambiente do futebol do Santos. Como aquela feliz tribo africana, o torcedor deve esquecer o que aconteceu ontem e permitir que os Meninos reúnam as forças e partam, confiantes, para o seu objetivo. Sim, porque o papel da torcida é ser, mesmo, o décimo-segundo jogador, e não o segundo e implacável juiz.

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A sensação de ser especial

Livros autografados para o Papai

Tenho oito exemplares do “Ser Santista, um orgulho que nem todos podem ter” e do livro de bolso “O time do meu coração”. Acho que podem ser bons presentes para o Dia dos Pais, não? Posso enviar pelo correio. Os interessados devem entrar em contato comigo pelo e-mail odir.cunha@uol.com.br

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