ago 22

Na boa e justa vitória do Santos sobre o inexplicável Atlético Mineiro, na Vila Belmiro, por 2 a 0, o melhor nem foram as ótimas atuações de Neymar – seu primeiro jogo depois do Dia do Fico – e de Paulo Henrique Ganso; muito menos a esperada estréia de Keirrison. O que deve ter aberto sorrisos entre os santistas foram os desempenhos altamente satisfatórios dos novatos Rafael, Bruno Aguiar, Danilo e Zezinho, que parecem dar um novo fôlego à era dos Meninos da Vila ainda tem muito fôlego.

Ainda falta maior poder ofensivo, pois não é de um time para o outro que as ausências de Robinho, André e Wesley serão supridas. Mas Keirrison, que entrou no segundo tempo, deu uma boa mobilidade ao ataque e pode cumprir com a mesma eficiência a função que era de André.

Danilo cresce a cada jogo e pode, sim, compensar a ausência de Wesley. Dizer que Zezinho fará os santistas esquecerem Robinho é exagero, ao menos por enquanto, mas o garoto de 18 anos me fez queimar a língua.

Ao analisar os times, pela Rádio Globo, eu disse que preferia Madson, ao men os mais experiente. Porém, Zezinho não só apoiou bem o ataque, como ainda conseguiu algumas boas roubadas de bola.

Quanto a Rafael, o que mais falar? É um grande goleiro. Merece ser titular de um time como o Santos. Inspira confiança, e o mesmo posso dizer do zagueiro Bruno Aguiar. Novamente gostei muito de sua atuação: firme, atenta, responsável. Edu Dracena tem um reserva à altura, sem dúvida.

O caminho para se aproximar dos primeiros

Como tem um jogo a mais para fazer – contra o Internacional, na Vila Belmiro –, o Santos pode terminar o primeiro turno do Campeonato Brasileiro não só entre os quatro primeiros, mas com uma proximidade de Fluminense e Corinthians que lhe dará esperanças de lutar pelo título no segundo turno.

Seus compromissos mais difíceis serão contra o Grêmio, próxima quarta-feira, no Olímpico, e contra o Flamengo, no Maracanã, na última rodada do primeiro turno. Porém, além da tradição desses adversários e o fato de jogarem diante de suas torcidas, a verdade é que tecnicamente o Santos não é inferior e pode, sim jogar pela vitória.

No mais, o Alvinegro Praiano jogará contra o Goiás, no Pacaembu, no próximo sábado, às 18h30m (jogo para lotar o estádio) e em seguida contra o Avai, na Vila Belmiro.

Vencendo os seus três jogos em casa e ao menos um dos dois que fará no campo do adversário, o Santos fatalmente terminará o turno no calcanhar dos adversários e terá ainda mais 19 rodadas para buscar o seu terceiro título brasileiro na década.

O que você achou do jogo contra o Atlético/MG? Acredita que ainda dá para lutar pelo título brasileiro?

Escrito por Odir Cunha \\ tags: , , , , , , , , ,

ago 22

Reveja os gols de Santos 3, Atlético/MG 1, última partida entre ambos na Vila Belmiro.

O jogo de logo mais, às 16 horas, na Vila Belmiro, entre Santos e Atlético Mineiro – que comentarei pela Rádio Globo – não é de prognóstico tão simples como parece.

O Santos, que tenta se reequilibrar após as saídas de Robinho, André e Wesley, não poderá contar com os titulares Edu Dracena e Marquinhos e nem com os primeiros reservas Rodriguinho e Zé Eduardo, todos suspensos.

O Atlético Mineiro, que no papel não deveria estar tão mal no campeonato, pois tem jogadores de categoria, como Diego Souza, Ricardinho e Diego Tardelli, terá a estréia de Réver, compondo uma linha de três zagueiros com Lima e Werley.

O goleiro Fábio Costa, emprestado pelo Santos ao time mineiro, não poderá jogar hoje, assim como o meia Daniel Carvalho, machucado.

Para o Santos, que ainda sonha correr atrás de mais um título brasileiro, a vitória é importante, mas esse resultado também é o pretendido pelo time de Minas, que, se perder ou mesmo empatar, continuará na zona de rebaixamento.

Times prováveis para hoje: SANTOS – Rafael; Pará, Bruno Aguiar, Durval e Léo; Arouca, Danilo e Paulo Henrique Ganso; Madson, Neymar e Keirrison. Técnico: Dorival Jr.

ATLÉTICO-MG – Aranha; Réver, Werley, Lima; Diego Macedo, Rafael Jataí, Serginho, Diego Souza e Ricardinho; Neto Berola e Diego Tardelli. Técnico: Vanderlei Luxemburgo

A arbitragem será de Héber Roberto Lopes (Fifa-PR), auxiliado pelo correto e sisudo Roberto Braatz e por Gilson Bento Coutinho (ambos PR).

Fator campo poderá ser decisivo

Bem, vamos ao primeiro passo para se analisar o potencial de cada time, a partir de um time-padrão, ao qual é dado 100 pontos. No caso, o Método Científico OC estabelece como time-padrão o São Paulo, que tem nível acima da média e é capaz de brigar por todos os títulos que disputa.

Comparado ao São Paulo, este Santos de hoje, que antes de perder alguns titulares na janela de transferências, chegava a 140 pontos, agora alcança apenas 110 pontos. Por outro lado, o Atlético Mineiro, mesmo considerando-se o fato de ter alguns ótimos jogadores, além do experiente técnico Vanderlei Luxemburgo, não passa de 80 pontos, no máximo 90.

Os dois times estão se reestruturando, mas o Santos ao menos tem uma base que deu muito certo no primeiro semestre. No quesito motivação pode-se considerar que haja um empate, pois ao mesmo tempo em que o Santos precisa da vitória para buscar mais um título este ano, o Atlético necessita urgentemente de três pontos para sair da zona de rebaixamento.

Os dois times têm desfalques e estreias, fatores que dificultam as previsões, aumentando o grau de imponderabilidade. Um estreante, como Keirrison, tanto pode acabar com o jogo, marcando gols, como pode se apagar. A mesma dúvida acompanhará o desempenho do zagueiro Rever, do Atlético.

As duas defesas não são nenhum primor, mas a do Atlético tem falhado mais. A do Santos sofreu 20 gols, a do time mineiro, 26. O Alvinegro Praiano marcou 21 vezes e o de Minas, 17.

O Atlético tem jogadores que podem definir o jogo, como Diego Souza e Diego Tardelli, além de Ricardinho; o Santos tem a dupla de ouro Paulo Hemrique Ganso e Neymar, além de Keirrison.

Porém, o elemento definitivo nesta análise é o fator campo. Na Vila Belmiro o Santos joga melhor, vai pra cima, encurrala o adversário e vence cerca de 80% de seus jogos. O Atlético Mineiro, por sua vez, cai muito quando atua distante do carinho de sua torcida.

Neste Brasileiro o time de Minas não ganhou uma única vez jogando fora. O máximo que conseguiu foi empatar em 0 a 0 com o Avaí. Nos outros cinco jogos, perdeu todos, sofrendo uma média aproximada de três gols por partida.

Santos deverá ganhar por um gol de diferença

Mesmo com as dificuldades de entrosamento e os desfalques, é bem plausível que o Santos consiga jogar 80% do seu futebol atuando em casa. Isso lhe daria 88 pontos de um total máximo de 110.

Quanto ao Atlético, mesmo que atinja 90% de seu potencial, chegará a 72, no máximo 75 pontos. E esta diferença, de 88 para 75 pontos, é suficiente para uma vitória por um gol de diferença, se bem que o empate não estaria descartado.

Está não é a minha opinião, mas a do Método Científico OC, que explanarei também nos comentários pela Rádio Globo, para onde já estou me dirigindo.

E você, acha que a previsão do Método Científico OC é correta, a vitória do Santos deverá ser folgada, ou o Atlético surpreenderá os Meninos?

Escrito por Odir Cunha \\ tags: , , , , , , , , , , , , , ,

ago 21

Gols de Léo pelo Santos

O melhor de Keirrison, quando ainda estava no Coritiba.

Titio Luís Álvaro já disse que agora o Santos não deve contratar mais ninguém. Bem, já foi ótimo manter o Neymar, o Ganso, o Arouca… Mas a verdade é que o time se enfraqueceu comparado ao do primeiro semestre, pois Robinho, André e Wesley se foram. Como, então, deve ser o Santos que começa amanhã, contra o Atlético Mineiro – jogo que comento pela Rádio Globo – uma nova etapa em sua vida? Que tal dar umas idéias para Dorival Junior?

Depois do que aconteceu com Wesley – que em um ano mudou de perna de pau para quase craque –, passei a, humildemente, reconhecer que alguns jogadores podem render muito mais em outras posições além daquela em que costuma jogar.

Não é o caso de Pará, por exemplo, que só se sai bem na lateral-direita, mas por que não experimentar outros jogadores em funções diferentes das quais vêm sendo utilizados?

Que tal tentar o Léo pelo meio?

Um lateral é alguém acostumado a trabalhar em um espaço limitado do campo. Isso pode lhe tornar, ao longo dos anos, mais hábil e rápido de raciocínio do que a maior parte dos jogadores. Júnior, do Flamengo e da Seleção de Telê, foi um exemplo de lateral-direito que se deu bem deslocado para o meio.

Está certo que Júnior era um craque, tinha uma visão de jogo excepcional e batia na bola como ninguém, mas é um precedente que pode justificar a tentativa de se escalar Léo pelo meio, ao lado de Arouca, marcando, mas também saindo para o jogo.

Veterano, o Léo de tantas batalhas gloriosas não tem mais o mesmo pique de outrora, mas, aos 35 anos, o Leão da Vila ainda dá um bom caldo. Tem personalidade, experiência e uma habilidade acima da média. É capaz de penetrar pelo meio e também tem experiência na marcação. Seria uma boa tentativa colocá-lo ao lado de Arouca, na posição que antes era de Wesley.

Talvez o jogador de meio-campo se movimente até mais do que o lateral, mas não é obrigado a tantos piques, que acabam com a resistência do jogador. No meio é possível administrar melhor o gasto de energias e é a região do campo que exige cérebro e onde um jogador mais velho ainda pode se dar bem.

Como ficaria o time…

Na defesa, não há o que mexer. Rafael, Pará, Edu Dracena, Durval e Alex Sandro podem dar conta do recado, principalmente quando têm uma proteção maior do meio-campo, que teria Arouca e Léo (ou Rodriguinho), Paulo Henrique Ganso e Marquinhos.

No ataque, não há o que pensar: Neymar e Keirrison (ou Zé Eduardo), ou mesmo os três, com a saída de Marquinhos. Quando precisar aproveitar melhor o contra-ataque, creio que a entrada de Madson no lugar de Marquinhos pode ser uma boa, se bem que Marquinhos segura bem a bola e também é preciso nos passes.

E os novos Meninos?

Confesso que ainda não me convenci da qualidade excepcional de nenhum dos novos Meninos: Breitner, Zezinho, Alan Patrick… Torço muito por eles, porque se apenas um vingar, a meia ofensiva do Santos voltará a ser muito poderosa.

Com as saídas de Robinho, Wesley e André o Santos perdeu justamente no setor que é a alma de seu time: a faixa de campo que começa na intermediária e vai até a pequena área do adversário.

Keirrison pode ocupar bem o lugar que era de André, talvez Léo componha bem o meio-campo, como fazia Wesley (o que é menos provável, reconheço) e Zé Eduardo possa fazer com alguma eficiência a função polivalente que era de Robinho, mas aí muita coisa terá de dar certo para que o time mantenha o mesmo nível do primeiro semestre.

Chegou um momento em que para manter o mesmo rendimento que lhe dava 140 pontos na escala do Método Científico OC, o Santos teria de ter ao menos mais um jogador de peso entre seu meio-campo e ataque. Pode ser um dos novatos? Tomara. Pode ser um improvisado Léo? Quem sabe. Podem Rodriguinho e Marquinhos melhorarem um pouco mais suas performances? É possível.

Porém, para não depender de tantas felizes coincidências, o melhor seria que se buscasse um jogador que venha para ser titular nesse meio-campo. Bem, está chegando aí o garoto Rodrigo Possebon, meia brasileiro que estava treinando no Manchester United, depois de passar pelo Braga. Pode ser ele? Bem, não se pode esperar muito do rapaz, mas não custa nada acreditar que ao pisar no gramado sagrado da Vila Belmiro, a genialidade dos craques imortais que já atuaram ali invada seu corpo e sua alma e o torne mais um Menino da Vila.

E você, acha que Léo deve ser testado no meio-campo? Tem mais sugestões para fazer a Dorival Junior? Como ele deve montar o time, mesmo sem Robinho, André e Wesley, para conseguir o mesmo rendimento do primeiro semestre?

Escrito por Odir Cunha \\ tags: , , , , , , , , , ,

jul 31

A decisão do técnico Dorival Junior de usar time reserva amanhã, em Presidente Prudente, dá a vários jogadores mais uma oportunidade de mostrar que um dia podem chegar a titulares. Entre eles há muitos novatos, mas um, não tão garoto assim, gera uma expectativa maior.

Refiro-me a Madson, batizado Madson Formagini Caridade, nascido em Volta Redonda em 21 de maio de 1986. Desde que foi punido por ter chegado tarde ao clube, ao comemorar seu aniversário, o “Pequeno Madson”, como gosto de chamá-lo, não foi mais o mesmo. Tem entrado pouco no time e, quando entra, não inflama mais a torcida, como antes.

Preocupo-me com Madson pois o considero um jogador utilíssimo cujo potencial não vem sendo devidamente aproveitado. Talvez por culpa dele mesmo, talvez por culpa do Santos, que ainda não tem um psicólogo para lidar com seus atletas, principalmente os mais jovens.

Bem, Madson já tem 24 anos, mas se comporta como um menino. Talvez, por sua altura – apenas 1,59m – seja visto apenas como um menino, mas não se pode esquecer que sua energia e força física já ajudaram muito aos clubes pelos quais passou: foi destaque no Volta Redonda, no Vasco e no Santos, principalmente no Campeonato Paulista de 2009, quando teve atuações destacadas nas semifinais, contra o Palmeiras, e chegou a ser escolhido por especialistas do jornal Lance! como o “Craque do Paulistão”.

Lembro-me de um jogo no Pacaembu em que Luxemburgo era o técnico do Santos. Quando os reservas foram se aquecer, o estádio inteiro passou a pedir “Madson!”, o técnico foi obrigado a colocá-lo em campo e logo na primeira jogada Madson arquitetou o lance que acabou em um gol de Neymar. Antes do fim do jogo o lance e o gol se repetiram, para êxtase de todos nós que testemunhávamos o espetáculo.

As qualidades do pequeno gigante

Ele pode ser pequeno, mas é extremamente forte e não tem medo de cara feia. Madson parte para cima de beques imensos e parece não sentir as pancadas. É um forte, sem dúvida. Mais do que isso: é rápido, insinuante, e quando pega uma defesa já meio cansada, ninguém consegue pará-lo.

Reconheço que ele poderia acertar melhorar o último passe ou ter um chute mais forte e certeiro, mas admito também que é difícil conciliar velocidade com precisão. Só o fato de ser uma preocupação constante para a defesa inimiga já faz dele uma arma que não pode ser negligenciada.

Por isso, torcerei muito para o “Pequeno Madson” amanhã, em Prudente. Não só por ele, aliás. Creio que a oportunidade também é ótima para Zé Eduardo firmar-se como um sério candidato à vaga deixada por André. Sei que Keirrison veio para ser titular, mas se demorar muito para voltar á antiga forma, Zé Eduardo será a solução.

Também quero ver de novo Bruno Aguiar, que substituiu Edu Dracena melhor do que a encomenda na partida contra o Vitória. Se repetir a bela atuação, poderá ambicionar a chamada titularidade. Por que não?

Outros que merecem análise mais cuidadosa são Maranhão, Rodriguinho e Danilo. Os três têm qualidades e podem ser úteis. Maranhão tem altos e baixos e, quem sabe, longe da inclemência da torcida santista, possa até se sair melhor do que quando joga na Vila. Rodriguinho faz um feijão com arroz bem feito. Nada mais. E Danilo parece estar em evolução. Não encantou, mas não decepcionou.

De Rafael, Léo e Marquinhos não preciso dizer nada. São titulares importantes para o Santos. E o que esperar de Vinícius e Zezinho, que até agora pouco mostraram? Não sei. Confesso que esperava mais de Zezinho, mas o garoto parece assustado com o peso da camisa do Santos. É outro que precisaria de um trabalho psicológico. Dá a pinta de que pode jogar muito, mas a cabeça está atrapalhando.

Enfim, mesmo sendo um jogo aparentemente sem maiores atrativos, sei que para o santista é muito importante, pois o sonho do título brasileiro ainda existe e poderá ser acalentado com uma surpreendente vitória em Presidente Prudente. Como já disse, a lógica é que a partida termine empatada, mas não se pode descartar a possibilidade de os reservas jogarem como titulares, jogarem como nós queremos que joguem.

E você, o que acha de Madson e o que espera do jogo em Presidente Prudente?

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jul 30

O técnico Dorival Junior resolveu não arriscar e já definiu um time reserva para enfrentar o perigoso Grêmio Prudente, domingo, no Prudentão. Dos titulares, apenas Edu Dracena, Léo e Marquinhos estarão em campo. Keirrison, que poderia estrear, foi vetado depois de treinar apenas 30 minutos, ontem.

O problema maior do novo contratado não é físico, é técnico mesmo. Parece que Keirrison desaprendeu nesse período que esteve na Europa. O fato de não ser aproveitado por Barcelona, Benfica e Fiorentina não só tiraram a confiança do garoto, como também o seu futebol – que, diga-se de passagem, nunca foi muito sofisticado.

Assim, a estréia de Keirrison no Santos deverá ocorrer apenas no dia 8 de agosto, na partida contra o Internacional, na Vila Belmiro. Sem ele, o time que entrará em campo contra o Grêmio Prudente, neste domingo, será: Felipe; Maranhão, Edu Dracena, Vinícius e Léo; Rodriginho, Danilo, Breitner (ou Roberto Brum) e Marquinhos; Zé Eduardo e Madson.

Com este time, é improvável esperar por uma vitória em Presidente Prudente. Um empate já deverá ser considerado um bom resultado. Com isso, o Santos deverá se afastar ainda mais das primeiras posições no Campeonato Brasileiro.

Você acha que Dorival Junior está certo em poupar os titulares para a decisão da Copa do Brasil, ou gostaria de ver um time mais forte em Presidente Prudente?

Escrito por Odir Cunha \\ tags: , , , , , , , ,